América Futebol Clube (Pernambuco)

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América - PE
America FC (PE).svg
Nome América Futebol Clube
Alcunhas Mequinha
Campeão do Centenário
Alviverde da Estrada do Arraial
Torcedor/Adepto Alviverde
Esmeraldino
Americano
Mascote Periquito
Principal rival Sport
Náutico
Santa Cruz
Fundação 12 de abril de 1914 (107 anos)
Estádio Estádio Municipal Ademir Cunha
Capacidade 12.500
Localização Paulista (Pernambuco)
Presidente João Antônio Moreira
Treinador Luciano Veloso
Patrocinador Bet Esporte.com
Material (d)esportivo Extreme
Competição Pernambucano - Série A2
Ranking nacional Aumento 128.º lugar, 459 pontos [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual

América Futebol Clube mais conhecido como América de Pernambuco, América Pernambucano e América do Recife, é um clube brasileiro de futebol, da cidade do Recife, capital de Pernambuco.

Atualmente manda suas partidas na cidade de Paulista, usando o Estádio Municipal Ademir Cunha para realização de seus jogos. A sede fica localizada na Estrada do Arraial, no bairro de Casa Amarela, zona norte da cidade do Recife.

Sua torcida era composta por grandes famílias aristocratas do Recife e também era querido pela Colônia Portuguesa Recifense, sem contar os outros torcedores espalhados pelo Recife, especialmente nos bairros de Casa Amarela, Casa Forte, Apipucos e Caxangá.

A décadas a equipe vive no ostracismos, por vezes dependente de um saudosismo de épocas douradas e mantido por torcedores apaixonados pelo próprio clube ou pela rica história do futebol pernambucano. O "Mequinha", como carinhosamente é conhecido, hoje em dia, segue como o segundo time de parte dos aficionados torcedores recifenses.

História[editar | editar código-fonte]

O América foi fundado em 12 de abril de 1914 por jovens aristocratas da cidade do Recife que tinha entre suas paixões a prática do ciclismo, com o nome de João de Barros Foot-Bal Clube, o nome fazia alusão à estrada onde se encontravam o primeiro campo do time e a sua respectiva sede.[2]

Sede do América Futebol Clube

O João de Barros surgiu como mais uma agremiação para a prática do desporto bretão, que ascendia na preferência pernambucana e nacional, arregimentando cada vez mais adeptos por todos os lugares. Um desses entusiastas foi João Evangelista Belfort Duarte, um dos personagens mais importantes do futebol brasileiro, tradutor das regras de futebol do inglês para o português, um dos fundadores da Associação Atlética Mackenzie College, primeiro clube de futebol formado por brasileiros (já que as grandes equipes na época eram de ingleses), o responsável por promover a primeira visita de um time estrangeiro ao país e também, na época da visita, era o presidente do tradicional América Football Clube do Rio de Janeiro.

Sua passagem pelo Recife tinha o objetivo de buscar apoio para a fundação da Federação Brasileira de Sports, antecessora da antiga CBD e posteriormente CBF. Porém, no breve período em que esteve na capital pernambucana, Belfort Duarte também deixou sua marca na história esmeraldina, sendo ele o responsável por motivar Aristheu Accioly Lins a fazer a mudança do nome João de Barros Foot-Bal Club para América Futebol Clube no dia 22 de agosto de 1915.[3]

A passagem foi tão marcante que um dos símbolos do futebol brasileiro ainda recebeu uma homenagem do então América, sendo distinguido como capitão honorário do clube, o mesmo ainda foi o responsável por divulgar a imprensa a mudança.

"Comunico-vos que em Assembléia Geral do João de Barros Futebol Clube, reunida no dia 22 de agosto de 1915 deliberou a mudança de nome daquela sociedade que ficou denominada "América Futebol Clube", convicto que esta deliberação em nada mudará as atenções dispensadas ao nosso antigo JBFC e espero a continuação das mesmas ao América Futebol Clube."

Carta de Belfort Duarte enviada a imprensa.

Anos dourados: ascensão e pioneirismo[editar | editar código-fonte]

O América foi um dos pioneiros, junto do Flamengo-PE e Santa Cruz, na organização e fundação da Liga Sportiva Pernambucana (LSP) em 16 de junho de 1915, o grande objetivo era a administração do futebol no estado, que se desenvolvia de forma rápida porém desorganizada. Ali foi plantada a primeira semente do que hoje chamamos de Federação Pernambucana de Futebol (FPF). Foi então que ainda no ano de 1915 aconteceu o primeiro Campeonato Pernambucano.

O primeiro título de Campeão Pernambucano do América só veio a acontecer em 1918, mas dessa vez com a participação do Náutico e Sport, que não fizeram parte da primeira edição da competição. Com 10 jogos, 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota o título veio, com a seguinte escalação: Jorge; Ayres e Alecxi; Rômulo, Bermudes e Soares; Siza, Ângelo Perez, Zé Tasso (artilheiro da competição com 17 gols), Juju e Lapa.

Em 1919 o Alviverde da Estrada do Arraial se sagrou bicampeão pernambucano, era mais uma amostra da força do América que na época deixava claro para que veio, uma das potências do futebol do estado, convidado a disputar torneios regionais e chegando a se tornar o maior campeão estadual da época com os títulos de Campeão Pernambucano de 1921 e especialmente em 1922, ano em que conquistou outro bicampeonato e um dos seus mais famosos alcunhas: "Campeão do Centenário".

A conquista do bicampeonato de 1919 se deu em cima do Sport Recife que também tinha se tornado bicampeão no ano anterior. O título também marcou o início do que viria a ser sua maior rivalidade, foi justamente com a equipe rubro-negra que surgiu o "Clássico dos Campeões", eram as duas equipes que mais tinham conquistado o título de campeão estadual da época. As duas equipes viriam a ser campeãs duas vezes uma sobre a outra nas temporadas seguintes.

Zé Tasso[editar | editar código-fonte]

A equipe esmeraldina durante seus tempo de glórias era liderada por José Henrique Tasso ou simplesmente Zé Tasso, maior ídolo da história do América, recifense criado no bairro de Poço da Panela, esteve presente nas maiores conquistas da história do clube. Destacou-se jogando futebol no time amador do bairro onde cresceu. Durante a disputa da Liga Suburbana de 1918, o Sr. Francisco Gusmão, que na época era técnico do alviverde, ficou encantado com as incríveis habilidades de Zé Tasso.

Ao final da competição o jogador foi convidado a integrar o elenco profissional do América, e logo no seu ano de estreia conquistou o seu primeiro título pernambucano e de quebra sendo o artilheiro da competição com 17 gols (1918). Suas atuações lhe deram destaque na crônica local, além de ter levado o Alviverde da Estrada do Arraial a mais 3 títulos estaduais (1919, 1921 & 1922). Em 1923 ajudou também marcou a história do América, ajudando a equipe na conquista do Troféu Nordeste, a primeira competição de âmbito regional no Nordeste que se tem notícia.

Campeão do Centenário da Independência[editar | editar código-fonte]

Em 1922, o América sagrava-se bicampeão pernambucano, mas o grito que ecoava no Recife era o de "Campeão do Centenário!", pois nesse ano o Brasil comemorava o 100ª aniversário de independência do Império Português.

A campanha vitoriosa foi a seguinte:

  • 07.05 América 2–1 Sport
  • 21.05 América 4–0 Peres
  • 04.06 América 2–1 Náutico
  • 23.07 América 3–1 Equador
  • 06.08 Torre 1–0 América
  • 22.10 América 2–1 Santa Cruz
  • 05.11 América 4–2 Flamengo

A competição teve muitos jogos interrompidos ou anulados pelos mais diversos motivos: chuvas intensas, desistências, entrega de pontos e a escuridão - iluminação nos campos de jogo não existia - o maior exemplo foi o clássico contra o Sport da primeira rodada, que terminaria decidindo o próprio campeonato posteriormente. Dentre os jogos anulados, Torre e o novato Equador entregaram seus pontos, assim como o Peres. Flamengo e Santa Cruz desistiram de jogar após adiamento provocado pelas chuvas. Tudo isso marcou o Campeonato Pernambucano de 1922.

O campeonato foi disputado em turno único. Assim, houve apenas os jogos de ida. Mais uma vez, Sport e América surgiam como candidatos ao título de campeão. Os rubro-negros pretendiam interromper a marcha de seu rival, que buscava o segundo bicampeonato. No jogo derradeiro entre as duas equipes o América derrotava o Sport pela contagem de 2 a 1, porém, o encontro foi suspenso por falta de iluminação.

A direção da Liga determinou que os oito minutos restantes fossem disputados em data posterior, depois do cumprimento da tabela. Assim, em 19 de novembro de 1922, rubro-negros e alviverdes voltaram ao mesmo local da partida interrompida, no Campo da Jaqueira, tradicional cancha alviverde que também era chamada de América Parque.

O América, que sofrera uma derrota durante a campanha - Torre 1 a 0 - chegava àquele momento com 10 pontos (sem os pontos da partida interrompida), enquanto o Sport tinha 11 e liderava a competição. Foram instantes dramáticos, o Sport Recife lançou-se ao ataque em busca de pelo menos o empate, ficaria com 12 pontos e deixaria o gramado festejando a conquista de mais um título. Já o América se defendia com unhas e dentes, uma vez que o placar fosse mantido passaria a somar 12 pontos e levantaria a taça, e foi o que ocorreu. Fim de jogo, vitória do América por 2 a 1, embora estivesse programado apenas alguns minutos de jogo, um grande público compareceu para prestigiar a disputa, a torcida alviverde fez muito barulho na comemoração da conquista do pomposo título de "Campeão do Centenário", que ainda é lembrada até os dias atuais quando a imprensa se refere ao América.

O time base campeão: Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolpho, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Juju e Matuto.

O primeiro campeão nordestino (1923)[editar | editar código-fonte]

Enquanto na região Sudeste foram organizadas competições como a Taça Ioduran e a Copa dos Campeões Estaduais, em Alagoas também foi organizada uma competição com o intuito colocar as equipes da região em disputa, assim foi organizado o Troféu Nordeste, o primeiro torneio interestadual da região que se tem notícia. A competição ocorreu para festejar o Dia do Trabalhador, em Maceió, e foram convidadas oito equipes da região para o torneio.

As equipes:

O Alviverde da Estrada do Arraial começou no torneio com uma vitória de 2-0 contra o CRB, equipe anfitriã da competição, na 2º rodada enfrentou o Botafogo-BA, mas não teve o mesmo desempenho e acabou sendo derrotado pelo placar de 4-1, na última rodada enfrentou o Cabo Branco e conseguiu vencer a equipe paraibana por 1-0, passando às semifinais ao lado do Botafogo-BA.[4]

América Campeão do Troféu Nordeste de 1923.

Nas semifinais o América teve pela frente um Clássico dos Campeões diante do seu maior rival: o Sport. A partida tomou ares de revanche, um reprise da final do pernambucano do ano anterior, em 1922, e com o ingrediente de que o rubro-negro vinha de uma campanha excelente no torneio, porém, o resultado dessa vez o foi bem diferente, uma sonora goleada de 6-2 no Leão.[5]

Na grande final o rival seria mais uma vez um anfitrião: o CSA, a equipe azulina havia vencido o Botafogo-BA e garantido a classificação para a grande final. A decisão foi em dois jogos, a primeira partida foi realizado no dia 4 de fevereiro, a equipe do CSA era formada por: Mendes, Osvaldo e Hilário; Campelo, Mimi e Geraldino; Bráulio; Alírio; Odulfo; Murilo e Nelcino. O América atuou com: Nezinho, Romulo e Faustino; Lyndolfo; Moreira e Zizi; Lapinho; Leça; Zé Tasso; Juju e Araújo, vitória da equipe esmeraldina pelo placar de 2-1, mostrando toda sua força.[6]

O segundo jogo foi realizado no dia 6 do mesmo mês, americanos e azulinos jogaram com os mesmos atletas, dessa vez a vitória ficou com a equipe anfitriã, vitória do CSA. Foi uma das mais eletrizantes partidas de futebol da história do América, Juju abriu o marcador para o alviverde, fazendo 1-0, Nelcino empatou e Bráulio virou para 2-1 CSA, Zé Tasso empatou outra vez mas Odulfo fez o 3-2 e o 4-2 para os alagoanos, Juju voltou a descontar no final para o América, fechando o marcador em 4-3. Foi uma vitória consagradora no torneio e que repercutiu nos grandes jornais do Recife.[7]

Como o América detinha a vantagem por ter feito uma campanha melhor até a final, sagrou-se o primeiro campeão nordestino, vitória consagradora que repercutiu nos grandes jornais do Recife.

1944: O último título pernambucano[editar | editar código-fonte]

O título do Campeonato Pernambucano de 1944 foi o último da equipe esmeraldina, também foi tratado por muitos como o título mais "sofrido & heroico" da história do clube. A instituição América já demonstrava um declínio acentuado na disputa das competições estaduais, muito pelo fato da chegada do profissionalismo ao futebol pernambucano (1937), muitas equipes históricas e campeãs do senário pernambucano já tinha deixado de existir ou deixariam nesse período entre 1937 a 1945 (Torre, Tramways, Flamengo-PE).

A competição de 1944 foi longa, mesmo composta por apenas 7 equipes houveram 18 jogos até a fase final onde as duas melhores equipes ainda fizeram 4 jogos, totalizando 22. Parte das partidas da fase de grupos e as partidas da grande decisão só aconteceram no ano seguinte, em 1945.

A grande final foi decidida entre a equipe esmeraldina e o Náutico, a equipe alvirrubra tinha finalmente decidido investir no futebol a pedido dos sócios e começava a ascender no cenário estadual e regional. A previsão era que fossem partidas difíceis, o confronto entre as duas equipes sempre prometia muito equilíbrio, partidas bem jogadas, tanto que o confronto recebeu o título de "Clássico da Técnica e Disciplina". A equipe esmeraldina era formada por Zezinho, Capuco, Julinho, Djalma, Edgard, Oseás, Pedrinho, Barbosa, Leça, Galego e Rubens.

O mequinha dominou os 4 jogos da grande decisão contra o Náutico, os resultados forma: Náutico 1-1 América (28/01), Náutico 2-3 América (04/02), Náutico 0-2 América (09/02), América 3-0 Náutico (18/02).

Após essa conquista, o América caiu no ostracismo, não mais fazendo campanhas de tanto destaque e longe de conquistar outro título pernambucano, esse que por sua vez ficou sempre nas mãos do "Trio de Ferro" da capital (Náutico, Sport e Santa Cruz), a única vez que essa hegemonia foi quebrada aconteceu em 2020 com o 1º título pernambucano da história de uma equipe do interior, vitória do Salgueiro em pleno Arruda contra o Santa Cruz.[8][9]

Anos de jejum e Taça Recife[editar | editar código-fonte]

Após a conquista do título pernambucano de 1944, o América ainda conseguiu um vice-campeonato em 1952, perdendo para o Náutico. Os anos seguintes foram de jejum e, aos poucos, durante o final da década de 1950 e as décadas de 1960 e 1970, o América foi perdendo espaço no cenário esportivo do estado por nunca mais ter conquistado um título. Prevalecia ainda sua "fiel torcida da Velha-Guarda Americana" sempre quando o América ia jogar, e ainda possuindo a simpatia do público do bairro de Casa Amarela.

Em 1975, enfim o América fazia ecoar o grito de campeão. Venceu o Náutico na final da Taça Recife, desbancando até o Santa Cruz que na época era a maior potência local.

A imprensa recifense dava uma certa atenção ao time do América, tanto pelas polêmicas dos dirigentes, como pelos jogadores contratados, e também na tentativa de soerguer o clube, que já vinha numa descendente no futebol. O clube era carinhosamente chamado de Verdão 75. Nos seus jogos sempre havia a presença de uma torcida, mesmo pequena, mas com charanga e bandeiras alviverdes. O artilheiro daquela edição da Taça Recife foi Edu Montes, com 7 gols.

Anos 2011-2020: Classificação para o Brasileirão[editar | editar código-fonte]

O começo da década não foi fácil para o América, após campanha ruim em 2011, a equipe foi rebaixada para a Série A2 do pernambucano em 2012 amargando a última colocação, No ano seguinte, o Mequinha conseguiu voltar, após conseguir a classificação para a fase final, depois de passar por Araripina e Olinda, chegou a decisão final contra o Vitória, em jogo único que foi decidido nos pênaltis, a equipe de Vitória de Santo Antão sagrou-se campeã. Voltando a elite estadual, a equipe não teve grandes destaques, escapando de um novo rebaixamento em 2014 no ano de seu centenário e em 2015.

Carlinhos Bala com a camisa do América pelo Campeonato Pernambucano

Na temporada de 2016, após anos sem disputar nenhuma competição nacional, mais precisamente desde a Série C de 1990, a equipe retornou após a disputa do Campeonato Pernambucano. O América ficou em 1º colocado no seu grupo com 3 vitórias 3 empates em 6 jogos, garantindo a vaga para a Série D no mesmo ano e de quebra para a Série D de 2017. Quem foi o responsável em liderar a equipe nesse retorno as disputas nacionais foi o icônico e folclórico Carlinhos Bala.[10] Foi com Bala que o América vencer por 1-0 e pós fim a um jejum de vitórias que durava desde 1973 contra seu maior rival o Sport em plena Ilha do Retiro.[11]

Na fase final do pernambucano, a equipe não teve o mesmo desempenho ficando em 5º lugar geral, porém, no torneio nacional, a equipe classificou em segundo lugar no seu grupo que contava com outras 3 equipes (Globo, Sousa e Galícia), foram 3 vitórias 1 empate e 2 derrotas. Na fase seguinte a equipe não teve o mesmo desempenho, acabou sendo eliminada para o Altos, dando a deus a competição. Na temporada de 2017, apesar de ter a vaga para o torneio nacional do mesmo ano, o América não conseguiu a classificação para o ano seguinte, a campanha do pernambucano não foi suficiente, ficando em 9º colocado com 5 vitórias 2 empates e 8 derrotas, já Série D a equipe também não conseguiu vaga para a fase seguinte com apenas 2 vitórias 1 empate e 3 derrotas.

Em 2018 mesmo com campanha bem abaixo do esperado, o América conseguiu vaga para a disputa da Série D de 2019, por meio da sua classificação final no Campeonato Pernambucano. Porém, em 2019, a equipe não conseguiu acertar dentro e nem fora de campo, fazendo uma campanha vexatória e acabando rebaixado para a Série A2 do Pernambucano mais uma vez sem ter vencido uma única partida. O contra ponto ficou na Série D de 2019 onde a equipe fez boa campanha na fase de grupo onde enfrentou equipes como América de Natal, Bahia de Feira e Serrano-PB. Na fase seguinte, a equipe de Natal foi seu algoz, mesmo vencendo em Recife por 1-0 no Ademir Cunha, sofreu uma derrota polémica no jogo de volta na Arena das Dunas pelo placar de 2-0.

Até a temporada de 2021, o América ainda luta para voltar a elite do Pernambucano.

João Cabral de Melo Neto, um americano[editar | editar código-fonte]

O reconhecido escritor pernambucano foi um grande torcedor americano e sempre que podia ia ver os jogos do seu clube de coração. Além de poeta, João Cabral chegou a ocupar posição de center-half, ou, como se diz hoje, volante, e foi uma promessa do futebol pernambucano. Nele, disposição física e apuro intelectual conviveram sem crises ou antagonismos. Na adolescência, jogou pelos times do América e do Santa Cruz. Em 1935, aos 15 anos, foi campeão juvenil pelo Santa Cruz.

Estatua de João Cabral de Melo Neto no "Circuito da Poesia do Recife".

Dentre suas grandes obras destaca-se "Morte e Vida Severina", de 1955. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de agosto de 1968, tomando posse de sua cadeira em 6 de maio de 1969. No final da década de 80, descobriu que sofria de uma doença degenerativa incurável, a qual lhe impunha fortes e constantes dores de cabeça, o que causaria, aos poucos, a perda de sua visão, fazendo-o parar de escrever e ficar depressivo, e a vontade de falar (“Não tenho muito o que dizer", argumentava).

Morreu no dia 9 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos, encoberto com a bandeira do América e com a tristeza de não rever o Campeão do Centenário forte como antes, em sua juventude. Um dos momentos marcantes de seu velório foi o discurso proferido Arnaldo Niskier, no "Salão dos Poetas Românticos", na Academia Brasileira de Letras, onde foi velado seu corpo:

"Fecham-se os olhos cansados do poeta João e não conseguimos realizar o sonho que agora desvendo: ver o América Futebol Clube voltar aos seus dias de glória. Nem o daqui do Rio, nem aquele que era a sua verdadeira paixão: o América do Recife."

Furto das Taça do América[editar | editar código-fonte]

Na edição do jornal Folha de Pernambuco do dia 19/03/21 saiu uma matéria denunciando que todos os troféus conquistados pelo América ao longo de sua centenária história foram furtados ou destruídos da sede. O caso aconteceu em 2017, mas só foi a público em 2021 graças um grupo de torcedores que descobriram esse fato enquanto planejavam catalogar as conquistas do clube. Segundo a direção americana existe ainda possibilidade em mandar confeccionar réplicas dos troféus, mas sem previsão.

Principais títulos[editar | editar código-fonte]

Regionais
Competição Títulos Temporadas
Brazil Region Nordeste.svg Troféu Nordeste 1 1923
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
PEtrophy.png Campeonato Pernambucano 6 1918, 1919, 1921, 1922, 1927 e 1944
PEtrophy.png Torneio Início 11 1921, 1930, 1931, 1934, 1936, 1938, 1941, 1943, 1955, 1967 e 1970
PEtrophy.png Torneio Incentivo Pernambucano 1 1976

Outras conquistas[editar | editar código-fonte]

  • Recife Taça Recife: 1975.
  • Recife Liga Suburbana: 4 vezes (1916, 1917, 1918 e 1929).
  • Recife Taça Casa Amarela: 3 vezes (1926, 1927 e 1928).
  • Recife Copa Torre: 2 vezes (1923 e 1924).
  • Recife Torneio Municipal de Recife: 1953.
  • Recife Troféu Bairro da Boa Vista: 1933.
  • Taça Joaquim Inácio: 1920.
  • Copa Roman: 1968.
  • Copa da Juventude: 1974.
  • Torneio Aniversário da Cidade de Jaboatão: 1981.
  • Copa de Desportos Terrestres: 1986.
  • Torneio da Paz: 1940.
  • Torneio Cidade do Cabo: 1965.
  • Taça do Brasil: 1949.

Categorias de base[editar | editar código-fonte]

  • Pernambuco Campeonato Pernambucano Infanto-Juvenil: 1951.
  • Pernambuco Copa Pernambuco de Novos Talentos (Sub-20): 2015.
  • Recife Torneio Início de Recife (Juvenil): 1939.

Futebol feminino[editar | editar código-fonte]

  • Globo terraqueo 3.gif Copinha do Mundo Sub-17 (Representando a seleção dos Estados Unidos): 2014.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Histórico em competições oficiais[editar | editar código-fonte]

Participações em 2020
Competição Temporadas Melhor Campanha Estreia Última PAumento RBaixa
Pernambuco Campeonato Pernambucano 84 Campeão (6 vezes) 1915 2019 3
Pernambuco Série A2 12 Vice-Campeão (2010 e 2013) 1999 2020 2
Brasil Série B 4 8º Colocado (1972) 1972 1991
Brasil Série C 1 26º Colocado (1990) 1990 1990
Brasil Série D 3 24º colocado (2019) 2016 2019

Temporadas[editar | editar código-fonte]

Últimas dez temporadas do América
Brasil Brasil Pernambuco Pernambuco
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Campeonato Pernambucano
Div Pos Pts J V E D GP GC Fase Máxima Div Pos Pts J V E D GP GC
2011 D Não classificado A1 10º 22 22 7 2 13 26 35
2012 D Não classificado A1 12º 11 22 2 5 15 17 48
2013 D Não classificado A2 29 23 11 5 7 27 23
2014 D Não classificado A1 27 26 7 6 13 19 32
2015 D Não classificado A1 10º 26 24 5 11 8 13 12
2016 D 26º 10 8 3 1 4 10 11 A1 19 16 5 4 7 7 23
2017 D 46º 7 6 2 1 3 3 5 A1 20 16 6 2 8 15 20
2018 D Não classificado A1 12 11 3 3 5 17 19
2019 D 24º 13 8 4 1 3 9 10 A1 1 9 0 1 8 3 16
2020 D Não classificado A2 13 8 4 1 3 17 13
2021 D Não classificado A2 16 12 4 4 4 12 10

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Hino[editar | editar código-fonte]

Salve o América

Campeão do centenário

Salve o América

Tua glória é um rosário

Salve o América

Campeão do centenário

Salve o América

Tua glória é um rosário

Tens o verde da esperança

E o branco da paz

América, América

Por ti serei capaz

Salve o América

Campeão do centenário

Salve o América

Tua glória é um rosário

 Salve o América

Campeão do centenário

Salve o América

Tua glória é um rosário

Tens o verde da esperança

E o branco da paz

América, América

Por ti serei capaz

 América, América

Mascote[editar | editar código-fonte]

Periquito, Mascote do América de Pernambuco.

Como mascote o América é representado pelo periquito. Muitas vezes sendo personificado na figura do Zé Carioca, outras vezes com uma configuração mais específica como um periquito aristocrático, mas sempre o mesmo animal que desperta simpatia e graça naqueles que o veem.

Nos últimos anos a figura do mascote Americano ficou conhecido por aparecer em campanhas de marketing e nas aberturas dos jogos, além de vencer as corridas dos mascotes tradicionalmente realizada em Olinda durante as prévias carnavalescas.

Uniformes[editar | editar código-fonte]

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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme

Uniformes anteriores[editar | editar código-fonte]

  • 2017 (primeiro semestre)
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
  • 2016
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1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
  • 2015
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Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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3º Uniforme
  • 2014
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Cores do Time
1º Uniforme
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Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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3º Uniforme
  • 2013
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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2º Uniforme
  • 2012
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme

Ídolos[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Zé Tasso: jogou pelo América de 1918 a 1923, um dos maiores campeões com a camisa do América.
  • Argentina Alberto Salonni: jogou pelo América em 1932, o Argentino teve muito destaque com a camisa esmeraldina.
  • Brasil Leça: goleiro que jogou pelo América na conquista do último título do campeonato pernambucano, em 1944.
  • Brasil Osséias: único campeão vivo da última conquista do América, Campeonato Pernambucano de 1944.
  • Brasil Carlinhos Bala: Liderou o elenco do América campanha que classificou o clube, de maneira inédita, para a disputa da Série D de 2016.
  • Brasil Danilo: goleiro que defendeu o América em 2012 e foi destaque na Campeonato Africano das Nações de 2012. Apesar de ter nascido em Caruaru é naturalizado guinéu-equatoriano. Danilo sacudiu o país após defender um pênalti do craque do Chelsea o marfinense Didier Drogba.

Atletas famoso com passagem pelo América[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Vavá: começou na base do América em 1948, mas sua carreira profissional começou no Vasco, onde é ídolo, ganhou a Copa de 1958 & 1962.
  • Brasil Dequinha: jogador potiguar que veio para o América em 1950, no mesmo ano foi para o Flamengo onde é ídolo e jogou a Copa de 1954.

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

Ranking da CBF que pontua todos os times do Brasil:

  • Posição: 175º
  • Pontuação: 25 pontos

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

  • América vs Sport Club do Recife
Ver artigo principal: Clássico dos Campeões
Ver artigo principal: Clássico da Amizade

Outros embates do Mequinha que merecem destaque:

América vs Ferroviário do Recife: Clássico Suburbano

América vs Central de Caruaru: Clássico da 4ª Força de Pernambuco (O 4º maior da capital x o maior do interior de Pernambuco)

Dados históricos[editar | editar código-fonte]

  • O América é a quarta força do estado de Pernambuco utilizando-se como parâmetro comparativo o número de títulos e troféus conquistados. Nos últimos tempos, Porto e Central ambos da cidade de Caruaru, se revezavam pela quarta hegemonia do futebol pernambucano. Atualmente o Salgueiro da cidade homônima é a quarta força do estado e tem 1 título pernambucano.
  • O América Futebol Clube, mesmo com tanta tradição na área futebolística, nunca teve um estádio propriamente dito. Até o início dos anos 1990 era comum vê-lo jogando com mando de campo nos estádios dos principais rivais. Campo da Jaqueira (América, 1920): O América teve três campos na era amadora do nosso futebol. Em 1918, o Mequinha passou a tomar conta do histórico British Club, num terreno atrás do Museu do Estado, hoje tomado por edifícios. Em 1920 o Alviverde teve a sua principal casa, o Campo da Jaqueira. Como o nome sugere, ficava onde atualmente existe o Parque da Jaqueira, mais precisamente no circuito de bicicross, pertinho da Rua do Futuro, também era chamado de “América Parque”. Devido a uma crise financeira já naqueles tempos, o clube perdeu a praça esportiva para o Tramways. No último ano do amadorismo, o América assumiu o Campo da Avenida Malaquias, após a mudança do Sport para a Ilha.
  • O América já teve outros esportes agregados além do futebol, como o futebol de salão, com o qual conquistou o título da cidade do Recife em 1981 além do vice-campeonato pernambucano em 1989, e o basquete, com este sendo vice-campeão pernambucano em 1977 e 1978.
  • O América trouxe para a apresentar seus uniformes para a Temporada 2012 a modelo paraguaia Larissa Riquelme.
  • A sede do América trouxe pela primeira vez ao Recife, Roberto Carlos, quando nem "Rei" era, no início da Jovem Guarda.
  • O América do Recife já foi alvirrubro: Em 1938 América troca o verde pelo vermelho. O declínio do Torre Sport Club, que tinha informado a Federação Pernambucana de Desportos (FPD) que não participaria do certame de 1938, foi a oportunidade que o América esperava para mudar as cores alviverde para a alvirrubra. Diante do quadro, a entidade máxima do futebol pernambucano de o aval ao America para utilizar as cores vermelha e branca. A estreia com as novas cores aconteceu no domingo, no dia 27 de março de 1938, na fase preliminar do Torneio Início da FPD. O ex-diretor do Torre, Francis E. Hulder no dia seguinte, enviou uma carta de protesto ao, no dia 28 de março de 1938, Jornal Pequeno, manifestando o seu descontentamento com a ação da FPD: “Tendo lido o despacho que a presidência da FPD de a um oficio do América, e tendo procurado me inteirar do mesmo, vim  saber que se tratava da mudança de cores do mesmo para o Torre, ou seja, camisetas encarnadas, sob alegação de que o América dos outros estados são todos desse uniforme. Como ex-diretor do Torre e como admirador que ainda sou do mesmo, que se acha afastado da Federação por negação ao apoio da mesma Federação, lanço por este meio o meu protesto à pretensão do América, não somente por acha-se o Torre afastado simplesmente sob licença, como também, por haver outro clube que assiste maior direito de usar as referidas cores por serem iguais alvirrubras“. Apesar da reclamação, a FPD manteve a decisão e o América foi para final do Torneio Início com a ‘camisa encarnada’, na quarta-feira, no dia 30 de março de 1938,. E o resultado não poderia ter sido melhor. Na final, o América goleou o Sport Recife por 3 a 0, faturando o título do Torneio Início de 1938. Parecia que a cor vermelha tinha vindo para ficar. Porém, bastou o América não ir bem no Estadual de 1938 para a oposição no clube exigir a volta da cor verde. Após uma briga interna, a direção do clube decidiu no início de 1939 voltar ao alviverde, colocando um ponto final na ‘camisa encarnada’.
  • Americanos ilustres: João Cabral de melo Neto (poeta), Geraldo Melo (ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes), família Lundgren (Aristocracia do Município de Paulista / PE).

Esportes amadores[editar | editar código-fonte]

Futsal pictogram.svg Futsal[editar | editar código-fonte]

  • Pernambuco Taça cidade do Recife - 1981
  • Pernambuco Campeão Pernambucano de Futebol de salão: 1985

Futebol de Mesa[editar | editar código-fonte]

  • Pernambuco Campeão Pernambucano Infantil - 2001
  • Pernambuco Campeão Pernambucano Master - 2001

Ciclismo[editar | editar código-fonte]

  • Pernambuco Campeão Pernambucano - (1975, 1976, 1977, 1978)

Handebol[editar | editar código-fonte]

  • Pernambuco Campeonato Pernambucano adulto: 1980
  • Pernambuco Campeonato Pernambucano juvenil: 1981
  • Pernambuco Recife Open: 2015

Pólo Aquático[editar | editar código-fonte]

Basketball pictogram.svg Basquete[editar | editar código-fonte]

Basquete feminino
  • Pernambuco Campeonato Pernambucano adulto - 2014
  • Pernambuco Campeonato Pernambucano Sub-19 - 2014
  • Vice-campeão brasileiro (Liga Nacional - América/Uninassau x Corinthians /SP) adulto - 2015
  • 3º colocado no brasileiro (Liga Nacional - América/Uninassau) adulto - 2016

Futebol 7[editar | editar código-fonte]

  • Pernambuco Copa Abertura de Futebol Society - 2015
  • Pernambuco Copa Jaboatão - 2015

Athletics pictogram.svg Atletismo[editar | editar código-fonte]

  • Pernambuco Corrida dos Mascotes: 2012

Referências

  1. CBF (4 de dezembro de 2017). «RNC - Ranking Nacional dos Clubes 2018» (PDF). Cópia arquivada (PDF) em 4 de dezembro de 2017 
  2. «História». BLOG DO MEQUINHA. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  3. «História». BLOG DO MEQUINHA. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  4. Lemos, Allan. «A Temporada do America em Maceió». BLOG DO MEQUINHA. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  5. Amaral, Ricardo (30 de setembro de 2011). «TROFÉU NORDESTE 1923». História do Futebol. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  6. Lemos, Allan. «A Temporada do America em Maceió». BLOG DO MEQUINHA. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  7. Lemos, Allan. «A Temporada do America em Maceió». BLOG DO MEQUINHA. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  8. «HISTÓRICO! Salgueiro quebra tabu de 106 anos e é campeão pernambucano - Futebol Interior». Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  9. «Salgueiro leva primeiro título para o interior; veja a lista com todos os campeões pernambucanos». ge. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  10. «O "Rei" está de volta: Carlinhos Bala acerta com o América-PE». Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e outros esportes. 12 de janeiro de 2015. Consultado em 15 de janeiro de 2022 
  11. «Carlinhos Bala exalta fim de escrita do América-PE e torcida do Sport». Lance!. Consultado em 15 de janeiro de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]