Amílcar Martins

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Amílcar Martins
Nascimento 9 de agosto de 1907
Morte 13 de abril de 1990 (82 anos)

Amílcar Vianna Martins (Belo Horizonte, 9 de setembro de 190713 de abril de 1990) foi um médico, pesquisador, cientista e professor universitário brasileiro). Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1929, foi pesquisador do Instituto Ezequiel Dias. Livre-docente da cadeira de parasitologia da UFMG. Catedrático de zoologia e parasitologia da Faculdade Farmácia e Odontologia da UFMG.

Primeiros anos e formação[editar | editar código-fonte]

Filho caçula de uma família de 10 irmãos, inicia sua formação profissional na Faculdade de Medicina da UFMG e ingressa no Instituto Ezequiel Dias no segundo ano do curso[1]. Não chega a exercer a clinica profissional, salvo em poucas oportunidades.

Na condição de capitão-médico do Exército Brasileiro em 1943, seguiu na Força Expedicionária Brasileira à Itália em 1944, servindo como chefe da Seção Brasileira de Hospitalização, em Pisa e Livorno[2]. Condecorado ao final da guerra com a Cruz de Guerra e a Cruz de Campanha da FEB, retornando ao estado civil. Catedrático fundador da cadeira de zoologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFMG, em 1946, participou ativamente da fundação do Instituto de Ciências Biológicas na mesma Universidade. Atuou como chefe do Serviço de Endemias Rurais do Estado de Minas Gerais, de 1947 a 1949. Catedrático de Parasitologia na Faculdade de Medicina da UFMG, em 1949, com média final 10,00. Sucessivamente, foi diretor do Instituto Nacional de Endemias Rurais, do Instituto Oswaldo Cruz e do Departamento Nacional de Endemias Rurais. Aposentado compulsoriamente pelo AI-5 em 1969. Professor Emérito da UFMG em 1979, recebeu em 1987 a condecoração de Grande Oficial da Ordem de Rio Branco.

Legado e homenagens[editar | editar código-fonte]

Foi reconhecido como o maior colecionador de flebótomos do continente americano[3]. Uma de suas outras contribuições para o estudo da zoologia brasileira foi a identificação da presença de medusas de água doce no Brasil. Deixou publicados 104 trabalhos científicos. Em sua homenagem, o edifício que abriga o Instituto de Ciências Biológicas da UFMG leva seu nome, bem como uma das ruas do campus da Pampulha. Há, desde 2000, no bairro Cruzeiro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, o Parque Professor Amílcar Vianna Martins[2].

Foi casado com Beatriz Borges Martins. E é pai do político e historiador Amílcar Martins Filho[4] e Roberto Borges Martins, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


  1. «Amílcar Vianna Martins Canal Ciência - Ibict». www.canalciencia.ibict.br. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  2. a b «Parque Municipal Professor Amílcar Vianna Martins | Prefeitura de Belo Horizonte». prefeitura.pbh.gov.br. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  3. «Amílcar Vianna Martins Canal Ciência - Ibict». www.canalciencia.ibict.br. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  4. «Amilcar Vianna Martins Filho | Academia Mineira de Letras». Consultado em 30 de agosto de 2019