Amaury Jr.

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Amaury Jr.
Amaury Jr. na São Paulo Fashion Week em junho de 2011
Nome completo Amaury de Assis Ferreira Júnior
Nascimento 28 de setembro de 1950 (66 anos)
Catanduva, SP
Nacionalidade Brasil brasileiro
Cônjuge Celina Ferreira
Filho(s) Amaury Camargo de Assis Ferreira
Maria Eduarda Camargo de Assis Ferreira
Ocupação Jornalista
Apresentador de TV
Escritor
Principais trabalhos Programa Amaury Jr.
Amaury Jr. Show
Página oficial
Página oficial

Amaury de Assis Ferreira Júnior (Catanduva, 28 de setembro de 1950) é um jornalista, apresentador de televisão e escritor brasileiro, conhecido por seus programas noturnos de entrevistas com celebridades e cobertura de festas e eventos.

Em várias emissoras desde os anos 1980, Amaury já entrevistou milhares de pessoas e se tornou reconhecido como pioneiro do colunismo social eletrônico, estabelecendo um modelo seguido por vários apresentadores. Um dos grandes símbolos dos programas de Amaury tem sido as vinhetas ao som de música dançante (com destaque para "Keep it Comin' Love" dos KC and the Sunshine Band) intercaladas entre os quadros. O repertório foi reunido em dois compact discs, lançados em 2007 e 2008, com atrações como Double You, The Love Unlimited Orchestra e Jesse Green.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiras atividades[editar | editar código-fonte]

Amaury começou no jornalismo aos 14 anos, tendo concluído o ensino médio no Instituto de [1]Educação Monsenhor Gonçalves, tradicional escola de São José do Rio Preto e com formação superior em Direito no ano de 1972 pelo Centro Universitário de Rio Preto - UNIRP - assumiu no Diário da Tarde riopretense um espaço que logo se tornaria uma coluna social. Também passou pela Rádio Independência e pelo Diário da Região; aos poucos tornou-se colunista respeitado em sua cidade. Entre outras atividades, lançou o jornal Dia e Noite, produziu um cinejornal e fez parte da equipe que implantou a TV Rio Preto, na qual apresentou vários programas.

Aos 27 anos, Amaury mudou-se para São Paulo, onde atuou em vários veículos de comunicação. Foi repórter na TV Tupi, editor da revista Fiesta, colunista no Diário Popular e na revista Status e apresentou um programa na Rádio Gazeta.

O êxito na televisão[editar | editar código-fonte]

A atividade de Amaury como colunista social de TV começou em 1982, quando lançou na TV Gazeta o programa Flash -- à época, uma cobertura de cinco minutos das festas paulistanas.[1] Seis meses depois, Flash foi transferido para a TV Record e, no ano seguinte para a TV Bandeirantes, onde ganhou expressão nacional. Na Bandeirantes, ampliou a cobertura do programa tendo passado a visitar mais festas e eventos fora de São Paulo. Também tornaram-se marcantes no Flash as frequentes viagens internacionais (especialmente para Punta del Este e a Flórida). Nessas ocasiões, Julio Iglesias, Tony Bennett, Donald Trump, Celine Dion, Shirley MacLaine e Sarah Brightman foram algumas personalidades das que conversaram com o apresentador. Em 1993, apresentou o Miss Brasil dentro do Flash.

Em 2001, Amaury trocou a Bandeirantes novamente pela Record pouco depois que Otávio Mesquita (apresentador da coluna social eletrônica concorrente Perfil) entrou na Bandeirantes. O seu relacionamento com a nova administração da Record foi conturbado: denunciou a emissora por cortar tempo e equipe do programa, tirar a atração do ar por ato arbitrário, impor restrições ao conteúdo editorial e atrasar o lançamento de um segundo programa previsto no contrato[2].

Em 19 de novembro de 2002, Amaury lançou na RedeTV! – emissora na qual até hoje encontra-se – o Programa Amaury Jr. originalmente exibido nas noites de entre terças-feiras e sábados. Além da cobertura regular de festas e viagens (pelo apresentador em pessoa ou pelos repórteres da equipe liderada por ele), este programa incorpora características de talk show tradicional com um bloco de entrevistas em estúdio. Em março de 2008, a edição dos sábados foi substituída pelo programa de auditório Amaury Jr. Show.

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Amaury possui uma produtora própria, a Callme Comunicações, que cuida do programa da RedeTV! e de produções paralelas como palestras, vídeos e reportagens institucionais.

Em 2 de julho de 2003, Amaury lançou a revista Flash, um semanário de celebridades ao estilo da Caras. O projeto foi idealizado por Wellington Amaral Junior, reconhecido publicitário brasileiro, que fez o projeto gráfico e editorial da revista. À época, Wellington havia sido convidado por Amaury para dirigir seu programa na Bandeirantes, e aceitou o convite desde que, em contrapartida, Amaury aceitasse lançar a revista Flash, o que foi prontamente acertado. Wellington conseguiu viabilizar a publicação ao trazer como parceiro financeiro e editorial a editora Escala. Wellington assumiu a direção geral da revista enquanto Amaury ficou responsável pelo conteúdo geral, tendo como editor chefe o jornalista Robert Halfoun. Seis meses após o bem sucedido lançamento da Flash, Wellington veio a ser sumariamente afastado de suas funções por Amaury, que de alguma forma conseguiu convencer os sócios da Editora Escala, Hercilio de Lourenzi e Mario Cuesta de que o mentor original da Flash não era mais necessário à operação. Tendo em vista que Wellington era o detentor do registro junto ao INPI da marca Flash na categoria de publicações gráficas, ele poderia ter lutado para a sua manutenção no cargo, mas preferiu afastar-se voluntariamente, cedendo suas quotas à editora (visto que suas desavenças com Amaury eram de cunho pessoal).

Em novembro de 2006, alegando desvirtuamento do projeto original, o apresentador deixou o cargo de diretor editorial do grupo de revistas (que incluía Flash Viagem, Flash Casa e Flash Noiva). Segundo o contrato, a saída de Amaury determinaria o cancelamento dos títulos. A editora Escala, que tinha a posse da marca Flash cedida por Wellington Amaral Jr. quando de seu afastamento, seguiu com a revista, agora quinzenal. Em fevereiro de 2007, Amaury conseguiu liminar para recolher as revistas das bancas; no entanto, a publicação seguiu com a marca original. Significativamente, meses depois a concorrente Caras associou-se ao apresentador para o lançamento de seu DVD-guia de Orlando.

Por volta de 2008, Wellington e Amaury encontraram-se por acaso em um evento em Miami promovido por um amigo em comum. Na ocasião, o apresentador fez um "mea culpa" desculpando-se publicamente ao ex sócio pela atitude tomada uns 5 anos antes.

Amaury ao lado da também jornalista e apresentadora Liliane Ventura

Como escritor[editar | editar código-fonte]

Amaury ainda publicou os livros Flash fora do ar: revelações e histórias dos 18 anos do programa Flash (ISBN 8586623369) e Bisbilhotices: Segredos e curiosidades das celebridades de todos os tempos (ISBN 8589894320), Alemanha - 100 dicas de Amaury Jr. (ISBN 8573125004) e em 2015 lançou o livro A Vida É Uma Festa, comemorando seus 35 anos de carreira na televisão (ISBN 9788522032303). Ao longo da carreira de viagens também lançou Guia da Africa (DVD+Livro), Guia de Dubai, Guia da Turquia mais 5 Cd´s com a trilha sonora dos programas exibidos.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Comandando uma atração mista de informação e entretenimento, muitas vezes Amaury tem sido acusado de ferir a ética jornalística por motivos comerciais. Segundo a Veja São Paulo, cerca de 50% de cada edição do Programa Amaury Jr. é composta de conteúdo pago: a presença do apresentador em um evento para um infomercial de seis minutos pode custar até R$150 mil.[3] Da mesma forma, o apresentador consegue roupas de marcas famosas e refeições em importantes restaurantes em troca da menção aos estabelecimentos nos créditos do programa. Amaury não incomoda-se com as críticas, alegando que "todo apresentador faz isso"[4].

Em 2007, Amaury entrevistou Oscar Maroni Filho e o empresário mostrou orgulhosamente as instalações de uma de suas casas de prostituição. A entrevista foi levada ao ar depois que os estabelecimentos de Maroni haviam sido interditados na sequência da tragédia do voo TAM 3054. Num breve prólogo, Amaury apresentou a entrevista como parte do projeto em andamento de um DVD reunindo atrações das noites paulistanas, mas lembrou os problemas então recentes de Maroni com a Justiça.

Também em 2007 foi entrevistada no Programa Amaury Jr. a socialite e empresária brasiliense de comunicação Wilma Magalhães, a presidente do Jornal do DF e da revista WM, então fazendo quimioterapia contra um câncer.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Amaury estudou Direito em São José do Rio Preto no Centro Universitário de Rio Preto - UNIRP. É casado com Celina Ferreira, com quem tem dois filhos: Amaury e Maria Eduarda. É primo em primeiro grau da também apresentadora Renata Ceribelli.

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

  • No programa Pânico na TV, além da própria paródia "Amaury Dumbo", também houve o "Troféu Amaury Júnior", em que os participantes tinham que beber álcool e depois dar entrevistas (assim como muitas vezes Amaury fez) sem que ninguém perceba seu estado.
  • Na literatura, o escritor Marcelo Mirisola declarou ter escrito o conto "Basta um verniz para ser feliz" inspirado no célebre colunista.

Referências

  1. a b Veja São Paulo, 1º de agosto de 2007, p.32
  2. «Amaury Jr. diz que programa foi tirado do ar de forma arbitrária». Época.com. 2002 
  3. Veja São Paulo, 1º de agosto de 2007, p.36
  4. Veja São Paulo, 1º de agosto de 2007, p.33

Ligações externas[editar | editar código-fonte]