Amenemés III

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Amenemés III
Amenemate III, Ameres
Cabeça de esfinge de Amenemés III em alabastro no Museu do Louvre.
Cabeça de esfinge de Amenemés III em alabastro no Museu do Louvre.
Faraó do Egito
Reinado 1 839 - 1 815 a.C.XII dinastia egípcia
Predecessor Sesóstris III
Sucessor Amenemés IV
Esposa(s) Aate

Quenemeteneferediete III

Filhos Neferuptá
Neferusobeque
Amenemés IV (?)
Hatorotepe
Sitator
Pai Sesóstris III
Falecimento 1 815 a.C.
Tumba Pirâmide em Hauara
Monumentos Pirâmides de Dachur e Hauara

Nimaetré Amenemate III ou Amenemés III foi o sexto rei da XII dinastia do Antigo Egito. Governou entre 1 839 a.C. até 1 815 a.C., sendo considerado um dos soberanos mais importantes do Império Médio. É identificado por alguns estudiosos com o faraó que reinou durante os acontecimentos da história de José, descrita no livro de Gênesis.[carece de fontes?]

Era o filho mais velho do rei Sesóstris III, tendo o seu pai feito dele co-regente quando ainda era vivo. A co-regência durou por 20 anos.[1]

Data de reinado[editar | editar código-fonte]

Segundo Manetão, Amenemés III teria governado apenas oito anos, mas os vários monumentos que mandou construir contradizem a ideia de um curto reinado. Parece mais provável que tenha governado durante quarenta e cinco anos, de acordo com o estabelecido no Cânone de Turim.

Reinado[editar | editar código-fonte]

Peitoral de Amenemés III na tumba de Mererete.

O seu reinado foi pacífico, tendo o rei se dedicado ao desenvolvimento econômico do Egito. Foram explorados os recursos minerais do Sinai, fato comprovado pela existência naquela região de sessenta inscrições relativas ao seu reinado. As pedreiras da região do Uádi Hamamate, a leste do vale do Nilo, foram também intensamente exploradas.[2]

Foi durante o reinado deste monarca que se concluíram os trabalhos de construção de barragens e canais que valorizam o oásis do Faium como região agrícola.

Pirâmides[editar | editar código-fonte]

Pirâmide desmoronada que foi mandada construir para Amenemés III.

Ordenou a construção de uma pirâmide em Dachur, a chamada Pirâmide Negra, mas esta teve alguns problema durante a sua construção e o projeto não foi usado pelo rei. Este complexo funerário acabará por ser usado por duas das suas rainhas. O rei foi sepultado em Hauara, onde se julga ter existido não só o complexo funerário, mas também um palácio real de grandes dimensões (teria mais de três mil quartos), que os autores gregos denominaram de Labirinto, que não chegou aos nossos dias por ter sido destruído.[3] Estrabão elogiou-o como uma das maravilhas do mundo. No entanto, a tumba do rei foi roubada na antiguidade. Sua filha ou irmã, Neferuptá, foi enterrada em uma pirâmide separada (descoberta em 1956) a 2 km ao sudoeste do rei. O Piramídio da pirâmide de Amenemés III foi encontrado derrubado do pico de sua estrutura e preservada relativamente intacta, que está hoje localizado no Museu Egípcio do Cairo.

O Grande Canal (Mer-Wer)

Durante seu longo reinado, Amenemés continuou o trabalho provavelmente iniciado por seu pai para ligar a depressão Faium com o Nilo. A área tinha sido um mero pântano anteriormente. Um canal de 16 km e 1,5 km de largura foi escavado, conhecido como Meruer (o Grande Canal), que agora é conhecido como Bariussefe. A barragem chamada Hauar foi executada de leste-oeste do canal e foi inclinada para a depressão Faium na inclinação de 0,01 graus. O resultante Lago Moeris foi capaz de armazenar 13 bilhões de metros cúbicos de água de inundação a cada ano. Esta imensa obra de engenharia civil foi finalmente concluída por seu filho Amenemés IV e trouxe prosperidade para Faium. A área tornou-se um celeiro para o país e continuou a ser usado até 230 a.C, quando o Laum do Nilo foi assoreado. Após a conquista islâmica, o Lago Moeris foi renomeado Lago Carum e o braço do Nilo O Mar de José, mas não há nenhuma relação entre o rei Amenemés III e o bíblico ou do Alcorão Profeta José ou Iussefe.[4]

O Papiro Matemático Rhind acredita-se ter sido originalmente composto na época de Amenemés. Os monumentos de Amenemés III são bastante numerosos e de excelente qualidade. Isso inclui um pequeno, mas bem decorado, templo de Medinete Maadi no Faium que ele e seu pai dedicaram à deusa da colheita Renenutete.[4]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ryholt, Kim SB (1997). The Political Situation in Egypt During the Second Intermediate Period, C. 1800-1550 B.C. [S.l.]: Museum Tusculanum Press 
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