Amiga 1000

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O “A1000”, ou Commodore Amiga 1000, foi o primeiro computador pessoal da linha Amiga da Commodore, introduzido em 23 de Julho de 1985 na Lincoln Center em Nova York.

As primeiras máquinas começaram a ser distribuídas em Setembro com a configuração base de 256 kb de RAM com um preço retail de 1,295 Doláres (USD). Estava disponível um monitor RGB por cerca de 300 Dólares (USD) deixando o preço de um sistema Amiga completo em 1,595 Dólares (USD). Antes do lançamento dos modelos de 1987 Amiga 500 e A2000, o A1000 era simplesmente chamado de Amiga. Nos estados Unidos da América, o A1000 foi introduzido como “O Amiga da Commodore”, no entanto o logo Commodore foi omisso da caixa. Adicionalmente o Amiga 1000 foi exclusivamente vendido em lojas de informática, em vez de lojas não dedicadas a computadores nomeadamente lojas de brinquedos onde o VIC20 e o Commodore 64 foram vendidos. Estas medidas foram um esforço para evitar o rótulo de computador “brinquedo” criado durante a era de Tramiel[1][2]


Design[editar | editar código-fonte]

O A1000 tinha uma série de características que o distinguiram de modelos mais recentes: Foi o único modelo que tinha o Amiga "Checkmark" (símbolo para certo em Português) na caixa; esta era ligeiramente elevada para dar uma curta área para o teclado quando não era usado; e o interior da caixa estava gravado com assinaturas dos designers do modelo (semelhante ao Macintosh), incluindo Jay Miner, e a pegada do seu cão Mitchy. A caixa A1000 do foi desenhada por Howard Stolz.[3] Como Senior Industrial Designer na Comm, Slolz foi engenheiro chefe e fazia a ponte com a Sanyo no Japão, o fabricante contratado para a caixa do A1000.

Existem 2 variantes do Amiga 1000 usando diferentes standards de televisão, NTSC e PAL. A versão NTSC foi a primeira a ser produzida e vendida nos Estados Unidos da América. A versão PAL foi produzida na Alemanha e vendida em países que usavam o sistema PAL como standard. Os primeiros sistemas NTSC não tinham mode vídeo EHB que está presente nos modelos seguintes.

Devido ao AmigaOS ser instável e com alguns bugs na altura do lançamento do A1000, o sistema operativo não foi colocado numa ROM. Em vez disso o A1000 possuía uma daughterboard com 256 KB de RAM, apelidado de "Writable Control Store" (WCS), no qual o core do sistema operativo era carregado de disquetes (esta parte do S.O. é conhecida como "Kickstart"). O WCS era protegido contra escrita e os resets de sistema não requisitavam novo carregamento do WCS. Na Europa o WCS era frequentemente referenciado como WOM (Write Once Memory), um trocadilho com a mais convencional ROM (Read Only Memory).

Muitos proprietários de A1000 continuaram agarrados às suas máquinas muito depois de terem sido substituídas por novos modelos deixando-as obsoletas. Isto atraiu mercados novos para upgrades, nomeadamente para o CPU em que era encaixado no socket do Motorola 68000. Adicionalmente uma linha de produtos chamados “Rejuvenator” permitiram o uso de novos chipsets no A1000, e uma companhia Australiana desenhou uma substituição para a motherboard original chamada “The Phoenix”, usava o mesmo chipset que no A3000 e adicionou uma vídeo slot e uma controladora SCSI compatível com o A2000.

Em 2006 a PC World classificou o Amiga 1000 como 7º melhor computador de todos os tempos [1]. Em 2007 foi classificado como o 37º melhor produto tecnológico de todos os tempos [2]. Em 1994 quando a Commodore entrada em bancarrota a Byte magazine chamou o Amiga 1000 “o primeiro computador multimídia” bem à frente no seu tempo e que praticamente ninguém incluindo o departamento de marketing da Commodore tinha bem a noção do produto que tinha sido criado. [3]

Technical information[editar | editar código-fonte]

O Amiga 1000 tinha um CPU 68000 a correr a 7.15909 MHz (NTSC) ou 7.09379 MHz (PAL), o dobro do transporte de frequência de vídeo para NTFS e 1.6 vezes para PAL. Os timings do “Clock” do sistema são derivados da frequência vídeo, que simplifica glue logic e permite ao Amiga 1000 o fazer com um simples crystal. O chipset foi desenhado para sincronizar o acesso à memória CPU e chipset DMA para que o hardware corra em tempo real sem estado de espera..

Embora as maioria das unidades tenham sido vendidas com um monitor analógico RGB, o A1000 também possuía um saída vídeo composto que permitia ao computador ser conectado directamente a outros monitores diferentes do standard RGB. O A1000 podia ainda ser ligado a uma TV ou VCR através de um RF Modulator.

O CPU 68000 original pode ser substituído pelo 68010, que pode executar instruções ligeiramente mais rápidas que o 68000 mas também introduz um pequeno grau de incompatibilidade de software. Ugrades de CPUs que na maioria encaixava na própria slot do CPU, usam microprocessadores e memória integrada mais rápida como os 68020/68881 e 68030/68882. Estes upgrades possuem normalmente a opção de reverter ao modo 68000 para uma maior compatibilidade. Algumas boards tem o socket para encaixar o 68000 original, enquanto as placas 68030 tipicamente tem uma 68000 on-board.

O Amiga 1000 original é o único modelo a ter 256 kB de Amiga Chip RAM, que pode ser expandida a 512 kB com a adição de uma daughterboard debaixo de uma tampa no centro/frente da máquina.[4]

A RAM também pode ser aumentada via oficial ou outras marcas, com um limite prático de 9 MB de "fast" RAM devido ao 24-bits address bus do 68000. Esta memória é acessível apenas pelo CPU permitindo uma execução de código mais rápida pois os ciclos DMA não são partilhados com o chipset

O Amiga 1000 apresenta uma porta de expansão de 86 pinos (electricamente idêntica à do mais recente Amiga 500, embora o conector do A500 esteja invertido). Esta porta foi usada por outros fabricantes tais como de upgrades de memória e adaptadores SCSI. Estes recursos são manuseados pelo Amiga AutoConfig standard. Outras opções de expansão incluíam o expansor BUS que dava 2 slots Zorro-II.

References[editar | editar código-fonte]

  1. Chira, Susan (29 de agosto de 1984). «Amiga's High-Tech Gamble». New York Times, August 29, 1984. Consultado em 11 de abril de 2008 
  2. Starfire, Brian (13 de setembro de 1985). «Commodore in tough market with new personal computer». The Evening Independent (Dallas Morning News) 
  3. «ISM 101 Seminar: 13 January 2005». USCS Engineering. Consultado em 14 de março de 2009 
  4. «Introduction to the Amiga» (PDF). Commodore-Amiga, Inc. 1986{{{2}}}