Amitis da Média

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Amitis da Média
Princesa da Média
Rainha da Babilônia
Cônjuge Nabucodonosor II
Nascimento 630 a.C.
Morte 560 a.C.
Filho(s)
Pai Ciaxares (?)

Amitis foi uma princesa meda, filha do rei Ciaxares e irmã de Astíages. Ela era esposa do rei da babilônico Nabucodonosor II para quem ele construiu os Jardins Suspensos da Babilônia.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Amitis é um nome feminino meda e persa, atestado apenas na forma grega Ámytis, que talvez reflita (com metátese vocálica) um antigo persa Umati — equivalente ao avéstico humaiti, que significa “tendo bons pensamentos”.[1]

História[editar | editar código-fonte]

De acordo com uma versão da história atribuída a Alexandre, o Polímata por Eusébio de Cesaréia,[Nota 1] Sardanápalo, rei dos caldeus, pediu a filha de Azhdahak (Astíages), Amuhean (Amitis) em casamento a seu filho, Nabucodonosor II.[2]

A versão do historiador Abideno é um pouco diferente.[Nota 2] Busalossorus, um general a serviço do rei assírio, foi enviado para a Babilônia afim de combater uma invasão pelo mar, mas em vez disso, ele tramou uma traição, e casou seu filho, Nabucodonosor, com Amuhean, filha de Azhdahak, patriarca dos medos. Em seguida, ele atacou a capital assíria, Nínive; Saracus, rei da Assíria, incendiou o próprio palácio e morreu. Nabucodonosor tomou o reino e construiu uma muralha em Babilônia.[3]

De acordo com o historiador Beroso,[Nota 3] ela se casou com Nabucodonosor, filho de Nabopolassar, e assim as dinastias meda e babilônica foram unidas. Quando Amitis sentiu saudades das altas montanhas e da vegetação da Média, onde ela havia crescido, seu marido construiu para ela os Jardins Suspensos da Babilônia, onde a rainha passava a maior parte de seu tempo livre.[4][5][6][7][8] A afirmação de Beroso de que Amitis era filha de Astíages torna-se muito questionável, uma vez que, sua cronologia sugere que Astíages viveu quase 100 anos. Com grande probabilidade, Amitis era filha de Ciaxares e irmã de Astíages.[9]

Não se sabe ao certo quando a soberana Amitis faleceu, alguns suspeitam que foi morta juntamente com seu filho Evil-Merodaque na rebelião planejada por Neriglissar, em 560 a.C. Mas não há confirmação se foi essa mesma a data da morte de Amitis.[carece de fontes?]

Notas e referências

Notas

  1. Alexandre, o Polímata, viveu no século I a.C., cerca de 400 anos depois dos eventos, e Eusébio de Cesaréia por volta do ano 300 d.C.
  2. Abideno provavelmente viveu por volta de 200 d.C.
  3. Beroso viveu no século III a.C. Eusébio cita Beroso indiretamente.

Referências

  1. «AMYTIS – Encyclopaedia Iranica». iranicaonline.org. Consultado em 8 de dezembro de 2020 
  2. Alexandre, o Polímata, citado por Eusébio de Cesaréia, 9. Do mesmo Alexandre, o Polímata, sobre os feitos de Senaqueribe e Nabucodonosor [em linha][em linha]
  3. Abideno, citado por Eusébio de Cesaréia, Crônica, 11. Abideno sobre Senaqueribe [em linha][em linha]
  4. Beroso, História caldéia, citado por Eusébio de Cesaréia, Crônica, 13. Das Antiguidades de Josefo sobre Nebuchadnezzar [em linha][em linha]
  5. «Cyaxares - Livius». www.livius.org. Consultado em 8 de dezembro de 2020 
  6. «Hanging Gardens of Babylon | History & Pictures». Encyclopædia Britannica (em inglês). Consultado em 4 de janeiro de 2021 
  7. «I Giardini Pensili di Babilonia» 
  8. Foster, Karen Polinger (1998). «Gardens of Eden: Flora and Fauna in the Ancient Near East» (PDF). Transformations of Middle Eastern Natural Environments: Legacies and Lessons. New Haven: Yale University. pp. 320–329. Consultado em 11 de agosto de 2007. Cópia arquivada (PDF) em 28 de agosto de 2006 
  9. «Astyages - Livius». www.livius.org. Consultado em 20 de fevereiro de 2021 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]