Amesterdão

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Amsterdã / Amesterdão

Amsterdam

—  Município/Cidade  —
AmsterdamMontage.jpg
Bandeira de Amsterdã / Amesterdão
Bandeira
Brasão de armas de Amsterdã / Amesterdão
Brasão de armas
Apelido(s): 'Mokum, Veneza do Norte'
Lema: Heldhaftig, Vastberaden, Barmhartig
(em português: Heróico, Determinado, Misericordioso)
Amsterdã / Amesterdão está localizado em: Holanda do Norte
Amsterdã / Amesterdão
Localização de Amesterdão na província de Holanda do Norte
Coordenadas 52° 22' 23" N 4° 53' 32" E
País  Países Baixos
Província Flag North-Holland, Netherlands.svg Holanda do Norte
Administração [1]
 - Prefeito Eberhard van der Laan (PvdA)
 - Vereadores Lodewijk Asscher
Carolien Gehrels
Tjeerd Herrema
Maarten van Poelgeest
Marijke Vos
 - Secretário Erik Gerritsen
Área [2] [3]
 - Município/Cidade 219 km²
 - Terra 166 km²
 - Água 53 km²  24.2%
 - Urbana 1003 km²
 - Metro 1815 km²
Altitude [4] -2 m (-7 pés)
População (novembro de 2015)[5] [6]
 - Município/Cidade 833 989
    • Densidade 3 808,2/km2 
 - Urbana 1 603 531
    • Densidade urbana 1 598,7/km2 
 - Metro 2 437 520
    • Densidade metro 1 343/km2 
 - Gentílico Amsterdamês / amesterdanês
Fuso horário CET (UTC+1)
 - Horário de verão CEST (UTC+2)
Código postal 1011 – 1109
Código de área 020
Sítio www.amsterdam.nl

Amesterdão (português europeu) ou Amsterdã (português brasileiro) (em neerlandês: Amsterdam AFI[ˌʔɑmstərˈdɑm] ( ouvir)) é a capital e a cidade mais populosa do Reino dos Países Baixos. O seu estatuto de capital holandesa é garantido pela Constituição dos Países Baixos,[7] embora não seja a sede do governo holandês, que fica em Haia.[8] Amsterdã tinha em novembro de 2015, uma população de 833 989 habitantes na cidade propriamente dita, 1 603 531 habitantes em sua área urbana e 2 437 520 habitantes na área metropolitana.[5] A região da cidade tinha em 2015, uma população aproximada de 2,4 milhões de pessoas.[6] A cidade está localizada na província da Holanda do Norte, no oeste do país. É composta por grande parte da parte norte da Randstad, uma das maiores aglomerações urbanas da Europa, com uma população de aproximadamente 7 milhões de habitantes.[9]

O nome da cidade deriva Amstelredamme ,[10] uma indicação de sua origem como uma represa do rio Amstel. Originária de uma pequena vila de pescadores que surgiu no final do século XII, Amsterdã se tornou um dos portos mais importantes do mundo durante a Século de Ouro dos Países Baixos (século XVII), como resultado de seus desenvolvimentos inovadores no comércio. Durante essa época, a cidade era o principal centro financeiro e de diamantes do mundo.[11] Nos séculos XIX e XX a cidade se expandiu e muitos novos bairros e subúrbios foram planejados e construídos. Os canais de Amsterdã e a Linha de Defesa de Amesterdão são considerados Patrimônios Mundiais pela UNESCO.

Como a capital comercial dos Países Baixos e um dos principais centros financeiros da Europa, Amsterdã é considerada uma cidade global alfa. A cidade é também a capital cultural do país. Muitas grandes instituições holandesas mantêm suas sedes na cidade e sete das 500 maiores empresas do mundo, incluindo Philips e ING, baseiam-se na capital holandesa.[12] Em 2012, Amsterdã foi classificada como a segunda melhor cidade para se viver pela Economist Intelligence Unit (EIU).[13]

Entre os seus residentes famosos estão Anne Frank, o artista Vincent van Gogh e o filósofo Baruch Spinoza. A Bolsa de Amsterdã, a mais antiga bolsa de valores do mundo, está localizada no centro da cidade. As principais atrações são seus canais históricos, o Rijksmuseum, o Museu Van Gogh, Stedelijk Museum, Hermitage Amsterdam, Casa de Anne Frank, Museu de Amsterdã, sua zona de meretrício e seus muitos coffeeshops, que atraem mais de 5 milhões de visitantes estrangeiros por ano.[14]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra que deu origem ao nome da cidade de Amsterdã vêm do latim Homines manentes apud Amestelledamme, ou seja, "homens que vivem próximo ao Amestelledamme". Amestelledamme é dam (dique) do rio Amstel, cujo nome pode ser interpretado como ame ("água") e stelle ("terra seca").[15]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação e Idade Média[editar | editar código-fonte]

Pintura de Amsterdã em 1538.

Localizada no litoral norte do país, junto ao lago IJsselmeer, formado pela construção de uma barragem, concluída em 1932. O lago encontra-se a cerca de oito metros acima do nível do mar.[16] Amsterdã era um diminuto porto de pesca do domínio do Amstel. Séculos depois, foi se tornando comercialmente importante, porque foram construídos molhes e canais e concedidas franquias. Foi transformado em membro da Liga Hanseática em 1358 e, desde 1367, da Confederação de Colônia.[17] [18] Foi convertido com rapidez em um dos mais importantes portos de onde partem embarcações em direção à Renânia. Nos primeiros anos do século XVI, quando residiam mais de 30 mil pessoas, a capital neerlandesa começou a sua rivalidade com o vasto centro comercial de Antuérpia.[17] [18]

Conflito com a Espanha e Era de Ouro holandesa[editar | editar código-fonte]

Praça Dam, no final do século XVII; pintura de Gerrit Adriaenszoon Berckheyde.

Em 1578 a burguesia calvinista da cidade declarou sua independência do império colonial espanhol, que não foi capaz de subjugá-la embora as guerras prolongassem.[17] [18] A Antuérpia arruinada e os religiosos perseguidos nos domínios de Filipe II da Espanha foram o motivo para instalar em Amsterdã a maioria da burguesia do comércio daquela cidade. Pouco a pouco, Amsterdam passou a dispor de uma frota marítima de grande poder, com capacidade para a criação de um império colonial concorrente do espanhol e do português, transformando-se no centro comercial e financeiro de maior atividade na Europa, primazia ostentada por aproximadamente um século. Em 1602, foram criadas na cidade a Companhia das Índias Orientais e a Bolsa de Amsterdam, cuja construção do edifício data de 1561. Em 1609, foi fundado o Banco de Amsterdã,[17] [18] que emitiu uma moeda valiosa pela qual mereceu, como nenhuma outra instituição financeira em seu tempo, a confiança dos comerciantes europeus.[17] [18]

Uma forma de governo ideologicamente muito tolerante foi adotada pela burguesia da cidade, tornando-se Amsterdam no mais importante centro editorial do continente.[17] Uma grande quantidade de membros de grupos religiosos que foram alvo de perseguição, como os judeus sefarditas — em Amsterdam nasceu o filósofo Baruch de Spinoza, que pertencia a este grupo de judeus - e huguenotes da França, ali se refugiaram, dando a sua contribuição para a criação de um ambiente de cosmopolitismo e de inovação.[19] [17] [18]

Declínio, modernização e século XX[editar | editar código-fonte]

Vista da Munttoren em 1900.

No início do século XVIII a população da cidade era superior a 200 mil amesterdaneses. Mas Londres sobrepujou o aspecto comercialmente importante de Amsterdã porque ocorreu a revolução industrial inglesa e o império britânico expandiu-se. Como a França ocupou a região de 1795 até 1813, o bloqueio continental, que Napoleão Bonaparte impôs, afetou gravemente a economia dependente do comércio por mar.[17] [18] De qualquer forma, declarou-se capital do reino da Holanda de 1806 até 1810 e, em 1814, capital da Holanda do Norte, no reino dos Países Baixos.[17] A partir de 1830, a Revolução Belga foi o motivo da ação revitalizadora do porto de Antuérpia. Também o concorrente porto de Roterdã, com um porto com capacidade para embarcações de muitas toneladas, contribuiu para o declínio de Amsterdã. Os novos canais abertos para a navegação foram a salvação do porto da cidade, um dos de maior atividade da Europa.[17] [18]

Amsterdã começou a se expandir com rapidez após 1900. Uma grande quantidade de áreas de fábricas e de novas casas apareceu na parte meridional da cidade após a Primeira Guerra Mundial.[20] [18]

De 1940 até 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, as tropas nazistas ocuparam Amsterdam, com perseguição aos seus habitantes, em grande número de judeus,[17] [18] [20] Os alemães destruíram as instalações portuárias nos últimos dias da guerra, porém a cidade se recuperou e se expandiu para a parte ocidental. Nos final da década de 1950, Amsterdã se destacaria novamente como o centro financeiro e industrial dos Países Baixos.[20] [18]

Geografia[editar | editar código-fonte]

mapa topográfico de Amsterdã

Superfície, geomorfologia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

A maior parte da cidade é constituída por pôlderes. A área urbana inclui os municípios de Aalsmeer, Amesterdão, Amstelveen, Diemen, Haarlemmermeer, Ouder-Amstel, Uithoorn, e Waterland.[nota 1] O tamanho da área urbana inteira atinge 896,96 km² mas só 718,03 km² é terra.[21] [22] A área conhecida como Grande Amesterdão (Stadsgewest Amsterdam) inclui a área urbana e as cidades satélites. O total desta área é de 1896,97 km², sendo 1 447,36 km² constituído de terra.[23] [24]

O relevo de Amsterdã é de uma região que se encontra abaixo do nível do mar. Um sistema bem projetado de canais em forma de círculos que se interligam, é a base do sistema de drenagem urbana. Esses canais, que correm à sombra de árvores, são as vias de transportes que dividem Amsterdã em ilhas. Mais de quatrocentas pontes conectam as ilhas. Constroem-se quase a totalidade das residências em cima de estacas de madeira, devido ao encharcamento e à pouca consistência do solo.[20] Amsterdã, está dois metros abaixo do nível do mar,[8] e é banhada pelo rio Amstel, de onde vem o seu nome devido ao dique que protege a cidade contra inundações.[25]

Clima e vegetação[editar | editar código-fonte]

O clima tanto de Amsterdã como dos Países Baixos, por se localizar geograficamente a cidade, é regulado pelas águas salgadas do mar do Norte, com regulação de chuvas e equilíbrio de temperaturas.[26] O clima influenciado pelas frentes frias é uma determinação de temperaturas que caem bruscamente, porém, as médias ao mês são variáveis de 17ºC, em julho, até 2ºC, em janeiro.[26] O índice de chuvas é de 790 mm ao ano, caindo com maior intensidade no verão, acima de tudo em agosto, e no outono. O relevo fracamente resistente, de planura prática, torna os ventos mais velozes, o que, por tradição, são aproveitados para acionar moinhos de vento.[26]

As plantas que vivem nas dunas, que se adaptam à salinidade e à água, os bosques de coníferas e carvalhos são a flora que caracteriza tanto Amsterdã como os Países Baixos.[26]

Panorama de Amsterdão a partir da Biblioteca Pública

Demografia[editar | editar código-fonte]

Chinatown de Amsterdã

A composição étnica da cidade em 2012 era de 49,5% neerlandeses e 50,5% estrangeiros. Pessoas de origem não-europeia constituíam ao todo 34,9% da população e 52,6% de pessoas menores de 18 anos de idade. Devido à imigração em larga escala vinda de países não-ocidentais, principalmente do Suriname, Marrocos e de outros países islâmicos, em poucos anos pessoas de origem não-europeia se tornarão o grupo étnico dominante em Amesterdão. Cerca de 25% da população da cidade pratica o Islão, apesar de a religião dominante continuar sendo o Cristianismo.[27]

Nos séculos XVII e XVIII, a maioria dos imigrantes de Amesterdão eram huguenotes, sefarditas e habitantes da Vestfália. Com a independência das colônias neerlandesas, nos anos 40 e 50 começou a imigração de indonésios. Nos anos 60, vários trabalhadores turcos, marroquinos e italianos foram para Amesterdão. Com a independência do Suriname em 1975, Amesterdão começou a receber seus habitantes como imigrantes. Vários outros imigrantes também vieram de outras partes da Europa e também da América do Norte.[27]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Prefeitura de Amsterdã

A cidade de Amesterdã é um município governado por um conselho municipal eleito por sufrágio universal, um conselho executivo municipal. A cidade também é governada por um prefeito (chamado de Burgemeester). Cada bairro elege seu próprio conselho municipal (com exceção do bairro de Westpoort que é pouco povoado e é regido pelo conselho municipal central).

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa dos distritos de Amsterdã

Desde 1981, o município de Amesterdã, gradualmente, foi dividido em distritos semi-autônomos, chamados stadsdelen, cujo singular é stadsdeel, significando stad (cidade) e deel (parte).[28] Ao longo do tempo, foi criado um total de 15 bairros. Em maio de 2010, sob uma grande reforma, o número de bairros de Amesterdã foi reduzida para oito: Amsterdam-Centrum, Amsterdam-Noord, Amsterdam-Oost, Amsterdam-Zuid, Amsterdam-West, Amsterdam Nieuw-West, Amsterdam-Zuidoost e Westpoort, que abrange o porto de Amsterdã.[29]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

O escudo de Amesterdão consiste em três cruzes denominadas Cruz de Santo André em homenagem a André, o apóstolo, que foi assassinado com este tipo de cruzes. No século XVI foram adicionados dois leões. Existem historiadores que crêem que as cruzes representam os três perigos que mais afetaram a Amesterdão: inundação, incêndio e a peste.

O lema oficial da cidade é: "Heldhaftig, Vastberaden, Barmhartig" ("Valente, Decidida e Misericordiosa"). Estas três palavras provêm da denominação oficial concedida pela rainha Guilhermina dos Países Baixos em 1947, em homenagem a coragem da cidade durante a Segunda Guerra Mundial.

Economia[editar | editar código-fonte]

O distrito Zuidas é o principal distrito comercial de Amsterdã e ainda está, em grande parte, em construção. Muitas multinacionais holandesas têm sua sede aqui, como ABN Amro e a Akzo Nobel.

Amesterdão é a capital dos Países Baixos em termos de negócios e finanças, e tem sido a quinta cidade europeia em importância no mundo dos negócios, atrás de Londres, Frankfurt, Paris e Bruxelas. Muitas empresas e bancos neerlandeses têm sua matriz e origem em Amesterdão, como ABN Amro, Heineken, ING Group, Ahold, Delta Lloyd, Royal Dutch Shell e Philips.

A bolsa de Amesterdão denomina-se Euronext Amesterdão, faz parte da Euronext e é a bolsa mais antiga do mundo, sendo hoje em dia uma das mais importantes da Europa. O seu principal índice de bolsa denomina-se AEX.[15]

Amsterdã é a região que mais concentra indústrias e onde os alimentos são processados. Dentre os produtos industrializados de maior importância são contados a cerveja, impressos, navios, metais, medicamentos e roupas. A cidade é também um dos centros onde há indústrias que lapidam diamantes no mundo. Essa indústria de importância teve início em Amsterdã nos últimos anos do século XVI. Demais indústrias são produtoras de joias, licores, linho, maquinário, sabão, seda e vidro.[20]

Há muitos anos, Amsterdã é conhecida como um dos portos comerciais de maior destaque no mundo. O porto de Amsterdã está aberto para o rio Ij, um afluente da baía de Ijsselmeer. Um canal conecta o Ij com o mar do Norte. Em 1952, abriu-se um canal que liga de Amsterdã até o rio Reno, aumentando a importância da cidade como porto interno. No Aeroporto Internacional de Schiphol, é sediada a KLM, a companhia aérea dos Países Baixos.[20]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Faculdade de Ciências da Universidade de Amsterdã

Educação[editar | editar código-fonte]

Amesterdão possui quatro universidades: a Universidade de Amsterdã(o), Universidade Livre, Universidade para ciências aplicadas de Amsterdão (Hogeschool van Amsterdam) e Universidade Artística para ciências aplicadas de Amesterdão (Amsterdamse Hogeschool voor de Kunsten).

Outras instituições universitárias incluem uma academia de arte, a De Rietveldacademie. O Instituut voor Sociale Geschiedenis (Instituto Internacional de História Social) é um centro internacional de pesquisa que possui um grande arquivo, orientado especificamente à história do movimento operário.[30]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Amsterdã foi concebido em 1932 para ser o centro, uma espécie de "quilômetro zero", do sistema rodoviário dos Países Baixos, com autoestradas numeradas de um a oito e cujo ponto de partida é a capital holandesa.[31] A eclosão da Segunda Guerra Mundial e as consequentes mudanças de prioridades levaram à situação atual, em que apenas as estradas A1, A2 e A4 são originárias de Amsterdã de acordo com o plano original. A estrada A3 para Rotterdã foi cancelada em 1970. A estrada A8, que conduz ao norte de Zaandam, e o rodoanel A10 foram abertos entre 1968 e 1974.[32]

O transporte público de Amesterdão consiste em oito meios de locomoção: conexões de trem a qualquer parte dos Países Baixos e a destinos internacionais, 5 linhas de metro, 16 linhas dos famosos eléctricos (bondes), 55 linhas de ônibus urbano, Várias linhas de ônibus regional, vários ferries (também para ciclistas), 2 centrais de táxi e 1 comboio de alta velocidade (Thalys).

Amesterdão é famosa pela enorme quantidade de bicicletas e é o centro mundial delas. Quase todas as ruas principais têm vias para ciclistas, e pode-se deixar a bicicleta em qualquer lugar. Em Amesterdão, existem ao redor de 700 000 ciclistas (750 000 habitantes).[33] Cerca de 60% dos movimentos pendulares no centro da cidade são efetuados usando bicicleta e 38% na generalidade da cidade.[34]

O Aeroporto de Schiphol localiza-se a cerca de vinte minutos de comboio do centro de Amesterdão. É o maior aeroporto dos Países Baixos por número de passageiros, o quinto da Europa (atrás do Aeroporto de Londres Heathrow, do aeroporto de Frankfurt, Charles de Gaulle de Paris e Barajas de Madrid) e o décimo do mundo. Cada ano passam cerca de 44 milhões de viajantes por Schiphol. É o terceiro maior aeroporto da Europa em relação à quantidade de operações de carga (1 450 toneladas em 2005, depois de Paris e Frankfurt).

Cultura[editar | editar código-fonte]

A Casa de Anne Frank é um destino turístico muito popular,[35] bem como o Hortus Botanicus Amsterdam, fundado no começo da década de 1960, um dos mais antigos jardins botânicos do mundo, com muitas antigas e raras espécies, entre as quais está a planta de café da qual saiu o ramo que serviu como base das plantações na América Central e América do Sul (o ramo foi um presente de Luís XIV de França e foi levado a colônia francesa de Martinica em 1714, onde frutificou).[36]

Em Amesterdão encontra-se a conhecida fábrica de Cerveja Heineken, que também tem seu museu Heineken Experience.[37] O clube desportivo AFC Ajax tem como sede e estádio na cidade, chamado Amsterdam ArenA.[38] Também a prestigiosa sala de concertos Concertgebouw é sede da igualmente famosa orquestra sinfônica, a Orquesta Real de Concertgebouw, que deu seu primeiro concerto em 3 de novembro de 1888.[39]

Há numerosos edifícios, igrejas, praças e pontes que merecem uma visita.[35] [36] [40] [39] Uma data bem interessante para visitar a cidade é o Dia da Rainha ou Koninginnedag a 30 de abril. Neste dia todos os habitantes da cidade vendem nas ruas todo tipo de coisas, principalmente objectos de casa que já não utilizam. A cidade transforma-se em mercado e numa verdadeira festa e as ruas ficam abarrotadas de gente vestida da cor da casa real, o laranja.[41]

De Wallen, a famosa zona de meretrício de Amesterdão.

O espírito liberal que ela herdou da Idade do Ouro justifica o fato de nela existirem alguns cafés, os chamados coffeeshops, onde é autorizado o consumo de drogas leves e de existir uma indústria do Sexo legalizada. No "Red Light District" (ou Bairro da Luz Vermelha) as ruelas estão lotadas de sex shops, bares onde decorrem espetáculos eróticos, cinemas eróticos e até um museu do sexo. A Prostituição nos Países Baixos é completamente legalizada nas zonas designadas para ela.[42]

Amsterdã é centro de cultura neerlandês. Duas universidades são mantidas pela cidade, além da Orquestra do Concertgebouw, Muziekgebouw aan 't IJ, de fama internacional, da Companhia Teatral da Cidade e da Ópera do Estado. As atrações turísticas de notoriedade que se localizam no centro histórico da cidade são, exemplificando, a Igreja Velha, que se ergueu no século XIII, o ex-prédio da Prefeitura, atualmente o Palácio Real e a residência onde Rembrandt passou a sua vida.[40] [35] O Rijksmuseum, o de maior importância de Amsterdã, é o local de exibição de uma grande quantidade de obras de Rembrandt, como a Ronda Noturna, e obras-primas de uma grande quantidade de demais artistas plásticos.[35] O Museu Van Gogh possui uma grande quantidade de trabalhos do artista plástico neerlandês ao qual é atribuída a sua autoria. O Tropenmuseum é local de conteúdo de coletânea artística do Extremo Oriente, do Oriente Médio, do Subcontinente indiano e dos países da América Latina e da África que se localizam por entre os trópicos.[35]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Mapa do município (gemeenten) de Amsterdã

Referências

  1. "WorldMayor.com - Job Cohen, Prefeito de Amesterdão 2006". Consult. 19-4-2007. 
  2. "Kerncijfers voor Amsterdam en de stadsdelen". www.os.amsterdam.nl. Serviço de Pesquisa e Estatísticas, Cidade de Amesterdão. 1 de janeiro de 2006. Consult. 4-4-2007. 
  3. "Area, population density, dwelling density and average dwelling occupation". www.os.amsterdam.nl. Serviço de Pesquisa e Estatística, Cidade de Amesterdão]]. 1 de janeiro de 2006. Consult. 13-8-2008. 
  4. "Actueel Hoogtestand Nederland" (em holandês). Consult. 18-5-2008. 
  5. a b "CBS Amsterdam Bevolkingsontwikkeling; regio per maand". 
  6. a b "Economische Verkenningen Metropool Regio Amsterdam" (PDF). 
  7. Dutch Wikisource. "Grondwet voor het Koninkrijk der Nederlanden" (em Dutch). Chapter 2, Article 32. Consult. 3 de julho de 2013. ...de hoofdstad Amsterdam... 
  8. a b Permanent Mission of the Netherlands to the UN. "General Information". Consult. 26 de junho de 2013. 
  9. "Randstad2040; Facts & Figures (p.26)" (PDF) (em Dutch). VROM. 
  10. Encyclopædia Britannica Eleventh Edition, Vol 1, pp. 896-898.
  11. Cambridge.org, Capitals of Capital -A History of International Financial Centres – 1780–2005, Youssef Cassis, ISBN 978-0-521-84535-9
  12. Forbes.com, Forbes Global 2000 Largest Companies – Dutch rankings.
  13. ["http://pages.eiu.com/rs/eiu2/images/EIU_BestCities.pdf" "Best cities ranking and report"] |url= incorrecta (Ajuda) (PDF). 
  14. http://www.parool.nl/parool/nl/4/AMSTERDAM/article/detail/3975968/2015/04/23/Amsterdam-verwelkomde-in-2014-ruim-5-miljoen-buitenlandse-toeristen.dhtml
  15. a b Douglas Harper. "Verbete "Amsterdam"". Online Etymology Dictionary. Consult. 29 de julho de 2015. 
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  19. Spinoza house Rijnsburg (em inglês)
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  42. "Amsterdam Nightlife". amsterdam.info. Consult. 16 de maio de 2015. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arruda, Ana (1988). "Amsterdã". Enciclopédia Delta Universal 1. Rio de Janeiro: Delta. 
  • Garschagen, Donaldson M. (1998). "Amsterdã". Nova Enciclopédia Barsa 1. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 
  • Garschagen, Donaldson M. (1998). "Países Baixos". Nova Enciclopédia Barsa 11. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 
  • Houaiss, Antônio (1993). "Amsterdã". Enciclopédia Mirador Internacional 2. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 

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