Ana Dias (Itariri)

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Ana Dias
  Distrito do Brasil  
Estado  São Paulo
Município Itariri
Criado em 1948
População (2016)
 - Total 3,540

Ana Dias é um distrito do município brasileiro de Itariri, no interior do estado de São Paulo.[1]Situado na entrada do Vale do Ribeira e saída do Litoral Sul do Estado de Sao Paulo, nas proximidades da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega SP 55. Tem como divisa territorial a cidade de Peruíbe a Leste e a Oeste o Bairro de Raposo Tavares nas proximidades da cidade de Itariri.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1905, havia um pequeno povoado, incrustado entre as montanhas, com espaço (espécie de vale) que se iniciava na região montanhosa que da acesso ao Vale do Ribeira e chegava ao mar, onde tinha já uma pequena vila de caiçaras que hoje é Peruíbe.

Nessa época, um comerciante de São Vicente, proprietário de um armazém de “secos e molhados” (como era conhecido na época) montou também um armazém na já prospera cidade de Itanhaém. Suas mercadorias chegavam a Itanhaém de barco e a partir daí, para redistribuição seguia “a lombo de burro”.

Uma filha desse comerciante de nome Ana Dias, trabalhava como “caixeira viajante” e trazia as mercadorias, nos burros de carga, até Peruíbe. Foi aí, que esta caixeira viajante, de nome Ana Dias, conheceu um português que vinha muito nesta pequena vila, para extrair caixeta, madeira muito usada para fazer tamancos e levava-as até Itanhaém e posteriormente através de barco, para Santos. E este português a aconselhou que viesse oferecer suas mercadorias aos moradores locais. Bastava sair de Itanhaém com os animais carregados de mercadorias (um deles sempre usado para montaria) e seguir em direção a Peruíbe, passando pela mata, sempre à beira mar, e após Peruíbe, por picadas abertas na mata, até a vila mais próxima onde já existia mais ou menos 50 famílias.

Nessa época, o que mais vendia, além de roupas, ferramentas para uso na lavoura, sal, também era vendido muita munição para caça, como pólvora, chumbo e espoleta.

Nessa vila vivia também um pequeno comerciante, também de “secos e molhados”, de nome Carlos Gonçalves, cujo prédio era uma casa de madeira, onde hoje existe um sobrado, a beira do campo de futebol."Secos e Molhados"A partir daí, Carlos Gonçalves passou a comprar as mercadorias da “caixeira viajante” Ana Dias.

O tempo foi passando e surgiu a construção da Estrada de Ferro pela Southern São Paulo Railway, que se iniciava na cidade de Santos e com projeto de chegar até Juquiá.

Bem antes da chegada da ferrovia em Ana Dias, o comerciante Carlos Gonçalves ficou preocupado porque suas mercadorias já não estavam chegando e que a “caixeira viajante” Ana Dias já não aparecia mais, isso depois de longos anos sem falhar. Depois de muito tempo ficou sabendo que ela havia falecido.

Estação A Southern São Paulo Railway, chegava já nesta vila, com a estação pronta em 1914, a direção da ferrovia optou por colocar um nome na Estação, após uma consulta com os moradores do local e por sugestão , e aprovada por unanimidade, foi a Estação Ferroviária nomeada como Ana Dias e por consequência a própria vila passou também a ser chamada de Vila Ana Dias. Em sua maior parte territorial pertencia a família..propriamente a " Deisy Amaral " , cujo eram proprietários da Fabrica de Farinha de banana " Flakes" , situada na antiga fazenda Laranjeiras , sendo que ainda nos dias atuais nomes membros da Família "Amaral ", junto com antigos moradores dão nomes as ruas do distrito.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

O distrito era atendido pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[2], que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[3], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[4] para suas operações de telefonia fixa.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  2. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  3. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  4. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1