Ana Hatherly

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Ana Hatherly
Nascimento 8 de Maio de 1929
Porto, Portugal
Morte 5 de Agosto de 2015 (86 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade  Portugal
Ocupação Professora, escritora e artista plástica
Prémios Grande Prémio de Ensaio Literário APE/PT (1997)

Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia (2000)

Magnum opus Poesia : 1958-1978

Ana Hatherly GOIH, (Porto, 8 de Maio de 1929Lisboa, 5 de Agosto de 2015)[1], foi uma professora, escritora e artista plástica portuguesa.

Professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada em Cinema, pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia, em Berkeley.[2]

Anteriormente leccionou na Escola de Cinema do Conservatório Nacional, e no AR.CO, em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa.

Paralelamente desenvolveu uma carreira como artista plástica, iniciada na década de 1960, com um extenso número de exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro.

Foi membro da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e ajudou a fundar o P.E.N.

Clube Português, ao qual presidiu. Foi ainda membro destacado do grupo da poesia experimental, nas décadas de 1960 e 70, além de se ter dedicado à investigação e divulgação da literatura portuguesa barroca, fundando as revistas Claro-Escuro e Incidências. Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro, com a Medalha Oskar Nobiling; em 1998 obteve o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Português; em 2003 o Prémio de Poesia Evelyne Encelot, em França, e o Prémio Hannibal Lucic, na Croácia.

Encontra-se colaboração da sua autoria no jornal 57[3] (1957-1962).

A 10 de Junho de 2009, foi feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.[4]

Foi agraciada com o Prémio Femina por mérito na Literatura, em 2015.

Morreu de causas naturais no dia 5 de Agosto de 2015.

Bibliografia[5][editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Um Ritmo Perdido. Lisboa: Ed. Aut. (1958)
  • As Aparências. Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural (1959)
  • A Dama e o Cavaleiro. Lisboa: Guimarães Editores (1960)
  • Sigma. Lisboa: Ed. Aut. (1965)
  • Estruturas Poéticas - Operação 2. Lisboa: Ed. Aut. (1967)
  • Eros Frenético. Lisboa: Moraes Editores (1968)
  • 39 Tisanas. Porto: Colecção Gémeos, 2 (1969)
  • Anagramático. Lisboa: Moraes Editores (1970)
  • 63 Tisanas: (40-102). Lisboa: Moraes Editores (1973)
  • Poesia: 1958-1978. Prefácio de Lúcia Helena da Silva Pereira - Lisboa: Moraes Editores (1980)
  • Ana Viva e Plurilida. in Joyciana (ob. colec.), Lisboa: &etc. (1982)
  • O Cisne Intacto. Porto: Limiar (1983)
  • A Cidade das Palavras. Lisboa: Quetzal (1988)
  • Volúpsia. Lisboa: Quimera (1994)
  • 351 Tisanas. Lisboa: Quimera (1997)
  • Rilkeana. Apresentação de João Barrento e Elfriede Engelmayer - Lisboa: Assírio & Alvim (Prémio de Poesia do PEN Clube Português) (1999)
  • Um Calculador de Improbabilidades. Lisboa: Quimera (2001)
  • O Pavão Negro. Prefácios da Autora e de Paulo Cunha e Silva, Lisboa: Assírio & Alvim (Prémio de Consagração da Associação Portuguesa de Críticos Literários) (2003)
  • Itinerários. Vila Nova de Famalicão: Edições Quasi (2003)
  • Fibrilações. Edição bilingue. Tradução para castelhano de Perfecto E. Cuadrado, Lisboa: Quimera (2005)
  • A Idade da Escrita e outros poemas. Antologia com org. e pról. de Floriano Martins, São Paulo: Escrituras (2005)
  • 463 Tisanas. Prefácio da Autora, Lisboa: Quimera (2006)
  • A Neo-Penélope. Lisboa: &etc. (2007)

Prosa[editar | editar código-fonte]

  • O Mestre. Lisboa: Arcádia (1963). 2.ª edição: Prefácio de Maria Alzira Seixo, Lisboa: Moraes Editores (1976). 3ª edição: Prefácios de Silvina Rodrigues Lopes e Simone Pinto Monteiro de Oliveira e posfácio da Autora, Lisboa: Quimera (1995). 1.ª edição brasileira: Prefácio de Nadiá Paulo Ferreira, Rio de Janeiro: 7LETRAS (2006)
  • No Restaurante. In Antologia do Conto Fantástico Português. Edições Afrodite de Fernando Ribeiro de Mello (1967). 2.ª edição: idem (1974). [3.ª edição]: Lisboa: Arte Mágica Editores (2003)
  • Crónicas, Anacrónicas Quase-tisanas e outras Neo-prosas. Lisboa: Iniciativas Editoriais (1977)
  • O Tacto. In Poética dos cinco sentidos. Lisboa: Livraria Bertrand (1979)
  • Anacrusa: 68 sonhos. Lisboa: & Etc (Sonhos da Autora comentados por vários autores) (1983)
  • Elles: um epistolado (com Alberto Pimenta). Lisboa: Editorial Escritor (1999)
  • O Neo-Ali Babá. In Mea Libra - Revista do Centro Cultural do Alto Minho, n.º 14, Viana do Castelo (2004)

Ensaios e Edições Críticas[editar | editar código-fonte]

  • Nove Incursões. Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural (1962)
  • O Espaço Crítico: do simbolismo à vanguarda. Lisboa: Caminho (1979)
  • A Experiência do Prodígio - Bases Teóricas e Antologia de Textos-Visuais Portugueses dos séculos XVII e XVIII. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda (1983)
  • Defesa e Condenação da Manice. Lisboa: Quimera (Apresentação, notas e fixação do texto) (1989)
  • Poemas em Língua de Preto dos Séculos XVII e XVIII. Lisboa: Quimera (Apresentação, notas e fixação do texto) (1990)
  • Elogio da Pintura de Luís Nunes Tinoco. Com estudo crítico de Luís de Moura Sobral, Lisboa: Instituto Português do Património Cultural (Apresentação e edição) (1991)
  • A Preciosa de Sóror Maria do Céu. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica (Edição actualizada do códice 3773 da Biblioteca Nacional precedida dum estudo) (1991)
  • Lampadário de Cristal de Frei Jerónimo Baía. Lisboa: Editorial Comunicação (Apresentação crítica, fixação do texto, notas, glossário e roteiro de leitura) (1991)
  • O Desafio Venturoso de António Barbosa Bacelar. Lisboa: Assírio & Alvim (Organização e prefácio) (1991)
  • Triunfo do Rosário: repartido em cinco autos de Sóror Maria do Céu. Lisboa: Quimera (Tradução e apresentação) (1992)
  • A Casa das Musas: uma releitura crítica da tradição. Lisboa: Editorial Estampa (1995)
  • O Ladrão Cristalino: aspectos do imaginário barroco. Lisboa: Edições Cosmos (Prémio de Ensaio da Sociedade Portuguesa de Autores, 1998) (1997)
  • Frutas do Brasil numa nova, e ascetica monarchia, consagrada à Santíssima Senhora do Rosário de António do Rosário. Lisboa: Biblioteca Nacional (Apresentação) (2002)
  • Poesia Incurável: aspectos da sensibilidade barroca. Lisboa: Editorial Estampa (2003)
  • Interfaces do Olhar - Uma Antologia Crítica / Uma Antologia Poética. Lisboa: Roma Editora (2004)
  • Obrigatório não ver. Lisboa: Quimera (2009)

Referências

  1. «Morreu Ana Hatherly, a pintora da palavra». Consultado em 5 de agosto de 2010 
  2. [1] Biografia no site Mulheres portuguesas do século XX
  3. Álvaro de Matos (24 de Junho de 2008). «Ficha histórica: 57: folha independente de cultura» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 30 de Janeiro de 2015 
  4. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Ana Hatherly". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 7 de junho de 2015 
  5. [2] Obra no site Mulheres portuguesas do século XX