Ana Lúcia Torre

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ana Lúcia Torre
Ana Lúcia Torre, em outubro de 2010, em São Paulo.
Nome completo Ana Lúcia Torre Rodrigues
Nascimento 21 de abril de 1945 (72 anos)
São Paulo, SP no bairro do Belenzinho[1]
Nacionalidade brasileira
Ocupação Atriz
Atividade 1977 –presente
Cônjuge José Luiz Maffei Rosa (1989– presente)
IMDb: (inglês)

Ana Lúcia Torre Rodrigues (São Paulo, SP[1], 21 de abril de 1945) é uma atriz brasileira de cinema, teatro e televisão.

Biografia e Carreira[editar | editar código-fonte]

Sua família mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, em busca de uma vida melhor. Sua família é espírita kardecista. A atriz acredita em reencarnação. Sua família se converteu quando Ana Lúcia tinha 05 anos e começou a sofrer com desmaios e depressão. Ao ser levada em um centro kardecista e ter tomado passe, na mesma hora seu quadro melhorou, e todos esses transtornos foram atribuídos a um espírito obsessor que tomou conta de Ana Lúcia quando ela ainda era criança, mas que logo havia sido afastado dela, e doutrinado. A atriz conta em entrevistas lembrar-se até hoje que durante sua infância, lembra-se quando seu pai incorporou um caboclo e começou a trabalhar como médium kardecista em um centro de mesa branca.[2]

Passou no vestibular, e começou a cursar ciências sociais na PUC SP, em 1965. Na Universidade, havia grupos de teatro, no qual ela logo se interessou. O diretório da instituição queria apenas um grupo de teatro, e sorteou fez testes com os inscritos, e Ana Lúcia passou os testes que envolviam decoração de textos e criação de cenas e interpretação. O grupo montou e reproduziu o espetáculo 'Morte e Vida Severina'. Entre seus colegas de teatro universitário, se destacam Chico Buarque de Hollanda , um dos maiores músicos, dramaturgos e escritores do Brasil, e Cláudio Tozzi, um dos mais renomados pintores e artistas plásticos da atualidade.

Apaixonada pelo mundo artístico, Ana Lúcia trancou o curso de ciências sociais em 1966, e decidiu fazer curso profissionalizante de teatro em Lisboa, para onde muitos jovens da época foram estudar artes cênicas. Lá, ela morava em uma república de estudantes e recebia dinheiro dos pais para se manter. Aós um ano e meio estudando, criando peças e se apresentando, Ana Lúcia conheceu um brasileiro, que se tornou seu primeiro namorado, e seria seu futuro primeiro marido, em 1967. Logo começaram a namorar e após um ano e meio de namoro, em 1968, seu namorado revelou que queria estudar direito marítimo na Noruega, e a pediu em casamento. Ana Lúcia aceitou, e foram para São Paulo, onde casaram-se oficialmente em uma pequena cerimônia no civil, e de lá, foram morar em Oslo, capital norueguesa. No país distante e gelado, Ana Lúcia teve que aprender o idioma local, além do inglês, e para ajudar o marido com as despesas, trabalhou como camareira de hotel, vendedora de loja e depois como secretária da Embaixada do Brasil. Aós quatro anos na Noruega, e com seu marido já formado, o casal se mudou em 1972 para Londres, onde seu marido faria uma especialização em sua área de estudo, onde o casal morou por um ano. Na época em que morou na Inglaterra, Ana Lúcia trabalhou como executiva administrativa na Comissão Aeronáutica Brasileira. Ao chegar de volta ao Brasil, em 1973, foram morar em São Paulo. Ana Lúcia e seu marido reencontraram um grande casal de amigos: Celso Nunes e Regina Braga, pais do ator Gabriel Braga Nunes. Celso, diretor teatral, convidou Ana Lúcia para atuar na peça teatral Equus, e aos 30 anos, Ana Lúcia Torre ingressou profissionalmente no teatro. Após alguns anos, devido a brigas constantes, o casal se divorciou. Depois dele, Ana Lúcia casou-se mais duas vezes.[3]

Atuou em diversas peças de teatro pelo Brasil e no exterior. Na televisão iniciou sua carreira no ano de 1977, em Dona Xepa, onde viveu a grã-fina fútil e falida Glorita. Um de seus maiores papeis na televisão fora a inesquecível e diabólica vilã Débora, na novela Alma Gêmea. Também participou de várias produções como a primeira versão de Ciranda de Pedra, Tieta, Renascer, A Indomada, O Cravo e a Rosa, Alma Gêmea, O Profeta, Sete Pecados, Caras & Bocas, Insensato Coração, onde obteve bastante destaque. Atuou em Amor Eterno Amor como a milionária Verbena Borges, que procura reencontrar o filho desaparecido há 30 anos. Em 2013 atuou em Joia Rara, interpretando a coantagonista Frau Gertrudes. Em 2015 interpreta a humilde professora aposentada Hilda, na novela das onze Verdades Secretas. Na montagem para o teatro de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, ganhou o primeiro lugar no Festival Internacional de Teatro Universitário em Nancy, na França.

Depois de viver sete anos na Europa, de volta ao Brasil, Ana Lúcia protagoniza várias peças como Seria Cômico se não fosse sério, espetáculo que lhe rendeu a indicação de melhor atriz ao prêmio Shell de 2010.[4]

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Foi casada por três vezes. Seu terceiro marido fora José Luiz Moreno Maffei Rosa. O matrimônio durou 22 anos, até 2010, quando devido a divergências conjugais, optaram pelo divórcio, mas continuam amigos, mesmo separados. A atriz revelou em entrevistas que por decisão própria, por causa da carreira, adiou a maternidade, e que por muitos anos, não queria ter filhos, mas quando começou a querer ser mãe, a idade já avançada para uma primeira gestação colocou em risco esse desejo, mas a atriz não fez nenhum tipo de tratamento, e deixou tudo nas mãos de Deus, e quando não esperava mais conseguir ter filhos, já tendo desistido de tentar por meios naturais, engravidou naturalmente aos 40 anos. Seu único filho, nascido em 1985, fruto de seu segundo casamento, é o baixista Pedro Lobo, que é casado, e lhe deu netos gêmeos, os meninos Marcos e André. Atualmente Ana Lúcia mora com sua mãe, Antonieta.[5][6]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem
1977 Dona Xepa Glorita Camargo
Sinhazinha Flô Ermelinda
1979 Memórias de Amor Princesa Isabel
Marron Glacé Stela
1980 As três Marias Norma
1981 Ciranda de Pedra Celina
1982 O Homem Proibido Olívia
1984 Corpo a Corpo Olga
1987 Corpo Santo Marta
1989 Tieta Juraci Pitombo
1990 Brasileiras e Brasileiros Clara
1993 Renascer Quitéria
1995 As Pupilas do Senhor Reitor Zefa Das Graças
1997 A Indomada Cleonice Williams Mackenzie
1998 Serras Azuis Dona Osória
1999 Andando nas Nuvens Olívia Mota
2000 O Cravo e a Rosa Leonor Fernandes (Neca)
2001 Porto dos Milagres Salete
2004 Um Só Coração Sálua
2005 Alma Gêmea Débora Ávilla Saboya
2006 O Profeta Inspetora Hilda Vieira
2007 Sete Pecados Anja Guilhermina
2008 Casos e Acasos Regina
Xuxa e as Noviças Sumara
2009 Caras & Bocas Esther Abraham
2011 Insensato Coração Anita Brandão (Tia Neném)[7]
2012 Amor Eterno Amor Verbena Borges
Louco por Elas Dra. Olga
2013 Joia Rara Frau Gertrude Ducker Hauser[8]
2015 Verdades Secretas Hilda Brito[9]
2016 Êta Mundo Bom! Dona Camélia Batista[10]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1981 Um Menino...Uma Mulher[4] Dona Rita
1982 Retrato Falado de uma Mulher sem Pudor
1988 Romance da Empregada
1991 Manobra Radical
A Revolta dos Carnudos
2000 Através da Janela Tomasina
2001 Os Xeretas Alana
2004 O Vestido Tia Adélia
Como Fazer um Filme de Amor Mãe de Laura
Francamente... Ângela
2005 Quanto Vale Ou é Por Quilo?
O Retrato da Felicidade Psiquiatra
2006 Paid Empregada
2007 Primo Basílio Vizinha
2009 Os Inquilinos Diretora da Escola
2010 Reflexões de um Liquidificador[7] Elvira
2012 E a Vida Continua... Brígida
Meus Dois Amores Vó Lindelena [11]
O Mundo de Ulim e Oilut Bruxa[12][13]
2017 Bingo: O Rei das Manhãs Marta Mendes
Através da Sombra Dona Geraldina[14]

No teatro[editar | editar código-fonte]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref
1998 Prêmio APCA Melhor Atriz Coadjuvante Cleonice Williams em A Indomada Venceu
2006 Prêmio Qualidade Brasil Melhor Atriz Coadjuvante Débora Ávilla Saboya em Alma Gêmea Indicado
2011 Prêmio Extra de TV Melhor Atriz Coadjuvante Tia Neném em Insensato Coração Indicado [15]
37º SESC Festival de Filmes Melhor Atriz Elvira em Reflexões de um Liquidificador Venceu
Prêmio Contigo! de TV Melhor Atriz Coadjuvante Tia Neném em Insensato Coração Indicado [16]
2017 43º SESC Festival de Filmes Melhor Atriz Dona Geraldina em Através das Sombras Indicado

Referências

  1. a b «Ana Lúcia Torre». Jornal Acritica de Manaus. Consultado em 20 de junho de 2017 
  2. [1]
  3. Não posso temer a morte, diz Ana Lúcia Torre
  4. a b c Caras - UOL. «CARAS - Perfil:Ana Lúcia Torre». CARAS. Consultado em 23 de janeiro de 2013 
  5. Ana Lucia Torre conta que se separou em 2010 depois de 22 anos de casamento
  6. Separada após 22 anos, Ana Lúcia Torre se dedica aos netos
  7. a b Jamal, Kelly (9 de agosto de 2010). «Ana Lúcia Torre conta como foi filmar Reflexões de um Liquidificador». R7. Consultado em 3 de janeiro de 2011 
  8. João Gabriel Batista. «Joia Rara repete parte do elenco de Cordel Encantado». Consultado em 23 de junho de 2013 
  9. Flávio Ricco (15 de maio de 2015). «Drica Moraes grava nesta sexta primeiras cenas de "Verdades Secretas"». UOL Televisão. Consultado em 15 de maio de 2015 
  10. Gshow (27 de novembro de 2015). «Veja o elenco da nova novela das 6, 'Êta Mundo Bom!'». TV - Gshow. Consultado em 14 de dezembro de 2015 
  11. «Meus Dois Amores». Globo Filmes. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  12. «O Mundo de Uilim e Oilut». Porta Curtas. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  13. «O Mundo de Ulim e Oilut -Elenco». Tangerina Entretenimento. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  14. «Através das Sombras». Globo Filmes. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  15. «Prêmio Extra de TV: Deborah Secco fica com o prêmio de melhor atriz coadjuvante». Extra. Consultado em 19 de Dezembro de 2016 
  16. «Indicados ao 14ª Prêmio Contigo de TV». Contigo.com.br. Consultado em 26 de Janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Este artigo sobre uma atriz é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.