Anarquia de relacionamento

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Um símbolo alternativo da anarquia de relação, baseada na visão que implica uma mudança necessária na organização social, na maneira em que todas as relações sociais são estruturadas e não apenas em seu aspecto afetivo e em que as cores têm a ver com diversidade, cada nó é colorido diferente, pois cada link tem seus significados, sua própria dinâmica interna e seus próprios códigos.

Anarquia de relacionamento ou anarquia relacional (por vezes abreviado AR) é o modelo de relacionamento não regido por regras além do que as pessoas envolvidas concordem. Se um relacionamento anárquico tem vários parceiros íntimos, sendo considerado uma forma de não-monogamia, mas distingue-se do poliamor, ao postular que há necessidade de não ser uma distinção formal entre relacionamentos sexuais, românticos ou platônicos.[1][2][3]

Anarquistas relacionais olham para cada relação (romântica, platônica ou outra) individualmente, ao contrário de classificá-los de acordo com as normas sociais, tais como 'apenas amigos' (também conhecido como friendzone), 'em um relacionamento sério', ou 'em um relacionamento aberto'.[4][5]

O termo anarquia de relacionamento foi cunhado por Andie Nordgren,[6] e é o tópico das teses de bacharel suecas de Jacob Strandell[7] e Ida Midnattssol.[8] Foi discutido em workshops no OpenCon 2010,[9] e pelo professor sênior da Open University, Dr. Meg-John Barker, em uma apresentação em 2013.[10]

O movimento de anarquia de relacionamento tem suas raízes no movimento de amor livre do século XX,[11] que de alguma forma rejeitou a ideia de casamento monogâmico, encarando-o como uma forma de servidão social e financeira.

Há também, um movimento brasileiro, que é parecido ao ideal de relações anárquicas, em que pessoas se declaram serem de relações livres, requerendo a autonomia e a plena liberdade pessoal, independente da estabilidade circunstancial ou dos relacionamentos que a pessoa venha a ter, afetivos e/ou sexuais.[12][13][14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ayuso, Miguel (18 de dezembro de 2014). «Anarquía relacional: la revolución que cambiará el amor para siempre». elconfidencial.com (em espanhol). Consultado em 9 de outubro de 2021 
  2. «Anarquia Relacional • Série de Textos • Razão Inadequada». Razão Inadequada. Consultado em 9 de outubro de 2021 
  3. E, An(n)a (19 de agosto de 2021). «7 lições da anarquia relacional para todos — monogâmicos ou não». Sororidade Não Mono (em inglês). Consultado em 9 de outubro de 2021 
  4. Nast, Condé (17 de maio de 2018). «Tal vez seas (o estés con) un anarquista relacional y no lo sepas». GQ España (em espanhol). Consultado em 9 de outubro de 2021 
  5. «Anarquia relacional: vínculos sem hierarquias ou rótulos». A mente é maravilhosa. 27 de março de 2018. Consultado em 9 de outubro de 2021 
  6. Anapol, Deborah. Polyamory in the 21st Century: Love and Intimacy with Multiple Partners. [S.l.: s.n.] 
  7. «Det fria subjektets diskurs: en analys av de diskurser som möjliggör relationsanarkins diskurs och praktik.» 
  8. «Ett relationsanarkistiskt ställningstagande - en undersökning av subjektspositionering inom relationsanarki.» 
  9. «So what's OpenCon all about, then?» 
  10. «Rewriting the Rules: Non/monogamies» 
  11. «Relationship Anarchy Basics». The Thinking Aro 
  12. «> Essencial». Rede Relações Livres (RLi) - Brasil. 12 de novembro de 2010. Consultado em 19 de fevereiro de 2020 
  13. Barbosa, Monica (2015). Poliamor e Relações Livres: do amor à militância contra a monogamia compulsória 1ª ed. Rio de Janeiro: Luminária Academia. ISBN 9788584731275. OCLC 962058840 
  14. «Relações Livres». PoliGen. Consultado em 19 de fevereiro de 2020