Anatoli Marienhof

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Anatoli Marienhof
Nascimento 24 de junho de 1897
Níjni Novgorod
Morte 24 de junho de 1962 (65 anos)
São Petersburgo
Cidadania Império Russo, União Soviética
Ocupação roteirista, poeta, dramaturgo, escritor

Anatoli Borisovich Marienhof (em russo) Анатолий Борисович Мариенгоф; Níjni Novgorod, (24 de junho/6 de julho) de 1897 — Leningrado, 24 de junho de 1962) [1] foi um poeta, romancista e dramaturgo russo. Uma das figuras principais do Imagismo russo, recordado na atualidade pelas suas memórias que descrevem a vida literária russa na década de 1920 e a sua amizade com Serguei Iessienin, com o qual ele fundou o movimento imagista e de quem ele foi inseparável, por alguns anos, desde 1919.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Anatoli Marienhof nasceu em uma família nobre em Níjni Novgorod. Após a sua graduação na escola em 1914 foi mobilizado e serviu durante a Primeira Guerra Mundial na Frente Oriental.

A carreira literária de Marienhof começou em 1918 com uma contribuição em um almanaque publicado em Voronezh, nesse ano também se mudou para Moscou e conheceu Serguei Iessienin e outros poetas moscovitas. Juntos iniciaram um novo movimento poético que foi chamado Imagismo, também conhecido como "Imaginismo", em 1919[2]. Marienhof participou de todas as ações e publicações imagistas e publicou uma dúzia de livros de sua própria poesia no período 1920-1928.

Antes de suicidar-se, em 1925, em um hotel de Leningrado, Serguei Iessienin escreveu com sangue um poema de despedida dedicado a Marienhof, com quem vivia há quatro anos[3]. Este poema que se tornou célebre e obteve resposta de Vladimir Maiakovski em outo poema[4].

Marienhof ganhou mais reconhecimento com a sua controversa ficção: "O romance sem mentiras" (1927) e "Os cínicos" (1928). O primeiro romantiza a sua amizade com Serguei Iessienin, insinuando uma relação amorosa entre os dois, embora baseada no amor pela arte[5], o último é uma história da vida dos intelectuais novos durante a revolução e o comunismo de guerra. Ambos receberam duras críticas na imprensa soviética.

Após a publicação do seu último romance publicado na íntegra, "Homens barbeados", em 1930, em Berlim, Marienhof só escreveu para o teatro e depois para a rádio sem esperança de voltar a publicar.

Em seus últimos anos, depois da morte de Stalin, Marienhof se dedicou a escrever suas memórias que foram publicadas décadas depois de sua morte.

Obra selecionada[editar | editar código-fonte]

  • A vitrine do coração (1918)
  • Madalena (1920)
  • Ilha Buyan. Imagismo. (1920)
  • Adultério com a inspiração (1921)
  • Decepção (1922)
  • Bípedes (1925)
  • Sobre Sergei Iessienin. Memórias (1926)
  • Romance sem mentiras (1927)
  • Cínicos (1928)
  • Homem barbeado (1930)
  • Catherine (Romance histórico, publicado parcialmente, 1936)

Literatura sobre o autor[editar | editar código-fonte]

Tomi Huttunen. Imazhinist Mariengof: Dandy. Montage. Cynics. Moscow: Novoe Literaturnoe Obozrenie. 2007.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fonte da tradução[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) escritor(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Anatoli Marienhof