André de Albuquerque Maranhão

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André de Albuquerque
Nome completo André de Albuquerque Maranhão
Conhecido(a) por Andrezinho de Cunhaú
Nascimento 4 de maio de 1775 (242 anos)
Canguaretama, Rio Grande
Morte 26 de abril de 1817
Natal, Rio Grande
Nacionalidade Português
Progenitores Mãe: Antônia Josefa do Espírito Santo Ribeiro
Pai: André de Albuquerque Maranhão
Ocupação Proprietário rural e coronel
Religião Católico

André de Albuquerque Maranhão (Canguaretama, 4 de maio de 1775Natal, 26 de abril de 1817)[1] foi um coronel, proprietário rural, republicanista, professor da Ordem de Cristo e revolucionário português, original da Capitania do Rio Grande. Liderou a Revolução de 1817 nesta mesma capitania e presidiu a junta provisória que governou por 28 dias. Foi o 6º Senhor do Engenho Cunhaú e comandava a Cavalaria Miliciana da Repartição do Sul, que guardava as fronteiras entre Rio Grande e Paraíba.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Nasceu no Engenho Cunhaú, no atual município de Canguaretama, filho do Capitão-mor de Goianinha, 5º Senhor do Engenho Cunhaú e homônimo André de Albuquerque Maranhão e de D. Antônia Josefa do Espírito Santo Ribeiro,[1] pertencia a uma das famílias mais ilustres do Rio Grande do Norte. Quando jovem, estudou humanidades em Natal com o Dr. Antônio Carneiro de Albuquerque Gondim e depois realizou viagens ao Rio de Janeiro e a Lisboa. Em Recife, onde passava temporadas tratando de seus negócios, iniciou-se na Loja Maçônica Paraíso. Em 1801, participou ativamente da Conspiração dos Suassunas, tendo sido apontado por três depoentes por ter relações muito próximas com a família Suassuna.[3][4]

Retornou ao Rio Grande do Norte em 1806, em decorrência da morte de seu pai, e assumiu a Casa de Cunhaú, passando a administrar o todo o conglomerado de engenhos espalhados nas capitanias de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande.[3] Em 1811, recebeu o título de Fidalgo Cavaleiro da Casa Real.[5]

Revolução de 1817[editar | editar código-fonte]

Em conhecimento do movimento revolucionário que ocorrera em Pernambuco, o governador da capitania José Inácio Borges foi até Goianinha para contactar André, responsável pela Repartição do Sul, com o objetivo de preparar a resistência na fronteira com a Paraíba.[6] André, que simpatizava com a causa da revolução, conferenciou por duas horas com o governador, que tentava convencer-lhe a lutar em defesa da coroa portuguesa.[3][4] Após a partida do governador, Andrezinho foi visitado pelo padre Antônio de Albuquerque Montenegro, que revoltou-se com a tentativa do governador e conversou com André, convencendo-o definitivamente a iniciar e liderar o movimento revolucionário na capitania.[3] O senhor de Cunhaú organizou junto a seu primo homônimo e seu cunhado Luís de Albuquerque um cerco na manhã seguinte para o governador no Engenho Belém, propriedade de Luís e onde José Inácio havia passado a noite. Os milicianos, aliados a centenas de índios, prenderam o governador, enviado-o à Fortaleza dos Reis Magos e, posteriormente, a Recife.[3][4]

Em 28 de março, André de Albuquerque, com sua tropa, parentes e oficiais, faz entrada solene em Natal, apoiado pela tropa de linha.[4] No dia seguinte, foi constituído no Real Erário um governo provisório composto por militares, pelo padre Feliciano José Dornelas e sob a presidência do próprio André.[4] No dia 30, chegam reforços militares vindos da Paraíba, comandandos por José Peregrino Xavier de Carvalho, para dar sustentação ao governo provisório potiguar.[4] No controle da capitania, a junta revolucionária fez pouco ou nada em relação a atos administrativos, limitando-se a substituir os símbolos monárquicos. André, que não formou uma junta muito alinhada com as ideias de revolução, acumulou divergências com seus apoiadores em Natal, isto somou-se à forte repressão do governo português ao movimento em outras províncias, causando desconforto em outros membros da junta e deixando André cada dia mais isolado.[4][6] No dia 25 de abril, com o retorno das tropas paraibanas a seu estado de origem, cai o principal apoio militar do senhor de Cunhaú, dando oportunidade para a reação dos monarquistas.[4]

Morte[editar | editar código-fonte]

Antônio Germano, comandante da tropa de linha, e seus soldados, além de outras autoridades, invadem o palácio aos gritos de "Viva o Senhor D. João VI" e "Morra a Liberdade", e encontram André de Albuquerque na mesa dos despachos.[4][6] Negando-se em entregar-se, André de Albuquerque foi ferido por um golpe de espada em sua região inguinal, também cortando os dedos, possivelmente ao tentar segurar a lâmina da espada.[2] Foi então jogado pela janela do palácio e preso sozinho em uma cela na Fortaleza dos Reis Magos, sem qualquer tratamento ou assistência médica. Com ferimentos abertos e órgãos dilacerados, sangrou até a morte.[2]

No dia seguinte, seu corpo foi retirado da fortaleza e transportado nu pela cidade. Lá, o cadáver sofreu humilhação pública até ser sepultado na Matriz.[2]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

A praça onde se encontra a Igreja Matriz, e que também é considerada marco zero da cidade de Natal, chama-se hoje Praça André de Albuquerque. Nesta mesma praça há um monumento em homenagem a ele e a Padre Miguelinho - mártires potiguares da Revolução de 1817 - inaugurado em 1917.[7]

Referências

  1. a b André de Albuquerque Maranhão Fundação José Augusto. Acessado em 12 de outubro de 2017.
  2. a b c d Lemes, Nicole (27 de julho de 2017). «André de Albuquerque Maranhão». Bzzz. Consultado em 13 de outubro de 2017 
  3. a b c d e André de Albuquerque Maranhão: herói e mártir da liberdade no RN História e Genealogia. Acessado em 18 de outubro de 2017.
  4. a b c d e f g h i TRINDADE, Sérgio Luiz Bezerra (2010). História do Rio Grande do Norte. 1 1ª ed. Natal: Editora do IFRN. 281 páginas 
  5. Ritinha Coelho Fundação José Augusto. Acessado em 18 de outubro de 2017.
  6. a b c LIMA, Lourena Gomes de (2003). «A Revolução de 1817 sob a Ótica de Seus Descendentes». 49 páginas. Consultado em 18 de outubro de 2017 
  7. Praça André de Albuquerque RN Cidades. Acessado em 18 de outubro de 2017.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LIRA, A. Tavares de (2008). História do Rio Grande do Norte. 1 3 ed. Natal: Editora da UFRN. 11 páginas 


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