Andrés D'Alessandro

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Andrés D'Alessandro
Andrés D'Alessandro
Andrés D'Alessandro em 2016
Informações pessoais
Nome completo Andrés Nicolás D'Alessandro
Data de nasc. 15 de abril de 1981 (36 anos)
Local de nasc. Buenos Aires, Argentina
Nacionalidade Argentino
Italiano[1]
Altura 1,74 m
Canhoto
Apelido D'Ale, El Cabezón
Informações profissionais
Clube atual Internacional
Número 10
Posição Meia
Site oficial www.dalessandro10.com
Clubes de juventude
1991–2000 River Plate
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
2000–2003
2003–2006
2006
2006–2008
2008
2008–
2016
River Plate
VfL Wolfsburg
Portsmouth (emp.)
Real Zaragoza
San Lorenzo (emp.)
Internacional
River Plate (emp.)
0089 000(24)
0071 000(10)
0013 0000(1)
0060 0000(6)
0024 0000(2)
0392 000(84)
0030 0000(5)
Seleção nacional3
2001–2010 Argentina 0025 0000(3)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 25 de novembro de 2017.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 17 de novembro de 2010.

Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Atenas 2004 Equipe

Andrés Nicolás D'Alessandro (Buenos Aires, 15 de abril de 1981) é um futebolista argentino que atua como meia. Atualmente joga pelo Internacional.[2][3]

Carreira

Início e River Plate

Filho de Eduardo e Estela, a quem ajudava a fatiar pizzas no negócio familiar,[4] tinha no pai um torcedor do Racing, que transmitiu a D'Alessandro a torcida por este clube na infância. Seu ídolo era o uruguaio Rubén Paz,[5][6] que brilhou na equipe alviceleste na virada da década de 1980 para a de 1990,[7] e que, curiosamente, também foi ídolo no Internacional.[8]

Já as primeiras equipes em que D'Alessandro viria a jogar foram o Racing do bairro portenho de Villa del Parque, o Jorge Newbery, o Parque e Estrella de Maldonado, até chegar aos nove anos de idade ao River Plate,[9] descoberto no Estrellas por Gabriel Rodríguez, olheiro do River.[8] As categorias de base deste clube estavam bastante valorizadas na década de 1990, sob o trabalho do brasileiro Delém, responsável por aprimorar o jovem e outras figuras destacadas do clube e do futebol argentino.[10] Antes, foi treinado por Jorge Gordillo, quem lhe posicionou como camisa 10 e lhe deu continuidade,[9] além de lhe orientar no aprimoramento e fortalecimento da parte física.[8]

Ainda nos juvenis, iniciou parceria com Javier Saviola.[9] Como juvenil, acompanhava como gandula os jogos do time adulto, ficando posteriormente famosa uma foto sua nesta função ao lado de Enzo Francescoli.[11] A estreia no time principal deu-se em 2000,[9] jogando uma partida na campanha campeã do Clausura.[12]

D'Alessandro só veio a se firmar no clube após brilhar pela seleção argentina no Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 2001, realizado no país, após só conseguir uma vaga em função da lesão de Livio Armando Prieto;[4] a titularidade veio também em função do retorno do técnico Ramón Díaz em substituição a Américo Gallego, em meados de 2001.[13] O título seguinte no River viria no Clausura 2002, já como titular em um ataque letal formado com Ariel Ortega e Fernando Cavenaghi.[14]

Recebendo elogios públicos de Ortega ("a camisa 10 está em boas mãos"), de Enzo Francescoli ("seu domínio de canhota é impressionante, teria gostado de jogar com ele") e do próprio ídolo Rubén Paz ("tem talento e técnica: se parece comigo em várias coisas"),[9] ele viria a estrear pela seleção principal em 31 de janeiro de 2003.[15][16] Também passou uma semana em testes no West Ham United, não permanecendo por um impasse financeiro que revoltou o técnico hammer Harry Redknapp: "não posso entender como uma equipe inglesa se priva de comprar um novo Maradona por cinco milhões de dólares".[8]

Já naquela época, D'Alessandro exibia como jogada característica a chamada La Boba,[9] unindo pausa e velocidade,[8] eque teria criado ainda na infância, consistindo em ajeitar a bola para um lado e sair explosivamente pelo outro,[4] ocasionalmente também pisando sobre a bola - irritando frequentemente marcadores.[8] Também caracterizado por personalidade atrevida, provocadora e temperamental,[9] ainda que, já sob o comando técnico do chileno Manuel Pellegrini, demonstrasse amadurecimento no trato com os árbitros, diminuindo o acúmulo de cartões amarelos por protestos e desrespeitos. Essas ficaram conhecidas no Brasil em seguida, com uma atuação marcante no confronto contra o Corinthians pela Taça Libertadores da América de 2003. Além das jogadas plásticas, suas provocações originaram o descontrole que levou às expulsões de Kléber no primeiro jogo e de Roger no segundo.[8]

O River venceu ambas as partidas de virada por 2-1, com D'Alessandro marcando o gol de empate em Buenos Aires já aos 39 minutos do segundo tempo,[17] em cobrança de falta. Meia década depois, em 2008, o jogador manifestou surpresa que aquelas partidas ainda fossem lembradas no Brasil: "Sério? É legal que tenham boas lembranças de mim. Foram duas partidas em que o time jogou bem, ganhamos ambas, eu fiz um gol de falta.... Não é comum que alguém vá ao Brasil e jogue daquele jeito".[4] Naquele momento, Pelé e Diego Maradona, notoriamente desafetos entre si, uniram-se em declarar que D'Alessandro era o melhor jogador argentino.[8]

Europa e San Lorenzo

Em meados de julho de 2003, após seu terceiro título argentino pelo River (novamente, no Clausura),[9] o meia foi negociado com o Wolfsburg, da Alemanha, cujo principal acionista é a empresa automobilística alemã Volkswagen, por aproximadamente 9 milhões de euros ou 25,5 milhões de reais. Passou duas temporadas na equipe, permanecendo como jogador da seleção argentina. Posteriormente, em janeiro de 2006, D'Alessandro transferiu-se para o Portsmouth, da Inglaterra, por empréstimo até o fim da temporada 2005-06. O clube inglês estava lutando contra o rebaixamento e a chegada do meia argentino foi muito importante, tanto que o time acabou a competição em 17° lugar, com 38 pontos, quatro pontos à frente do Birmingham City, o primeiro rebaixado. Porém, D'Alessandro terminou perdendo espaço na seleção e ficou de fora da Copa do Mundo FIFA de 2006.[15]

A ida de D'Alessandro para o futebol inglês ocorreu por insistência de sua esposa, que estava grávida de oito meses, e que não podia viajar por longas distâncias (na época, o meia estava acertando seu retorno ao clube que o revelou, o River Plate). Apesar disso, o atleta ainda argumentou que teria sido apenas para não perder o nascimento de Martina. No início da temporada 2006-07, o meia argentino foi emprestado ao Real Zaragoza, da Espanha, onde permaneceu até o fim da temporada. Para a temporada seguinte (2007-08), seus direitos federativos foram adquiridos em definitivo pelo clube espanhol. Porém, ficou marcado por um episódio de indisciplina em treinamento da equipe, discutindo com os próprios companheiros. D'Alessandro, que dizia que voltar ao país natal ainda no patamar dos meados dos vinte anos seria um fracasso, acabou repassado em janeiro de 2008 ao San Lorenzo em 2008. Apresentou a seguinte versão:[4]

Foi uma aposta minha ir ao Zaragoza quando havia outros clubes fazendo proposta. Fui seduzido pelo projeto do Víctor Fernández e, se as coisas terminaram mal, foi por culpa dele. Acontece que o Víctor é da casa e a imprensa decidiu que o vilão da história era eu. Mas a verdade é que ele disse que eu estava fora por contusão, mas eu estava bem. Era uma decisão pura e exclusivamente dele. Em relação à confusão naquele treino, admito que errei. Não era o modo nem o lugar para fazer aquilo, mas ele jamais me ouviu quando o chamei para falar pessoalmente.[4]

D'Alessandro acabou marcado por estagnar-se no mercado europeu, onde teve desempenho aquém da capacidade esperada,[15] além de passar por equipes de porte também inferior das que poderia ter defendido. Ainda assim, manifestou-se já em 2008 orgulhoso por todas os times em que atuou no continente. Quando saiu, teve a oportunidade de acertar com o River, mas recusou porque "o San Lorenzo fez um grande esforço para me contratar e me senti na obrigação de aceitar".[4] O clube comemorava o centenário e, como campeão do Clausura 2007, planejava presentear-se em alto estilo com o título da Taça Libertadores da América de 2008, reforçando-se também com Diego Placente, Daniel Bilos e Gonzalo Bergessio, dentre outros.[18]

D'Alessandro teve uma passagem fugaz pelos azulgranas, mas considerada de bons desempenhos,[4] mesmo que não virasse um ídolo histórico.[19] O técnico era Ramón Díaz, o mesmo que firmara D'Alessandro como titular do time principal do River. No Clausura, o time, focado na inédita conquista da Taça Libertadores da América, chegou a perder as três rodadas iniciais. D'Alessandro marcou somente duas vezes, ambas em vitória por 3-1 sobre o Lanús.[20]

Já na competição continental, D'Alessandro foi um dos nove jogadores que, já após a expulsão de dois colegas, se superaram para conseguir empatar em pleno estádio Monumental de Núñez uma partida em que perdiam por 2-0 nas oitavas-de-final contra o vizinho River Plate. O épico empate em 2-2 classificou o San Lorenzo. Mas o sonho terminou na fase seguinte[20] A futura campeã LDU Quito, do Equador, classificou-se em decisão por pênaltis, ainda que D'Alessandro convertesse a sua cobrança.[21] "Creio que tive uma boa passagem no San Lorenzo. Faltou um pouco de sorte, mas tive orgulho e satisfação em defender esse clube", declararia o jogador.[4]

Após a eliminação, D'Alessandro acertou sua transferência ao Internacional;[9] curiosamente, chegara a ser sondado no início daquele ano pelo arquirrival Grêmio.[22] Uma volta ao River Plate também havia sido novamente especulada, e novamente descartada pelo meia: "não. Pegaria muito mal não ficar no San Lorenzo para ir ao River em seguida. Teria sido muito ruim para eles e não considerei essa hipótese por respeito a quem me deu uma oportunidade".[4]

Internacional

D'Alessandro no treino do Internacional em 2008.

Terminado seu empréstimo ao San Lorenzo, D'Alessandro foi comprado pelo Internacional, assinando um contrato de 4 anos por 5 milhões de euros, cerca de 13,5 milhões de reais.

Fez sua estreia pelo Internacional no dia 13 de agosto de 2008 contra o Grêmio, pela Copa Sul-Americana, jogo que terminou em 1-1, onde o Inter eliminou seu arquirrival, se tornando campeão deste campeonato ao seu final. Fez seu primeiro gol com a camisa do Inter no dia 14 setembro de 2008 contra o Botafogo, pelo campeonato brasileiro, na vitória da equipe colorada por 2-1. No mesmo ano fez, seu 1° gol em grenais, abrindo o placar no Beira-Rio.

Até o final do ano de 2008, D'Alessandro jogou com a camisa 15 do Internacional, por este ser o número usado por ele nos jogos da Seleção da Argentina e também porque o ídolo Alex era o dono da 10 na época. Mas, a pedido de Fernando Carvalho, ex-presidente do clube, e também com a saída de Alex para o futebol russo, D'Alessandro passou a usar o número 10.

Jogando pelo Internacional, o meia conquistou a Copa Sul-Americana de 2008 sendo um dos destaques da equipe que conquistou o título na final contra o Estudiantes, da Argentina. Nessa competição, o meia marcou dois gols no segundo jogo semifinal contra o Chivas Guadalajara, do México, no Estádio Beira-Rio. Também foi campeão invicto do Campeonato Gaúcho de 2009.

Em julho de 2009, D'Alessandro teve de ser afastado do grupo colorado para fazer um recondicionamento físico, forçado por uma lesão na perna direita. Por uma desavença com o então treinador Tite, não viajou para o Japão disputar a Copa Suruga Bank de 2009.[23] Foi a única conquista sua pelo Inter na qual ele não jogou desde 2008, quando chegou ao clube.[24]

Voltou a jogar em 10 de agosto de 2009 na vitória por 3-0 contra o Sport, substituindo Andrezinho nos minutos finais e marcando o terceiro gol contra o time pernambucano. Entretanto, apenas quatro dias após voltar ao time, o meia argentino foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva com cinco partidas de suspensão, em face de uma confusão protagonizada pelo meia no jogo final da Copa do Brasil 2009, diante do Corinthians, no Estádio Beira-Rio: depois de ser expulso de campo, D'Alessandro tentou brigar com o zagueiro Willian, do time paulista e houve vários minutos de paralisação. Essa punição foi de certa forma boa para o Internacional e para o próprio atleta, tendo em vista que a suspensão poderia chegar a 14 jogos. Essa punição só poderia ser cumprida em jogos do Campeonato Brasileiro.

Ele retornou ao time do Internacional na partida contra o Atlético Mineiro, no dia 2 de setembro de 2009, pelo Campeonato Brasileiro. D'Alessandro entrou no intervalo da partida, marcou o segundo gol da vitória por 3-0 e foi considerado o melhor jogador em campo. O Internacional foi vice-campeão brasileiro em 2009, perdendo o título por dois pontos para o Flamengo.

No dia 27 de janeiro de 2010, em uma partida válida pelo Campeonato Gaúcho, D'Alessandro sofreu uma entrada muito forte do zagueiro Ferreira, do Juventude. O defensor do time de Caxias do Sul, além da entrada violenta, desferiu um violento golpe com o joelho no rosto de D'Alessandro. O argentino foi levado imediatamente para um hospital de Porto Alegre, onde, após exames, ficou constatada uma fratura ao lado do olho direito. Por isso, foi colocada uma placa metálica com micro-parafusos no local da lesão. Tal placa ficaria de forma permanente no rosto do jogador, e esse procedimento afastou D'Alessandro por aproximadamente 40 dias dos gramados, impedindo-o de jogar parte do Campeonato Gaúcho e da estreia do Internacional na Taça Libertadores da América de 2010.

D'Alessandro voltou a jogar futebol no dia 3 de março de 2010, quando entrou no segundo tempo do jogo contra o Santa Cruz, válido pelo Campeonato Gaúcho e que teve vitória do time Colorado por 4-1. Já no dia 11 de março, D'Alessandro entrou no segundo tempo da partida contra o Deportivo Quito, na capital do Equador, válida pela segunda rodada da Taça Libertadores da América de 2010.

E no dia 18 de agosto de 2010, D'Alessandro realizou o maior sonho de sua carreira: ser campeão da Taça Libertadores da América. Envergando a camisa 10 do Internacional, o meia argentino foi um dos maiores responsáveis pela conquista. Por dar sempre o máximo nos jogos, D'ale foi eleito o futebolista sul-americano do ano de 2010, sendo o primeiro jogador do Inter desde Elías Figueroa em 1976 a receber o prêmio. Fatos que o fizeram entrar para sempre na história do Sport Club Internacional, sendo considerado um dos maiores ídolos colorados da história.

O título fez D'Alessandro também voltar a ser chamado pela Argentina, após cinco anos de ausência, no início do ciclo iniciado após a Copa do Mundo FIFA de 2010.[15] No ano seguinte, foi campeão da Recopa Sul-Americana de 2011.

D'Alessandro atuando no Grenal em 2012.

Em 13 de maio de 2012, D'Alessandro conquistou seu primeiro título como capitão do Internacional. O jogador voltava de lesão, e entrou no intervalo de jogo, no lugar de Tinga. O time perdia por 1-0 para o Caxias no Estádio Beira-Rio, e D'Alessandro como sempre, deu outra cara à equipe. O Inter virou o jogo, com gols de Sandro Silva e Leandro Damião e levantou a taça pela 41° vez.[25]

O ano de 2013 foi muito positivo para o argentino, além de comandar a equipe colorada durante a temporada, o jogador atingiu diversos recordes com a camisa vermelha. Em 17 de março, no jogo contra o Canoas válido pelo Gauchão, D'Alessandro completou seu jogo de número 200 com a camisa do Internacional.[26] Em 22 de agosto de 2013, D'Alessandro fez seu gol de número 50 com a camisa do Internacional contra o Salgueiro no jogo válido pela oitavas da Copa do Brasil.[27][28]

Em 7 de setembro de 2013, D'Alessandro marcou seu centésimo gol da carreira ao converter um pênalti contra a Ponte Preta pelo Brasileirão. Mais da metade dos gols marcados por D'Alessandro foram pelo próprio Inter, tamanha a identificação do jogador com o clube.[29]

No dia 6 de abril de 2014, entrou para a história ao marcar o primeiro gol da reinauguração do Estádio Beira-Rio, numa partida amistosa contra o Peñarol, do Uruguai. D'Alessandro ainda marcou o segundo gol da vitória do time da casa pelo placar de 2-1.[30]

Em 2015, D'Alessandro foi um dos responsáveis por levar o Internacional ao título do pentacampeonato gaúcho, sendo um dos principais destaques do campeonato. Na Libertadores, D'Alessandro liderou o clube gaúcho as semifinais da competição, sendo eliminado pelo Tigres do México, vice-campeão do torneio para o River Plate.

Retorno ao River Plate

Em 3 de fevereiro de 2016 foi emprestado para o River Plate.[31] No clube onde foi formado, D'Alessandro conquistou a Recopa Sul-Americana e a Copa da Argentina de 2016. Atuou em 30 partidas na temporada pelo clube argentino, marcando 5 gols. Em seu último jogo pelo River Plate, em 15 de dezembro de 2016 contra o Rosario Central pela final da Copa da Argentina, D'Alessandro foi aplaudido pela torcida do River Plate, após ser substituído no segundo tempo.

Retorno ao Internacional

Em 2017, após terminar seu empréstimo ao River Plate, D'Alessandro voltou para o Inter onde tem mais um ano de contrato. Em 18 de março de 2017, D'Alessandro completou 350 jogos pelo Internacional.

No período em que ficou emprestado ao River Plate, o Internacional sofreu a maior crise de sua história, sendo rebaixado para a Série B de 2017. D'Alessandro retornou ao clube em 2017, onde liderou o Inter na competição sendo o vice-líder em assistências do campeonato. Em 14 de novembro de 2017, a missão estava cumprida após um empate em 0-0 com o Oeste, que garantiu o retorno do Internacional ao Campeonato Brasileiro de 2018.[32]

Em 15 de dezembro, renovou contrato com o Internacional até o fim de 2019.[33]

Seleção Argentina

D'Alessandro conquistou o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 2001, realizado na própria Argentina, como um dos destaques do elenco - embora inicialmente não estivesse nos planos de José Pekerman, conseguindo uma vaga em função da lesão de Livio Armando Prieto. Foi após esse título que o meia veio a começar a se firmar no time principal do River Plate.[4]

Ele estreou pela Seleção Argentina em 31 de janeiro de 2003, em vitória por 3-1 em amistoso em San Pedro Sula contra Honduras. O primeiro gol veio na quinta partida, em vitória por 3-2 sobre o Uruguai em clássico platino realizado em Florença, em 20 de agosto daquele ano. No mesmo ano, marcou uma segunda vez, em vitória por 3-0 sobre a Bolívia em Buenos Aires pelas eliminatórias à Copa do Mundo FIFA de 2006. Ao todo, foram nove jogos realizados em 2003, sem nenhuma derrota, ainda que sofresse uma expulsão já na terceira partida, em amistoso com os Estados Unidos em Miami (vitória de 1-0).[15]

Já como jogador do Wolfsburg, D'Alessandro continuou figura recorrente na seleção ao longo do ano de 2004.[15] A primeira derrota veio naquele ano, já na 12° aparição do meia, em amistoso contra a Colômbia perdido por 2-0 e no qual também foi expulso - curiosamente, esta partida foi em Miami, mesmo local da expulsão anterior. Convocado à Copa América daquele ano, na decisão contra o Brasil, ele, juntamente com Carlos Tévez, ficou marcado por pisar na bola nos minutos finais, em lances interpretados pelos adversários como pura provocação, algo rechaçado pelo meia posteriormente: "Nãããão. O que eles iriam me dizer? Eu não teria o que explicar porque o que eu e Carlitos fazíamos era pisar na bola para que o tempo passasse, porque estávamos ganhando. Mas era só isso".[4] O Brasil empatou e D'Alessandro foi um dos argentinos que desperdiçaram sua cobrança na subsequente decisão por pênaltis.

Semanas depois, ele esteve na inédita conquista do ouro olímpico no futebol nos Jogos de Atenas, ainda pela seleção sub-23. Destacou-se pela assistência a Kily González no gol mais bonito da goleada por 6-0 sobre a Sérvia e Montenegro. assim como pelo único gol da partida contra a Austrália, concluindo jogada ofensiva que ele mesmo havia iniciado.[34] Além das partidas pelo time olímpico, fez dez pela seleção principal ao longo daquele ano, com um gol, seu último: foi em vitória por 6-1 sobre o Equador pela Copa América.[15]

Já em 2005, D'Alessandro, iniciando aparente declínio técnico no futebol europeu, atuou apenas três vezes, entre junho e setembro, após ter sido utilizado pela última vez em outubro do ano anterior. A derrota de 1-0 para o Paraguai, em 3 de setembro, em confronto válido pelas eliminatórias, seria por cinco anos sua última partida pela Argentina. Pensado como uma alternativa a Pablo Aimar ou Juan Sebastián Verón na parceria com Juan Román Riquelme, terminou não convocado por José Pekerman à Copa do Mundo FIFA de 2006, também em função de espaço perdido para a revelação Lionel Messi. Seu bom semestre no San Lorenzo fez com que fosse convocado em agosto de 2008, quando o técnico era Alfio Basile, mas não entrou em campo. E não foi chamado nenhuma vez por Diego Maradona.[15]

Após a conquista da Copa Libertadores da América de 2010, já após a Copa do Mundo daquele ano, D'Alessandro voltou a ser convocado para a Seleção Argentina pelo técnico Sergio Batista, para o amistoso contra a atual seleção campeã do mundo, a Espanha.[15] Nesse jogo, disputado no dia 7 de setembro de 2010, no Estádio Monumental de Núñez, D'Alessandro entrou em campo aos 44 minutos do segundo tempo, no lugar de Messi. Apesar do pouco tempo, conseguiu armar a jogada do quarto gol da Argentina, marcado por Sergio Agüero, e que fechou o placar na goleada de 4-1 sobre a atual campeã mundial.

Na segunda convocação de Sergio Batista, para o amistoso contra o Japão, D'Alessandro também esteve presente.[35] Após receber elogios do técnico durante os dias de preparação, o meia do Internacional atuou ao lado de Messi na armação de meio-campo da equipe.[36] Mas o meia não teve boa atuação e foi criticado pela imprensa de seu país.[37]

Com a confirmação de Sergio Batista como técnico da Seleção Argentina, o meia D'Alessandro foi novamente convocado para o amistoso do dia 17 de novembro de 2010, em Doha, no Qatar, contra a Seleção Brasileira.[38]

D'Alessandro, porém, não foi chamado após 2010. Especulava-se sua participação no Superclássico das Américas de 2011, por atuar no futebol brasileiro, uma vez que o troféu só permitia a convocação de quem atuasse na Argentina e no Brasil. Dois colegas de Internacional, Mario Bolatti e Pablo Guiñazú, foram chamados, mas uma lesão impediu que D'Alessandro retornasse à seleção. Tal regra se manteve para 2012, mas dessa vez a não convocação deveu-se a critérios apenas técnicos.[39]

Lance de Craque

Desde 2014, D'Alessandro promove o jogo beneficente Lance de Craque no Estádio Beira-Rio no mês de dezembro.[40] A arrecadação do jogo é destinada para auxiliar entidades assistenciais e crianças e adolescentes carentes. Na edição de 2016, parte da renda foi doada as famílias das vítimas do Voo LaMia 2933 da Chapecoense.[41] O evento é patrocinado pela Adidas e Companhia Zaffari, transmitido pela ESPN Brasil, e sempre conta com a presença de jogadores e personalidades famosas do futebol.

Estatísticas

Atualizado até 25 de novembro de 2017.[42]

Clubes

Equipe Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional
Competições
continentais[a]
Outros
torneios[b]
Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
River Plate 1999–00 1 0 1 0
2000–01 4 0 3 0 7 0
2001–02 36 9 5 0 41 9
2002–03 29 11 11 4 40 15
Total 70 20 19 4 89 24
VfL Wolfsburg 2003–04 29 3 1 1 4 0 34 4
2004–05 19 3 19 3
2005–06 13 2 2 0 3 1 18 3
Total 61 8 3 1 7 1 71 10
Portsmouth 2005–06 13 1 13 1
Total 13 1 13 1
Zaragoza 2006–07 36 2 5 2 41 4
2007–08 14 2 3 0 2 0 19 2
Total 50 4 8 2 2 0 60 6
San Lorenzo 2007–08 15 2 9 0 24 2
Total 15 2 9 0 24 2
Internacional 2008 11 2 7 2 18 4
2009 22 6 7 1 3 0 9 4 48 11
2010 20 1 13 0 11 4 44 5
2011 30 9 8 1 10 5 52 16
2012 21 1 5 1 7 1 33 3
2013 35 11 7 4 16 5 58 20
2014 33 6 3 0 10 2 47 11
2015 15 0 2 0 11 4 8 1 36 5
2016 4 1 4 1
2017 31 5 7 2 14 1 52 8
Total 217 41 26 7 47 8 89 24 392 84
River Plate 2016 17 2 4 0 9 3 30 5
Total 17 2 4 0 9 3 30 5

Todos os Gols de D'Alessandro no Internacional:

Títulos

River Plate
Internacional
Seleção Argentina

Prêmios Individuais

Referências

  1. «Controcampo e l'opera monumentale: tutti i nomi del mercato europeo» (em italiana). Tuttomercato. 19 de novembro de 2007 
  2. «A. D'Alessandro - Notícias e perfil do jogador, página 1 de 1 | Goal.com». www.goal.com. Consultado em 15 de dezembro de 2017 
  3. «GaúchaZH». gauchazh.clicrbs.com.br. Consultado em 15 de dezembro de 2017 
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  6. «Andrés D'Alessandro, el hombre de pasado en River pero fanático de Racing que buscan Milito y los dirigentes». Infobae. 7 de abril de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2017 
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  11. ARAÚJO, Pedro Henrique (fevereiro 2009). Um dia de gandula (junho 2003). Placar n. 1327. São Paulo: Editora Abril, pp. 26-27
  12. BERTOLOTTO, Miguel Ángel (2001). Los planteles campeones del profesionalismo. River - El Campeón del Siglo - Todo su fútbol. Buenos Aires: Oceano Temas, pp. 429-432
  13. BRANDÃO, Caio (10 de março de 2017). «15 anos da última goleada do River sobre o Boca na Bombonera: os 3-0 da "vaselina de Rojas"». Futebol Portenho. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  14. BRANDÃO, Caio (13 de maio de 2017). «15 anos do título argentino de Cambiasso: o Clausura 2002, pelo River». Futebol Portenho. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  15. a b c d e f g h i MACÍAS, Julio. D'ALESSANDRO, Andrés Nicolás. Quién es quién en la Selección Argentina, 1 ed. Buenos Aires: Corregidor, 2011, pp. 212-213
  16. RAMÍREZ, Pablo. Fútbol, Historia y Estadísticas. Editorial Perfil
  17. GAROFALO, Rodrigo (junho 2003). Tabelão 2003. Placar n. 1259. São Paulo: Editora Abril, pp. 71-79
  18. LEAL, Ubiratan (abril de 2008). Cemitério de elefantes. Trivela n. 26. São Paulo: Trivela Comunicações, pp. 42-43
  19. PERUGINO, Elías. (agosto de 2011). El Gráfico Especial n. 32 - "100 Ídolos de San Lorenzo". Buenos Aires: Revistas Deportivas, 128 p.
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  31. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome EmprestimoRiver2016
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Ligações externas