Andrônico Ducas (filho de Constantino X)

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Andrônico Ducas
Imperador bizantino
Histameno em ouro de Constantino X Ducas com seus co-imperadores, Andrônico e Constâncio Ducas.
Reinado 1068 – década de 1070
Antecessor(a) Romano IV Diógenes
Sucessor(a) Miguel VII Ducas
Nascimento c. 1057
Morte antes de 1077 (ou depois de 1081)
Dinastia Dinastia Ducas
Pai Constantino X
Mãe Eudóxia Macrembolitissa

Andrônico Ducas (português brasileiro) ou Andrónico Ducas (português europeu) (em grego: Ἀνδρόνικος Δούκας; romaniz.: Andronikos Doukas) era o terceiro filho do imperador bizantino Constantino X Ducas (r. 1059–1067) e irmão mais novo do imperador Miguel VII Ducas (r. 1071–1078). Ao contrário de seus irmãos, Andrônico não foi nomeado co-imperador pelo pai, uma honra que só conseguiu durante o reinado de Romano IV Diógenes (r. 1068–1071). Para além disso, sua história é relativamente insignificante e seu envolvimento nos assuntos de estado foi mínimo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Andrônico nasceu por volta de 1057, terceiro filho de Constantino X com Eudóxia Macrembolitissa.[1][2] Estudou com Miguel Pselo e diversas obras sobreviventes foram, na realidade, compiladas por importantes acadêmicos justamente para ajudá-lo em seus estudos: um tratado sobre geometria, de Pselo, e dois ensaios filosóficos por João Ítalo são exemplos. Pselo também compilou uma monódia laudatória sobre Andrônico quando ele morreu.[3][4]

Ao contrário de seus dois irmãos ainda vivos (o mais velho, futuro imperador Miguel, e o caçula, Constâncio Ducas, que era um porfirogênito), Andrônico não foi elevado pelo pai para a posição de coimperador. Assim, ao contrário deles, não participou da breve regência de Eudóxia que se seguiu à morte de Constantino em 1068.[5][6] Foi apenas Romano IV Diógenes, que se casou com Eudóxia e sucedeu a Constantino, que o elevou à posição de co-imperador, possivelmente à pedido de Eudóxia, mas também por motivos políticos: a grande quantidade de co-imperadores, uma lista que logo incluiria também os dois filhos de Eudóxia com Romano, enfraqueceu a posição dos filhos de Constantino em prol dos filhos do próprio Romano. Além disso, durante suas ausências de Constantinopla liderando campanhas no oriente depois de sua ascensão, Romano tinha por hábito levar Andrônico junto, quase como um refém.[5][7][4]

Durante o reinado de seu irmão mais velho, Miguel VII, Andrônico continuou como co-imperador e possivelmente chegou a ser elevado acima de Constâncio em precedência na corte. Curiosamente, apesar da aparente falta de habilidade e da evidente função decorativa de seu posto, Andrônico é geralmente incluído em algumas listas posteriores de imperadores bizantinos entre Romano e Miguel VII.[5] Não se sabe quando ele morreu: D. Polemis acredita que foi depois de 1081,[1] mas Thomas Conley defende 1077, pois Andrônico não foi mencionado durante o ataque à Constantinopla de Nicéforo Botaniates no mesmo ano.[4] Segundo uma monódia de Pselo, Andrônico casou-se com uma mulher de nome desconhecido que morreu logo depois dele. O casal não deixou descendentes.[8]

Referências

  1. a b Polemis 1968, p. 46.
  2. Kazhdan 1991, p. 656.
  3. Polemis 1968, p. 47–48.
  4. a b c Conley 1998, p. 52.
  5. a b c Polemis 1968, p. 47.
  6. Garland 1999, p. 171.
  7. Garland 1999, p. 173–174, 176.
  8. Polemis 1968, p. 48.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Conley, Thomas (1998). «The Alleged 'Synopsis' of Aristotle's Rhetoric by John Italos and. Its Place in the Byzantine Reception of Aristotle». In: Dahan, Gilbert; Rosier-Catach, Irène. La rhétorique d'Aristote: traditions et commentaires de l'Antiquité au XVIIe siècle. Paris: Vrin. p. 49–64. ISBN 2-7116-1307-0 
  • Garland, Lynda (1999). Byzantine Empresses: Women and Power in Byzantium, AD 527–1204 (em inglês). Nova Iorque e Londres: Routledge. ISBN 978-0-415-14688-3 
  • Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-504652-8 
  • Polemis, Demetrios I. (1968). The Doukai: A Contribution to Byzantine Prosopography. Londres: The Athlone Press