Andrônico Paleólogo Cantacuzeno

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Andrônico Paleólogo.
Andrônico Paleólogo Cantacuzeno
Morte 4 de junho de 1453
Constantinopla
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação General
Religião Ortodoxia oriental
Moeda com efígie de Maomé II, o Conquistador

Andrônico Paleólogo Cantacuzeno (executado em 4 de junho de 1453) foi o último grande doméstico do Império Bizantino. Presente na cidade quando da Queda de Constantinopla, foi um do grupo de altos oficiais executados pelo sultão otomano Maomé II, o Conquistador cinco dias após a cidade ser tomada.[1] Andrônico esteve entre aqueles que aconselharam o imperador Constantino XI Paleólogo a desposar Ana, a filha do imperador Davi de Trebizonda, ao invés de Mara, a filha de Jorge I Brankovic, déspota da Sérvia.[2] Seu nome aparece no tratado entre o Império Bizantino e a República de Veneza concluído em abril de 1448, no lugar de Demétrio Paleólogo Cantacuzeno, que estava disposto no momento.[3]

Ele é provavelmente o grande doméstico Cantacuzeno que o imperador João VIII Paleólogo (r. 1425–1448) enviou em sua queda em 1436 para persuadir os sérvios a enviar uma delegação para o Concílio de Ferrara-Florença acerca da União das Igrejas. O historiador Silvestre Sirópulo descreve este homem como o "cunhado do déspota da Sérvia"; Andrônico Paleólogo Cantacuzeno foi o irmão de Irene Cantacuzena, esposa de Jorge I Brankovic.[3] A Igreja Sérvia recusou participar neste concílio, e se a identificação estiver correta, poderia explicar a motivação de Andrônico na oposição ao casamento entre o imperador Constantino e Mara Brankovic.

Família[editar | editar código-fonte]

De acordo com a genealogia que Hugues Busac compilou de sua esposa Carola Cantacuzene de Flory, ele foi o irmão de Jorge Paleólogo Cantacuzeno, e com Jorge possivelmente filho de Demétrio I Cantacuzeno. Ele casou-se e teve ao menos um filho que casou-se com a filha do mega-duque Lucas Notaras. O historiador Ducas conta como o jovem Cantacuzeno foi acompanhado por seu sogro na execução deles.[4][nt 1]

Notas

  1. Nicol, entretanto, afastou-se da identificação da paternidade de Jorge e Andrônico.[5]

Referências

  1. Nicol 1968, p. 179f..
  2. Philippides 1980, p. 63.
  3. a b Nicol 1968, p. 180.
  4. Nicol 1968, p. 180f.
  5. Nicol 1973, p. 312f.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Nicol, Donald MacGillivray (1968). The Byzantine family of Kantakouzenos (Cantacuzenus) ca. 1100–1460: A Genealogical and Prosopographical Study. Washington, Distrito de Colúmbia: Dumbarton Oaks Center for Byzantine Studies 
  • Nicol, Donald MacGillivray (1973). «The Byzantine Family of Kantakouzenos: Some Addenda and Corrigenda». 27 
  • Philippides, Marios (1980). The Fall of the Byzantine Empire: A Chronicle by George Sphrantzes, 1401-1477. Amherst: University of Massachusetts