Andrea Dworkin

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Andrea Dworkin
Dworkin on After Dark.JPG
Andrea Dworkin em um programa de discussão britânico, maio de 1988.
Conhecido(a) por Feminismo radical, ativismo anti-pornografia
Nascimento 26 de setembro de 1946
Camden, Nova Jérsei  Estados Unidos
Morte 9 de abril de 2005 (58 anos)
Washington, D.C.  Estados Unidos
Cônjuge Cornelius (Iwan) Dirk de Bruin (1969–1972)
John Stoltenberg (1998-2005, sua morte)
Alma mater Bennington College
Ocupação Escritora
Período de atividade 1966–2005
Movimento literário Feminismo
Página oficial
Portal para os websites de Andrea Dworkin

Andrea Rita Dworkin (Camden, 26 de setembro de 1946 – Washington, D.C., 9 de abril de 2005) foi uma feminista radical estadunidense e escritora conhecida por sua crítica à pornografia, que ela argumentou estar ligada ao estupro e outras formas de violência contra mulheres. Suas ideias foram amplamente criticadas por feministas liberais. Ao mesmo tempo, ela manteve um diálogo com conservadores e escreveu um livro sobre o tópico chamado Right-Wing Women. Depois de sofrer abuso de seu primeiro marido, ela foi introduzida à literatura feminista radical e começou a escrever o livro Woman Hating. Chegando em Nova Iorque, tornou-se ativista de diversas questões e escritora, chegando a publicar 10 livros sobre feminismo.

Durante o final dos anos 70 e 80, Dworkin tornou-se conhecida como porta-voz do movimento feminista anti-pornografia e por seus escritos sobre pornografia e sexualidade, especialmente Pornography: Men Possessing Women (1981) e Intercourse (1987), que continuam sendo seus livros mais lidos. Ela escreveu sobre pornografia sob uma perspectiva feminista e em oposição à lei de obscenidade dos Estados Unidos. Também trabalhou com o grupo Women Against Pornography e com Linda Boreman. Dworkin considerava que a indústria pornográfica se baseava na ideia de transformar mulheres em objetos para serem abusadas por homens. No intuito de banir a pornografia e permitir processos por danos contra pornógrafos, desenvolveu, juntamente com Catharine MacKinnon, uma abordagem baseada não na obscenidade, mas nos direitos civis. Contudo, seus esforços foram, em grande parte, mal-sucedidos. Ela testemunhou numa comissão federal contra pornografia, levando algumas lojas a retirar certas revistas de circulação, mas um tribunal decidiu que os esforços do governo eram inconstitucionais. Críticos argumentaram que não fora encontrada um conexão causal entre a pornografia e a violência contra mulheres. Um tribunal canadense adaptou partes da teoria de Dworkin e MacKinnon sobre igualdade sexual, embora Dworkin tenha se oposto a partes da decisão do tribunal. Algumas feministas sexo-positivo criticaram as ideias de Dworkin, acusando-a de censura e de negar a agência ou escolha de mulheres em relações sexuais, levando às chamadas guerras sexuais feministas.

Seu livro Intercourse, que tratava do papel da relação sexual na sociedade, foi interpretado como se opondo a todas as formas de relação sexual heterossexuais, mas Dworkin disse que esse não é o caso, explicando que sua crítica se dirige à dominação masculina por meio da relação sexual. Alguns críticos acusaram Dworkin de apoiar incesto e ela os processou por difamação, mas um tribunal não proibiu a crítica. Posteriormente, ela escreveu bastante contra o incesto.

A autora também escreveu trabalhos de ficção, parte dos quais chegou a ser retida por autoridades da alfândega canadense antes de ser liberada. Este episódio gerou uma controvérsia sobre o motivo da apreensão, que teria sido motivada por seu apoio à lei anti-pornografia. Em 1999, outra controvérsia surgiu quando a autora foi drogada e estuprada num hotel e a verdade destas alegações foi questionada. Em seus últimos anos, Dworkin sofreu de severa artrose, que limitou sua mobilidade. Ela morreu de miocardite aguda aos 58 anos.

Publicações[editar | editar código-fonte]

Além dos livros, artigos e palestras listados aqui, ela escreveu antalogias e artigos adicionais, alguns deles traduzidos para outros idiomas.[1] Ela também publicou na Gay Community News.[2]

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Contains:
Extracted in Pornography and Censorship, in Doing Ethics by Lewis Vaughn, second edition, ISBN 9780393934281

Capítulos em livros[editar | editar código-fonte]

  • Dworkin, Andrea (1995), «Pornography happens to women», in: Lederer, Laura; Delgado, Richard, The price we pay: the case against racist speech, hate propaganda, and pornography, ISBN 9780809015771, New York: Hill and Wang. 
  • Dworkin, Andrea (1996), «Biological superiority: the world's most dangerous and deadly idea», in: Jackson, Stevi; Scott, Sue, Feminism and sexuality: a reader, ISBN 9780231107082, New York: Columbia University Press, pp. 57–61. 
  • Dworkin, Andrea (1996), «Pornography», in: Jackson, Stevi; Scott, Sue, Feminism and sexuality: a reader, ISBN 9780231107082, New York: Columbia University Press, pp. 297–299. 
  • Dworkin, Andrea (2004), «Pornography, prostitution and a beautiful and tragic recent history», in: Whisnant, Rebecca; Stark, Christine, Not for sale: feminists resisting prostitution and pornography, ISBN 9781876756499, North Melbourne, Victoria: Spinifex Press, pp. 137–158 
  • Dworkin on Dworkin, ca. 1980[3]
Outros[editar | editar código-fonte]

Ficção e Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Dworkin, Andrea (1966). Child. Crete: Heraklion. OCLC 4708955 
  • Dworkin, Andrea (1967). Morning hair. Philadelphia: Philadelphia College of Art. OCLC 9290267 
  • Dworkin, Andrea (1980). The new womans broken heart: short stories. East Palo Alto, California: Frog in the Well. ISBN 9780960362806 
  • Dworkin, Andrea (1986). Ice and fire: a novel. London: Secker & Warburg. ISBN 9780436139604 
  • Dworkin, Andrea (1991). Mercy. New York: Four Walls Eight Windows. ISBN 9780941423694 

Artigos[editar | editar código-fonte]

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Excerpt with Note from John Stoltenberg, 25 May 2007.
Review of Lucky by Alice Sebold, ISBN 9780684857824
Review of Normal: transsexual CEOs, cross-dressing cops, and hermaphrodites with attitude by Amy Bloom, ISBN 9780679456520

Trabalhos relacionados[editar | editar código-fonte]

Ela foi membra da The American Heritage Dictionary's Usage Panel.[5]

Referências

  1. Richards, Deborah, Andrea Dworkin September 26, 1946 – April 9, 2005, Apr. 12, 2005, in H-Women, on Humanities and Social Sciences Net Online (discussion list message) ("John Stoltenberg has sent these items this morning; they were prepared by Andrea Dworkin"), as accessed Oct. 8, 2010.
  2. 300 Women Who Changed the World: Encyclopædia Britannica Profiles: Andrea Dworkin, as accessed February 15, 2013.
  3. Dworkin, Andrea, Dworkin on Dworkin, in Bell, Diane, & Renate Klein, eds., Radically Speaking: Feminism Reclaimed (N. Melbourne, Vic., Australia: Spinifex, 1996 (ISBN 1 875559 38 8)), pp. 203–217 (ed. Bell then prof. religion, economic development, & social justice, Coll. of the Holy Cross, Mass., U.S., & ed. Klein then sr. lecturer & dep. dir., Australian Women's Research Centre, Deakin Univ., as reprinted from Dworkin on Dworkin, in Trouble and Strife, vol. or no. 19 (Summer, 1990), pp. 2–13 (itself from Braeman, Elizabeth, and Carol Cox, title not stated, in Off Our Backs (probably off our backs) (10th birthday issue).
  4. «Library Resource Finder: Table of Contents for: Sisterhood is forever: the women's anthology for a new millennium». vufind.carli.illinois.edu. DePaul University. Consultado em 15 de outubro de 2015 
  5. The American Heritage Dictionary of the English Language (Boston, Mass.: Houghton Mifflin, 3d ed. 1992 (ISBN 0-395-44895-6)), p. xii (The Usage Panel); the panel is discussed at id., p. vi (Introduction).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Discursos e entrevistas[editar | editar código-fonte]

Resenhas sobre os trabalhos de Dworkin[editar | editar código-fonte]

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