Andrew Solomon

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Solomon, na ocasião do PEN  Gala, de Maio de 2015

Andrew Solomon (nascido em 30 de outubro de 1963) é um escritor de política, cultura e psicologia que vive em Nova Iorque e Londres. Ele colaborou com The New York Times, The New Yorker, Artforum, Travel and Leisure, e outras publicações sobre uma variedade de assuntos, incluindo depressão,[1] [2] artistas soviéticos ,[3] o renascimento cultural do Afeganistão,[4] política líbia ,[5][6] e política da surdez.[7]

O livro de Solomon The Noonday Demon: An Atlas of Depression (na tradução em português, O Demônio do Meio Dia: Um Atlas da Depressão)[8] de 2001 venceu o National Book Award,[9] foi um dos finalistas do Prêmio Pulitzer em 2002,[10] e foi incluído na lista dos cem melhores livros da década do jornal The Times.[11] Também foi o autor de Far from the Tree: Parents, Children, and the Search for Identity,  premiado em 2012 com o National Book Critics Circle Award,[12] entre outros prêmios.

Solomon é professor de Psicologia Clínica no Columbia University Medical Center,[13] e presidente do PEN American Center.[14]

Anos iniciais e educação[editar | editar código-fonte]

Solomon é o filho mais velho de Carolyn Bower Solomon e Howard Solomon, ex-presidente da Forest Laboratories e fundador da Hildred Capital Partners;[15] é irmão de David Solomon, também de Hildred Capital Partners.[16] Solomon descreveu a experiência da presença de sua família no suicídio planejado de sua mãe ao final de uma longa batalha com o câncer de ovário em um artigo para The New Yorker;[17] em um relato ficcional em seu romance A Stone Boat; e novamente em The Noonday Demon. A depressão subseqüente de Solomon, eventualmente administrada com psicoterapia e medicamentos antidepressivos, inspirou seu pai a garantir a aprovação da FDA para comercializar citalopram (Celexa) nos Estados Unidos.

Educação[editar | editar código-fonte]

Solomon nasceu e cresceu em Manhattan. Ele freqüentou a Horace Mann School, formando cum laude em 1981. Ele recebeu um diploma de bacharelado em inglês da Universidade de Yale em 1985,[18] formando-se magna cum laude, e depois obteve um mestrado em inglês no Jesus College, Cambridge.[19] Em agosto de 2013, ele recebeu um Ph.D. em psicologia do Jesus College, Cambridge, com uma tese sobre teoria do apego elaborada sob a supervisão de Juliet Mitchell.

Ativismo e filantropia[editar | editar código-fonte]

Solomon é ativista e filantropo em direitos LGBT, saúde mental, educação e artes. Ele é fundador das Bolsas de Pesquisa Solomon em Estudos LGBT na Universidade de Yale,[20] um membro dos conselhos de administração da  National Gay and Lesbian Task Force[21] e do Trans Youth Family Allies e um patrono do Projeto Proud2Be. Seus artigos sobre o casamento gay apareceram na Newsweek, The Advocate e Anderson Cooper 360.

Solomon tem palestrado amplamente sobre depressão, inclusive em Princeton,[22] Yale,[23] Stanford, Harvard,[24] MIT, Cambridge e a Biblioteca do Congresso. Ele é professor de Psiquiatria no Weill-Cornell Medical College,[25] diretor do Centro de Depressão da Universidade de Michigan, Columbia Psychiatry e Cold Spring Harbor Laboratory; um membro do Conselho de Visitantes da Columbia Medical School e os Conselhos Consultivos do Fórum de Políticas de Saúde Mental da Columbia Mailman School of Public Health e da  Depression and Bipolar Support Alliance. Em 2011, foi nomeado Conselheiro Especial em saúde mental Lésbica, Gay, Bissexual e Transgênero na Yale School of Psychiatry. Em 2008, Solomon recebeu o Prêmio Humanitário da Sociedade de Biologia Psiquiátrica por suas contribuições para o campo da saúde mental e,[26] em 2010, o Prêmio de Vida Produtiva da Fundação Científica e de Comportamento.

O trabalho de Solomon nas artes e na educação inclui o serviço nos conselhos da Alliance for the Arts, o World Monuments Fund e The Alex Fund, que apóia a educação de crianças romani, é membro do PEN American Center e, em março 2015, foi eleito presidente dessa organização. Solomon é um administrador do Metropolitan Museum, do Conselho de Bibliotecas da Biblioteca Pública de Nova York e da corporação Yaddo. Ele também é fellow do Berkeley College na Universidade de Yale e membro do New York Institute for Humanities e do Conselho de Relações Exteriores.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

  • Solomon, Andrew. The Irony Tower: Soviet Artists in a Time of Glasnost. [S.l.: s.n.] ISBN 0-394-58513-5 

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Solomon, Andrew. A Stone Boat. Faber & Faber, New York. ISBN 0-571-17240-7.

Referências

  1. Solomon, Andrew (6 de maio de 2001). «A Cure for Poverty». The New York Times Magazine 
  2. «'A depressão está sempre ali de alguma forma', diz Andrew Solomon». O Globo. 27 de julho de 2014 
  3. Solomon, Andrew (28 de julho de 1993). «Young Russia's Defiant Decadence». The New York Times Magazine 
  4. Solomon, Andrew (10 de março de 2002). «An Awakening From the Nightmare of the Taliban». The New York Times Magazine 
  5. Solomon, Andrew (28 de maio de 2006). «Circle of Fire: Letter from Libya». The New Yorker 
  6. Solomon, Andrew (21 de fevereiro de 2011). «How Qaddafi Lost Libya». The New Yorker 
  7. Solomon, Andrew (28 de agosto de 1994). «Defiantly Deaf». The New York Times Magazine 
  8. «The Noonday Demon» (book website). Consultado em 10 de fevereiro de 2012 
  9. Awards, National Book Foundation, 2001, consultado em 20 de fevereiro de 2012  (With acceptance speech by Solomon.)
  10. The Pulitzer Prizes (2002). «Nominated Finalists». Consultado em 10 de fevereiro de 2012 
  11. «The 100 Best Books of the Decade». The Times. London. 14 de novembro de 2009 (subscription required)
  12. Hoffer, Barbara (28 de fevereiro de 2013). «National Book Critics Circle Announces Awards for Publishing Year 2012». Critical Mass (press release). Consultado em 3 de outubro de 2013 
  13. Glasberg, Eve (27 de março de 2015). «Literary Lion: 5 Questions with Nonfiction Writer Andrew Solomon». Columbia News. Arquivado do original em 17 de abril de 2015 
  14. PEN American Center (5 de março de 2015). «Author Andrew Solomon Assumes Presidency of PEN American Center» (press release) 
  15. «Howard Solomon: Executive Profile & Biography - Bloomberg». www.bloomberg.com. Consultado em 1 de outubro de 2017 
  16. «That's Entertainment» (em inglês). Consultado em 1 de outubro de 2017. Arquivado do original em 5 de agosto de 2017 
  17. Solomon, Andrew (15 de maio de 1995). «A DEATH OF ONE'S OWN». The New Yorker. ISSN 0028-792X 
  18. «Wayback Machine» (PDF). 28 de fevereiro de 2013. Consultado em 1 de outubro de 2017 
  19. «Wayback Machine» (PDF). 17 de abril de 2012. Consultado em 1 de outubro de 2017 
  20. «Welcome | Lesbian, Gay, Bisexual, and Transgender Studies». www.yale.edu (em inglês). Consultado em 2 de outubro de 2017 
  21. «Board of Directors | TaskForce». 2 de fevereiro de 2012. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  22. cew. «The Daily Princetonian Larry DuPraz Digital Archives». theprince.princeton.edu (em inglês). Consultado em 2 de outubro de 2017 
  23. «29 July 2011 Resident Grand Rounds > Psychiatry | Yale School of Medicine». medicine.yale.edu (em inglês). Consultado em 2 de outubro de 2017 
  24. «Lectures and workshops | Department of Global Health & Social Medicine». ghsm.hms.harvard.edu (em inglês). Consultado em 2 de outubro de 2017 
  25. «Newsroom | Weill Cornell Medicine». weill.cornell.edu (em inglês). Consultado em 2 de outubro de 2017 
  26. «"Humanitarian Award"». Arquivado do original em 31 de julho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]