História do Clube Atlético Mineiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos (1908-1933)[editar | editar código-fonte]

Time campeão estadual de 1915.

O Clube Atlético Mineiro foi fundado em 25 de março de 1908 por estudantes.[1] Foi quase um ano após seu surgimento que o Atlético disputou sua primeira partida oficial: em 21 de março de 1909 venceu o Sport Club Foot-Ball por 3x0. O autor do primeiro gol foi Aníbal Machado, que anos mais tarde se transformaria em um dos grandes escritores da Literatura Brasileira por meio de sua obra principal: Viagem aos Seios de Duília.[2] Alguns anos se passaram até que em 1914 a Liga Mineira de Esportes realizou a primeira competição oficial em Minas Gerais: a Taça Bueno Brandão.[3] O torneio foi patrocinado pelo governador Júlio Bueno Brandão, o Atlético foi o campeão.[4] [5] No ano seguinte, foi realizado o primeiro Campeonato Mineiro da história, também vencido pelo Atlético.[6] [7] As duas grandes conquistas não significaram o prenúncio de uma hegemonia, pois foi o América Futebol Clube o dominador do futebol local por aqueles anos conquistando dez campeonatos estaduais consecutivos (1916 a 1925). Também Foi por essa época que Atlético e América passaram a protagonizar o Clássico das Multidões.

Para voltar a ser o protagonista do futebol mineiro, o Atlético reuniu uma grande equipe dirigida pelo técnico húngaro Eugênio Medgyessy e que contou com jogadores renomados como Carlos Brant,[8] Nariz,[9] Mário de Castro, Jairo e Said; sendo que os três últimos formaram uma das mais famosas linhas de ataque do período amador do futebol brasileiro: o Trio Maldito.[10] [11] Foi com esse time que o Atlético conquistou os títulos do Campeonato Mineiro de 1926, 1927, 1931 e 1932. O clube passou a experimentar um crescimento dentro e fora de campo: em 30 de maio de 1929 o Atlético inaugurou o Estádio Antônio Carlos, o primeiro estádio de Minas Gerais a possuir iluminação para jogos noturnos. A iluminação foi inaugurada em 9 de agosto de 1930 e contou com a presença do presidente da FIFA, Jules Rimet. Em 1 de setembro de 1930 o Atlético disputou a primeira partida internacional realizada em Minas Gerais.[12] O time mineiro derrotou por 3 a 1 o Vitória de Portugal, campeão do Campeonato de Setúbal nas temporadas de 1927/1928 e 1928/1929, e do Campeonato de Lisboa nas temporadas de 1923/1924 e 1926/1927.

Ainda no final da década de 1930 o Atlético conquistou os títulos do Campeonato Mineiro de 1936, 1938 e 1939; os primeiros na fase profissional do futebol brasileiro.[13] Por esse tempo a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro transformou-se no Clássico Mineiro. As décadas de 1940 e 1950 foram ainda mais gloriosas para o clube: em 20 anos o time conquistou 12 campeonatos - incluindo um pentacampeonato (1952 a 1956) - graças a uma legião de craques como Murilo Silva,[14] Bigode,[15] Mexicano,[16] Barbatana,[17] Zé do Monte,[18] Alvinho,[19] Nívio Gabrich,[20] Vaguinho,[21] Carlyle,[22] Orlando,[23] Ubaldo Miranda, Paulo Valentim e Lucas Miranda,[24] entre muitos. As duas décadas seguintes não foram tão prósperas: de 1960 a 1978 o Atlético conquistou apenas os títulos do Campeonato Mineiro de 1962, 1963, 1970 e 1976; no time estiveram nomes como Veludo,[25] Mussula,[26] Marcial de Mello,[27] Djalma Dias,[28] Procópio Cardoso, Grapete, Vanderlei Paiva, Ronaldo, Buglê, Buião,[29] Lola, Dadá Maravilha e Tião,[30] além de técnicos como Manuel Fleitas Solich.

No entanto, de 1978 a 1989 o Atlético conquistou nada menos que 11 campeonatos em 14 anos - incluindo um hexacampeonato (1978 a 1983) - sendo comandado magnificamente por estrelas como João Leite, Vantuir, Luisinho, Nelinho, Toninho Cerezo, Elzo, Palhinha, Zenon, Renato, Ângelo, Marcelo Oliveira, Paulo Isidoro, Ziza,[31] Éder Aleixo, Éverton Nogueira, Sérgio Araújo e Reinaldo.[32] Nas décadas de 1990 e 2000 o clube viveu momentos variados, e conquistou apenas os títulos de 1991, 1995, 1999, 2000 e 2007; os destaques do período foram Carlos, Taffarel, Velloso, Cléber, Caçapa, Galván, Mancini, Paulo Roberto, Doriva, Gallo, Gilberto Silva, Robert, Belletti, Lincoln, Gérson, Euller, Renaldo, Marques e Guilherme. Na presente década, o Atlético conquistou os títulos do Campeonato Mineiro de 2010, 2012, 2013 e 2015; tendo em seu time grandes estrelas como Victor, Bernard, , Diego Tardelli e Ronaldinho; além de técnicos como Vanderlei Luxemburgo, Cuca e Levir Culpi.

De Minas para o mundo (1933-1959)[editar | editar código-fonte]

Time do Atlético campeão do Brasil em 1937.

O futebol brasileiro profissionalizou-se em 1933.[33] Até 1959 não houve no país competições nacionais regulares, os campeonatos estaduais foram as principais competições dos clubes brasileiros neste período. Em Minas Gerais havia pelo menos cinco times que rivalizaram em pé de igualdade pelo posto de campeão: Atlético e Cruzeiro - que já protagonizavam por aquela época o Clássico Mineiro - América, Villa Nova e Siderúrgica, entre outros. No entanto, de 1933 a 1959, o Atlético conquistou quinze títulos do Campeonato Mineiro. Os principais destaques foram a conquista do título de 1942 - que fez o Atlético superar o América em número de títulos na competição - e também o pentacampeonato de 1952 a 1956.

Foi também por essas décadas que o time de Lourdes alcançou as duas maiores glórias até aquele momento de sua história. Em 1937 consagrou-se Campeão dos Campeões do Brasil superando o milionário Fluminense de Batatais, Preguinho, Russo, Romeu Pellicciari e Hércules. Em 1950 foi aclamado como o Campeão do Gelo depois de regressar de sua famosa excursão pela Europa onde derrotou times como o Hamburgo SV de Josef Posipal, o FC Schalke 04 de Fritz Szepan e o RSC Anderlecht de Joseph Mermans, entre outros adversários. Devido ao grande impacto social e midiático as duas grandes conquistas passaram a fazer parte do atual hino oficial do clube composto em 1968.[34] [35]

Além dos títulos e glórias o clube também contou em seu elenco com craques de fama nacional cujo alguns exemplos são o goleiro Kafunga;[36] os defensores Zezé Procópio,[37] Murilo Silva,[38] Bigode,[39] Mexicano[40] e Barbatana;[41] os meias e atacantes Zé do Monte,[42] Alvinho,[43] Nívio Gabrich,[44] Vaguinho,[45] Carlyle,[46] Orlando,[47] Guará,[48] Ubaldo Miranda, Paulo Valentim e Lucas Miranda;[49] além de também ter contado com estrelas do futebol argentino como Guido Baztarrica, José Villalba e Valsechi.

Década de 1960: façanhas inesquecíveis[editar | editar código-fonte]

Mineirão em fase de construção durante a década de 1960.

Nos anos 60 o futebol mineiro ganhou um novo templo. Até aquela década o Atlético havia exercido seu mando de campo em seu estádio particular, o Estádio de Lourdes, e posteriormente no Estádio Independência. Em 5 de setembro de 1963 o Mineirão foi inaugurado dando início a Era Mineirão. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo meia atleticano Buglê em uma partida da Seleção Mineira contra o CA River Plate da Argentina.[50]

Entre 1959 a 1970 as competições nacionais começaram a ganhar forma. Em 1959 a CBD criou a Taça Brasil para indicar os representantes brasileiros na Copa Libertadores da América, o Atlético foi o primeiro representante mineiro na competição nacional. O clube esteve presente nas edições de 1959, 1963, 1964 e 1967. O destaque naqueles anos foram as conquistas dos títulos simbólicos da Taça Brasil Sudeste Central em 1959, 1963, 1964 e 1967; e a Taça Brasil Zona Sul em 1964. Em 1967 o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi ampliado para receber equipes de fora das federações carioca e paulista. O time esteve presente em todas as edições do Robertão: 1967, 1968, 1969 e 1970; nesta última edição alcançou sua melhor participação quando chegou às semifinais.

O time de Lourdes conseguiu também duas grandes façanhas por aquela época. Em 1968 o Atlético representou a Seleção Brasileira e venceu por 3x2 a Seleção Iugoslava, vice-campeã da Eurocopa daquele ano.[51] No ano seguinte o Atlético derrotou por 2x1 a Seleção Brasileira, a mesma que ganharia o tricampeonato mundial em 1970.[52] Grandes nomes do futebol nacional desfilaram com a camisa atleticana no período: goleiros como Veludo,[53] Mussula[54] e Marcial de Mello;[55] os zagueiros Djalma Dias,[56] Procópio Cardoso e Grapete; meias como Vanderlei Paiva, Ronaldo, Amaury Alves Horta e Buglê; atacantes como Buião,[57] Lola, Dadá Maravilha e Tião;[58] além de técnicos como Manuel Fleitas Solich.

Década de 1970: da glória à frustração[editar | editar código-fonte]

O Campeonato Brasileiro passou a ser uma competição mais unificada em 1971. O Atlético foi o primeiro campeão da competição com esse formato, desbancando o favoritismo de times como o Santos de Pelé, Corinthians de Rivelino, Botafogo de Jairzinho e o São Paulo de Gérson. O time campeão era composto pelos seguintes jogadores: Renato; Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Humberto Ramos, Vanderlei, Ronaldo e Lola; Dadá Maravilha (artilheiro da competição com 15 gols) e Tião; o time foi dirigido por Telê Santana. O elenco contou ainda com outros nomes como Careca, Romeu Cambalhota e Ângelo, entre outros.

Para a disputa da Libertadores de 1972 o Atlético contratou, entre outros jogadores, o grande goleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz, considerado na época o melhor do mundo em sua posição.[59] Mesmo reforçado o time não avançou no Grupo 3, sendo eliminado ainda na primeira fase.

Ainda na década de 1970, o Atlético chegaria às semifinais do Brasileirão de 1976, sendo eliminado pelo campeão SC Internacional; e à final de 1977, sendo derrotado pelo São Paulo FC. A final do Brasileirão de 77 é sem dúvidas, o episódio mais frustrante da história do clube. O título foi decidido em uma única partida no Mineirão, depois de um 0x0 no tempo normal os mineiros perderam nos pênaltis para os paulistas, ficando com o vice-campeonato. O fato foi considerado pela imprensa nacional uma grande zebra pelo fato do Atlético ter terminado a competição invicto e com dez pontos de vantagem em relação ao São Paulo FC.[60] O time vice-campeão era formado por João Leite; Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir; Toninho Cerezo, Ângelo e Marcelo Oliveira; Paulo Isidoro, Ziza[61] e Reinaldo[62] (artilheiro da competição com 28 gols); o técnico era Barbatana.

Em 1978 o Atlético chegou à fase semifinal da Copa Libertadores, sua melhor participação até aquele momento, eliminando o São Paulo FC no Grupo 3. No mesmo ano, conquistou o título da Copa dos Campeões Brasileiros, derrotando o São Paulo FC nos pênaltis.

Década de 1980: injustiças do futebol[editar | editar código-fonte]

Maracanã, o palco da inesquecível final de 80.

A década de 1980 ficou marcada na história do clube mineiro como uma década de grandes craques e de times extraordinários, mas também pela escassez de títulos importantes. Jogadores como João Leite, Nelinho, Luisinho, Osmar, Toninho Cerezo, Elzo, Palhinha, Zenon, Renato, Éder Aleixo, Paulo Isidoro, Éverton Nogueira, Sérgio Araújo, Reinaldo, entre outras inúmeras estrelas, fizeram o Atlético famoso no mundo nas diversas excursões internacionais que o clube realizou naquela época em vários continentes, sendo reconhecido pela imprensa internacional como um dos grandes expoentes do Jogo Bonito.[63] [64]

Na dimensão nacional, foram tempos em que a partida entre Atlético e Flamengo era considerada o grande Clássico Brasileiro.[65] [66] Os dois rivais se encontraram em diversas ocasiões decisivas em partidas que mexiam com todo o Brasil.[67] Os cariocas levaram a melhor na finalíssima do Brasileirão de 1980 e nas semifinais de 1987, além do jogo extra pela Libertadores de 1981 depois de se enfrentarem também pelo Grupo 3 da competição continental; por outro lado, os mineiros conseguiram um único triunfo nas quartas-de-finais do Brasileirão de 1986. A final do Brasileirão de 80 é considerada pela imprensa carioca como a Final de Todos os Tempos.[68] A partida desempate no Estádio Serra Dourada, pela Libertadores de 81, levanta polêmica até hoje.[69] [70]

O Atlético ainda teve outras diversas chances de conquistar o título do Campeonato Brasileiro, mas não obteve sucesso. O time chegou às semifinais nas edições de 1983, perdendo para o Santos FC; 1985, eliminado pelo Coritiba FC; 1986, derrotado pelo Guarani FC; e 1987, caindo para o Flamengo.

Década de 1990: altos e baixos[editar | editar código-fonte]

Chegou a década de 1990 e a diretoria atleticana passou a investir muito dinheiro na tentativa de montar um grande time para competir por títulos de expressão. Os dirigentes alvinegros fracassaram na maioria das vezes o que fez aumentar a dívida do clube. Um dos principais exemplos desse fracasso foi a equipe formada para o ano de 94, que teve contratações de jogadores de peso como Renato Gaúcho, Neto, Luís Carlos Winck, Gaúcho, entre outros, e que recebeu o apelido de “Selegalo”.[71] A equipe não teve um bom desempenho em campo e logo foi desmanchada.

Entre altos e baixos no Brasileirão, o time alcançou às semifinais em 1991, 1994, 1996 e 1997; e à final em 1999, ficando com o vice-campeonato na ocasião. Também foi o período em que o Atlético alcançou sucesso em algumas competições oficias organizadas pela Confederação Sul-Americana de Futebol. O time conquistou a precursora da atual Copa Sul-Americana, a Copa Conmebol, em 1992 e 1997, sendo o recordista de títulos da competição.[72] [73] Também foi vice-campeão da Copa Ouro de 1993, da Copa Conmebol de 1995 e da Copa Master da Conmebol de 1996.

Grandes jogadores do futebol brasileiro vestiram a camisa alvinegra nesta época, goleiros como Carlos, Taffarel e Velloso; os defensores Cléber, Adílson Batista, Márcio Santos, Caçapa, Galván, Dedê, Mancini e Paulo Roberto; meio-campistas como Doriva, Gallo, Robert, Belletti e Lincoln; e os famosos atacantes Gérson (artilheiro da Copa do Brasil de 89 e 91), Ézio, Euller, Renaldo (artilheiro do Brasileirão de 96), Marques, Guilherme (artilheiro do Brasileirão de 99) e Valdir, são apenas alguns exemplos.

Década de 2000: da América para a Série B[editar | editar código-fonte]

Diego Alves: destaque do time em 2006.

Com o vice-campeonato nacional de 99, o clube disputou a Copa Libertadores de 2000. Depois de dezenove anos o Atlético voltava a participar da máxima competição no continente. O time teve um desempenho relativamente bom, chegando às quartas-de-finais, até então sua melhor presença na competição com o atual formato. Na Copa Mercosul de 2000 o time chegou a ser apontado como um dos favoritos ao título. O Atlético esteve no Grupe E ao lado do CR Vasco da Gama, CA Peñarol e do San Lorenzo de Almagro; classificou-se em primeiro na fase de grupos. Nas quartas-de-finais eliminou o CA Boca Juniors, campeão da América e do Mundo naquele ano, foi eliminado apenas nas semifinais da competição. No âmbito nacional, o time chegou às semifinais da Copa do Brasil, mas no segundo semestre fez uma péssima campanha na Copa João Havelange.

No mês de abril daquele ano, o Atlético foi eleito pela IFFHS o melhor time do mundo.[74] Ainda no ano de 2000, a IFFHS elegeu os melhores times sul-americanos do Século XX. O Atlético foi eleito o 22º melhor time do século, sendo o 7º melhor brasileiro posicionado no ranking.[75]

Ainda no começo da década de 2000, o time chegou às semifinais da Copa do Brasil de 2000 e 2002, e às semifinais do Brasileirão de 2001. Teve também um bom desempenho no Brasileirão de 2002 e 2003. A partir desse momento o clube começou a viver um drama. Depois de escapar do rebaixamento em 2004 o time não resistiu e foi rebaixado para a Série B no Brasileirão de 2005. A recuperação foi rápida e o time voltou à Série A na primeira tentativa, conquistando o título de campeão da Segunda Divisão.

Em 26 de março de 2008 o Atlético celebrou o seu centenário. Dentro de campo, o time teve um péssimo desempenho.

Pós-Centenário (2008-presente)[editar | editar código-fonte]

De 2008 a 2010, na obsessão de conquistar um título de grande expressão, a direção atleticana investiu exageradamente em contrações de peso. Foram contratados neste período goleiros como Aranha, Fábio Costa e Fabián Carini; defensores como Jayro Campos, Cáceres, Pedro Benítez, Réver, César Prates e Júnior; meio-campistas como Corrêa, Ricardinho, Petković, Daniel Carvalho, Diego Souza e Édison Méndez; e atacantes como Alfredo Castillo, Diego Tardelli e Wason Rentería; e ainda técnicos badalados como Vanderlei Luxemburgo.

No Brasileirão, o clube fez uma péssima campanha em 2008 e uma boa campanha em 2009.

Numa década bastante conturbada alguns jogadores se destacaram na equipe alvinegra, são os casos dos goleiros Danrlei e Diego Alves; dos defensores Álvaro, Luiz Alberto, Célio Silva, Réver,[76] Cicinho, Felipe e Júnior;[77] meio-campistas como Gilberto Silva, Djair, Valdo, Ramon Menezes e Marcinho; além de atacantes como Danilinho, Éder Luís, Marinho (artilheiro da Série B de 2006),[78] Obina e Tardelli[79] (artilheiro do Brasileirão de 2009); e também de técnicos de renome como Carlos Alberto Parreira.

Década de 2010: mudando a história[editar | editar código-fonte]

Victor Leandro Bagy, o São Victor do Horto.

Mesmo com tantos reforços e contratações caras o Atlético foi muito mal nas principais competições que disputou entre 2010 e 2011 como o Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana; talvez o único consolo foi que o time pela primeira vez chegou à instância internacional da Sul-Americana na edição de 2010, sendo eliminado nas quartas-de-finais. Ironicamente, a virada na historia recente do clube ocorreria depois de um fato trágico. A equipe alvinegra foi humilhada por seu rival na última rodada do Brasileirão de 2011, quando saiu de campo derrotado por 6x1 na Arena do Jacaré.[80]

Veio o ano de 2012 e a diretoria do clube passou a conviver com muita pressão dos torcedores. Foi dentro desse contexto que o clube começou a reunir um time que todo torcedor brasileiro passaria a saber de cor: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre e Ronaldinho Gaúcho; Danilinho, e Bernard; técnico Cuca. Com esse grande time, o Atlético se tornou um favorito natural ao título de campeão brasileiro. Infelizmente, mesmo depois de liderar várias rodadas e conquistar grandes vitórias, o time ficou com o vice-campeonato. Por ter perdido o título o clube passou a conviver com o estigma de Cavalo Paraguaio.[81]

Classificado para a Copa Libertadores de 2013 a diretoria manteve a mesma base do ano anterior e contratou alguns jogadores experientes como Gilberto Silva, além de promover a volta do grande ídolo Diego Tardelli.[82] O time teve um excelente desempenho em campo terminando a primeira fase como o melhor time do torneio.[82] Nas quartas-de-finais o Atlético eliminou o São Paulo FC com um placar agregado de 6x2.[82] Depois do grande duelo contra os paulistas o time mineiro eliminou o Club Tijuana[82] e o Newell's[82] com bastante sofrimento. Na finalíssima contra o Club Olimpia do Paraguai o Atlético conseguiu o título ao vencer os rivais nos pênaltis.[83] A alegria só não foi maior porque a equipe não teve a mesma atuação na Copa do Mundo da FIFA no Marrocos no fim daquele ano quando teve que se conformar apenas com o 3º lugar.

Veio 2014 e o Atlético ratificou sua posição de campeão sul-americano, conquistando a Recopa contra o CA Lanús, campeão no ano anterior. Ainda em 2014, o clube finalmente pagaria uma “dívida” com sua historia na Copa do Brasil. Disputada desde 1989, o Atlético é o recordista de participações, com 23 presenças;[84] é o quarto time com mais partidas disputadas, 140;[84] é o quinto com maior número de vitórias, 72;[84] é o terceiro time que mais marcou gols, 290;[84] além de manter a maior goleada da competição, 11x0 contra o Caiçara na edição de 91. Mesmo com tantas estatísticas favoráveis, o clube jamais havia conquistado o título de campeão. Porém, a historia mudou na competição de 2014; numa campanha emocionante o time eliminou Palmeiras,[85] Corinthians[86] e Flamengo,[87] e na grande final venceu seu clássico rival para ficar com a taça.[88]

Referências

  1. A centenária história do Galo (17 de maio de 2012). Visitado em 5 de dezembro de 2015.
  2. Aníbal Machado, um escritor que mereceu o Rio que viveu (17 de março de 2014). Visitado em 5 de dezembro de 2014.
  3. Taça Bueno Brandão 1914 (17 de abril de 2014). Visitado em 5 de dezembro de 2014.
  4. Taça Bueno Brandão é exposta em sala de entrevistas, no CT do Galo (20 de abril de 2014). Visitado em 5 de dezembro de 2014.
  5. Primeiro troféu do clube, Atlético-MG expõe Taça Bueno Brandão (20 de abril de 2014). Visitado em 5 de dezembro de 2014.
  6. Campeonato Mineiro 1915 (27 de janeiro de 2014). Visitado em 5 de dezembro de 2014.
  7. http://globoesporte.globo.com/mg/noticia/2014/01/em-99-anos-102-campeoes-mineiro-chega-centesima-edicao.html (27 de janeiro de 2014). Visitado em 5 de dezembro de 2014.
  8. Estatísticas Fluminense >> Jogadores >> B >> Brant (em português) Fluzão.info. Visitado em 29 de junho de 2013.
  9. O “Pai” da Medicina Esportiva no Brasil (21 de abril de 2015). Visitado em 15 de dezembro de 2014.
  10. O Trio Maldito Sul 21. Visitado em 19 de janeiro de 2013.
  11. Mário de Castro e o Trio Maldito Folha de S.Paulo. Visitado em 19 de janeiro de 2013.
  12. Atlético 3x1 Vitória de Setúbal Galo Digital. Visitado em 03 de março de 2014.
  13. O futebol chegou ao Brasil em 1874 Portal 2014. Visitado em 19 de janeiro de 2013.
  14. Murilo… zagueiro também ganha o Belfort Duarte Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  15. Bigode… o passado nem sempre passa Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  16. Que Fim Levou? Terceiro Tempo. Visitado em 21 de fevereiro de 2015.
  17. "Morre ex-jogador e treinador do Atlético, João Lacerda Filho, o Barbatana". O Tempo. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  18. "Que fim levou?". Terceiro Tempo. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  19. "Alvinho: Feras da Colina". Paixão Vascão. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  20. "Nívio Gabrich". Bangu.net. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  21. "Ivagner Ferreira". Flapédia. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  22. Carlyle sensacional Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  23. Orlando… um pingo temido pelos grandalhões Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  24. "Lucas Miranda". Uol Esportes. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  25. Veludo… bola e vício não se misturam Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  26. Mussula… segurou as feras de Saldanha Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  27. Marcial… o goleiro das grandes torcidas Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  28. Djalma Dias… o craque sem copa Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  29. Buião… uma descoberta de “Afonso Bandeijão” Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  30. Tião Rocha Que Fim Levou?. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  31. Ziza Que Fim Levou?. Visitado em 22 de dezembro de 2014.
  32. Reinaldo, craque imortal Imortais do Futebol. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  33. O futebol chegou ao Brasil em 1874 Portal 2014. Visitado em 19 de janeiro de 2013.
  34. "De passagem o Atlético". Jornal dos Sports (Rio de Janeiro). Consult. 3 de setembro de 2015. 
  35. "Hino Oficial". Atlético.com.br. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  36. "Kafunga 100 anos". Rádio Itatiaia. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  37. "Zezé Procópio". Sociedade Esportiva Palmeiras. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  38. Murilo… zagueiro também ganha o Belfort Duarte Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  39. Bigode… o passado nem sempre passa Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  40. Que Fim Levou? Terceiro Tempo. Visitado em 21 de fevereiro de 2015.
  41. "Morre ex-jogador e treinador do Atlético, João Lacerda Filho, o Barbatana". O Tempo. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  42. "Que fim levou?". Terceiro Tempo. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  43. "Alvinho: Feras da Colina". Paixão Vascão. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  44. "Nívio Gabrich". Bangu.net. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  45. "Ivagner Ferreira". Flapédia. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  46. Carlyle sensacional Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  47. Orlando… um pingo temido pelos grandalhões Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  48. "Troféu Guará". Rádio Itatiaia. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  49. "Lucas Miranda". Uol Esportes. Consult. 25 de setembro de 2015. 
  50. Dono do primeiro gol do Mineirão, Buglê se diz honrado por carregar fama eterna Superesportes. Visitado em 27 de fevereiro de 2015.
  51. O Galo é Brasil Campeões do Futebol. Visitado em 19 de janeiro de 2013.
  52. Atlético 2x1 Brasil Globo Esporte. Visitado em 01 de setembro de 2015.
  53. Veludo… bola e vício não se misturam Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  54. Mussula… segurou as feras de Saldanha Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  55. Marcial… o goleiro das grandes torcidas Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  56. Djalma Dias… o craque sem copa Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  57. Buião… uma descoberta de “Afonso Bandeijão” Tardes de Pacaembu. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  58. Tião Rocha Que Fim Levou?. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  59. Morre o ex-goleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz Veja. Visitado em 20 de dezembro de 2014.
  60. Campeão Brasileiro de 1977 contra o Atlético Mineiro São Paulo FC. Visitado em 22 de fevereiro de 2010.
  61. Ziza Que Fim Levou?. Visitado em 22 de dezembro de 2014.
  62. Reinaldo, craque imortal Imortais do Futebol. Visitado em 29 de janeiro de 2014.
  63. Atlético Mineiro, esa referencia del jogo bonito Clarín. Visitado em 29 de janeiro de 2015.
  64. "Atlético canta y baila en el Conde de Fenosa". Canal Deportivo. Consult. 3 de outubro de 2011. 
  65. "Ídolos de Flamengo e Atlético-MG relembram rivalidade dos anos 80". Fox Sports. Consult. 3 de outubro de 2015. 
  66. "Deutschland trägt heute die verhassten Farben". DIE WELT. Consult. 3 de outubro de 2015. 
  67. "Mauro: 'Rivais na Copa do Brasil, Flamengo e Atlético-MG vão reviver grandes clássicos da década de 80'". ESPN. Consult. 3 de outubro de 2015. 
  68. "Flamengo derrota Atlético Mineiro no Maracanã, e conquista o título Brasileiro de 80". Acervo O Globo. Consult. 3 de outubro de 2015. 
  69. "Polêmico jogo entre Atlético e Flamengo, em 81, é lembrado em BH". Uol Esporte. Consult. 3 de outubro de 2015. 
  70. "Apitei: após 32 anos, Wright não vê erros no polêmico Fla x Galo de 1981". Globo Esporte. Consult. 4 de outubro de 2014. 
  71. Fazendeiro em GO, Gaúcho diz que faltou técnico de pulso na 'Selegalo' e lembra noitadas em BH Superesportes. Visitado em 27 de setembro de 2015.
  72. Historia de la Copa Conmebol en página oficial Conmebol.com Conmebol.com. Visitado em 27 de setembro de 2014.
  73. South America competitions (The best club of South America) Rsssf.com. Visitado em 27 de setembro de 2014.
  74. The World's Club Team of the Month IFFHS. Visitado em 29 de janeiro de 2015.
  75. El Club del Siglo de América del Sur IFFHS. Visitado em 29 de janeiro de 2015.
  76. Réver Humberto Alves Araújo Galo Digital. Visitado em 29 de setembro de 2015.
  77. Jenílson Ângelo Souza Galo Digital. Visitado em 29 de setembro de 2015.
  78. Mairon César Reis Galo Digital. Visitado em 29 de setembro de 2015.
  79. Diego Tardelli Martins Gaslo Digital. Visitado em 29 de setembro de 2015.
  80. Cruzeiro 6x1 Atlético-MG Futpédia. Visitado em 29 de janeiro de 2015.
  81. "O Atlético nada mais é que um grande cavalo paraguaio", diz comentarista TV Alteroso. Visitado em 29 de fevereiro de 2014.
  82. a b c d e Como o Atlético-MG chegou até a decisão da Libertadores 2013. Visitado em 20 de agosto de 2013.
  83. Parabéns, Atlético-MG! Campeão da Libertadores 2013 Fox Sports. Visitado em 29 de agosto de 2013.
  84. a b c d Copa do Brasil: O histórico do campeonato de 1989 a 2014. Visitado em 27 de Dezembro de 2014.
  85. Sem esforço, Atlético-MG elimina Palmeiras da Copa do Brasil. Visitado em 27 de Dezembro de 2014.
  86. Atlético-MG faz quatro no Corinthians e avança à semi de forma heróica. Visitado em 27 de Dezembro de 2014.
  87. Atlético-MG repete virada, elimina Fla e decide Copa BR contra Cruzeiro. Visitado em 27 de Dezembro de 2014.
  88. Galo fatura título histórico no Mineirão. Visitado em 27 de Dezembro de 2014.