Lista de aves ameaçadas do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Lista de anfíbios ameaçados do Brasil   Lista de aves ameaçadas do Brasil   Lista de mamíferos ameaçados do Brasil   Lista de répteis ameaçados do Brasil
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma ave extinta na natureza.

O Brasil possui mais de 1900 espécies de aves,[1] e de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) existem 240 espécies e subespécies de aves brasileiras consideradas ameaçadas de extinção, 6 extintas e 2 extintas na natureza,[2] [3] utilizando os mesmos critérios e categorias adotadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).[4] Das 33 ordens de aves que ocorrem no Brasil, 22 possuem espécies ameaçadas de extinção.[3] [1] Os Passeriformes além de ser a ordem com maior número de espécies no Brasil, também é a que possui o maior número de espécies ameaçadas, seguida pela ordem Psitaciformes.[3] [4] O Nordeste Brasileiro, notadamente nos biomas da Mata Atlântica e da Caatinga, é onde reside a maior parte das espécies de aves ameaçadas, sendo que duas delas (o mutum-do-nordeste, Pauxi mitu, e a ararinha-azul, Cyanopsitta spiix) estão extintas na natureza.[4] O "Centro Pernambuco" de endemismo é o que possui aves com situação mais crítica, dado a intensa fragmentação da Mata Atlântica da região.[4] Algumas espécies podem ter sido extintas apenas do Brasil, como é o caso da arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) e do maçarico-esquimó (Numenius borealis).[4]

A última lista de espécies ameaçadas foi publicada no Diário Oficial da União, pela Portaria número 444, de 17 de dezembro de 2014.[3] Apesar de ter tido espécies que foram retiradas da lista (como a arara-azul-grande, Anodorhynchus hyacinthinus), o número aumentou significativamente comparada com a última lista do Ministério do Meio Ambiente de 2003 (que possuía 160 espécies e subespécies).[4] Deve-se salientar que o número de taxa de aves aumentou substancialmente nos últimos anos, com mais de 50 espécies tendo sido descritas no Brasil na segunda metade do século XX.[4] Outro ponto importante é que apesar da lista do ICMBio ter usado os mesmos critérios e categorias da IUCN, frequentemente a avaliação tem conclusões diferentes: muitas espécies não consideradas em extinção pela IUCN foram incluídas na lista do ICMBio, enquanto outras foram consideradas com grau de ameaça mais baixo.[4] Isso se deve às avaliações terem sido feitas por grupos de pesquisas diferentes em momentos diferentes.[4]

Lista de aves ameaçadas do Brasil - ICMBio (2014)[editar | editar código-fonte]

Ordem Tinamiformes (inhambus, codornas, macucos)[editar | editar código-fonte]

O jaó-do-sul (Crypturellus noctivagus noctivagus) é considerado uma espécie vulnerável pelo ICMBio.

Família Tinamidae

Ordem Anseriformes (patos, marrecos, gansos)[editar | editar código-fonte]

O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é uma espécie criticamente em perigo.

Família Anatidae

Ordem Galliformes (jacus, mutuns, urus)[editar | editar código-fonte]

A jacutinga (Aburria jacutinga) é uma espécie em perigo da Mata Atlântica.
O mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii) é uma espécie em perigo da Mata Atlântica.

Família Cracidae (mutuns e jacus)

Família Odontophoridae (urus)

Ordem Procellariiformes (albatrozes e pardelas)[editar | editar código-fonte]

A pardela-de-óculos (Procellaria conspicillata) é uma espécie vulnerável.

Família Diomedeidae (albatrozes)

Família Procellariidae (pardelas)

Ordem Phaethontiformes (rabos-de-palha)[editar | editar código-fonte]

O rabo-de-palha-de-bico-vermelho (Phaethon aethereus) é uma ave marinha em perigo no Brasil.

Família Phaethontidae

Ordem Suliformes (tesourões e atobás)[editar | editar código-fonte]

Família Sulidae (atobás)

Ordem Pelecaniformes (socós, pelicanos, biguás, fragatas)[editar | editar código-fonte]

Família Ardeidae (socós e garças)

Ordem Accipitriformes (águias, gaviões, urubus)[editar | editar código-fonte]

O gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus) é uma espécie vulnerável.

Família Accipitridae (águias e gaviões)

Ordem Gruiformes (carão, jacamins, saracuras, galinhas-d'água)[editar | editar código-fonte]

Família Psophiidae (jacamins)

Família Rallidae (saracuras e frangos-d'água)

Ordem Charadriiformes (gaivotas, trinta-réis, jaçanãs, pernilongos, narceja, maçaricos, batuíras)[editar | editar código-fonte]

O maçarico-esquimó (Numenius borealis) é uma ave provavelmente extinta.
O trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) é considerada ameaçada pelo ICMBio, mas não pela IUCN.

Família Charadriidae (batuíras)

Família Scolopacidae (maçaricos)

Família Sternidae (trinta-réis)

Ordem Columbiformes (pombas e rolinhas)[editar | editar código-fonte]

Família Columbidae

Ordem Cuculiformes (jacus-estalo, anus)[editar | editar código-fonte]

Família Cuculidae

Ordem Strigiformes (corujas, mochos e caburés)[editar | editar código-fonte]

Família Strigidae

Ordem Nyctibiiformes (urutaus e mãe-da-lua)[editar | editar código-fonte]

O urutau-de-asa-branca (Nyctibius leucopterus) é uma espécie em perigo crítico.

Família Nyctibiidae

Ordem Caprimulgiformes (bacuraus ou curiangos)[editar | editar código-fonte]

Família Caprimulgidae

Ordem Apodiformes (beija-flores e rabos-branco)[editar | editar código-fonte]

O beija-flor-de-gravata-vermelha (Augastes lumachella) é uma espécie em perigo.

Família Trochilidae

Ordem Trogoniformes (surucuás)[editar | editar código-fonte]

Família Trogonidae

Ordem Coraciiformes[editar | editar código-fonte]

Família Momotidae (udus e juruvas)

Ordem Galbuliformes (choras-chuva)[editar | editar código-fonte]

Família Bucconidae

Ordem Piciformes (tucanos, araçaris e pica-paus)[editar | editar código-fonte]

O pica-pau-do-parnaíba (Celeus obrieni) é um pica-pau endêmico do Piauí.

Família Capitonidae

Família Ramphastidae (tucanos, saripocas e araçaris)

Família Picidae (pica-paus)

Ordem Psittaciformes (araras, papagaios, periquitos, tiribas, maitacas)[editar | editar código-fonte]

O papagaio-charão (Amazona petrei) é uma espécie ameaçada do Sul do Brasil.
A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é uma arara em perigo da Caatinga.
A jandaia-amarela (Aratinga solstitialis) é uma espéce em perigo.

Família Psittacidae

Ordem Passeriformes (pássaros)[editar | editar código-fonte]

O tovacuçu (Grallaria varia) é uma espécie vulnerável.
O tapaculo-de-brasília (Scytalopus novacapitalis) é uma espécie em perigo.
O soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni) é uma espécie endêmica da Chapada do Araripe.
O pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa) é uma espécie vulnerável de Pernambuco.
A cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris) é uma espécie vulnerável.
O corredor-crestudo (Coryphistera alaudina) é uma espécie criticamente em perigo.
O sabiá-pimenta (Carpornis melanocephala) é uma espécie vulnerável.
A saíra-diamante (Tangara velia signata) é uma espécie vulnerável.

Família Thamnophilidae (choquinhas, formigueiros, bicudinhos, chorós)

Família Conopophagidae (chupas-dentes e cuspidores)

Família Grallariidae

Família Rhinocryptidae (macuquinhos)

Família Formicariidae

Família Scleruridae (viras-folha)

Família Dendrocolaptidae (arapaçus)

Família Xenopidae

Família Furnariidae (joão-de-barro)

Família Pipridae (uirapurus, tangarás, soldadinhos e fruxus)

Família Tityridae (caneleiros, flautins e anambezinhos)

Família Cotingidae (arapongas, galo-da-serra e anambés)

Família Pipritidae (caneleirinhos)

Família Platyrinchidae (tietês)

Família Rhynchocyclidae

Família Tyrannidae

Família Vireonidae (juruviaras e vite-vites)

Família Corvidae (gralhas)

Família Turdidae (sabiás)

Família Motacillidae (caminheiros)

Família Passerelidae (tico-ticos)

Família Icteridae (pássaros-pretos)

Família Thraupidae (saíras, caboclinhos e tiês)

Família Cardinalidae (cardeais)

Família Fringillidae (pintassilgos)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (1 de janeiro de 2014). «Lista das aves do Brasil. 11ª edição». Consultado em 07 de fevereiro de 2016. 
  2. «Biodiversidade Fauna». Ministério do Meio Ambiente. Consultado em 30 de janeiro de 2016. 
  3. a b c d PORTARIA No - 444, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2014
  4. a b c d e f g h i Silveira, L.F.; Straube, F.C. (2008). «Aves». In: Machado, A.B.M.; Drummond, G.M.; Paglia, A.P. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção - Volume 2 (PDF) (Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente). pp. 379–666. ISBN 978-85-7738-102-9.