Lista de imperatrizes do Brasil

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Imperatriz do Brasil
Coat of Arms of Teresa Cristina of the Two Sicilies, Empress of Brazil.svg

Brasão de armas imperial de D. Teresa Cristina, última imperatriz do Brasil


Teresa Cristina 1883.jpg

D. Teresa Cristina


Dinastia: Bragança
Primeiro titular: Maria Leopoldina da Áustria
Último titular: Teresa Cristina das Duas Sicílias
Estilo: Sua Majestade Imperial
Formação: 12 de outubro de 1822
Extinção: 15 de novembro de 1889
Pretendente atual: Cristina de Ligne

Esta é uma lista das imperatrizes do Brasil, título concedido à esposa do monarca soberano do país durante o regime monárquico brasileiro (1822–1889). Apesar de não possuir atribuições constitucionais, o cargo pode exercer influência significativa sobre o marido, além de constituir a mãe dos herdeiros ao trono.Três imperatrizes ascenderam ao cargo: Maria Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria (1822–1826) foi a esposa de D. Pedro I, quinta dos doze filhos de Francisco I da Áustria e Maria Teresa da Sicília, tendo exercido a regência do Império na ausência de seu marido e tido considerável influência política à época da independência do Brasil; Amélia, Princesa de Leuchtenberg (1829–1831), quarta filha de Eugênio de Beauharnais e Augusta da Baviera, foi a segunda esposa de D. Pedro I, quando este tornou-se viúvo da primeira imperatriz; e Teresa Cristina, Princesa das Duas Sicílias (1843–1889), esposa de D. Pedro II, décima segunda filha de Francisco I das Duas Sicílias e Maria Isabel de Bourbon, destituída de seu cargo e banida do país, junto a seu marido, quando da proclamação da República do Brasil.Pelo Tratado do Rio de Janeiro, firmado entre Portugal e Brasil em 1825, que colocou termos à Guerra da independência do Brasil, reconhecia-se a autonomia deste, mas reservava-se o título de Imperador Titular do Brasil ao rei D. João VI.[1][2] Por conseguinte, seu cônjuge, D. Carlota Joaquina de Bourbon, tornou-se a Imperatriz Titular do Brasil. Uma vez que o cargo era vitalício, com a morte do marido, sete meses depois, é extinto o título de D. Carlota.

Maria Leopoldina foi a primeira imperatriz do Brasil; Quando o marido, príncipe regente, viajou a São Paulo em agosto de 1822, para apaziguar a política (o que culminaria na proclamação da independência do Brasil em setembro), Leopoldina exerceu a regência. Grande foi sua influência no processo de independência. Os brasileiros já estavam cientes de que Portugal pretendia chamar Pedro de volta, rebaixando o Brasil outra vez ao estatuto de simples colônia, em vez de um reino unido ao de Portugal. Havia temores de que uma guerra civil separasse a Província de São Paulo do resto do Brasil. Pedro entregou o poder a Leopoldina a 13 de agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para apaziguar São Paulo.

O oficial chegou ao príncipe no dia 7 de setembro de 1822. Leopoldina enviara ainda papéis recebidos de Lisboa, e comentários de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, deputado às cortes, pelos quais o Príncipe-Regente se inteirou das críticas que lhe faziam na metrópole. A posição de João VI e de todo o seu ministério, dominados pelas cortes, era difícil.

Enquanto se aguardava o retorno de Pedro, Leopoldina, governante interina de um Brasil já independente, idealizou a bandeira do Brasil, em que misturou o verde da família Bragança e o amarelo ouro da família Habsburgo. Outros autores opinam que Jean-Baptiste Debret, o artista francês que desenhou o que via no Brasil dos anos 1820, foi o autor do pavilhão nacional que substituía o da vetusta corte portuguesa, símbolo da opressão do antigo regime. Deve-se a Debret o projeto da bela bandeira imperial, em colaboração com José Bonifácio de Andrada e Silva, em que o retângulo verde dos Bragança representava as florestas e o losango amarelo, cor da dinastia Habsburgo-Lorena, representava o ouro.

Foi coroada imperatriz em 1 de dezembro de 1822, na cerimônia de coroação e sagração de Pedro I, sendo a primeira imperatriz do império.

Imperatriz titular do Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Brasil Império

Pelo Tratado do Rio de Janeiro, firmado entre Portugal e Brasil em 1825, que colocou termos à guerra da independência do Brasil, reconhecia-se a autonomia do antigo reino, mas reservava-se o título de imperador titular do Brasil a D. João VI. Por conseguinte, seu cônjuge, D. Carlota Joaquina de Bourbon, tornou-se a imperatriz titular do Brasil. Com a morte do marido, sete meses depois, D. Carlota perde o título tanto do trono português quanto do brasileiro, tornando-se rainha mãe ou imperatriz mãe.

Nome Retrato Nascimento Cônjuge Morte
Carlota Joaquina da Espanha

1 de maio de 1707 –

28 de outubro de 1708

Carlota Joaquina.jpg 25 de abril de 1775

filha de Carlos IV da Espanha e Maria Luísa de Parma

João VI

8 de maio de 1785

9 filhos

7 de janeiro de 1830

54 anos

Consortes do Império do Brasil (1822-1889)[editar | editar código-fonte]

Casa de Bragança[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Casa de Bragança
Nome Retrato Nascimento Cônjuge Morte
Maria Leopoldina da Áustria

12 de outubro de 1822 –

11 de dezembro de 1826

Leopoldina-schlapritz-mcm.jpg 22 de janeiro de 1797

filha de Francisco I da Áustria e Maria Teresa das Duas Sicílias

Pedro I

6 de novembro de 1817

7 filhos

11 de dezembro de 1826

29 anos

Amélia de Leuchtenberg

2 de agosto de 1829 –

7 de abril de 1831

Amélie empress of Brazil.jpg 31 de julho de 1812

filha de Eugênio de Beauharnais, Duque de Leuchtenberg e Augusta da Baviera

Pedro I

17 de outubro de 1829

1 filha

26 de janeiro de 1873

60 anos

Teresa Cristina das Duas Sicílias

30 de maio de 1843

– 15 de novembro de 1889

Victor Meirelles - Dona Tereza Cristina.jpg 14 de março de 1822

filha de Francisco I das Duas Sicílias e Maria Isabel da Espanha

Pedro II

30 de maio de 1843

4 filhos

28 de dezembro de 1889

67 anos

Observação[editar | editar código-fonte]

Se tivesse assumido o trono, a filha primogênita de D. Pedro II, D. Isabel do Brasil, então princesa imperial do Brasil à época da proclamação da República, ter-se-ia tornado imperadora do Brasil ou imperatriz.[3]

Referências

  1. «Tratados e Actos Internacionais Brasil Portugal». Sistema Consular Integrado, Ministério das Relações Exteriores. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  2. Amaral, Manuel. «João VI». Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico. pp. 1051–1055. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  3. «Imperadora». Dicio 

Ver também[editar | editar código-fonte]