Lista de monarcas de Portugal

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Bandeira dos Reis de Portugal (séculos XVIII–XX)

Esta é uma lista de Reis de Portugal, desde a independência do Condado Portucalense em relação ao reino de Leão, em 1139, sob a chefia de Dom Afonso Henriques, então conde de Portucale, e primeiro Rei de Portugal como Dom Afonso I, até à Implantação da República Portuguesa, em 5 de outubro de 1910, que depôs o último Rei português, Dom Manuel II.

Monarcas[editar | editar código-fonte]

Dinastia de Borgonha[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dinastia de Borgonha
Nome Retrato Nascimento Casamento(s) Morte Notas
D. Afonso I
27 de julho de 1139 –
6 de dezembro de 1185
O Conquistador
O Fundador
O Grande
Afonso I Henriques.jpg
25 de julho de 1109
filho de D. Henrique, Conde de Portucale e D. Teresa de Leão
D. Mafalda de Saboia
Janeiro/Junho de 1146
7 filhos
6 de dezembro de 1185
76 anos
Também chamado Afonso Henriques (Afonso, filho de D. Henrique; aqui radica a designação que os muçulmanos lhe atribuíram, Ibn-Arrik - «filho de Henrique»).
D. Sancho I
6 de dezembro de 1185 –
27 de março de 1211
O Povoador
SanchoI.jpg
11 de novembro de 1154
filho de D. Afonso I de Portugal e D. Mafalda de Saboia
D. Dulce de Aragão
1174
11 filhos
26 de março de 1211
56 anos
D. Afonso II
27 de março de 1211 –
25 de março de 1223
O Gordo
O Crasso
O Gafo
O Legislador
D. Afonso II de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
23 de abril de 1185
filho de D. Sancho I de Portugal e D. Dulce de Aragão
D. Urraca de Castela
1206
5 filhos
25 de abril de 1223
38 anos
D. Sancho II
25 de março de 1223 –
11 de junho de 1247
O Capelo
O Piedoso
O Pio
O Rei Capelo
D. Sancho II de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
8 de setembro de 1209
filho de D. Afonso II de Portugal e D. Urraca de Castela
D. Mécia Lopes de Haro
1246
sem filhos
4 de janeiro de 1248
38 anos
Deposto pelo Papa Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em Julho de 1245, sob a acusação de «rex inutilis», viria a abdicar em 1247, exilando-se em Toledo, e vindo a falecer pouco tempo depois, em inícios de 1248.
D. Afonso III
3 de janeiro de 1248 –
16 de fevereiro de 1279
O Bolonhês
AfonsoIII.jpg
5 de maio de 1210
filho de D. Afonso II de Portugal e D. Urraca de Castela
D. Matilde de Bolonha
1235
sem filhos
16 de fevereiro de 1279
68 anos
Acaba a reconquista de Portugal.
D. Beatriz de Castela
1253
7 filhos
D. Dinis I
16 de fevereiro de 1279 –
7 de janeiro de 1325
O Lavrador
O Rei-Trovador
O Rei-Poeta
O Rei-Agricultor
D. Dinis I de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
9 de outubro de 1261
filho de D. Afonso III de Portugal e D. Beatriz de Castela
D. Isabel de Aragão
2 de fevereiro/24 de junho de 1282
2 filhos
7 de janeiro de 1325
63 anos
D. Afonso IV
7 de janeiro de 1325–
28 de maio de 1357
O Bravo
AfonsoIVPortugal.jpg
8 de fevereiro de 1291
filho de D. Dinis I de Portugal e D. Isabel de Aragão
D. Beatriz de Castela
12 de setembro de 1309
7 filhos
28 de maio de 1357
66 anos
D. Pedro I
28 de maio de 1357–
18 de janeiro de 1367
O Justiceiro
O Cruel
O Cru
O Vingativo
O Tartamudo
O Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado
PedroI.jpg
8 de abril de 1320
filho de D. Afonso IV de Portugal e D. Beatriz de Castela
D. Constança Manuel
24 de agosto de 1339
3 filhos
18 de janeiro de 1367
46 anos
D. Inês de Castro
1346 (secretamente)
1 de janeiro de 1354 (abertamente)
4 filhos
D. Fernando I
18 de janeiro de 1367–
22 de outubro de 1383
O Formoso
O Belo
O Inconstante
O Inconsciente
Portrait of King Fernando I, Belem Collection.JPG
31 de outubro de 1345
filho de D. Pedro I de Portugal e D. Constança Manuel
D. Leonor Teles
Março de 1372
3 filhos
22 de outubro de 1383
37 anos
Interregnum (1383 – 1385)

Interregno (1383–1385)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Crise de 1383–1385 em Portugal

Designação dada por toda a historiografia ao período que medeia a morte de D. Fernando e a ascensão ao trono do seu meio-irmão bastardo, o mestre de Avis D. João, e que compreende as regências de D. Leonor Teles e do próprio mestre de Avis.

# Nome Início da regência Fim da regência Notas
- D. Leonor Teles
Leonore Teles de Menezes.jpg
22 de Outubro de 1383 16 de Dezembro de 1383 Exerce a regência nos termos do tratado de Salvaterra de Magos
- D. João, mestre de Avis
Anoniem - Koning Johan I van Portugal (1450-1500) - Lissabon Museu Nacional de Arte Antiga 19-10-2010 16-12-61.jpg
16 de Dezembro de 1383 6 de Abril de 1385

Dinastia de Avis[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dinastia de Avis
Brasao de Aviz.PNG
Nome Retrato Nascimento Início Reinado Fim Reinado Casamento (s) Morte Notas
João I
O de Boa Memória
Anoniem - Koning Johan I van Portugal (1450-1500) - Lissabon Museu Nacional de Arte Antiga 19-10-2010 16-12-61.jpg 11 de abril de 1357
Lisboa
Filho (bastardo) de Pedro I e Teresa Lourenço
6 de abril de 1385 14 de agosto de 1433 Filipa de Lencastre
14 de fevereiro de 1387
Porto
nove filhos
14 de agosto de 1433
Lisboa
76 anos
Venceu a Batalha de Aljubarrota (1385) e aliou-se à Inglaterra no Tratado de Windsor (1386). Iniciou a construção do Mosteiro da Batalha, comandou uma expedição a Ceuta e escreveu o Livro da Montaria.
Duarte I
O Eloquente

O Rei-Filósofo
Illuminated Portrayel of King Duarte I of Portugal, Rui de Pina.PNG 31 de outubro de 1391
Viseu
Filho de João I e Filipa de Lencastre
14 de agosto de 1433 9 de setembro de 1438 Leonor de Aragão
22 de setembro de 1428
Coimbra
nove filhos
9 de setembro de 1438
Tomar
46 anos
Participou na conquista de Ceuta (1415). Foi administrador meticuloso e governante de gabinete. O reinado breve foi ensombrado pelo desastre de Tânger, em 1437. Apesar disso, foi um rei culto e filósofo, escrevendo obras como Leal Conselheiro ou Arte de Bem Cavalgar toda a Sela.
Afonso V
O Africano
Afonso V.jpg 15 de janeiro de 1432
Sintra
Filho de Duarte I e Leonor de Aragão
9 de setembro de 1438

15 de novembro de 1477
11 de novembro de 1477

28 de agosto de 1481
Isabel de Coimbra
6 de maio de 1447
Óbidos[1]
três filhos

Joana de Castela A Excelente Senhora
25 de maio de 1475
Cáceres
sem filhos
28 de agosto de 1481
Lisboa
49 anos
Vítima de uma conspiração cortesã, enfrenta o próprio regente na Batalha de Alfarrobeira (1449), onde o regente acaba por morrer. O seu cognome advém do interesse que sempre dedicou à exploração da costa africana. Conquista as praças de Alcácer Ceguer (1458), Arzila e Tânger (1471). Interveio na sucessão de Castela, para tentar uni-la, mas não logrou consegui-lo. Resignou da coroa para pedir ajuda a França, mas quando regressa, o filho, a quem entregara o poder real, devolve-lho (1477).
João II
O Príncipe Perfeito

O Perfeito
Dom Joao II de Portugal.jpg 3 de março de 1455
Lisboa
Filho de Afonso V e Isabel de Coimbra
11 de novembro de 1477

28 de agosto de 1481
15 de novembro de 1477

25 de outubro de 1495
Leonor de Viseu
22 de janeiro de 1470
Setúbal
dois filhos
25 de outubro de 1495
Alvor
40 anos
Aclamado rei nas Cortes de Santarém de 1477; abdica ao regressar ao Reino o seu pai, quatro dias mais tarde. Reassume o poder após a morte deste em 1481. Reformou a centralização do poder régio e assinou o Tratado de Tordesilhas com Espanha (1494). Incentivou as letras, as artes e os estudos náuticos e reorganizou a assistência hospitalar. Não deixou descendência.
Manuel I
O Venturoso

O Bem-Aventurado
O Pomposo
Manuel I.jpg 31 de maio de 1469
Alcochete
Filho de Fernando de Portugal, Duque de Viseu e Beatriz de Portugal
25 de outubro de 1495[2] 13 de dezembro de 1521 Isabel de Aragão e Castela
30 de setembro de 1497
Valência de Alcântara
um filho

Maria de Aragão e Castela
30 de agosto de 1500
Alcácer do Sal
dez filhos

Leonor de Áustria
16 de julho de 1518
Saragoça
dois filhos
13 de dezembro de 1521
Lisboa
52 anos
Neto de Duarte I e cunhado de João II. Dá-se o apogeu do Império Português com a descoberta do caminho marítimo para a Índia (1498),e do Brasil (1500), a conquista de Goa e Malaca (1510 e 1511), a tomada de Azamor (1513) e a embaixada ao Papa Leão X (1514). Publicou as Ordenações Manuelinas, e reformou os forais.
João III
O Piedoso

O Pio
O Colonizador
D. João III - Cristóvão Lopes (attrib).png 6 de junho de 1502
Lisboa
Filho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
13 de dezembro de 1521 11 de junho de 1557 10 de fevereiro de 1525
Tordesilhas
nove filhos
11 de junho de 1557
Lisboa
55 anos
Presidiu ao apogeu da expansão marítima e ao declínio do Império. Estabeleceu contactos com a China e o Japão, intensificando ao mesmo tempo o comércio com a Índia e o Brasil. Introduziu a Companhia de Jesus, que evangelizou as colónias, e instituiu a Inquisição, assegurando a unidade da fé católica.
Regente
Catarina de Áustria
Infanta Caterina of Spain.jpg 14 de janeiro de 1507
Torquemada
Filha de Filipe de Áustria e Joana I de Castela
11 de junho de 1557 23 de dezembro de 1562 12 de fevereiro de 1578
Lisboa
71 anos
Regente em nome do neto menor, Sebastião. As suas desavenças com o jovem rei fizeram-na abdicar da regência em 1562.
Sebastião I
O Desejado

O Encoberto
O Adormecido
Sebastião de Portugal, c. 1571-1574 - Cristóvão de Morais.png 20 de janeiro de 1554
Lisboa
Filho de João Manuel, Príncipe de Portugal e Joana de Áustria
11 de junho de 1557 4 de agosto de 1578 Não casou 4 de agosto de 1578
Alcácer-Quibir
24 anos
Neto de João III. Sem sucessão assegurada, empreendeu uma expedição ao Norte de África, que culminou na Batalha de Alcácer-Quibir (1578).
Henrique I
O Casto

O Cardeal-Rei
O de Èvora
Cardeal D. Henrique, cópia de original de c. 1590.jpg 31 de janeiro de 1512
Lisboa
Filho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
23 de dezembro de 1562 (Regente) 20 de janeiro de 1568 Não casou 31 de janeiro de 1580
Almeirim
68 anos
Irmão de João III. Começa por exercer a função de regente de Sebastião, mas face à morte inesperada do sobrinho-neto, ocupou o trono. Tentou preparar a sucessão, mas a sua avançada idade não lhe concedeu tempo suficiente para refrear as aspirações de Filipe II de Espanha ao trono português.
4 de agosto de 1578 31 de janeiro de 1580
Conselho de Governadores do Reino de Portugal
31 de janeiro - 17 de julho de 1580[3]
D. António, Prior do Crato foi aclamado rei de Portugal a 9 de Junho de 1580, em Santarém, pelos seus partidários, opondo-se durante todo o resto da sua vida ao domínio filipino, todavia sem êxito.[4]

Casa de Habsburgo (ou Dinastia Filipina)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dinastia filipina
Ver artigo principal: Casa de Habsburgo
Full Ornamented Coat of Arms of Philip II of Spain (1580-1598).svg

Os soberanos desta dinastia foram também reis de Castela, Países Baixos, Nápoles, Sicília, Leão, Aragão, Valência, Galiza, Navarra, Granada, duques da Borgonha, etc., títulos genericamente reunidos sob a designação de Reis de Espanha.

Nome Retrato Nascimento Casamento(s) Morte Ref
D. Filipe I

17 de Maio de 1581

-

13 de Setembro de 1598

21 de Maio de 1527

filho de Carlos I

de Espanha e Isabel

de Portugal

Primeira Vez :

Maria Manuela de

Portugal

15 de novembro

de 1543

1 filho

Segunda Vez:

Maria I

de Inglaterra

25 de Julho de 1554

Sem filhos

Terceira Vez:

Isabel da França

22 de junho de 1559

2 filhas

Quarta Vez:

Ana de Áustria

12 de novembro de 1570

6 filhos

13 de Setembro

de 1598

71 anos

Filipe II

13 de Setembro de 1598

-

31 de Março de 1621

14 de abril de 1578

filho de Filipe I e

Ana de Áustria

Margarida da Áustria

18 de abril de 1599

8 filhos

31 de março de 1621

42 anos

Filipe III

31 de Março de 1621

-

1 de Dezembro de 1640

(Deposto)

8 de abril de 1605

filho de Filipe II e Margarida da Áustria

Primeira Vez

Isabel da França

18 de outubro de 1615

8 filhos

Segunda Vez :

Maria Ana de Áustria

7 de outubro de 1649

5 filhos

17 de setembro de 1665

60 anos

Durante este período de sessenta anos, os reis fizeram-se representar em Portugal por um vice-rei ou um corpo de governadores - veja a lista de vice-reis de Portugal.

À revolta de 1 de Dezembro de 1640 seguiu-se a Guerra da Aclamação, depois chamada, pela historiografia romântica do século XIX, como Guerra da Restauração.

Dinastia de Bragança[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dinastia de Bragança
Coat of Arms of the Kingdom of Portugal (1640-1910).png
Nome Retrato Nascimento Início Reinado Fim Reinado Casamento (s) Morte Notas
João IV
O Restaurador

O Afortunado
Rubens John, Duke of Braganza.jpg 19 de março de 1604
Vila Viçosa
Filho de Teodósio II, Duque de Bragança e Ana de Velasco e Girón
15 de dezembro de 1640 6 de dezembro de 1656 12 de dezembro de 1633
Elvas
sete filhos
6 de novembro de 1656
Lisboa
52 anos
Descendente de Manuel I de Portugal, foi proclamado a 1 de dezembro, mas só tomou oficialmente o trono a 15 de dezembro.
Regente
Luísa de Gusmão
Luisa Francisca de Guzmán y Medina Sidonia atribuible a Alonso Cano.png 13 de outubro de 1613
Huelva
Filha de João Manuel Peres de Gusmão, 8º Duque de Medina Sidónia e Joana Lourença Gómez de Sandoval y Lacerda
6 de dezembro de 1656 26 de junho de 1662 27 de fevereiro de 1666
Lisboa
52 anos
Regente em nome do filho menor, Afonso VI.
Afonso VI
O Vitorioso

O Prisioneiro
Afonso VI de Portugal.JPG 21 de agosto de 1643
Lisboa
Filho de João IV e Luísa de Gusmão
26 de junho de 1662 23 de novembro de 1667 Maria Francisca de Saboia-Nemours
17 de junho de 1666
La Rochelle
(por procuração, anulado a 24 de março de 1668)
sem filhos
12 de setembro de 1683
Sintra
40 anos
Revelou-se incapaz de governar, sendo dominado por regentes (Luísa de Gusmão e o Infante D. Pedro). Ironicamente cognominado "Vitorioso", pois foi no seu reinado que Portugal termina com a Guerra da Restauração, com a assinatura do Tratado de Lisboa, a 13 de fevereiro de 1668.
Pedro II
O Pacífico
D. Pedro II, Rei de Portugal.JPG 26 de abril de 1648
Lisboa
Filho de João IV e Luísa de Gusmão
23 de novembro de 1667
(Regente)
12 de setembro de 1683 Maria Francisca de Saboia-Nemours
2 de abril de 1666
Lisboa
um filho

Maria Sofia do Palatinado-Neuburgo
2 de julho de 1687
Heidelberg
(por procuração)
sete filhos
9 de dezembro de 1706
Alcântara
58 anos
Envolveu-se na Guerra de Sucessão Espanhola, e promoveu a exploração do Brasil.
12 de setembro de 1683 9 de dezembro de 1706
João V
O Magnânimo

O Magnífico
O Rei-Sol Português
O Freirático
O Fidelíssimo
Joao V -Pierre Antoine Quillard.png 22 de outubro de 1689
Lisboa
Filho de Pedro II e Maria Sofia do Palatinado-Neuburgo
1 de janeiro de 1707 31 de julho de 1750 Maria Ana de Áustria
9 de julho de 1708
Viena
(por procuração)
seis filhos
31 de julho de 1750
Lisboa
60 anos
Acudiu o Papa na guerra contra os Turcos e enriqueceu País com a descoberta de ouro e diamantes no Brasil. Fundou o Convento de Mafra.
José I
O Reformador
Portrait of Joseph Emanuel, King of Portugal (1773) - Miguel António do Amaral.png 6 de junho de 1714
Lisboa
Filho de João V e Maria Ana de Áustria
31 de julho de 1750 24 de fevereiro de 1777 Mariana Vitória de Espanha
19 de janeiro de 1729
Elvas
quatro filhos
24 de fevereiro de 1777
Sintra
62 anos
Reforçou o poder estatal. O Terramoto de 1755 fez sobressair Sebastião José de Carvalho e Melo, que concentrou em si todos os poderes do Estado e trouxe para Portugal os ideais iluministas.
Maria I
A Piedosa

A Louca
A Viradeira
A Pia


(Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana)
Rainha D. Maria I, séc. XVIII,.jpg 17 de dezembro de 1734
Lisboa
Filha de José I e Mariana Vitória de Espanha
24 de fevereiro de 1777 15 de julho de 1799 6 de julho de 1760
Lisboa
sete filhos
20 de março de 1816
Rio de Janeiro
81 anos
Culta e devota, a administração da justiça foi a sua prioridade. Registou-se um bom crescimento económico. A morte do marido e do filho, e a Revolução Francesa abalaram-na muito, apresentando sinais de demência desde 1791.
Pedro III
O Edificador

O Capacidónio
O Sacristão
Portrait of Pedro, Prince of Brazil (1717-1786).png 5 de julho de 1717
Lisboa
Filho de João V e Maria Ana de Áustria
25 de maio de 1786 25 de maio de 1786
Queluz
81 anos
Primeiro rei-consorte de Portugal. Apoiou a construção do Palácio de Queluz, onde faleceu.
João VI
O Clemente


(João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael)
Domingos Antônio Sequeira - Retrato de D. João VI.jpg 13 de maio de 1767
Lisboa
Filho de Pedro III e Maria I
15 de julho de 1799 (Regente) 20 de março de 1816 Carlota Joaquina de Espanha
9 de junho de 1785
Vila Viçosa
nove filhos
10 de março de 1826
Lisboa
58 anos
Oficialmente regente em nome da mãe, por demência desta, a ̟partir de 1799Auxiliou Espanha na Campanha do Rossilhão, mas foi-lhe tirada Olivença. Não aderiu ao bloqueio continental napoleónico, na qualidade de aliado do Reino Unido, o que custou a invasão do reino e mudança da corte para o Brasil. Regressou com a Revolução liberal do Porto, onde jurou a constituição.
20 de março de 1816 10 de março de 1826
Pedro IV

(Pedro I do Brasil)
O Libertador

O Rei-Soldado
O Rei-Imperador


(Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim)

DpedroI-brasil-full.jpg 12 de outubro de 1798
Queluz
Filho de João VI e Carlota Joaquina de Espanha
26 de abril de 1826 2 de maio de 1826 Maria Leopoldina de Áustria
13 de maio de 1817
Viena
(por procuração)
sete filhos

Amélia de Leuchtenberg
2 de agosto de 1829
Munique
(por procuração)
um filho
24 de setembro de 1834
Queluz
35 anos
Também Imperador do Brasil, herdou Portugal, mas para evitar unir as duas coroas, abdicou na filha, Maria II, que é colocada sob regência da irmã dele, Isabel Maria.
Regente
Isabel Maria de Bragança

(Isabel Maria da Conceição Joana Gualberta Ana Francisca de Assis Xavier de Paula de Alcântara Antónia Rafaela Micaela Gabriela Joaquina Gonzaga)
Isabel Maria de Braganza.jpg 4 de julho de 1801
Lisboa
Filha de João VI e Carlota Joaquina de Espanha
2 de maio de 1826 11 de julho de 1828 Não casou 22 de abril de 1876
Lisboa
74 anos
Rege em Portugal em conjunto com o irmão, Miguel, em nome da rainha Maria II. Foi deposta pelo irmão, que assumiu o título de rei de Portugal, usurpando o trono à sobrinha.
Miguel I
O Absolutista

O Rei-Absoluto
O Tradicionalista
O Usurpador
O Absoluto


(Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo)
Miguel I o REi.jpg 26 de outubro de 1802
Queluz
Filho de João VI e Carlota Joaquina de Espanha
2 de maio de 1826 (Regente) 11 de julho de 1828 Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg
24 de setembro de 1851
Kleinheubach
sete filhos
14 de novembro de 1866
Karlsruhe
64 anos
Ocupa o trono em 1828, o que gerou uma guerra civil contra o irmão (1832-1834), que regressou a Portugal para defender os direitos da filha. Saiu derrotado e os liberais expulsaram-no do trono e de Portugal.
11 de julho de 1828 26 de maio de 1834
Maria II
A Educadora

A Boa Mãe
A Constitucional


(Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga)
Retrato de D. Maria II - Maurício José do Carmo Sendim (1786-1870).png 4 de abril de 1819
Rio de Janeiro
Filha de Pedro IV e Maria Leopoldina de Áustria
26 de maio de 1834 15 de novembro de 1853 Augusto de Beauharnais
1 de dezembro de 1834
(por procuração)
26 de janeiro de 1835
Lisboa
sem filhos

Fernando (II) de Saxe-Coburgo-Gotha
1 de janeiro de 1836
(por procuração)
9 de abril de 1836
Lisboa
onze filhos
15 de novembro de 1853
Lisboa
34 anos
Exerceu firmemente a chefia do reino. No seu conturbado governo, mostrou coragem e dignidade na defesa da coroa e da legalidade constitucional. Faleceu no seu 11º parto.
Fernando II
O Rei-Artista


(Ferdinand August Franz Anton)
D. Fernando II, litografia francesa.png 29 de outubro de 1816
Viena
Filha de Fernando de Saxe-Coburgo-Gota e Maria Antónia de Koháry
26 de maio de 1834 Maria II
1 de janeiro de 1836
(por procuração)
9 de abril de 1836
Lisboa
onze filhos
15 de dezembro de 1885
Lisboa
69 anos
Oriundo da Casa de Saxe-Coburgo-Gotha[5]. Segundo rei-consorte de Portugal. Dedicou-se às artes. É da sua responsabilidade a construção do Palácio da Pena, em Sintra. A partir de 1853 rege em nome do filho menor.
15 de novembro de 1853
(Regente)
16 de setembro de 1855
Pedro V
O Esperançoso

O Bem-Amado
O Muito Amado


(Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Víctor Francisco de Assis Júlio Amélio)
PedroV.jpg 16 de setembro de 1837
Lisboa
Filho de Fernando II e Maria II
16 de setembro de 1855 11 de novembro de 1861 Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen
29 de abril de 1858
Berlim
(por procuração)
18 de maio de 1858
Lisboa
sem filhos
11 de novembro de 1861
Lisboa
24 anos
Assistiu as vítimas de cólera, aboliu os castigos corporais e inaugurou notáveis avanços tecnológicos. Não deixou descendência.
Luís I
O Popular

O Bom
O Rei-Marinheiro


(Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando)
D. Luis.JPG 31 de outubro de 1838
Lisboa
Filho de Fernando II e Maria II
11 de novembro de 1861 19 de outubro de 1889 Maria Pia de Saboia
9 de agosto de 1862
Turim
(por procuração)
6 de outubro de 1862
Lisboa
dois filhos
19 de outubro de 1889
Lisboa
50 anos
Conciliador, poliglota e ainda com grande sensibilidade artística, foi modelo de monarca constitucional.
Carlos I
O Diplomata

O Martirizado
O Mártir


(Carlos Fernando Luís Maria Victor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão)
Lisboa December 2014-12a.jpg 28 de setembro de 1863
Lisboa
Filho de Luís I e Maria Pia de Saboia
19 de outubro de 1889 1 de fevereiro de 1908 Amélia de Orleães
22 de maio de 1886
Lisboa
três filhos
1 de fevereiro de 1908
Lisboa
44 anos
Portugal obteve novo prestígio na Europa. Carlos favoreceu o governo autoritário de João Franco (1907-1908) para combater a crescente corrente republicana. Foi alvo de um atentado mortal, em 1908[6].
Manuel II
O Patriota

O Desventurado
O Estudioso
O Bibliófilo
O Rei-Saudade
O Desventuroso


(Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio)
D. Manuel II (1908) - Veloso Salgado (pormenor).png 15 de novembro de 1889
Lisboa
Filho de Carlos I e Amélia de Orleães
1 de fevereiro de 1908 5 de outubro de 1910 Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen
4 de setembro de 1913
Sigmaringen
sem filhos
2 de julho de 1932
Londres
42 anos
Não conseguiu conter a agitação social, as fações em luta e o descrédito das instituições, que causaram a queda da monarquia e a Implantação da República Portuguesa.

Reivindicações pós-Monarquia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Questão dinástica portuguesa
D. Maria Pia de Bragança defendeu ser a última rainha de Portugal «de jure» (pela Lei).

Após a morte do último rei de Portugal, uma alegada filha natural do rei D. Carlos I de Portugal[7] e, portanto, meia-irmã de D. Manuel II, conhecida como D. Maria Pia de Saxe-Coburgo Gotha e Bragança[8], sustentando-se na acta das Cortes de Lamego que definiam «se el Rey falecer sem filhos, em caso que tenha irmão, possuirá o Reyno em sua vida», reclamou a chefia da Casa de Bragança-Saxe-Coburgo-Gota e defendeu ser a legítima Rainha de Portugal «de jure»[9].

Em simultâneo, os pretendentes do ramo Miguelista, banidos da sucessão pela Carta de Lei de 19 de Dezembro de 1834 e pela Constituição Monárquica de 1838, na qual o artigo 98º estipulava que "A linha colateral do ex-infante Dom Miguel e todos os seus descendentes estão perpetuamente excluídos da sucessão", também se relançaram na pretensão de alcançar o trono de Portugal: foram eles Miguel Januário, Duarte Nuno e, na atualidade, Duarte Pio de Bragança. Os seus direitos dinásticos permanecem, contudo, bastante contestados.[carece de fontes?]

(*) Todos estes reis foram também soberanos do reino do Algarve, a partir de D. Afonso III; antes dele, D. Sancho I usou esse título (ou o alternativo rei de Silves) entre 1189 e 1191.

Titulatura régia[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história, o título oficial dos Reis de Portugal foi sendo alterado. Os Reis de Portugal tiveram os seguintes títulos:

Período Título Usado por Motivo
11401189 Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses
(Dei Gratiae, Rex Portugalensium)
D. Afonso Henriques, D. Sancho I Afonso Henriques proclamado rei.
11891191 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e de Silves
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Silbis)
Pela Graça de Deus, Rei de Portugal, de Silves e do Algarve
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae, Silbis & Algarbii; esta intitulação surge em dois documentos nos quais D. Sancho restaura a diocese de Silves em favor de D. Nicolau)
D. Sancho I Tomada de Silves (1189).
11911211 Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses
(Dei Gratiae, Rex Portugalensium)
D. Sancho I Perda de Silves, retomada pelos Almóadas (1191).
12111248 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae)
D. Afonso II, D. Sancho II
12481259 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e Conde de Bolonha
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Comes Boloniae)
D. Afonso III Afonso, casado com Matilde II, condessa de Bolonha, ascende ao trono por morte do irmão sem herdeiros.
12591267 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae)
D. Afonso III Pela morte de D. Matilde, Afonso III abandona o título de Conde de Bolonha (1259).
12671369 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Algarbii)
D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I D. Afonso III recebe o senhorio do Algarve pelo Tratado de Badajoz (1267).
13691371 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, da Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Múrcia, de Jáen, do Algarve, de Algeciras e Senhor de Molina D. Fernando I Pretensão de D. Fernando à Coroa de Castela.
13711383 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve D. Fernando I Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz de Alcoutim (1371).
13831385 Inexistência de título vacatura do trono Guerra civil e contra Castela.
13851415 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve D. João I
14151458 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta D. João I, D. Duarte, D. Afonso V Conquista de Ceuta (1415).
14581471 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta e de Alcácer em África D. Afonso V Conquista de Alcácer Ceguer (1458).
14711475 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África D. Afonso V Conquista de Arzila e Tânger (1471) e elevação do senhorio do Norte de África à condição de Reino d'Além-Mar.
14751479 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, de Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Jáen, de Múrcia, dos Algarves d'Aquém e d'Além Mar em África, de Gibraltar, de Algeciras, e Senhor da Biscaia e de Molina D. Afonso V Pretensão de D. Afonso V à Coroa de Castela, pelo seu casamento com Joana, a Beltraneja.
14791485 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África D. Afonso V, D. João II Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz das Alcáçovas-Toledo.
14851499 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, e Senhor da Guiné D. João II, D. Manuel I Criação do senhorio da Guiné abrangendo as possessões portuguesas que se estendiam pelo Golfo da Guiné.
14991580 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião, D. Henrique, D. António Após o regresso de Vasco da Gama da Índia, em 1499, o título régio é reformulado e atinge a sua plenitude.
15801640 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Portugal, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdova, da Córsega, de Múrcia, de Jáen, dos Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas de Canária, das Índias Orientais e Ocidentais, Ilhas e Terra Firme do Mar-Oceano, Conde de Barcelona, Senhor da Biscaia e de Molina, Duque de Atenas e de Neopátria, Conde de Rossilhão e da Cerdanha, Marquês de Oristano e de Gociano, Arquiduque de Áustria, Duque da Borgonha, do Brabante e de Milão, Conde de Habsburgo, da Flandres e do Tirol, etc. D. Filipe I, D. Filipe II, D. Filipe III Com o domínio filipino, juntam-se os demais títulos dos Áustrias à titulatura portuguesa.
16401815 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III) Com a Restauração da Independência (1640), regressa-se ao velho estilo adoptado por D. Manuel I.
18151825 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Maria I, D. João VI O Brasil é elevado a Reino dentro do Império Português (1815).
18251826 Pela Graça de Deus, Imperador do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. João VI Ao reconhecer a independência do Império do Brasil pelo Tratado do Rio de Janeiro, D. João VI passa a usar por carta de lei de 15 de Novembro de 1825, o título de imperador do Brasil, que lhe fora deferido por seu filho D. Pedro I.
1826 Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Pedro IV Durante o seu breve reinado de oito dias, embora mantendo a destrinça entre os dois Estados, o título reflectiu a união das duas coroas sobre a cabeça do mesmo dinasta.
18261910 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Maria II, D. Miguel I, D. Maria II (com D. Fernando II), D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I, D. Manuel II Após a abdicação de D. Pedro em favor da filha, retorna-se definitivamente à fórmula anteem vigor desde 1640, que vigorará agora até ao fim da Monarquia.

Quanto ao estilo usado nas formas de adereçamento ao monarca, também ele evoluiu da seguinte maneira:

Período Estilo Usado por Motivo
11401433 Sua Mercê D. Afonso I, D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I, D. João I
14331577 Sua Alteza Real (SAR) D. Duarte, D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião Estilo introduzido em Portugal por influência inglesa, através da rainha D. Filipa de Lencastre.
15771578 Sua Majestade (SM) D. Sebastião Por ocasião da entrevista de Guadalupe (1577), concedida por Filipe II de Espanha a seu sobrinho D. Sebastião, e do tratamento majestático que lhe foi concedido pelo tio, D. Sebastião passa a usar a fórmula de adereçamento Sua Majestade, prenunciando o seu desejo imperial de conquista de África.
15781580 Sua Alteza Real (SAR) D. Henrique, D. António Com a morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, o Cardeal-Rei regressa à fórmula anterior, por considerar o tratamento majestático apenas adequado para o divino.
15801748 Sua Majestade (SM) Filipe I, Filipe II, Filipe III, D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V Com a incorporação de Portugal nos domínios dos Habsburgos da Espanha, onde, devido à influência de Carlos V, rei de Castela e imperador da Alemanha, se havia difundido o tratamento de Majestade, este passa também à órbita portuguesa, mantendo-se mesmo após a Restauração da Independência (1640).
17481825 Sua Majestade Fidelíssima (SMF) D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III), D. João VI D. João V consegue da Santa Sé o reconhecimento do título de Majestade Fidelíssima para a Coroa Portuguesa, por contraponto ao uso de Sua Majestade Católica em Espanha e Sua Majestade Cristianíssima em França.
18251826 Sua Majestade Imperial e Fidelíssima (SMI&F) D. João VI, D. Pedro IV Com o reconhecimento da independência do Brasil, em 1825, D. João VI reserva também para si, ao abrigo das disposições do Tratado do Rio de Janeiro, o título de Sua Majestade Imperial; com a sua morte no ano seguinte, e a subida ao trono do filho mais velho, também ele imperador do Brasil (D. Pedro IV), mantém-se o uso da fórmula dúplice, até à sua abdicação em favor da filha D. Maria da Glória.
18261910 Sua Majestade Fidelíssima (SMF) D. Maria II, D. Miguel I, D. Maria II (com D. Fernando II), D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I, D. Manuel II Após a abdicação de D. Pedro IV, retorna-se ao anterior estilo.

Notas e Referências[editar | editar código-fonte]

  1. D. Isabel de Coimbra, Insigne Rainha
  2. Por morte de D. João II sem filhos legítimos (o príncipe D. Afonso falecera em condições trágicas nunca completamente esclarecidas em 1491), nem irmãos sobrevivos (a infanta Santa Joana, sua irmã, falecera em 1490), não obstante haver tentado legitimar um seu filho natural, o infante D. Jorge de Lancastre, futuro Duque de Coimbra, a Coroa Portuguesa acabou por passar para o seu primo e cunhado D. Manuel, Duque de Beja, o qual era filho de D. Fernando, Duque de Viseu (irmão do rei D. Afonso V), e de D. Beatriz (filha do infante D. João, o penúltimo dos membros da Ínclita Geração). Assim, embora pelo lado do pai fosse neto do rei D. Duarte, e pelo lado da mãe, bisneto de D. João I, o facto de não ser herdeiro directo, mas sim colateral, leva a que surjam, por vezes, referências a uma pretensa quebra na casa reinante da dinastia de Avis, o que não faz qualquer sentido.
  3. Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
  4. segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
  5. Esta alegada mudança de nome na Dinastia de Bragança, reinante em Portugal, por morte de D. Maria II, para Bragança-Saxe-Coburgo e Gotha (ou, mais correctamente, Bragança-Wettin), não é de todo reconhecida pela historiografia portuguesa, sendo antes uma criação das historiografias estrangeiras (sobretudo a francesa, que não reconhece a sucessão por via feminina, fazendo assim aplicar à dinastia reinante em Portugal o nome dinástico do rei consorte). Assim, embora a linha de sucessão prossiga em linha recta, pelo casamento da Rainha D. Maria II com um príncipe estrangeiro (D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha), teria cessado na Casa Real portuguesa a varonia de D. Afonso Henriques, mantida ao longo de sete séculos (note-se que a outra rainha portuguesa, D. Maria I, casara com o tio D. Pedro III, pelo que se manteve o sangue do primeiro rei de Portugal), tendo então passado a correr o sangue da casa de Wettin nas veias dos Bragança. Contudo, em Portugal sempre as mulheres puderam transmitir o nome, bem como o património, na falta de herdeiro varão na família. Isto leva a encontrar-se por vezes escrito, entre historiadores estrangeiros, a existência de uma quinta dinastia em Portugal - uma divisão aparentemente artificial dentro da última dinastia real portuguesa, governada pela suposta casa de Bragança-Wettin, a qual compreenderia os reis entre D. Pedro V e D. Manuel II. Para todos os efeitos, considera-se mais válida a divisão tradicional em quatro dinastias, face à legalidade da designação de dinastia de Bragança, única utilizada, e determinada pela Casa Real e pela generalidade das pessoas, até 1910 e depois dessa data.
  6. O herdeiro do trono, D. Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal, ainda que tenha sobrevivido escassos minutos ao seu pai, não foi nunca considerado como rei de Portugal (embora tenha sido chamado, por alguns estrangeiros, de D. Luís II); nem o poderia ser, pois em Portugal só eram considerados reis "de jure" os príncipes depois de jurarem os foros, liberdades e garantias no acto da sua aclamação ao trono (até 1834), ou de jurarem a Constituição (depois daquela data), em sessão solene e plenária das Cortes. Desta forma, o trono recaiu de imediato no seu irmão mais novo, D. Manuel II, depois de juramentado. O rei D. Carlos I terá ainda reconhecido o estatuto de infanta de Portugal à sua alegada filha natural D. Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança.
  7. PAILLER, Jean; Maria Pia: A Mulher que Queria Ser Rainha de Portugal. Lisboa: Bertrand, 2006.
  8. "...aquela que se conhecia por S.A.R. Dona Maria Pia de Saxe-Coburgo Gotha e Bragança, Princesa herdeira de Portugal" (Pailler, 2006, p.12).
  9. SOARES, Fernando Luso; Maria Pia, Duquesa de Bragança contra D. Duarte Pio, o senhor de Santar. Lisboa: Minerva, 1983.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FERNANDES, Isabel Alexandra. Reis e Rainhas de Portugal (5a. ed.). Lisboa: Texto Editores, 2006. ISBN 972-47-1792-5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Reinos cristãos da Península Ibérica
Astúrias
Reis e Rainhas
Leão
Reis e Rainhas
Castela
Reis e Rainhas
Galiza
Reis e Rainhas
Navarra
Reis e Rainhas
Aragão
Reis e Rainhas
Espanha
Reis e Rainhas
Portugal
Reis e Rainhas