Angelines Fernández

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Angelines Fernández
Angelines Fernández como seu personagem Dona Clotilde "Bruxa do 71".
Nome completo María de los Ángeles Fernández Abad
Nascimento 9 de julho de 1922
Madrid, Castela-a-Nova
Nacionalidade Espanha espanhola
Morte 25 de março de 1994 (71 anos)
Cidade do México, Distrito Federal
Ocupação Atriz
Atividade 19551992
IMDb: (inglês)

María de los Ángeles Fernández Abad[1] (Madrid, 9 de julho de 1922Cidade do México, 25 de março de 1994) foi uma actriz espanhola radicada no México, mais conhecida por actuar no programa humorístico El Chavo del Ocho (Chaves).

Biografia[editar | editar código-fonte]

A actriz Angelines Fernández nasceu em Madrid, em Espanha e chegou a lutar nas guerrilhas contra o ditador Francisco Franco, durante a Guerra Civil Espanhola.[2]

Deixando seu passado combatista para trás e fugindo da perseguição em Espanha, Angelines foi para o México em 1947, conforme conta o sítio El Ciudadano. Em seu novo país, conheceu o mundo do teatro bem como a Roberto Gómez Bolaños, criador e protagonista de Chaves.

Assumindo o papel de Dona Clotilde, ou a famosa Bruxa do 71, se estabeleceu como grande personagem do seriado cómico, além de esquetes no programa Chespirito e também em filmes do cinema mexicano. Logo no começo da Segunda Guerra Mundial, seguiu para o México e começou sua carreira de actriz no início dos anos 70, quando Chespirito a convidou para trabalhar no seriado Chaves, interpretando a Dona Clotilde, que era chamada pelas crianças de Bruxa do 71 cujos bordões eram: «Como disse?», «Quem é bruxa?» e «É melhor não dizer nada», além de alguns pequenos papéis no Chapolin.

Faleceu no dia de 25 de março de 1994, aos 71 anos de idade, que é uma grande coincidência, pois sua personagem era a Bruxa do 71, vítima de cancro de pulmão. Angelines foi a terceira do elenco do Chaves a morrer, depois de Ramón Valdez, que interpretava o personagem Seu Madruga e Raúl Padilla, que interpretava o personagem Jaiminho, o carteiro.

Ela e Ramón Valdez compartilhavam uma forte e sólida amizade fora das câmaras e quando Ramón faleceu, ela foi a única a permanecer junto dele até o fim do funeral.

A actriz sofria de depressão. Na década de 1990 fumava dois maços de cigarro por dia, segundo sua filha.

Poucos sabem, mas Angelines era considerada uma das mulheres mais bonitas do México. Dublada no Brasil por Helena Samara, que também faleceu, no ano de 2007.

Dona Clotilde (a Bruxa do 71)[editar | editar código-fonte]

Dona Clotilde foi seu personagem em Chaves, se consagrou com ele além de vencer um desafio com ela mesma, encarar um personagem cómica sendo uma actriz de arte dramática. Por consequência do personagem, na vida real era vista como bruxa de verdade por parte das crianças [carece de fontes?]. Quando saía com sua filha ao supermercado ou para passear com o cachorro, as crianças gritavam: «Aí vem a Bruxa!», e saiam correndo, com medo. Isso deixava Angelines muito triste, pois as crianças não chegavam perto dela porque tinham medo. Depois acabou se acostumando e não lhe incomodava que a chamassem de «Bruxa» e outras alcunhas.

Angelines trabalhou com Chespirito até 1991, e até esta data continuou a actuar nalguns filmes. Ganhou muitas medalhas da ANDA por sua trajecória artística. Angelines Fernández morreu em 25 de março de 1994, aos 71 anos, vítima do fumo em excesso. Foi enterrada em “Mausoleos del Ángel”[3] e até hoje várias pessoas visitam seu túmulo e levam flores.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • Misterios de la magia negra (1958)
  • Mi niño, mi caballo y yo
  • El esqueleto de la señora Morales
  • El Padrecito;
  • Estrategia matrimonial;
  • El Chavo del Ocho
  • Despedida de casada
  • Corona de lágrimas
  • ¡Oye Salomé!
  • El Chanfle
  • El Chanfle 2
  • Charrito
  • Bella entre las flores

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]