Angicos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Pico do Cabugi de Angicos.
Pico do Cabugi de Angicos.
Símbolos
Bandeira de
Bandeira
Brasão de armas de
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Terra do Pêlo" Coração do RN"
Gentílico angicano
Localização
Localização de Angicos no Rio Grande do Norte
Localização de Angicos no Rio Grande do Norte
Mapa de Angicos
Coordenadas 5° 39' 57" S 36° 36' 03" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária[1] Mossoró
Região imediata[1] Açu
Municípios limítrofes Ipanguaçu, Afonso Bezerra, Pedro Avelino, Lajes, Fernando Pedroza, Santana do Matos e Itajá.
Distância até a capital 171 km[2]
História
Fundação 1936
Aniversário 24/10
Administração
Prefeito(a) Deusdete Gomes de Barros (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [3] 741,654 km²
População total (IBGE/2016[4]) 11 908 hab.
 • Posição RN: 55º
Densidade 16,1 hab./km²
Clima Semiárido
Altitude 110 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,624 médio
 • Posição RN: 49°
PIB (IBGE/2008[6]) R$ 49 441,804 mil
PIB per capita (IBGE/2016[6]) R$ 10 020,82
Outras informações
Padroeiro(a) São José dos Angicos

Angicos é um município brasileiro pertencente ao estado do Rio Grande do Norte.

Cidade importante da região central, distante 171 km da capital estadual, Natal. Seu território ocupa uma área de 741,582 km², sendo equivalente a 1,40% da superfície estadual. Sua população, de acordo com estimativas do IBGE para 2019, é de 11 714 habitantes, com uma densidade populacional de 15,57 habitantes por quilômetro quadrado.[7]

No que diz respeito ao turismo, sua atração principal é o Pico do Cabugi. Angicos também é lembrada pelas festividades de São José, realizadas no mês de março, e pelas tradicionais vaquejadas.

Mais recentemente tornou-se cidade universitária, porém ainda durante a década de 60 ganhou destaque nacional por ter sido o município no qual Paulo Freire implementou um projeto de alfabetização para 380 trabalhadores.

História[editar | editar código-fonte]

Habitavam primitivamente a região os índios da tribo Pataxó, pertencente à nação gê ou tapuia. Acredita-se que as primeiras penetrações no território ocorreram em 1760 e que o fundador do povoado é o tenente Antonio Lopes Viegas, descendente da família Dias Machado. Consta que em 1783, quando foi criada a Vila Nova da Princesa (hoje cidade do Açu), abrangendo os Municípios de Açu, Angicos, Macau e Santana do Matos, já se localizavam no território de Angicos diversas fazendas de criar.

Abaixo do rio Pataxó havia ainda uma parte de terra assim distribuída: 6 Km do capitão-mor Baltazar da Rocha Bezerra; 6 Km do coronel Miguel Barbosa Bezerra; 18 Km do coronel Antônio da Rocha Bezerra. Essas posses estão registradas nos 'autos de medição de terras', de 1756.

O topônimo vem de angico, árvore de grande aspecto muito comum no Norte.


Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Elevado à categoria de vila com a denominação de Angicos, por Resolução do Conselho do Governo, de 11-04-1833.

Pelas Leis Povinciais n.º 26, de 28-03-1835 e 158, de 02-10-1847, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Macau.

Elevado à categoria de município, Pelas Resoluções Provinciais n.º s 9, de 13-10-1836 e 219, de 27-06-1850, desmembrado de Macau. Sede na povoação de Angicos. Instalado em 08-12-1850.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto Estadual n.º 603, de 31-10-1938, são criados os distritos de Afonso Bezerra, Epitácio Pessoa e Fernando Pedrosa e anexados ao município de Angicos.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Angicos, Afonso Bezerra, Epitácio Pessoa e Fernando Pedrosa.

Pela Lei Estadual n.º 146, de 23-12-1948, é desmembrado do município de Angicos o distrito de Epitácio Pessoa. Elevado à categoria de município com a denominação de Pedro Avelino.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Angicos, Afonso Bezerra e Fernando Pedrosa.

Pela Lei Estadual n.º 20, de 27-10-1953, é desmembrado do município de Angicos o distrito de Afonso Bezerra. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Angicos e Fernando Pedrosa. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-I-1991.

Pela Lei Estadual n.º 6.301, de 26-06-1992, é desmembrado do município de Angicos o distrito de Fernando Pedrosa. Elevado à categoria de município com a denominação de Fernando Pedrosa.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2004, sua população era estimada em 11.956 habitantes (11.626 registrados no censo do ano 2000). Área territorial de 806 km².

O município foi emancipado de Assu em 11 de abril de 1833. A emancipação foi suprimida pela Lei Provincial nº 26, de 28 de março de 1835 e restaurada em 13 de outubro de 1836 pela Resolução Provincial nº 9.

Limita-se com os municípios de Ipanguaçu (oeste), Afonso Bezerra e Pedro Avelino (norte), Lajes (leste), Fernando Pedroza e Santana do Matos (sul) e Itajá (sul e oeste).

A sede do município está a 5° 39’ 56” de latitude sul e 36° 36’ 04” de longitude oeste. A altitude é de 110 m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 171 km.

De acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo solonetz solodizado e litólicos eutróficos. A maior parte da área tem aptidão regular e restrita para pastagem natural. Uma pequena área ao norte apresenta aptidão restrita para lavouras e para culturas de ciclo longo como algodão arbóreo, sisal, caju e coco.

A cidade notabilizou-se pelas experiências pioneiras de Paulo Freire com seus métodos de alfabetização. E em 2009 recebeu os primeiros alunos da UFERSA Angicos, provisoriamente na escola Educandário Pe. Felix. No dia 28 de fevereiro de 2011 começou a funcionar em sua sede própria a Universidade Federal Rural do Semi-árido UFERSA. Angicos passou então a ser conhecida como Cidade Universitária. Conhecida também como "Terra do Pêlo" e "Coração do Rio Grande Norte"].

Economia[editar | editar código-fonte]

O PIB per capita do município em 2017 era de R$ 125.955,10, o 57º maior do estado e o 3880 do país, dos quais R$ 4.283,32 são da Agropecuária; R$ 9.381,59 da Indústria; R$ 49.372,04 dos setores exclusivos de administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social; R$ 55.195,98 de setores de administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social e R$ 7.722,19 de impostos. O PIB per capita é de R$ 10.576,46.[8]

Produção agrícola[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Lavoura Quantidade produzida (ton.) Valor da produção (R$ mil) Área plantada (ha.) Área colhida (ha.) Rendimento médio (kg/ha.)
Algodão herbáceo (em caroço) 40 24 100 100 400
Castanha de caju 24 10 80 80 300
Coco-da-baía 10 (mil frutos) 1 4 4 2.500 (frutos/ha.)
Feijão (em grão) 60 24 200 200 300
Milho (em grão) 105 42 300 300 350

Pecuária[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Rebanho Efetivo (cabeças)
Bovino 7.471
Suíno 477
Equinos 278
Asininos (jumentos) 531
Muares (mulas) 56
Ovinos 6.062
Galinhas 1.753
Galos, frangas, frangos e pintos 3.021
Caprinos 8.277
Vacas ordenhadas 1.426
IBGE (2002)
Gênero Produção
Leite de vaca 1.161 (mil litros)
Ovos de galinha 12 (mil dúzias)


Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

De acordo com os dados do IBGE, a cidade conta com 11 estabelecimentos escolares, com um total de 2047 matriculados, e desses 2 escolas dispõem de ensino médio. Possui taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade em 96,5% (2010, IBGE).

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido oferece graduação em diversas áreas.


Angicos conta com uma importante universidade pública: A UFERSA (Campus Angicos), dispõe dos cursos de Engenharia civil, Engenharia de Produção, Ciência e Tecnologia, Sistemas de informação, Licenciatura em computação e Pedagogia.[9]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com 7 estabelecimentos de Saúde SUS (2009, IBGE), além de algumas clínicas, laboratórios e consultórios privados.

Com relação a dados estatísticos, sabe-se que possui uma mortalidade infantil de 17,09 por mil nascidos vivos (2017, IBGE).

Transportes[editar | editar código-fonte]

Angicos é cortada pela rodovia federal BR 304, ligando a cidade com os municípios de Fernando Pedroza, Lajes, Ipanguaçu e Itajá. Ainda possui a RN-263 que a interliga com Afonso Bezerra. Estas vias principais formam o complexo rodoviário que torna o acesso à Angicos fácil.

A frota municipal no ano de 2018 era de 1243 automóveis, 125 caminhões, 378 caminhonetes, 23 micro-ônibus, 1742 motocicletas e 13 ônibus, além de 296 em outras categorias, totalizando 3820 veículos.

Abastecimento[editar | editar código-fonte]

O tratamento e distribuição da água é realizado pela CAERN, sendo a barragem Armando Ribeiro Gonçalves responsável pelo abastecimento da bacia do Piranhas-Açu por meio da Adutora Sertão Central/Cabugi. [10]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Angicos conta com alguns pontos turísticos, entre eles: o Pico do Cabugi, o único vulcão extinto no Brasil que conserva sua forma original e que alguns historiadores dizem ser o primeiro ponto visto pelos portugueses ao chegarem no país em 1500[11]; a Casa de Cultura Popular professor Paulo Freire, inaugurada no século XX como antiga estação ferroviária; a Igreja Matriz São José dos Angicos, sede da paróquia de Angicos, que faz parte da Arquidiocese de Natal.

Se destaca na cultura angicana as festividades realizadas durante o mês de março em honra ao padroeiro da cidade, São José. O evento engloba festividades religiosas e culturais, além de exposições comerciais e apresentações de cantores e bandas, trazendo entretenimento para a população local e de cidades vizinhas. A festa tem seu fim marcado com a tradicional procissão, a qual é uma das maiores do interior potiguar.

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 13 de agosto de 2011. Arquivado do original em 16 de dezembro de 2010 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rn/angicos/panorama. Consultado em 27 de junho de 2020  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  8. «Pesquisas IBGE». IBGE. Consultado em 27 de junho de 2020 
  9. Universidade Federal Rural do Semi-Árido https://angicos.ufersa.edu.br/#. Consultado em 27 de junho de 2020  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  10. Cirilo, José Almir (2008). «Políticas públicas de recursos hídricos para o semi-árido» (PDF). Estudos avançados, Scielo. Consultado em 27 de junho de 2020 
  11. «Cabugi, o vulcão extinto que pode ter sido o ponto de descoberta do Brasil». noticias.uol.com.br. Consultado em 27 de junho de 2020 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Rio Grande do Norte é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.