Angicos

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Disambig grey.svg Nota: Para a microrregião de mesmo nome, veja Microrregião de Angicos.
Município de Angicos
"Terra do pêlo"

"Coração do Rio Grande do Norte""

Pico do Cabugi de Angicos.

Pico do Cabugi de Angicos.
Bandeira de Angicos
Brasão de Angicos
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 24/10
Fundação 1760
Gentílico angicano
Prefeito(a) Deusdete Gomes de Barros (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Angicos
Localização de Angicos no Rio Grande do Norte
Angicos está localizado em: Brasil
Angicos
Localização de Angicos no Brasil
05° 39' 57" S 36° 36' 03" O05° 39' 57" S 36° 36' 03" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Mesorregião Central Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Angicos IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ipanguaçu, Afonso Bezerra, Pedro Avelino, Lajes, Fernando Pedroza, Santana do Matos e Itajá.
Distância até a capital 171 km[2]
Características geográficas
Área 741,654 km² [3]
População 11 908 hab. (RN: 55º) –  IBGE/2016[4]
Densidade 16,06 hab./km²
Altitude 110 m
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 (RN: 49°) – médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 49 441,804 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 282,90 IBGE/2008[6]

Angicos é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, localizado na microrregião homônima.

História[editar | editar código-fonte]

Habitavam primitivamente a região os índios da tribo Pataxó, pertencente à nação gê ou tapuia. Acredita-se que as primeiras penetrações no território ocorreram em 1760 e que o fundador do povoado é o tenente Antonio Lopes Viegas, descendente da família Dias Machado. Consta que em 1783, quando foi criada a Vila Nova da Princesa (hoje cidade do Açu), abrangendo os Municípios de Açu, Angicos, Macau e Santana do Matos, já se localizavam no território de Angicos diversas fazendas de criar.

Abaixo do rio Pataxó havia ainda uma parte de terra assim distribuída: 6 Km do capitão-mor Baltazar da Rocha Bezerra; 6 Km do coronel Miguel Barbosa Bezerra; 18 Km do coronel Antônio da Rocha Bezerra. Essas posses estão registradas nos 'autos de medição de terras', de 1756.

O topônimo vem de angico, árvore de grande aspecto muito comum no Norte.

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Elevado à categoria de vila com a denominação de Angicos, por Resolução do Conselho do Governo, de 11-04-1833.

Pelas Leis Povinciais n.º 26, de 28-03-1835 e 158, de 02-10-1847, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Macau.

Elevado à categoria de município, Pelas Resoluções Provinciais n.º s 9, de 13-10-1836 e 219, de 27-06-1850, desmembrado de Macau. Sede na povoação de Angicos. Instalado em 08-12-1850.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto Estadual n.º 603, de 31-10-1938, são criados os distritos de Afonso Bezerra, Epitácio Pessoa e Fernando Pedrosa e anexados ao município de Angicos.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Angicos, Afonso Bezerra, Epitácio Pessoa e Fernando Pedrosa.

Pela Lei Estadual n.º 146, de 23-12-1948, é desmembrado do município de Angicos o distrito de Epitácio Pessoa. Elevado à categoria de município com a denominação de Pedro Avelino.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Angicos, Afonso Bezerra e Fernando Pedrosa.

Pela Lei Estadual n.º 20, de 27-10-1953, é desmembrado do município de Angicos o distrito de Afonso Bezerra. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Angicos e Fernando Pedrosa. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-I-1991.

Pela Lei Estadual n.º 6.301, de 26-06-1992, é desmembrado do município de Angicos o distrito de Fernando Pedrosa. Elevado à categoria de município com a denominação de Fernando Pedrosa.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2004, sua população era estimada em 11.956 habitantes (11.626 registrados no censo do ano 2000). Área territorial de 806 km².

O município foi emancipado de Assu em 11 de abril de 1833. A emancipação foi suprimida pela Lei Provincial nº 26, de 28 de março de 1835 e restaurada em 13 de outubro de 1836 pela Resolução Provincial nº 9.

Limita-se com os municípios de Ipanguaçu (oeste), Afonso Bezerra e Pedro Avelino (norte), Lajes (leste), Fernando Pedroza e Santana do Matos (sul) e Itajá (sul e oeste).

A sede do município está a 5° 39’ 56” de latitude sul e 36° 36’ 04” de longitude oeste. A altitude é de 110 m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 171 km.

De acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo solonetz solodizado e litólicos eutróficos. A maior parte da área tem aptidão regular e restrita para pastagem natural. Uma pequena área ao norte apresenta aptidão restrita para lavouras e para culturas de ciclo longo como algodão arbóreo, sisal, caju e coco.

A cidade notabilizou-se pelas experiências pioneiras de Paulo Freire com seus métodos de alfabetização. E em 2009 recebeu os primeiros alunos da UFERSA Angicos, provisoriamente na escola Educandário Pe. Felix. No dia 28 de fevereiro de 2011 começou a funcionar em sua sede própria a Universidade Federal Rural do Semi-árido UFERSA. Angicos passou então a ser conhecida como Cidade Universitária. Conhecida também como "Terra do Pêlo", "Terra do Pico do Cabugi" e "Coração do Rio Grande Norte"].

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em R$ 7,44 milhões, sendo que 29,8% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 19,9% à indústria e 50,3% ao setor de serviços. O PIB per capita era de R$ 535,27.

Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 22,514 milhões e o PIB per capita para R$ 1.939,00.

Produção agrícola[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Lavoura Quantidade produzida (ton.) Valor da produção (R$ mil) Área plantada (ha.) Área colhida (ha.) Rendimento médio (kg/ha.)
Algodão herbáceo (em caroço) 40 24 100 100 400
Castanha de caju 24 10 80 80 300
Coco-da-baía 10 (mil frutos) 1 4 4 2.500 (frutos/ha.)
Feijão (em grão) 60 24 200 200 300
Milho (em grão) 105 42 300 300 350

Pecuária[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Rebanho Efetivo (cabeças)
Bovino 7.471
Suíno 477
Equinos 278
Asininos (jumentos) 531
Muares (mulas) 56
Ovinos 6.062
Galinhas 1.753
Galos, frangas, frangos e pintos 3.021
Caprinos 8.277
Vacas ordenhadas 1.426
IBGE (2002)
Gênero Produção
Leite de vaca 1.161 (mil litros)
Ovos de galinha 12 (mil dúzias)

Dados estatísticos[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

IBGE (2003) *UFERSA (2011)
Ensino Alunos matriculados Professores
Fundamental 2.562 122
Médio 676 25
Superior* 800 53
  • Analfabetos com mais de quinze anos: 32,86% (IBGE, Censo 2000).

Índice de Desenvolvimento Humano[editar | editar código-fonte]

PNUD (2000)
IDH 1991 2000
Renda 0,480 0,565
Longevidade 0,648 0,772
Educação 0,596 0,728
Total 0,553 0,640

Saneamento urbano[editar | editar código-fonte]

IBGE (2000)
Serviço Domicílios (%)
Água 90,6%
Esgoto sanitário 9,0%
Coleta de lixo 77,1%

Saúde[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 13 de agosto de 2011. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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