Angiodisplasia

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Angiodisplasia
Endoscopia de uma angiodisplasia do cólon coagulada com um jato de argônio ionizado.
Classificação e recursos externos
CID-10 K55.2
CID-9 5698
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Angiodisplasia é uma malformação dos vasos sanguíneos do tubo digestivo. Com os espasmos os vasos se tornam largos, com paredes finas e frágeis. Cerca de 80% das angiodisplasias afetam o intestino grosso, principalmente ceco(37%), cólon ascendente(17%), cólon sigmoide(18%) e reto(14%). É uma das causas mais comuns de hemorragia digestiva recorrente e anemia ferropriva. São mais comuns em idosos. [1]

Causas[editar | editar código-fonte]

As teorias mais aceitas inferem que são alterações degenerativas dos pequenos vasos sanguíneos associadas ao envelhecimento e a baixa oxigenação local por muitos anos associada a doenças cardíacas, vasculares, renais ou pulmonares. Em alguns casos, o tratamento da doença cardiovascular ou pulmonar primária reduziu o sangramento por angiodisplasia.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

A debilidade dos vasos pode existir por vários anos sem sintomas. Quando os vasos rompem podem causar sangramentos frequentes que geralmente desaparecem espontaneamente (90% dos casos), mas depois voltam a sangrar (25% voltam a sangrar em menos de 1 anos e 46% voltam a sangrar em menos de 3 anos).[3] A hemorragia digestiva causa[4]:

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

A suspeita quase sempre começa com um exame de fezes que detecta sangue visível ou oculta. Um hemograma pode verificar se resultou em anemia. O diagnóstico de angiodisplasia é geralmente realizado por endoscopia na modalidade esofagogastroduodenoscopia (EGD), enteroscopia ou colonoscopia. As lesões são notoriamente difíceis de encontrar com uma angiografia, se não estiverem sangrando ativamente. Outra alternativa é cintilografia do tubo digestivo.[5]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Em caso de hemorragia prolongada pode ser necessário internação hospitalar para repor líquidos intravenosamente com soro fisiológico ou produtos sanguíneos. Reposição de íons, ferro e vitaminas também pode ser necessária. O cólon será então preparado para ser examinado várias horas depois. Um cateter intravenoso (angiografia) pode ajudar a bloquear o vaso sanguíneo que está sangrando examinando e administrando medicamentos para contrair os vasos e prevenir sangramento. Medicamentos como talidomida e estrógeno podem reduzir o sangramento.[4]

Quando a hemorragia é grande e recorrente, e outros tratamentos não resolvem, pode-se queimar o local do sangramento com calor ou laser (cauterização) usando um colonoscópio ou pode ser necessário uma cirurgia para remover a parte do cólon afetada (hemicolectomia).[4]

Referências

  1. Höchter W, Weingart J, Kühner W, Frimberger E, Ottenjann R. Angiodysplasia in the colon and rectum. Endoscopic morphology, localisation and frequency. Endoscopy. 1985 Sep;17(5):182-5. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3876926
  2. Hussein Al-Hamid, MD; BS Anand, MD. Angiodysplasia of the Colon. Jul 27, 2016 http://emedicine.medscape.com/article/170719-overview#a7
  3. Hussein Al-Hamid, MD; BS Anand, MD. Angiodysplasia of the colon. - Prognosis. http://emedicine.medscape.com/article/170719-overview#a2
  4. a b c Angiodysplasia of the colon. https://medlineplus.gov/ency/article/000238.htm
  5. Mitchell SH, Schaefer DC, Dubagunta S (2004). "A new view of occult and obscure gastrointestinal bleeding". Am Fam Physician. 69 (4): 875–81. PMID 14989574.