Anhangá

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Ahiag̃ (Anhangá), na mitologia dos povos tupis e Mawé, Ahiag̃ são retratados como uns dos vários demônios seguidores de Yurupari (Jurupari).[1]

Essas criaturas são conhecidas e temidas por se transformar em diversas formas para enganar as pessoas, sequestra-las, mata-las e come-las. Eles são capazes ainda de amaldiçoar pessoas e até mesmo possuílas.[1]

Ahiag̃ não sabem nadar. Demônios não têm coragem de entrar na água por medo do espírito protetor das águas (Sukuyu'wera), seu inimigo.[1]

Essas criaturas são conhecidas e temidas por se transformar em diversas formas para enganar as pessoas, sequestra-las, mata-las e come-las. Eles são capazes ainda de amaldiçoar pessoas e até mesmo possuílas.[1]

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

"Anhangá" vem do termo tupi añánga, "espírito".[2]

Protetor dos Animais[editar | editar código-fonte]

Segundo alguns mitos, era o protetor da caça nas florestas, protegendo os animais contra os caçadores. Quando a caça conseguia fugir, os índios diziam que Anhangá as havia protegido e ajudado a escapar.

Versão Cristã do Mito[editar | editar código-fonte]

Os jesuítas catequizadores dos índios utilizaram o vocábulo Anhangá para se referir ao demônio cristão. Isto por conta de Anhangá (que quer dizer "alma velha") ser semelhante ao termo "Anhanguera", que quer dizer "diabo velho". Entrementes, na mitologia indígena, o ser que mais se assemelha ao diabo cristão é Jurupari, o espírito maligno.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Anhangá, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
O Wikcionário tem o verbete anhangá.

Referências

  1. a b c d Yamã, Yaguarê (2004). O caçador de histórias. São Paulo: Martins Fontes. 79 páginas 
  2. Trevisan, Rosana (Coord.). “anhangá”. Michaelis: Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, São Paulo: Melhoramentos, 1998. ISBN 85-06-02759-4.
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