Estado de ânimo

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Estado de ânimo é a tradução usual para a língua portuguesa da expressão da língua inglesa animal spirits tal como esta foi empregada por John Maynard Keynes pela primeira vez na sua magnum opus A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936). A expressão é usada para descrever as emoções que influenciam o comportamento e a confiança dos investidores e consumidores.

Citação Original[editar | editar código-fonte]

A passagem original de Keynes diz:

Even apart from the instability due to speculation, there is the instability due to the characteristic of human nature that a large proportion of our positive activities depend on spontaneous optimism rather than mathematical expectations, whether moral or hedonistic or economic. Most, probably, of our decisions to do something positive, the full consequences of which will be drawn out over many days to come, can only be taken as the result of animal spirits - a spontaneous urge to action rather than inaction, and not as the outcome of a weighted average of quantitative benefits multiplied by quantitative probabilities.[1]

Em português, lê-se:

Para além da instabilidade decorrente da especulação, há instabilidade decorrente da característica da natureza humana em que grande parte das nossas boas atividades resulta de um otimismo espontâneo e não de expectativas matemáticas, quer elas sejam morais ou hedonísticas ou económicas. A maioria, provavelmente, das nossas decisões de fazer algo positivo, quando as consequências das quais só seriam vistas muitos dias depois, só podem resultar do estado de ânimo - uma vontade espontânea de agir em vez de esperar, e não como o resultado de uma média ponderada dos benefícios quantitativos multiplicados pelas respectivas probabilidades.

Referências

  1. John M Keynes, The General Theory of Employment, Interest and Money, London: Macmillan, 1936, pp. 161-162.