Anna Bågenholm

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Anna Bågenholm
Biografia
Nascimento
Cidadania
Residência
Tromsdalen (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Atividade
Bågenholm estava esquiando nas montanhas das redondezas da cidade de Narvik (na foto) quando caiu numa fenda gelada.

Anna Elisabeth Johansson Bågenholm (n. 1970)[1] é uma radiologista sueca que sobreviveu em 1999 a um acidente de esqui, durante o qual ficou presa durante 80 minutos na água gelada debaixo de uma capa de gelo. Na ocorrência dos acontecimentos foi vítima de hipotermia extrema e a sua temperatura reduziu-se a 13,7 °C (56,7 °F), a mais baixa temperatura corporal registada a que um ser humano com hipotermia acidental tenha sobrevivido.[2] Bågenholm encontrou uma bolsa de ar debaixo do gelo, mas sofreu uma paragem cardiorespiratória após permanecer 40 minutos na água.

Após o resgate foi transportada de helicóptero para o Hospital Universitário do Norte da Noruega em Tromsø, onde uma equipa de mais de uma centena de médicos e enfermeiras trabalhou em turnos de nove horas para salvar a sua vida. Bågenholm acordou dez dias após o acidente paralisada do pescoço para baixo e posteriormente passou dois meses recuperando-se numa unidade de cuidados intensivos. Apesar de que chegou a restabelecer-se quase por completo do acidente, no final de 2009 ainda sofria de sintomas menores nas mãos e pés, relacionados com uma lesão neurológica. O caso de Bågenholm foi discutido na principal revista médica britânica The Lancet e em alguns livros de medicina.

Antecedentes e o acidente[editar | editar código-fonte]

Anna Bågenholm nasceu em 1970,[1] em Vänersborg, Suécia.[3] No momento do acidente tinha 29 anos e estudava para converter-se em cirurgiã ortopédica.[4][5] Bågenholm decidiu fazer a sua especialização em Narvik, Noruega.[6] Em maio de 1998, converteu-se em assistente de cirurgia no Hospital de Narvik.[7] Durante este período seu mentor foi Yngve Jones, um médico do Hospital de Narvik que estava a ponto de celebrar a sua aposentação com uma festa no dia 20 de maio de 1999.[8] Nesse dia, Bågenholm esquiava nas montanhas nos arredores de Narvik com duas colegas,[9][10] Marie Falkenberg e Naesheim Torvind.[6] Bågenholm, que era uma esquiadora experiente,[6] frequentemente saía para praticar esqui após o trabalho.[4]

Enquanto deslizava por uma escarpada montanha, numa rota que já tinha tomado antes em várias ocasiões,[8] perdeu o controle dos seus esquis e caiu de cabeça sobre uma camada de gelo num rio congelado que estava perto de uma cascata. Abriu-se um buraco no gelo e a cabeça e o torso de Bågenholm penetraram na água.[9] Seu corpo ficou preso debaixo de uma camada de gelo de 20 centímetros (7,9 polegadas) de espessura.[11] Quando Falkenberg e Naesheim a encontraram, somente os seus pés e seus esquis sobressaiam do gelo.[9]

Tentativas de resgate[editar | editar código-fonte]

As colegas de Bågenholm fizeram tentativas para libertá-la, mas não o conseguiram.[12] Às 18:27 hora local (CET), sete minutos após ter caído ao água, as suas amigas solicitaram ajuda por meio de um telefone celular.[7] O tenente da polícia Bard Mikkalsen recebeu o pedido de ajuda e enviou duas equipas de resgate, uma para a parte superior da montanha e outra para a parte inferior.[6] Mikkalsen também contactou com a equipa de resgate de Bodø, que estava equipada com um helicóptero Sea King, mas que tinha saído a transportar um menino doente. Mikkalsen foi persistente e convenceu o interlocutor fazer voltar o helicóptero. [6]

Falkenberg e Naesheim sustentavam os esquis de Bågenholm enquanto esperavam a chegada das equipas de resgate.[4] Como ao princípio Bågenholm lutou na água fria, encontrou uma bolsa de ar que lhe permitiu permanecer consciente durante 40 minutos antes de cair em paragem cardiorespiratória.[13] Ketil Singstad, que dirigia a equipa de resgate da parte superior da montanha, esquiou o mais rápido que pôde até chegar à localização, onde ajudado por sua equipa tratou infrutiferamente de sacar a vítima mediante o uso de uma corda.[6] A seguir trataram de cavar para extraí-la, mas a pá de neve não pôde romper o gelo. Então chegaram as equipas de resgate da parte inferior da montanha trazendo com eles uma pá de jardinagem pontiaguda. Às 19:40 horas,[7] a equipa conseguiu finalmente fazer um buraco no gelo e extrair Bågenholm através deste.[6] Quando foi resgatada, tinha estado dentro do água durante 80 minutos.[4]

Reanimação e recuperação[editar | editar código-fonte]

Um helicóptero branco e vermelho no ar.
Um helicóptero Sea King transportou Anna Bågenholm para o Hospital Universitário do Norte da Noruega.

Quando Bågenholm foi retirada da água tinha as pupilas dilatadas, o seu sangue não circulava,[4] e não respirava.[14] Falkenberg e Naesheim, que eram médicas, começaram a lhe dar reanimação cardiopulmonar (RCP).[6] O helicóptero de resgate não demorou em chegar e numa hora a levaram ao Hospital Universitário do Norte da Noruega localizado em Tromsø.[15] A equipa do helicóptero continuou com a reanimação durante o voo,[16][17] além de ventilá-la com oxigénio.[12][16] Também tentaram a desfibrilação, mas sem obter resultados.[18]

Bågenholm chegou ao hospital às 21:10.[18] A sua temperatura corporal era de 13,7 °C (56,7 °F),[19][20] a mais baixa temperatura corporal registada num ser humano com hipotermia acidental que tenha sobrevivido.[2][13][21][22] O doutor Mads Gilbert, anestesiologista e chefe da sala de emergências do hospital, procedeu com a tentativa de reanimação.[4] Gilbert referiu-se ao estado da paciente, como: «Suas pupilas estão completamente dilatadas. Tem um aspecto cinzento, branco como o linho. Está molhada. Sua pele sente-se fria como o gelo e se vê absolutamente morta».[6] O médico tinha tratado antes muitos casos de hipotermia por causa do clima frio da Noruega e sabia como a tratar.[4] O electrocardiograma da paciente não dava sinais de vida,[6] mas Gilbert sabia que os pacientes devem ser «aquecidos antes de os declarar falecidos».[23] Toda a equipa esperava que o cérebro de Bågenholm tivesse recebido suficiente oxigénio durante a RCP que se lhe praticou após o seu resgate.[6]

Foi levada à sala de operações, onde uma equipa de mais de uma centena de médicos e enfermeiras trabalhou em turnos de nove horas para salvar a sua vida.[24] Às 21:40,[7] ligaram-na a um bypass cardiopulmonar, uma máquina que aquecia o seu sangue fora do corpo,[16][23] antes de introduzi-lo novamente nas veias.[14] O primeiro bater do coração registou-se às 22:15,[6] a sua temperatura corporal chegou aos 36,4 °C (97,5 °F) às 0:49.[25] A função pulmonar começou a deteriorar-se às 02:20,[7] e passou os seguintes 35 dias ligada a um ventilador mecânico.[19]

Bågenholm cedo começou a mostrar sinais de vitalidade e acordou em 30 de maio paralisada do pescoço para baixo.[18][7] Estava temerosa de passar o resto da sua vida na cama e revoltou-se com os seus colegas por lhe terem salvo a vida. No entanto, cedo recuperou da parálise e mais tarde desculpou-se com os seus amigos.[26] «Estava muito irritada quando me dei conta que me tinha salvo. Temia ter uma vida sem sentido e sem dignidade. Agora estou muito feliz de estar viva e quero pedir desculpas».[27] Os rins e o sistema digestivo não lhe funcionavam corretamente,[4] de modo que teve que recuperar numa unidade de cuidados intensivos por mais dois meses.[4][12] Após passar 28 dias na unidade de cuidados intensivos do hospital de Tromsø, foi mudada para a Suécia num helicóptero-ambulância para o resto da sua recuperação.

O doutor Petter Steen Andreas, professor do Hospital Nacional de Oslo, disse que ter salvado a vida de Bågenholm foi um «avanço médico extraordinário». O médico achava que a razão pela que esta foi capaz de recuperar, era que o seu metabolismo se desacelerou durante o incidente e os tecidos de seu corpo requereram menos oxigénio a temperaturas baixas.[28] De acordo com a revista Proto Magazine (publicada pelo Hospital Geral de Massachusetts), o metabolismo de Bågenholm reduziu-se a dez por cento da taxa de referência e, portanto, mal precisou de oxigénio.[17]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Apesar do grave dano físico sofrido durante o acidente, Bågenholm não apresentou lesões cerebrais permanentes. Gilbert comentou ao respeito: «Seu corpo teve tempo para esfriar-se por completo antes de que o coração se detivesse. Seu cérebro estava tão frio quando o coração deixou de bater, que as células cerebrais precisaram muito pouco oxigénio, pelo que o cérebro pôde sobreviver por um tempo bastante prolongado».[4] Gilbert também realçou que a hipotermia terapêutica, um método utilizado para salvar às vítimas de paragem cardiorespiratória mediante a redução da temperatura corporal, se voltou mais frequente nos hospitais da Noruega após que este caso saltou à fama.[29]

Bågenholm voltou ao trabalho em outubro de 1999.[11] Em 7 de outubro, 140 dias após o acidente, regressou ao hospital em Tromsø e reuniu-se com os médicos e enfermeiras que ajudaram a salvar a sua vida.[18] Bågenholm comentou: «Quando se é um paciente, não pensas que vais morrer. Pensas, tenho que o conseguir. Mas como pessoal médico, acho que é incrível que eu esteja viva».[4] Para outubro de 2009, tinha-se recuperado quase por completo, ainda que ainda apresentava sintomas leves em mãos e pés causados por sequelas neurológicas.[9] No final de 2009, trabalhava como radiologista no hospital onde lhe salvaram a vida.[6][30]

RCP efectuada num manequim.
Gilbert disse que uma vigorosa reanimação cardiopulmonar desempenha um importante papel no resgate das vítimas de hipotermia com paragem cardiorespiratória.

Segundo a BBC News, a maioria dos pacientes que sofrem de hipotermia extrema morrem, inclusive se os médicos são capazes de reiniciar os seus batimentos cardíacos. A taxa de sobrevivência para adultos cuja temperatura corporal se reduziu a menos de 28 °C (82 °F) é de 10% - 33%.[12] Antes do acidente de Bågenholm, a temperatura corporal mais baixa à que alguém tinha sobrevivido era de 14,4 °C (57,9 °F), dado registado num menino.[11][12][31] Gilbert afirmou que «as vítimas de hipotermia profunda com paragem cardiorespiratória devem se considerar como potencialmente ressuscitáveis com uma perspectiva de recuperação completa. Os factores finque para o sucesso da reanimação são realizar acções rápidas como uma vigorosa RCP e uma rápida alerta do sistema de emergências, para o envio das unidades de salvamento adequadas (ambulâncias terrestres e aéreas) e uma boa coordenação entre os recursos dentro e fora do hospital, reaquecimento agressivo e um espírito de não se dar por vencido».[12] Jel Coward, médico geral de Tywyn, Gales, disse que as pessoas que são vítimas de hipotermia extrema com frequência são consideradas falecidas de forma equivocada, já que pode ser difícil lhes detectar o pulso. Também disse: «este caso mostra-nos claramente quanto cautelosos que temos que ser antes de declarar o falecimento de pessoas expostas ao frio».[12]

Depois do acidente, Bågenholm converteu-se em tema de livros de ficção,[32] bem como de livros de texto médicos,[33] e seu caso tem sido discutido na principal revista médica britânica The Lancet.[34][35] Em 25 de outubro de 2009, a sua história apareceu num programa de televisão da CNN Another Day: Cheating Death.[9][36] Conduzido por Sanjay Gupta, o programa conta histórias de pessoas que têm sobrevivido a condições severas contra todo o prognóstico. Bågenholm esperava que este programa brindaria aos telespectadores um maior conhecimento sobre a hipotermia.[18] A história também se incluiu no livro Cheating Death: The Doctors and Medical Miracles that Are Saving Lives Against All Odds Years.[37] Em 30 de outubro de 2009, Gilbert e Bågenholm apareceram juntos no popular programa sueco Skavlan, de Sveriges Television, conduzido por Fredrik Skavlan.[38][39]


Referências

  1. a b «Anna Elisabeth Johansson Bågenholm (1970) - Skattelister 2008». Aftenposten (em norueguês). Consultado em 14 de novembro de 2010 
  2. a b Graus ainda maiores de hipotermia são usados de forma terapêutica quando se utiliza o bypass cardiopulmonar ou circulação extra-corpórea, uma técnica que se faz cargo temporariamente das funções do coração e os pulmões durante a cirurgia cardíaca. Apostolakis, Efstratios e Akinosoglou, Karolina (2008). «The Methodologies of Hypothermic Circulatory Arrest and of Antegrade and Retrograde Cerebral Perfusion for Aortic Arch Surgery» (PDF) (em inglês). Ann Thorac Cardiovasc Surg. Consultado em 14 de novembro de 2010 
  3. Schönstedt, Tommy (9 de maio de 2005). «Temperaturen var nere i 20 grader». Expressen (em sueco). Consultado em 14 de novembro de 2010 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]