Annonaceae

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Como ler uma caixa taxonómicaAnnonaceae
Fruta-pinha.

Fruta-pinha.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Magnoliales
Família: Annonaceae
Juss.
Géneros
Ver texto
Sinónimos

Annonaceae é uma família de plantas dicotiledóneas pertencente à ordem Magnoliales, de distribuição tropical em todo o mundo. No Brasil ocorrem cerca de 250 espécies, em 33 gêneros. O grupo inclui diversos frutos usados na alimentação, por vezes chamados, genericamente, anona ou araticum.[1] A família é constituída principalmente por árvores, raramente arbustos ou lianas. As anonáceas são fáceis de reconhecer.

Descrição[editar | editar código-fonte]

As espécies que integram as Annonaceae são maioritariamente árvores ou arbustos (mesofanerófito a microfanerófitos), raramente subarbustos ou lianas, com indumento de pelos simples, estrelados ou escamosos, por vezes com raízes tabulares ou com pneumatóforos. Em alguns casos apresentam xilopódios. Muitas espécies são aromáticas. São plantas dioicas, raramente monoicas (algumas espécies de Uvariopsis) ou androdioicas (em Pseuduvaria, Greenwayodendron e Diclinanona).

Os caules com lenho característico, apresentando bandas contínuas de parênquima, tangenciais e concêntricas, e vasos pequenos, raios homogéneos a debilmente heterogéneos, uni-seriados ou mais frequentemente multi-seriados. Nodos trilacunares.

As folhas são alternas, dísticas, simples, sem estipulas, com margem inteira, raras vezes espiraladas, com nervação craspedódroma a broquidódroma, sem estípulas. Estomas paracíticos. Idioblastos presentes, oleosos ou mucilaginosos. Astroesclereídeos e osteoesclereídeos presentes.

As flores são geralmente grandes e vistosas, bissexuadas, diclamídeas; cálice dialissépalo, corola de 3-4 pétalas, dialipétala; estames numerosos, espiralados (ou raramente cíclicos), anteras rimosas; gineceu dialicarpelar, comumente pluricarpelar, com carpelos dispostos em espiral, ovário súpero, placentação erta ou marginal, óvulos 1-numerosos. As flores são solitárias, pareadas ou em fascículos, terminais, axilares ou supra-axilares, aparecendo sobre troncos ou ramos, raramente em rebentos subterrâneos, perfeitas ou unissexuais, actinomorfas, hipóginas, frequentemente com uma única bráctea adaxial. Receptáculo plano, hemisférico ou cónico. Sépalas (2-)3(-4), num verticilo, valvadas ou imbricadas, livres ou aderentes pelo menos na base, persistentes ou caducas. Pétalas (0-)3-6(-12), usualmente em 2 verticilos de (2-)3(-4) ou num verticilo, valvadas ou imbricadas, livres ou fundidas na base, usualmente alternisépalas, carnosas ou coreáceas, raramente membranosas. Estames numerosos e espiralados, ou 3-15 e verticilados. Por vezes existem estaminódios. Os filamentos são curtos e livres, raramente longos e monadelfos, anteras lineares, com deiscência extrorsa ou raramente latrorsa, por vezes transversalmente septadas, conectivo usualmente com um prolongamento truncado, cónico ou piramidal. Carpelos numerosos a 1, apocárpicos a sincárpicos ou paracárpicos, estilos livres ou fundidos, usualmente curtos, cilíndricos, estigmas capitados, oblongos ou em ferradura. Óvulos numerosos a 1 por carpelo, anátropos, com placentação basal ou marginal na sutura ventral em 1-2 filas. A inflorescência, cimosa, às vezes é reduzida a uma única flor.

O fruto pode ser simples, com cada elemento carnoso ou lenhoso, deiscente ou indeiscente, séssil ou estipitado, ou composto (sincarpo) com numerosos carpelos unisseminados, ou ser unilocular e plurisseminado. A família apresenta enorme variedade de formas e tipos de fruto, mas geralmente o fruto, apocárpico ou sincárpico, é uma baga.

As sementes são usualmente grandes, com ou sem arilo, com um sulco periférico nos frutos em folículo deiscente. O endosperma é abundante, ruminado, usualmente em forma de lâminas irregulares (ruminações laminiformes), duro, oleoso. O embrião é pequeno e recto.

O pólen é muito delicado, navicular a triangular, globoso ou disciforme, monoaperturado distalmente ou inaperturado, frequentemente em díadas, tríadas ou tétradas, com exina granular ou columelar, por vezes com uma camada basal lamelada, superfície reticulada a atectada.

O número cromossómico é x = 7, 8, 9; 2n = 16, 24, 32, 48, 64. Foi comprovada a existência de poliploidia em vários géneros.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

As flores são preponderantemente protóginas. A polinização de muitas espécies é efectuada por pequenos escaravelhos, principalmente das famílias Nitidulidae e Curculionidae, atraídos por odores florais que imitam fruta apodrecida e que chegam a utilizar as flores como lugar de postura. Contudo, os escaravelhos maiores tendem a destruir partes florais ao alimentarem-se delas. Para se defender destes últimos, algumas espécies impedem o acesso aos carpelos mediante o encerramento das pétalas internas, o que propicia a autopolinização.

A espécie Cymbopetalum macropodum, com flores grandes em longos pedúnculos pendentes, é provavelmente quiropterófila (polinização por morcegos), enquanto que a espécie Monodora myristica é dipterófila (polinização por moscas).

A dispersão dos frutos e sementes é fundamentalmente efectuada por zoocoria, sendo os animais mais comuns os primatas, as aves e os quirópteros, mas estão assinalados casos em que a dispersão é feita por iguanas, tartarugas e jacarés. Algumas das espécies com folículos deiscentes são capazes de expulsar as sementes a considerável distância.

As anonáceas em geral são espécies que se desenvolvem em clima tropical, com apenas algumas espécies dos géneros Asimina e Deeringothamnus a ocorrerem em zonas temperadas da América do Norte. Em geral, há um marcado contraste entre as formas do Velho Mundo e as do Novo Mundo.

As formas do Velho Mundo tendem a ser trepadoras ou de hábito muito estendido (reptantes), por vezes escandentes, preferindo as selvas húmidas a baixa altitude, até aos 1500 m de altitude, raramente até aos 2000 m.

Pelo contrário, as formas do Novo Mundo tendem a ser árvores ou arbustos e a crescer em zonas de savana e cerrado, onde algumas espécies estão altamente especializadas como pirófitos, entre as quais algumas espécies de Annona e Duguetia, não sendo contudo óbice a que algumas espécies, como Raimondia quinduensis, alcancem os 2600 m de altitude nas montanhas colombianas. Algumas espécies do Novo Mundo são árvores caducifólias que habitam as selvas caducifólias baixas.

Sistemática[editar | editar código-fonte]

Subfamília Ambavioideae: ramo com folhas e flores de ylang-ylang (Cananga odorata).
Tribus Bocageeae: Aufgeplatzte Frucht von Cardiopetalum calophyllum
Tribo Xylopieae: folhas e frutos de Artabotrys hexapetalus.
Tribo Xylopieae: frutos de Xylopia aromatica.
Tribo Xylopieae: flores de Xylopia sericea.
Tribo Annoneae: anona (Annona cherimola).
Tribo Annoneae: Annona glabra.
Tribo Annoneae: Annona mucosa.
Tribo Annoneae: Annona muricata.
Tribo Annoneae: Annona senegalensis.
Tribo Annoneae: Annona squamosa.
Tribo Annoneae: folhas e frutos de Asimina triloba.
Tribo Monodoreae: flores de Monodora tenuifolia.
Tribo Uvarieae: flores de Uvaria chamae.
Tribo Uvarieae: frutos de Uvaria chamae.
Tribo Miliuseae: folhas e flores de Polyalthia fragrans.
Tribo Miliuseae: ramo com folhas e flores de Polyalthia longifolia.

Posição sistemática[editar | editar código-fonte]

Os membros da família Annonaceae (as anonáceas) formam uma família muito bem definida e natural, de fácil distinção, consideradas sempre como um grupo primitivo de angiospérmicas, e incluídas sempre na ordem Magnoliales ou Annonales basal, segundo os diferentes sistemas de classificação. No sistema de classificação APG IV, do APG (Angiosperm Phylogeny Group), o grupo é considerado uma família avançada da ordem Magnoliales e grupo irmão da família monotípica Eupomatiaceae.[2]

Estrutura interna da família[editar | editar código-fonte]

A família Annonaceae agrupa de 122[3] a 129 géneros com cerca de 2220 espécies. Os géneros que constituíam as famílias Hornschuchiaceae J.Agardh e Monodoraceae J.Agardh foram incluídos na família Anonaceae em consequência da análise dos dados filogenéticos obtidos com recurso às técnicas da biologia molecular.

A divisão interna da família tradicionalmente agrupava os membros em duas subfamílias, as Annonoideae e as Monodoroideae, tendo a primeira gineceu apocárpico que, na maturidade, dava como fruto um sincarpo plurilocular, enquanto que a segunda apresentava um ovário unilocular com placentação parietal. A primeira subfamília era dividida em três tribos: Uvarieae, Miliuseae e Unoneae. Esta classificação, clássica, que se remonta ao sistema de Hutchinson de 1964, foi abandonado por artificial há algumas décadas atrás, tendo em 1993 a família sido subdividida em grupos informais.[4]

Os recentes avanços na metodologia da filogenia morfológica e, sobretudo, da filologia molecular, permitiram assegurar com elevado grau de certeza que na árvore evolutiva da família existem 3 ramos principais: (1) um ramo basal, formada pelo género Anaxagorea, que é o grupo irmão dos outros dois ramos e por consequência de todas as outras anonáceas; (2) um ramo formado pelo denominado "grupo Ambavia" (Ambavia, Cananga, Cleistopholis, Mezzettia e Tetrameranthus); e (3) um ramo terminal que engloba o resto dos géneros, no qual se podem distinguir dois clades principais, um com pouca divergência molecular e géneros com poucas espécies (incluindo Malmea, Piptostigma, Miliusa e Polyalthia), e outro clade com mais divergência molecular e géneros maior diversidade de espécies.

Na sua presente circunscrição taxonómica a família Annonaceae foi subdividida em quatro subfamílias.[5] A estrutura interna da família presentemente mais consensual é a seguinte:[2]

As duas maiores subfamílias, Annonoideae e Malmeoideae foram subdivididas em várias tribos,[5] o que conduziu à seguinte estruturação global da família:

  • Subfamília Anaxagoreoideae Chatrou, Pirie, Erkens & Couvreur — contém apenas um género:
  • Subfamília Ambavioideae Chatrou, Pirie, Erkens & Couvreur[5] — compreende 9 géneros com cerca de 50 espécies, com distribuição natural em toda a cintura tropical:
  • Subfamília Annonoideae[5] — compreende 51 géneros com mais de 1515 espécies:
    • Tribo Bocageeae[5] — agrupa 7 géneros, com cerca de 60 espécies, do Neotropis e um único género monotípico da África Oriental:
      • Bocagea A.St.-Hil. — com 2 espécies, nativas do Neotropis.
      • Cardiopetalum Schltdl. — com 3 espécies, nativas das regiões tropicais da América do Sul.
      • Cymbopetalum Benth. — as cerca de 27 espécies são nativas da região que vai do México às regiões tropicais da América do Sul.
      • Froesiodendron R.E.Fr. — as 3 espécies são nativas das regiões tropicais da América do Sul.
      • Hornschuchia Nees — as cerca de 10 espécies são nativas do Brasil.
      • Mkilua Verdc. — contém apenas uma espécie:
      • Porcelia Ruiz & Pav. — cerca de 7 espécies, nativas do Neotropis.
      • Trigynaea Schltdl. — as cerca de 12 espécies são nativas do norte da América do Sul.
    • Tribo Xylopieae[5] — agrupa dois géneros pantropicais, com cerca de 260 espécies:
      • Artabotrys R.Br. (sin.: Ropalopetalum Griff.) — as cerca de 100 espécies são nativas das regiões tropicais da África e Ásia.
      • Xylopia L. — as cerca de 160 espécies têm distribuição natural nas regiões tropicais da África, do Novo Mundo e do Sueste da Ásia.
    • Tribo Duguetieae Chatrou & R.M.K.Saunders[5] — com 5 géneros e cerca de 100 espécies, com centros de diversidade nas regiões tropicais da América e África:
      • Duckeanthus R.E.Fr. — contém apenas uma espécie:
      • Duguetia A.St.-Hil. — as cerca de 90 espécies nativas do Neotropis.
      • Fusaea (Baill.) Saff. — as 2 espécies são nativas das regiões tropicais da América do Sul.
      • Letestudoxa Pellegr. — as 3 espécies são nativas do oeste da África tropical.
      • Pseudartabotrys Pellegr. — contém apenas uma espécie:
    • Tribo Guatterieae:[5]:
    • Tribo Annoneae[5] — agrupa 8 géneros e cerca de 330 espécies:
    • Tribo Monodoreae[5] — agrupa 11 géneros, com cerca de 90 espécies, nativos das regiões tropicais da África:
      • Asteranthe Engl. & Diels — as cerca de 3 espécies são nativas das regiões tropicais da África Oriental.
      • Hexalobus A.DC. — as cerca de 5 espécies são nativas da África e Madagáscar.
      • Isolona Engl. — as cerca de 20 espécies são nativas da África e Madagáscar.
      • Mischogyne Exell — com 2 espécies, nativas das regiões tropicais da África.
      • Monocyclanthus Keay — contém apenas uma espécie:
      • Monodora Dunal — com cerca de 16 espécies, nativas das regiões tropicais da África.
      • Ophrypetalum Diels — contém apenas uma espécie:
      • Sanrafaelia Verdc. — contém apenas uma espécie:
      • Uvariastrum Engl. — com cerca de 8 espécies, nativas das regiões tropicais da África.
      • Uvariodendron (Engl. & Diels) R.E.Fr. — as cerca de 15 espécies são nativas das regiões tropicais da África.
      • Uvariopsis Engl. — as cerca de 16 espécies são nativas das regiões tropicais da África.
    • Tribo Uvarieae[8][5] — agrupa cerca de 17 géneros, com cerca de 425 espécies, nativos da região Paleotropical:
  • Subfamília Malmeoideae[5] — agrupa cerca de 46 géneros, com cerca de 750 espécies:
    • Tribo Piptostigmateae Chatrou & R.M.K.Saunders[5] — agrupa 5 géneros, com cerca de 33 espécies, nativos das regiões tropicais da África:
      • Annickia Setten & Maas — com cerca de 8 espécies, nativas das regiões tropicais da África.
      • Greenwayodendron Verdc. — com 2 espécies, nativas das regiões tropicais da África.
      • Mwasumbia Couvreur & D.M. Johnson — contém apenas uma espécie:
      • Piptostigma Oliv. — as cerca de 14 espécies são nativas das regiões tropicais da África.
      • Polyceratocarpus Engl. & Diels — as cerca de 8 espécies são nativas das regiões tropicais da África.
    • Tribo Malmeeae Chatrou & R.M.K.Saunders[5] — agrupa 13 géneros, com cerca de 180 espécies, nativos do Neotropis:
      • Bocageopsis R.E.Fr. — as cerca de 4 espécies são nativas do Neotropis .
      • Cremastosperma R.E.Fr. — as cerca de 29 espécies são nativas das regiões tropicais da América do Sul.
      • Ephedranthus S.Moore — as cerca de 6 espécies são nativas das regiões tropicais da América do Sul.
      • Klarobelia Chatrou — as cerca de 12 espécies são nativas da América Central e da América do Sul.
      • Malmea R.E.Fr. — as cerca de 6 espécies são nativas do Neotropis.
      • Mosannona Chatrou — as cerca de 14 espécies são nativas do Neotropis.
      • Onychopetalum R.E.Fr. — com 2 espécies, nativas Brasil.
      • Oxandra A.Rich. — as cerca de 28 espécies são nativas do Neotropis.
      • Pseudephedranthus Aristeg. — contém apenas uma espécie:
      • Pseudomalmea Chatrou — as cerca de 4 espécies são nativas do Brasil, Venezuela e Colômbia.
      • Pseudoxandra R.E.Fr. — as cerca de 23 espécies são nativas das regiões tropicais da América do Sul.
      • Ruizodendron R.E.Fr. — contém apenas uma espécie:
      • Unonopsis R.E.Fr. — as cerca de 48 espécies são nativas do Neotropis.
    • Tribo Maasieae Chatrou & R.M.K.Saunders[5] — monotípica, com:
      • Maasia Mols et al. — com 5-6 espécies, nativas da região que vai da Malésia à Nova Guiné.
    • Tribo Fenerivieae Chatrou & R.M.K.Saunders[5] — monotípica, com:
      • Fenerivia Diels — com cerca de 10 espécies, nativas de Madagáscar.
    • Tribo Dendrokingstonieae Chatrou & R.M.K.Saunders[5] — monotípica, com:
    • Tribo Monocarpieae Chatrou & R.M.K.Saunders[5] — monotípica, com:
    • Tribo Miliuseae[5] — com cerca de 24 géneros pantropicais, agrupando cerca de 520 espécies:
      • Alphonsea Hook.f. & Thomson — as cerca de 25 espécies são nativas da China e Indomalésia.
      • Desmopsis Saff. — as cerca de 14 espécies são nativas do México, Caraíbas e Cuba.
      • Fitzalania F. Muell. — com 2 espécies, nativas das regiões tropicais da Austrália.
      • Hubera Chaowasku — as cerca de 27 espécies são nativas da África Oriental, Madagáscar, regiões tropicais da Ásia e ilhas do Pacífico Ocidental.[11]
      • Marsypopetalum Scheff. — com cerca de 6 espécies, nativas da Malésia.
      • Meiogyne Miq. — as cerca de 15 espécies são nativas da região que vai da Indomalésia até à Nova Guiné e Nova Caledónia.
      • Miliusa Lesch. ex A.DC. — as cerca de 50 espécies são nativas da Indomalésia e Austrália.
      • Mitrephora (Blume) Hook.f. & Thomson — as cerca de 47 espécies são nativas do Sueste da Ásia e Malésia.
      • Monoon Miq. (incluindo Cleistopetalum H. Okada, Enicosanthum Becc. e Woodiellantha Rauschert)[12] — as cerca de 60 espécies são nativas das regiões tropicais da Ásia e Austrália.
      • Neo-uvaria Airy Shaw — com 5 espécies, nativas do oeste da Malésia.
      • Oncodostigma Diels — com 1-2 espécies, nativas da Malésia.
      • Orophea Blume — as cerca de 50 espécies são nativas da Indomalésia.
      • Phaeanthus Hook.f. & Thomson — as cerca de 9 espécies são nativas da Indomalésia.
      • Phoenicanthus Alston — as 2 espécies são nativas do Sri Lanka.
      • Platymitra Boerl. — as 2 espécies são nativas da regiões do Sueste da Ásia, de Java às Filipinas.
      • Polyalthia Blume (incluindo Haplostichanthus F.Muell. e Papualthia Diels)[12] — com cerca de 80 espécies, nativas das regiões tropicais da África e Ásia.
      • Popowia Endl. — as cerca de 26 espécies são nativas das regiões tropicais da Ásia e Austrália.
      • Pseuduvaria Miq. (incluindo Craibella R.M.K.Saunders et al. e Oreomitra Diels)[7] — as cerca de 57 espécies são nativas do Sueste da Ásia, Malésia e Nova Guiné.
      • Sageraea Dalzell — as cerca de 9 espécies são nativas da Indomalésia.
      • Sapranthus Seem. — as cerca de 6 espécies são nativas da América Central.
      • Stelechocarpus Hook. f. & Thomson — as cerca de 3 espécies são nativas do Sueste da Ásia e da Malésia.
      • Stenanona Standl. — as cerca de 14 espécies são nativas do México e da América Central.
      • Tridimeris Baill. — as 2 espécies são nativas do México.
      • Trivalvaria (Miq.) Miq. — as cerca de 4 espécies são nativas da região que vai de Assam até ao oeste da Malésia.

Géneros[editar | editar código-fonte]

A família Annonaceae inclui os seguintes géneros reconhecidos:[13]

Espécies notáveis[editar | editar código-fonte]

A família Annonaceae inclui as seguintes espécies com elevado interesse económico:

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. «Significado / definição de anona no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa». priberam.pt. Consultado em 12 de junho de 2016 
  2. a b APG-website (requiere búsqueda)
  3. Annonaceae im Germplasm Resources Information Network (GRIN), USDA, ARS, National Genetic Resources Program. National Germplasm Resources Laboratory, Beltsville, Maryland. Abgerufen am 11. Agosto 2014.Vorlage:GRIN/Wartung/Keine Nummer angegeben
  4. KESSLER, P.J.A. Annonaceae. In: KUBITZKI, K.; ROHWER, J.G.; BITTRICH, V. (Ed.). The families and genera of vascular plants. II. Flowering plants. Dicotyledons. Magnoliid, Hamamelid and Caryophyllid families. Berlin: Springer Verlag, 1993. p. 93-129.
  5. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u L. W. Chatrou, M. D. Pirie, R. H. J. Erkens, T. L. P. Couvreur, K. M. Neubig, J. R. Abbott, J. B. Mols, P. J. M. Maas, R. M. K. Saunders, Mark W. Chase: A new subfamilial and tribal classification of the pantropical flowering plant family Annonaceae informed by molecular phylogenetics. In: Botanical Journal of the Linnean Society, Volume 169, 2012, S. 4–50. doi:10.1111/j.1095-8339.2012.01235.x
  6. R. H. J. Erkens, P. J. M. Maas: The Guatteria group disentangled: sinking Guatteriopsis, Guatteriella, and Heteropetalum into Guatteria. In: Rodriguésia, Volume 59, 2008, S. 401–406. PDF.
  7. a b c T. L. P. Couvreur, P. J. M. Maas, S. Meinke, D. M. Johnson, P. J. A. Keßler: Keys to the genera of Annonaceae. In: Botanical Journal of the Linnean Society, Volume 169, 2012, S. 74–83. doi:10.1111/j.1095-8339.2012.01230.x
  8. a b LinlinZhou, Y. C. F. Su, P. Chalermglin, R. M. K. Saunders: Molecular phylogenetics of Uvaria (Annonaceae): relationships with Balonga, Dasoclema and Australian species of Melodorum. In: Botanical Journal of the Linnean Society, Volume 163, 2010, S. 33–43. doi:10.1111/j.1095-8339.2010.01045.x
  9. T. Chaowasku, P. J. A. Keßler, R. W. J. M. Van der Ham: A taxonomic revision and pollen morphology of the genus Dendrokingstonia (Annonaceae). In: Botanical Journal of the Linnean Society, Volume 168, 2012, S. 76–90. doi:10.1111/j.1095-8339.2011.01187.x
  10. I. M.Turner: A new combination in Monocarpia (Annonaceae). In: Edinburgh Journal of Botany, Volume 69, 2012, S. 95–98. doi:10.1017/S0960428611000424
  11. T.Chaowasku, D. M. Johnson, R. W. J. M. Van der Ham, L. W. Chatrou: Characterization of Hubera (Annonaceae), a new genus segregated from Polyalthia and allied to Miliusa. In: Phytotaxa, Volume 69, 2012, S. 33–56. PDF
  12. a b Su Y. C. F. Xue Bine, D. C. Thomas, R. M. K. Saunders: Pruning the polyphyletic genus Polyalthia (Annonaceae) and resurrecting the genus Monoon. In: Taxon, Volume 61, 2012, S. 1021–1039. Abstract.
  13. «Annonaceae» (em inglês). The Plant List. 2010. Consultado em 19 de dezembro de 2014 

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Chatrou, L. W., Pirie, M. D., Erkens, R. H. J., Couvreur, T. L. P., Neubig, K. M., Abbott, J. R., Mols, J. B., Maas, J. S., Saunders, R. M. K., & Chase, M. W., 2012. A new subfamilial and tribal classification of the pantropical flowering plant family Annonaceae informed by molecular phylogenetics. Bot. J. Linnean Soc. 169: 5-40.
  • Hutchinson, J. 1964. The genera of flowering plants (Angiospermae). Dicotyledones. Vol. 1. Oxford, Clarendon Press. xiii + 516 págs.
  • Kessler, P.J.A. 1993. Annonaceae. En: Kubitzki, K., Rohwer, J.G. & Bittrich, V. (Editores). The Families and Genera of Vascular Plants. II. Flowering Plants - Dicotyledons. Springer-Verlag.
  • Watson, L., and Dallwitz, M.J. 1992 onwards. The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval. Version: 29th July 2006. http://delta-intkey.com
  • Die Familie der Annonaceae bei der APWebsite. (Abschnitte Beschreibung und Systematik)
  • Robert Kral: Annonaceae in der Flora of North America, Volume 3, 1997: Online. (Abschnitt Beschreibung)
  • Siddharthan Surveswaran, Rui Jiang Wang, Yvonne C. F. Su, & Richard M. K. Saunders: Generic delimitation and historical biogeography in the early-divergent 'ambavioid' lineage of Annonaceae: Cananga, Cyathocalyx and Drepananthus, In: Taxon, Volume 59, 2010, S. 1721–1734.
  • Huber, H. (1985) Annonaceae, S. 1–75. In: Dassanayake, M. D. & Fosberg, F. R.(eds.), A revised handbook to the flora of Ceylon, 5. Amerind. Publishing Co., New Delhi, 476 Seiten.
  • Souza, Vinicius Castro e Lorenzi, Harri: Botânica sistemática - guia ilustrado para identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira, baseado em APG II. Instituto Plantarum, Nova Odessa SP, 2005. ISBN 85-86714-21-6
  • G. Gottsberger: Pollination and evolution in neotropical Annonaceae, In: Plant Species Biology, Volume 14, 2, 1999, S. 143–152.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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