Anorgasmia

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Anorgasmia pode ser definida como uma inibição recorrente ou persistente do orgasmo, manifestada por sua ausência ou retardo após uma fase de excitação sexual adequada em termos de foco, intensidade e duração. Não se considera, porém, essa inibição como anorgasmia se a pessoa é capaz de atingir o orgasmo através de masturbação. É a disfunção sexual mais comum junto com a falta de desejo. Pode ter fatores biológicos correlacionados, assim como fatores psicológicos, como apresentar sentimentos de culpa em relação atividade sexual, deficiência feminina em assumir o papel erótico, medo de engravidar, traumas relacionados ao sexo, como por ter sofrido algum abuso sexual, ter tido relações dolorosas. A anorgasmia entre os homens é menos frequente.

Tipos de anorgasmia[editar | editar código-fonte]

Anorgasmia primária: quando a pessoa nunca experimentou a sensação de orgasmo através do coito e nem mesmo na masturbação ou em sonhos.

Anorgasmia secundária: quando a pessoa já experimentou o orgasmo com certa normalidade em período anterior de sua vida e, por motivos vários, deixaram de te-lo de forma sistemática.

Anorgasmia total ou absoluta: quando a pessoa não tem orgasmo, independentemente do tipo ou da qualidade do estímulo.

Anorgasmia situacional: quando a anorgasmia ocorre em determinada situação ou com determinado parceiro ou parceira.

Anorgasmia Masculina[editar | editar código-fonte]

Anedonia sexual - Tipo de disfunção sexual na qual as respostas sexuais ocorrem normalmente e não se chega ao orgasmo, pois existe uma falta de prazer satisfatório (falta de desfrutesexual). Ver Aversão Sexual.

Anorgasmia Ejaculatoria - Quanto o homem atinge o orgasmo incluindo a ejaculação, porém nao sente prazer equivalente a um orgasmo genuino.

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas da anorgasmia são várias e podem ser orgânicas e psicossociais.

Entre as orgânica então algumas alterações ou lesões neurológicas, entretanto, como a esclerose múltipla, mielites, lesões cirúrgicas ou traumáticas da medula ou do sistema nervoso periférico podem promover a inibição do orgasmo. O uso excessivo do álcool ou drogas psicoativas, as neuropatias diabéticas e as dores nas relações sexuais são outras causas da inibição do reflexo orgásmico. Também pode ocorrer em função da má-formação congênita (que pode impedir o acesso ao clitóris), hipertrofia dos pequenos lábios (que pode encobrir o acesso à vagina - inclusive em situações de Clitoromegalia), dentre outras [1].

As causas psicossociais são as principais causas das anorgasmias femininas. Dentro desse grupo, as de maior impacto sobre a sexualidade são as falsas crendices, a falta de informação, os tabus, as normas sociais sexofóbicas, a educação sexual repressora, a falta ou a pouca comunicação entre os parceiros e a falta de habilidade sexual do parceiro, fatores estes que promovem o medo e a angústia que são pontos-chave para o desenvolvimento da anorgasmia. Como conseqüências para a mulher, a anogasmia pode trazer diminuição da auto-estima, inibição do desejo sexual e fuga do relacionamento sexual. O relacionamento pode ser afetado, pois podem surgir dúvidas sobre o futuro e a diminuição da qualidade do vínculo entre os parceiros.


Disfunção sexual pós-ISRS (DSPI) é um tipo de disfunção sexual iatrogênica causada diretamente pelo uso de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Embora aparentemente incomum, pode durar meses, anos, ou muito tempo após a descontinuação do medicamento [carece de fontes?].

Uma causa comum de anorgasmia situacional, tanto em homens e mulheres, é o uso de anti-depressivos, particularmente inibidores selectivos da recaptação da serotoninas (ISRS). A culpa da anorgasmia ser destes medicamente não e preciso, os estudos mostram que 17–41% dos utilizadores dessas medicações são afetados por alguma forma de disfunção sexual.[2][3]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A anorgasmia pode ser tratada, desde que o paciente colabore no processo do tratamento. Tendo um índice muito elevado de êxito. Um diagnóstico adequado é muito importante para que se possam dirigir melhor o tratamento.

Caso nenhum motivo orgânico seja encontrado pode-se procurar confirmar se não há expectativas fantasiosas a respeito do orgasmo, por parte do paciente ou de seu parceiro, fazendo-se uma re-educação, eliminando falsas verdades e incluindo informações reais. Depois desses passos, segue-se com a aplicação de técnicas específicas para o tratamento da anorgasmia, que passa basicamente pela psicoterapia, que, dependendo do caso, pode ser individual, a terapia de casal ou, ainda, a junção dos dois processos; e também a fisioterapia do assoalho pélvico tem demonstrado resultados satisfatórios para essa disfunção.

O tratamento percorre o seguintes pontos:

  • Eliminar as atitudes negativas e prejudicais em torno da sexualidade em geral e sobre a orgasmo em particular.
  • Melhorar a relação através da comunicação do casal.
  • Programa de habilidades sexuais, que consiste de uma serie de exercícios fisioterapêuticos específicos para a disfunção.

Um tratamento bastante eficaz para mulheres é fisioterapia ginecológica que trata a anorgasmia com o trabalho de fortalecimento do assoalho pélvico e ajuda a mulher a conhecer seu corpo, esse tratamento é muito eficaz e proporciona um resultado importante em poucas sessões; para que isso ocorra é necessário a adesão da mulher ao tratamento de forma completa onde realizará exercícios espécificos para região pelvica durante as sessões e domiciliares.

Referências

  1. ANORGASMIA - ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?747#ixzz2wWUCY6BH.
  2. Hu XH, Bull SA, Hunkeler EM; et al. (2004). «Incidence and duration of side effects and those rated as bothersome with selective serotonin reuptake inhibitor treatment for depression: patient report versus physician estimate». The Journal of Clinical Psychiatry. 65 [S.l.: s.n.] p. 959–65. doi:10.4088/JCP.v65n0712. PMID 15291685  Parâmetro desconhecido |assunto= ignorado (ajuda);
  3. Landén M, Högberg P, Thase ME (2005). «Incidence of sexual side effects in refractory depression during treatment with citalopram or paroxetine». The Journal of Clinical Psychiatry. 66 [S.l.: s.n.] p. 100–6. doi:10.4088/JCP.v66n0114. PMID 15669895  Parâmetro desconhecido |assunto= ignorado (ajuda);