Anselmo José da Gama Santos

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Anselmo José da Gama Santos Tata Dya Nkisi Minatoji, sacerdote do Candomblé Bantu nascido no dia 19 de fevereiro de 1955 em Realengo na Cidade do Rio de Janeiro antigo Estado da Guanabara.

Décimo terceiro filho de Severino José dos Santos e Amália Lopes da Gama Santos, formadores de uma família de classe média, foi educado dentro dos padrões católicos da época. Aos dezesseis anos foi trazido para a Bahia por familiares que vieram viver na Cidade do Salvador. Seu primeiro contato com as religiões de matriz africana se deu ainda no Rio de Janeiro através de visitas a um Terreiro de Umbanda de pessoas amigas, entretanto sua proximidade maior aconteceu em Salvador na casa de Dona Mariá na Ladeira do Paiva no Bairro da Caixa D’água. Ali começou definitivamente um convívio bem próximo dos Caboclos e Bakisi. Eram idos de 1970 e como todo adolescente Anselmo gostava de passear, ir a festas porém, tinha responsabilidade com seus estudos, nesta época estudava na Escola Técnica Federal da Bahia, atual CEFET.

Quando o cerco começou a apertar para que ele fosse iniciado no Candomblé, a inexperiência, o medo do desconhecido e a falta de conhecimento religioso do Candomblé fizeram com que ele regressasse ao Rio de Janeiro na esperança de que a distância fizesse com que suas manifestações não mais acontecessem.

Chegando no Rio de Janeiro, em 1974, tal não foi sua surpresa quando se viu envolvido com o Candomblé novamente e deste envolvimento resultou seu processo de iniciação no Candomblé de Angola no Abaçá de Kavungo na casa de Maria Magdalena de Paiva Lopes (falecida), onde o nkisi Dandalunda (para qual ele foi iniciado) deu o seu nome no dia 16 de agosto de 1975.

Retornando a Bahia no ano de 1980, teve um significativo encontro com a Mameto dya Nkisi Altanira Maria da Conceição Souza (Mãe Mirinha de Portão). Ali se consolidou a sua vida religiosa através da obrigação de sete anos e da proximidade que aconteceu entre a sacerdotisa e ele, gerando uma relação de amor maternal muito grande e gerando também uma cumplicidade ímpar.

A partir daí Anselmo se engaja pelo mundo estudantil fazendo o vestibular para o curso de Secretariado Executivo da Universidade Católica do Salvador, começando a cursar no ano de 1985 desenvolvendo diversas atividades na política estudantil tornando-se Presidente do Diretório Acadêmico do Curso de secretariado Executivo.

Neste período Anselmo já demonstrava com ações sua preocupação com a qualidade de vida dos soteropolitanos fundando em 1993 a Associação Beneficente Pena Dourada que desde então vem desenvolvendo Projetos Sociais em beneficio da comunidade do loteamento Vila Dois de Julho e adjacências.

Passados quase sete anos do desaparecimento de Mãe Mirinha de Portão e obedecendo a orientação dos Bakisi, Anselmo funda o Terreiro Mokambo – Onzó Nguzo za Nkisi Dandalunda ye Tempo, em 18 de janeiro de 1996, pelas mãos do seu Tata Kamukengue Sr. Gervásio da Silva (Pai Zequinha) que era o Tata Pokó do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, servindo a Mameto Mirinha de Portão e a seu Nkisi Mutalombô, desenvolvendo além dos trabalhos religiosos, atividades muito importantes de interferência na Comunidade da Vila Dois de Julho, trazendo-lhes grandes benefícios sociais e dando visibilidade a cultura Bantu, que por anos afora tem sido deixada no ostracismo sem o devido valor que a história do Brasil e da Bahia lhe reservaram.[1]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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