Antíoco IV Epifânio

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Antíoco IV Epifânio
Busto de Antíoco IV Epifânio
Altes Museum, Berlim
Nascimento ca. 215 a.C.
Morte 162 a.C. (53 anos)
Pai Antíoco III Magno
Mãe Laódice

Antíoco IV Epifânio (Άντίοχος Έπιφανής, "que se manifesta com esplendor") (ca. 215 a.C. - 162 a.C.) foi um rei da dinastia Selêucida que governou a Síria entre 175 a.C. e 164 a.C.

Terceiro filho do rei Antíoco III Magno, e irmão de Seleuco IV, após a derrota do seu pai pelos Romanos na Batalha de Magnésia (189 a.C.), viveu 14 anos como exilado em Roma, antes de se tornar rei com o acordo do senado romano, como vassalo de Roma.

Moeda com Antíoco IV Epifânio

Entre 171 a.C. e 168 a.C., esteve envolvido na sexta Guerra da Síria contra o Egito, na qual derrotou os faraós Ptolomeu VI e Ptolomeu VIII. O seu objectivo era cercar Alexandria, mas foi forçado a recuar por Roma.

Após este episódio, Antíoco centrou a sua atenção na Judeia, que procurou helenizar (religião grega por adoção e mesmos fundamentos). Durante o reinado do seu pai tinha sido concedida ampla autonomia aos judeus em sua religião, que se encontravam divididos em dois partidos, um dito Hassidim, o que significa "piedoso" e outro que favorecia a helenização. Por razões financeiras e portarem os chamados dotes, Antíoco apoiou este último partido e permitiu ao sumo sacerdote, Jasão, a construção de um gymnasium (instituição para educação de jovens de acordo com os modelos da cultura grega) em Jerusalém. Em 172 a.C. Antíoco aceitou o dote de Menelau, nomeando-o para o cargo de sumo sacerdote, no lugar de Jasão.

Em consequência deste ato de aceitar o dote, um exército liderado por Jasão apoderou-se de praticamente toda a cidade de Jerusalém em 169 a.C., matando os simpatizantes de Menelau. Em 167 a.C. Antíoco, que regressava de uma campanha ao Egito, conquistou Jerusalém. A cidade perdeu os seus privilégios e passou a ser permanentemente controlada por soldados.

Antíoco procurou pela força estabelecer a helenização deste seu novo território, proibindo o culto judaico. A observância do shabbat e as interdições alimentares, bem como a circuncisão foram proibidas, por serem estranhas aos gregos.

No Templo de Jerusalém seria instalada uma estátua do deus grego Zeus, onde se sacrificava porcos, o que vai totalmente contra os costumes judaicos. O objectivo destas medidas era criar uma uniformidade cultural entre os súditos do seu reino helênico vassalo a República Romana e sua religião românica/helênica.

Esta situação gerou descontentamento entre os judeus que eram contra a helenização da Judeia e que provocaram uma revolta que se alastrou em guerra, na qual foram liderados pelo cohen Matatias e seus filhos, os Macabeus, os quais expulsaram as tropas de Antíoco IV de Jerusalém.

Por fim chegou ao termo da sua vida no ano 164 a.C., em decorrência de uma doença (câncer). Sua morte é vista por muitos como um cumprimento da profecia registrada em Daniel 11.45.

Precedido por
Seleuco IV Filopátor
Rei Selêucida
175 a.C.164 a.C.
Sucedido por
Antíoco V Eupátor
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