António Arnaut

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António Arnaut
António Arnaut
Ministro(a) de  Portugal
Período II Governo Constitucional
  • Ministro dos Assuntos Sociais
Antecessor(a) Armando Bacelar
Sucessor(a) Acácio Pereira Magro
Vida
Nascimento 28 de janeiro de 1936 (80 anos)
Penela, Cumeeira
Dados pessoais
Partido PS
Profissão Advogado

António Duarte Arnaut GOLGCL (Penela, Cumeeira, 28 de janeiro de 1936) é um advogado e político português.

Ocupou o cargo de Ministro dos Assuntos Sociais do II Governo Constitucional.

Biografia[editar | editar código-fonte]

António Arnault em 1979

António Arnaut é advogado, tendo obtido a licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959.

Desde jovem se envolveu na oposição ao Estado Novo. Participou na comissão distrital da candidatura presidencial de Humberto Delgado, em Coimbra, em 1958; foi arguido no processo resultante da carta dos católicos a António de Oliveira Salazar, em 1959; candidato à Assembleia Nacional, pela Comissão Democrática Eleitoral, no Círculo de Coimbra, nas eleições legislativas de 1969.

Militante da Acção Socialista Portuguesa desde 1965, foi co-fundador do Partido Socialista, em 1973, na cidade alemã de Bad Münstereifel, tendo sido seu dirigente até 1983.

Exerceu diversos cargos na Ordem dos Advogados, nomeadamente o de presidente do Conselho Distrital de Coimbra[1] . É autor de um Estatuto da Ordem dos Advogados Anotado bem como de um ensaio intitulado Iniciação à Advocacia, destinado a estudantes e jovens advogados. Em 2007 recebeu a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados.[2] .

Foi um dos fundadores do Círculo Cultural Miguel Torga, além de presidente da Assembleia-Geral[3]

Em 1995 fundou a Associação Portuguesa de Escritores Juristas, de que foi presidente[4] .

Foi vogal do Conselho Superior da Magistratura[5] .

Foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade a 25 de Abril de 2004, nas comemorações dos 30 anos da Revolução dos Cravos.[6]

Funções políticas[editar | editar código-fonte]

Após o 25 de Abril de 1974, desempenhou vários cargos políticos:

A 7 de Abril de 2016, nas comemorações do Dia da Saúde, foi elevado a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.[6]

Funções maçónicas[editar | editar código-fonte]

Foi Membro e Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa, de 2002[8] a 2005.[9]

Obra publicada[10] [editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Versos da mocidade. 1954
  • Pátria, memória antiga. 1.ª ed., 1986. 2.ª ed., 1992.
  • Miniaturais outros sinais: poesia. Coimbra, Livraria Almedina, 1987.
  • Conto de Job (Homenagem a Miguel Torga). 1996
  • Nobre arquitectura. 1997
  • Por este caminho. 1.ª ed., 1999. 2.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2000. ISBN 978-972-32-0937-2
  • Do litoral do teu corpo: antologia do amor. Vila Nova de Gaia, Editora Ausência, 2003. ISBN 978-989-553-009-0
  • Recolha poética (1954-2004). Coimbra, Coimbra Editora, 2004. ISBN 978-972-32-1234-1

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Rude tempo, rude gente. 1.ª ed. 1985. 2.ª ed. 1995.
  • A viagem: contos do absurdo. Coimbra, Livraria Almedina, 1988.
  • Ossos do ofício. 1.ª ed., Coimbra, Fora do Texto, 1990. 2.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2002. ISBN 978-972-32-1093-4
  • Rio das sombras. Coimbra, Coimbra Editora, 2007. ISBN 978-972-32-1533-5[11]

Poesia e ficção[editar | editar código-fonte]

Ensaio e outras[editar | editar código-fonte]

  • Serviço Nacional de Saúde: uma aposta no futuro, 1978.
  • A condição portuguesa no Diário de Miguel Torga (Conferência), 1984.
  • Onze anos depois de Abril - Reflexão Política, 1985.
  • Para uma visão diacríptica do romance com Miguel Torga. Coimbra, Gráfica de Coimbra, 1985[12] .
  • O dia do encontro - No 40.º aniversário da D. U. D. do Homem (Conferência), 1989.
  • Protótipos Torguianos (Conferência), 1990.
  • Estudos Torguianos. 1.ª ed., 1992. 2.ª ed., 1997.
  • Iniciação à advocacia: história, deontologia, questões práticas. 1.ª ed., 1993. 9.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2006. ISBN 978-972-32-1440-6
  • Introdução à maçonaria. 1.ª ed., 1996. 5.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2006. ISBN 978-972-32-1416-1
  • Estatuto da Ordem dos Advogados: anotado. 1.ª ed., 1996. 10.ª ed., Coimbra, Coimbra Editora, 2006. ISBN 978-972-32-1409-3
  • Entre o esquadro e o compasso: três intervenções. 1999.
  • Ética e Direito: algumas questões concretas. Coimbra, Livraria Mateus, 1999. ISBN 972-98263-0-7
  • Vencer a morte: conferência (seguida de três poemas). Coimbra, Coimbra Editora, 2001. ISBN 978-972-32-1007-1
  • Fernando Pessoa e a Maçonaria. Lisboa, Grémio Lusitano, 2005.

Antologias[editar | editar código-fonte]

Participou na organização das seguintes antologias:

  • Imaginários Portugueses: antologia de autores portugueses contemporâneos. Com outros. Coimbra, Fora do Texto, 1992.
  • Cântico em Honra de Miguel Torga. Com Rui Mendes. Coimbra, Fora do Texto, 1996.

Notas

  1. Cf. Conselho Distrital de Coimbra (consultado em 3 de Abril de 2010)
  2. Cf
  3. «Rio de Sombras de António Arnaut, apresentado em Vila Real, noticias do Douro, Edição de 28-03-2008». 
  4. Biografia no sítio da Internet da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. (consultado em 3 de Abril de 2010)
  5. Cf. site na Internet do Conselho Superior da Magistratura. (consultado em 3 de Abril de 2010)
  6. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Duarte Arnaut". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2015-01-13. 
  7. Cf. [1] (consultado em 3 de Abril de 2010)
  8. «António Arnaut é o novo Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano». Público. 24 de Junho de 2002. Consultado em 8 de Outubro de 2015. 
  9. «Grão-Mestres do GOL – 1803 – 2011». Consultado em 9 de Outubro de 2015. 
  10. Obras publicadas do autor referidas no seu livro Introdução à maçonaria e Porbase.
  11. Romance histórico que questiona em que medida a acção político-partidária será ainda "compatível com a lisura de carácter" e com a ética. Cf. [2]
  12. Conferência integrada no ciclo "O romance português contemporâneo".
Precedido por
Armando Bacelar
Ministro dos Assuntos Sociais
II Governo Constitucional
Sucedido por
Acácio Pereira Magro
Precedido por
Eugénio Óscar Filipe de Oliveira
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano
2002 – 2005
Sucedido por
António Fernando Marques Ribeiro dos Reis