António Lobo Antunes

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António Lobo Antunes
António Lobo Antunes
Nascimento 1 de setembro de 1942 (74 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal português
Ocupação Escritor e psiquiatra
Principais trabalhos Memória de Elefante, Os Cus de Judas, As Naus, Manual dos Inquisidores, Eu Hei-de Amar Uma Pedra, Sôbolos Rios Que Vão
Prémios Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB (1985)

Prémio D. Dinis (1999)
Prémio União Latina(2003)
Prémio Fernando Namora (2004)
Prémio Jerusalém, (2005)
Prémio Iberoamericano de Letras José Donoso, (2006)
Prémio Camões, (2007)
Prémio Juan Rulfo, (2008)
Prémio Autores de 2010

António Lobo Antunes GCSE (Benfica, Lisboa, 1 de Setembro de 1942) é um escritor e psiquiatra português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

António Lobo Antunes nasceu em Benfica, freguesia de Lisboa, a 1 de Setembro de 1942, no seio de uma família da pequena burguesia. Seu pai, João Alfredo Lobo Antunes, foi um destacado neurologista português, assistente de Egas Moniz e professor de Medicina. É irmão de João Lobo Antunes (Lisboa4 de junho de 1944 – Lisboa27 de outubro de 2016), neurocirurgião português e ex-membro do Conselho de Estado, Nuno Lobo Antunes  (Lisboa10 de Maio de 1954), neuropediatra, Miguel Lobo Antunes, programador cultural, Manuel Lobo Antunes (Lisboa27 de Junho de 1958), jurista e diplomata português atual embaixador no Reino Unido, e Pedro Lobo Antunes, arquitecto e membro da assembleia municipal de Torres Novas.

Estudou no Liceu Camões em Lisboa e licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Após a conclusão do curso foi destacado como médico militar durante a guerra colonial entre 1971 e 1973 no leste de Angola, na Vila Gago Coutinho e no Chiúme, e mais tarde em Malange. As cartas que trocou com a sua primeira mulher Maria José Lobo Antunes durante esse período, quando esta se encontrava grávida da sua primeira filha foram posteriormente reunidas em D'este viver aqui neste papel descripto pelas suas filhas Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes, que veio a originar um filme (Cartas da Guerra) realizado por Ivo Ferreira.

A sua experiencia como alferes miliciano está bem patente na sua obra, sendo um tema central de alguns dos seus livros.

Após o cumprimento do serviço militar, Lobo Antunes especializou-se em psiquiatria, tendo exercido a especialidade durante alguns anos no Hospital Miguel Bombarda até a abandonar por completo em favor da literatura.

O seu primeiro livro a ser publicado foi Memória de Elefante, em 1979 pela Vega, que se tornou num enorme sucesso literário. Desde então, publicou 29 romances e cinco volumes que reunem as suas crónicas publicadas semanalmente na revista Visão.

Foi galardoado com o Prémio Camões (2007), o prémio de maior prestígio da literatura em português.

Obra literária[editar | editar código-fonte]

Antonio Lobo Antunes, em 2010, no Salon du livre de Paris

Temáticas[editar | editar código-fonte]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia activa
  • Memória de Elefante, (1979)
  • Os Cus de Judas, (1979)
  • Conhecimento do Inferno, (1980)
  • Explicação dos Pássaros, (1981)
  • Fado Alexandrino, (1983)
  • Auto dos Danados, (1985)
  • As Naus, (1988)
  • Tratado das Paixões da Alma, (1990)
  • A Ordem Natural das Coisas, (1992)
  • A Morte de Carlos Gardel, (1994)
  • A História do Hidroavião (com ilustrações de Vitorino), (1994)[1]
  • Manual dos Inquisidores, (1996)
  • O Esplendor de Portugal, (1997)
  • Livro de Crónicas, (1998)
  • Exortação aos Crocodilos, (1999)
  • Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura, (2000)
  • Que farei quando tudo arde?, (2001)
  • Segundo Livro de Crónicas, (2002)
  • Letrinhas das Cantigas (edição limitada), (2002)[1]
  • Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo, (2003)
  • Eu Hei-de Amar Uma Pedra, (2004)
  • D'este viver aqui neste papel descripto: cartas da guerra ("Cartas da Guerra"), (2005)[1]
  • Terceiro Livro de Crónicas, (2006)
  • Ontem Não Te Vi Em Babilónia, (2006)
  • O Meu Nome é Legião, (2007)
  • O Arquipélago da Insónia, (2008)
  • Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?, (2009)
  • Sôbolos Rios Que Vão, (2010)
  • Quarto Livro de Crónicas, (2011)
  • Comissão das Lágrimas, (2011)
  • Não É Meia Noite Quem Quer, (2012)
  • Quinto Livro de Crónicas, (2013)
  • Caminho Como Uma Casa Em Chamas, (2014)
  • Da Natureza dos Deuses (2015)
  • Para Aquela que Está Sentada no Escuro à Minha Espera (2016)
Bibliografia passiva
  • Conversas com António Lobo Antunes, de María Luisa Blanco, (2002)
  • Os Romances de António Lobo Antunes, de Maria Alzira Seixo, (2002)
  • A Escrita e o Mundo em António Lobo Antunes - Actas do Colóquio Internacional da Universidade de Évora, (2003)
  • Fotobiografia, por Tereza Coelho, (2004)
  • Dicionário da Obra de António Lobo Antunes, 2 volumes, por Maria Alzira Seixo, Graça Abreu, Eunice Cabral, Maria Fernanda Afonso, Sérgio Guimarães de Sousa e Agripina Carriço Vieira, (2008)
  • Entrevistas com António Lobo Antunes - 1979-2007 - As Confissões do Trapeiro por Ana Paula Arnaut, (2008)
  • Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes, por João Céu e Silva, (2009)
  • António Lobo Antunes, por Ana Paula Arnaut, (2009)
  • Memória Descritiva da Fixação do Texto Para a Edição "Ne Varietur" da Obra Completa de António Lobo Antunes, por Maria Alzira Seixo, Graça Abreu, Eunice Cabral e Agripina Carriço Vieira, (2010)
  • As Flores do Inferno e Jardins Suspensos, por Maria Alzira Seixo (com participação de António Bettencourt), II Volume de Os Romances de António Lobo Antunes, (2010)
  • A Crítica na Imprensa 1980-2010 - Cada Um Voa Como Quer, edição de Ana Paula Arnaut, (2011)
  • A Arte do Romance, Colecção António Lobo Antunes - por Felipe Cammaert, Colecção António Lobo Antunes - Ensaio, I Volume, (2011)
  • A Mão-de-Judas: Representações da Guerra Colonial em António Lobo Antunes, por Norberto do Vale Cardoso, Colecção António Lobo Antunes - Ensaio, II Volume, (2011)
  • As Mulheres na ficção de António Lobo Antunes: (In)variantes do feminino, de Ana Paula Arnaut, Colecção António Lobo Antunes - Ensaio, III Volume, (2012)
  • Chaves de escrita e chaves de leitura nos romances de António Lobo Antunes, de Catarina Vaz Warrot, Colecção António Lobo Antunes - Ensaio, IV Volume, (2013)
  • António Lobo Antunes: A  Desordem Natural do Olhar, de Susana João Carvalho, Colecção António Lobo Antunes - Ensaio, V Volume, (2014)
  • Quem sou eu? Ensaios sobre António Lobo Antunes, de Sérgio Guimarães de Sousa, Coleccção António Lobo Antunes, VI Volume, (2015)

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a Editora Objetiva adquiriu os direitos de publicação, em versão original, de toda a obra do escritor português. A editora já publicou no país os seguintes títulos: Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo, Memória de Elefante, Conhecimento do Inferno, Os Cus de Judas, Eu Hei-de Amar Uma Pedra, Explicação dos Pássaros, O Meu Nome é Legião, Que Cavalos são Aqueles Que Fazem Sombra no Mar, O Arquipélago da Insónia e As Naus.

Segundo o autor, durante entrevista à revista Entre livros, nº 32, páginas 14 a 19, o Brasil começou muito tarde a publicar seu trabalho por "razões pessoais": ''Os Cus de Judas saiu primeiro por uma editora que era de um amigo meu, a Marco Zero, e depois por longos anos não foi publicado." O autor não tinha pressa em ser publicado no Brasil e conclui: "Não sei, certa impressão de que meus livros seriam muito criticados… e eu venho do Brasil." O avô de Lobo Antunes, também António, era de Belém, do Pará, onde o escritor começou a ler os classicos brasileiros José de Alencar, Aluísio Azevedo, Machado de Assis, Monteiro Lobato.

Prémios e homenagens[editar | editar código-fonte]

Prémios literários
  • Prémio Franco-Português, (1987) por Cus de Judas (Prémio instituído pela embaixada de França em Lisboa, no valor de duzentos mil escudos e atribuído a obras traduzidas para a língua francesa nos últimos cinco anos.)
  • Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, (1985) por Auto dos Danados
  • Prémio Melhor Livro Estrangeiro publicado em França, (1997) por Manual dos Inquisidores
  • Prémio Tradução Portugal/Frankfurt, (1997) por Manual dos Inquisidores
  • France-Culture por A Morte de Carlos Gardel
  • Prémio de Literatura Europeia do Estado Austríaco, (2000)
  • Prémio União Latina, (2003)[5]
  • Prémio Ovídio da União dos Escritores Romenos, (2003)
  • Prémio Fernando Namora, (2004)
  • Prémio Jerusalém, (2005)[6]
  • Prémio Camões, (2007)[3][7]
  • Prémio José Donoso, (2008), atribuído pela Universidade de Talca, Chile[3]
  • Prémio Terenci Moix (2008)[3]
  • Prémio Juan Rulfo, (2008), França[3][8]
  • Prémio Clube Literário do Porto, (2008)
  • Grande Prémio de Excelência do Salão do Livro da Transilvânia (2014)

Referências

  1. a b c Obra não integrante da série "obras completas, edição ne varietur."[carece de fontes?]
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Lobo Antunes". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2014-06-22. 
  3. a b c d e Diário Digital; Agência Lusa (18-09-2008). «Lobo Antunes: Homenagens são "a mais mortal das doenças"». Arquivado desde o original em 2014-06-22. Consultado em 2014-06-22. 
  4. Agência Lusa (2007-06-08). «LiteraturaUTAD atribui doutoramento honoris causa a Antonio Lobo Antunes». Jornal de Notícias. Arquivado desde o original em 2014-06-22. Consultado em 2014-06-22. 
  5. L.S.F. (25-10-2003,). «'Nobel Latino' para António Lobo Antunes». RTP. Arquivado desde o original em 2014-06-22. Consultado em 2014-06-22. 
  6. Agência Lusa (13-02-2005). «Lobo Antunes recebe Prémio Jerusalém na Feira Internacional do Livro». RTP. Arquivado desde o original em 2014-06-22. Consultado em 2014-06-22. 
  7. Diário Digital; Agência Lusa (14-03-2007). «António Lobo Antunes é o vencedor do Prémio Camões 2007». Arquivado desde o original em 2013-05-04. Consultado em 2014-06-22. 
  8. «Prémio Juan Rulfo entregue a António Lobo Antunes». Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. 2008-09-09. Consultado em 2014-06-22. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Prémio Camões
2007
Sucedido por
João Ubaldo Ribeiro