António Marques Monteiro

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Antonio Marques Monteiro (Antonico)
1920 - 1967

António Marques Monteiro (Antonico), (LuandaAngola, 19 de Julho de 1920Luanda, 26 de Julho de 1967), activista, político e nacionalista, membro do MIA (Movimento para Independência de Angola), cuja fusão com outros movimentos deram essência ao MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de António Monteiro e de Maria da Nazaré Nunes, Neto de Manuel Correia Nunes e de Nga Dona Ana João, descendente de famílias da ilha do Cabo e do Mussulo, Luanda.

Foi funcionário do Banco de Angola, em Luanda.

De formação Seminarista, esteve ligado ideológica e politicamente ao Monsenhor Cónego Manuel das Neves e a Joaquim Pinto de Andrade, organizando diversas reuniões clandestinas para promoverem estratégias e debaterem questões políticas relacionadas a independência de Angola.

Um dos integrantes do Processo dos 50, processo esse que pela sua importância, daria conhecimento internacional da luta pelo direito à independência de Angola.

Foi preso pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) em 5 de Junho de 1959, por razoes da forte tortura, internado no Hospital Psiquiátrico de Luanda e mais tarde encaminhado para a Casa de Reclusão (Fortaleza do Penedo) Forte do Século XVII, sito no actual Porto Comercial de Luanda, Boavista, onde se encontrava no momento em que grupos de patriotas angolanos, tomavam de assalto com catanas e outros utensílios de defesa as cadeias de Luanda, a 4 de Fevereiro de 1961, dia do inicio da luta armada em Angola.

Assumiu a sua autodefesa renegando o advogado militar sugerido pela PIDE, uma vez que a sua a advogada Dra. Maria do Carmo Medina tinha sido retida em Portugal pela PIDE, não podendo comparecer ao tribunal para a sua defesa. Em 2 de Dezembro de 1961, foi condenado a uma pena de prisão de segurança, para cumprimento da pena deu entrada no Campo de Concentração do Tarrafal Ilhas de Cabo Verde, no dia 25 de Fevereiro de 1962. Contestou a pena que lhe foi imposta alegando que a sua luta era justa, pacífica, e que era um direito seu, natural e internacional, e que pretendia pura e simplesmente, a independência total, imediata e incondicional de Angola conforme manuscrito a mão que se junta em anexo.* Manuscritos Gravemente doente, vitima dos maus tratos, foi libertado em Dezembro de 1964 vindo a falecer em Luanda no dia 26 de Julho de 1967.

Casado com Aurora dos Santos Figueiredo Monteiro, e pai de 7 filhos: Maria Ester da Nazareth dos Santos Monteiro, António Marques Monteiro Júnior, Arlete Maria de Fátima dos Santos Monteiro, Jorge Eduardo dos Santos Monteiro, Ana Paula dos Santos Monteiro, Armindo Augusto dos Santos Monteiro, Alberto Acácio dos Santos Monteiro.

Em 1975 após proclamação da independência de Angola, foi homenageado pelo então Governo com a atribuição de uma Rua, com o seu nome, no Bairro da Maianga em Luanda, Rua António Marques Monteiro.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Medina, Maria do Carmo. Angola - Processos Políticos da Luta pela Independência. ed. Coimbra: Almedina, 2005. 389 p, p. 66,67,70,73,124.
  • ANTT
  • "O Comércio do Porto" de 10 de Dezembro de 1961
    “O Comércio do Porto”
    10 de dezembro - 1961
  • "Autorização de visita aos detidos da Casa de Reclusão Militar de Luanda"
    “Autorização de visita”
    "Casa de Reclusão Militar de Luanda" - 1961

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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