António Martins da Cruz

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Martins da Cruz
Ministro(a) de Portugal Portugal
Período XV Governo Constitucional
  • Ministro dos Negócios Estrangeiros
    e das Comunidades Portuguesas
Antecessor(a) Jaime Gama
Sucessor(a) Teresa Patrício Gouveia
Dados pessoais
Nascimento 28 de dezembro de 1946 (70 anos)
Lisboa, Portugal
Partido PSD

António Manuel de Mendonça Martins da Cruz GOCComIHGCM (Lisboa, 28 de dezembro de 1946) é um diplomata e político português[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou no Colégio de São João de Brito, após o que ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Também praticou rugby durante a juventude.[2]

Concluída a licenciatura em Direito — que viria a complementar com formação na Universidade de Genebra,[1] no domínio dos Estudos Europeus e do Direito Comunitário —, Martins da Cruz foi admitido na carreira diplomática, no ano de 1972. Inicialmente colocado no Departamento das Organizações Económicas Internacionais, passou em seguida por legações de vários países (Moçambique, Egito, Brasil),[3] até que em 1984 foi nomeado diretor do Departamento de Integração Europeia do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Contudo, deixou o cargo logo no ano seguinte para exercer durante dez anos consecutivos, a função de assessor diplomático do primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva. Foi condecorado por diversos Chefes de Estado de diferentes países.[4]

Em 1995, com o fim do governo de Cavaco Silva, foi nomeado embaixador de Portugal na NATO; neste período participou na negociação de instrumentos de direito internacional em organismos como a Comissão dos Direitos do Homem, Conferência Internacional do Trabalho, Conselho de Administração da OIT e Conselho Económico e Social das Nações Unidas, de que foi vice-presidente. Depois foi exercer função homóloga na UEO. Os últimos cargos que desempenhou como diplomata foi o de embaixador de Portugal em Bruxelas e em Madrid. Manteve-se em funções na capital espanhola até 2002, quando José Durão Barroso o convidou a integrar o XV Governo Constitucional.[5]

Desde abril de 2002 desse ano até outubro de 2003, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas. O facto de ter abandonado o cargo deveu-se a uma alegada tentativa de favorecimento da sua filha no acesso ao ensino universitário, tendo por isso causado também a demissão do Ministro do Ensino Superior Pedro Lynce.[6] Concretamente, estava em causa o facto de Pedro Lynce ter aplicado à filha de Martins da Cruz o contingente de acesso reservado aos funcionários portugueses em missão diplomática no estrangeiro e seus familiares e Martins da Cruz, embora fosse diplomata de carreira, estava naquele momento a exercer funções de Ministro, o que tornava alegadamente inaplicável aquele contingente.[7]

Em 2017, sob indicação da Comissão Nacional Eleitoral de Angola, integrou a missão internacional de observadores às eleições gerais que tiveram lugar em 23 de agosto desse ano.[8]

Condecorações[9][4][editar | editar código-fonte]

Funções governamentais exercidas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «António Martins da Cruz». Consultado em 10 de Abril de 2012 
  2. Público
  3. Público
  4. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Manuel de Mendonça Martins da Cruz". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 3 de fevereiro de 2015 
  5. Público
  6. Público
  7. Público
  8. Jornal de Negócios
  9. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "António Manuel de Mendonça Martins da Cruz". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 3 de fevereiro de 2015 
Precedido por
Jaime Gama
(como ministro dos Negócios Estrangeiros)
Ministro dos Negócios Estrangeiros
e das Comunidades Portuguesas

XV Governo Constitucional
2002 – 2003
Sucedido por
Teresa Patrício Gouveia
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