António Pimentel

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António Pimentel
Nascimento 22 de janeiro de 1935
Condeixa-a-Nova (Portugal)
Morte 24 de abril de 1998 (63 anos)
Alcabideque, Condeixa-a-Nova
Nacionalidade portuguesa

António Manuel Moita Pimentel (Condeixa-a-Nova, 22 de Janeiro de 1935 — Alcabideque (Condeixa-a-Nova), 24 de Abril de 1998) foi um pintor e ilustrador português.


Biografia[editar | editar código-fonte]

Inicia a sua atividade artística sob a orientação dos artistas plásticos conimbricenses Carlos Ramos (pintura) e Mário Oliveira Soares (cerâmica). Realiza a primeira exposição individual em Coimbra, no Salão do Primeiro de Janeiro, em 1957. Nesse mesmo ano, co-funda o Círculo de Artes Plásticas, no seio da Associação Académica de Coimbra, com outros artistas estudantes e sob direção do pintor modernista brasileiro Waldemar da Costa. Dois anos depois o Professor Doutor Bissaya Barreto convida-o a pintar os murais do Instituto Maternal de Coimbra, atual Maternidade Bissaya Barreto.

Muda-se para Lisboa em 1960, onde desenvolve o seu trabalho criativo na agência ETP, por muitos considerada a primeira agência publicitária portuguesa, com Alves Redol, Orlando da Costa, Luís Sttau Monteiro e Ary dos Santos.


Nos anos seguintes continua a aperfeiçoar o seu trabalho artístico, efetuando um curso de gravura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, sob a orientação de Roberto de La Mónica, tendo a oportunidade de expor o seu trabalho. A Fundação Calouste Gulbenkian atribui-lhe uma bolsa de estudo para Paris, dando-lhe a possibilidade de frequentar a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts a partir de 1969, conseguindo ver obras suas premiadas com a 1ª Recompensa a Títulos Estrangeiros. Visita Londres para a seleção de uma gravura sua para a publicação “European Illustration” e expõe na Academia Real Inglesa.


Volta a Portugal depois da Revolução dos Cravos (1974), onde colabora como ilustrador com diversos escritores e entidades [1] [2]. Mais tarde estabelece-se no concelho de Condeixa, adquirindo a Casa dos Bentos, em Alcabideque, para sua residência, e uma outra, em Bom Velho de Cima, onde fixa o atelier. Em 1997 realiza as suas duas últimas exposiçoes em vida, na Casa da Cultura de Coimbra e no Museu Municipal Dr. Santos Rocha (Figueira da Foz)[3][4].


Falece a 24 de Abril de 1998, vítima de doença oncológica, na sua Casa dos Bentos, estando sepultado no cemitério de Condeixa-a-Nova.

A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova homenageou este eminente pintor através de um memorial [5], instalado nos jardins da Biblioteca Municipal, imortalizando-o.


Obra[editar | editar código-fonte]

António Pimentel, como artista versátil que era, tem uma extensa obra nos mais diversos materiais. Convém, no entanto, destacar a ilustração do livro de poemas ”As Portas que Abril Abriu”, de Ary dos Santos [6], pela sua importância literária e histórica.

Para os CTT Correios de Portugal realizou[7]:

  • 1987 - Emissão «Monumentos da Madeira»: “Sé Catedral do Funchal” e os “Antigos Paços do Concelho de Santa Cruz”
  • 1987 - Emissão Comemorativa do «Centenário do Nascimento de Amadeo de Souza-Cardoso»
  • 1989 - Coleção "Europa" - Portugal (apresentando uma criança brincando com um pião e piões em movimento)
  • 1989 - Coleção "Europa" - Açores (apresentando uma criança brincando com um pequeno bote)
  • 1989 - Coleção "Europa" - Madeira (apresentando uma criança brincando com um papagaio de papel)

A TLP (Telecomunicações de Lisboa e Porto) encomenda-lhe em 1992 três pinturas, com temas diferentes. Estas eram alusivas aos Descobrimentos portugueses, para a Exposição Universal de Sevilha de 1992, Jogos Olímpicos, para os Jogos Olímpicos de Barcelona, no verão de 1992, e Escrita, alusiva à Literatura Portuguesa.

Exposições individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]