António Reis (ator)

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António Reis_actor e director

António Reis é o nome artístico de António Manuel Lopes da Silva Reis (Porto, 20 de janeiro de 1945), um actor e director português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1964 inicia a sua actividade no Grupo dos Modestos no Porto e em 1970 ingressa no Teatro Experimental do Porto.

É um dos fundadores da Companhia de Teatro Seiva Trupe, desempenhando até aos dias de hoje o cargo de Director[1].

- Frequentou diversos cursos nacionais e internacionais de especialização:

- Seminário de Dramaturgia, dirigido por Henrique Buenaventura - Nova Iorque, 1980

- Curso sobre o Teatro Contemporâneo em Espanha e na América Latina, organizado pela Universidade Menendez Pelayo, Espanha, 1983;

- Curso de Administração Teatral, dirigido por Filipe Arnoult, 1986;

- Seminário sobre o futuro dos Festivais Internacionais de Teatro, organizado pela Associação de Criticos de Teatro, em Itália, 1987;

- Curso Livre de Economia Social, 2006

- Cursos de Formação Teatral dirigidos por Julio Castronuovo, Angel Faccio, Augusto Boal, Chris Pagêe, Professores do Old Vic (Inglaterra), entre outros.

Integra e foi fundador de vários organismos culturais, dos quais se destaca:

- FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Presidente e Director Artístico de 1988 a 2004);

- ACE - Academia Contemporânea do Espectáculo (Presidente do Conselho Fiscal);

- ADN - Agência para o Desenvolvimento do Norte Teatral;

- Teatro do Bolhão (Presidente Conselho Fiscal);

- AMAR - Associação Mutualista dos Artistas - Casa do Artista/Norte;

Espetáculos de teatro[editar | editar código-fonte]

Como actor, no Teatro, participou em mais de 80 peças de variadíssimos autores tais como: Samuel Beckett, Molière, Garcia Lorca, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Bertolt Brecht, Copi, Eugéne Labiche, Valle Inclan, Leon Tolstoi, Plínio Marcos, Bernardo Santareno, Pirandello, Shakespeare, Tolstoi, dias Gomes, Peter Schaffer, Nelson Rodrigues, Heiner Müller, Michael Frayn, Roberto Cossa, Antonio Skármeta, Carl Djerassi, Roald Hoffmann, Eric Emmanuel Smicht, Steven Berkoff, Dib Carneiro Neto, entre outros.

1964 – “ARSÉNICO E RENDAS VELHAS”, de Joseph Kesselring.

1965 – “ARTIMANHAS DE SCAPIN”, de Moliére.

1966 – “O VAGABUNDO DAS MÃOS DE OIRO”, de Romeu Correia

1967 – “O BORRÃO”, de Augusto Sobral

1970 – “O CRAVO ESPANHOL”, de Romeu Correia.

1970 – “FIM DE FESTA”, de Samuel Beckett

1971 – “BATALHA NAVAL”, de Jaime Salazar Sampaio

1971 – “A RAPOSA E AS UVAS”, de Guilherme Figueiredo.

1971 – “BODAS DE SANGUE”, de Frederico Garcia Lorca.

1971 – “OS FIDALGOS DA CASA MOURISCA”, de Júlio Dinis

1971 – “JOGOS DO GANSO D`OURO”, de Correia Alves.

1972 – “ARCO DE SANT`ANA”, de Almeida Garrett

1972 – “A CASA DE BERNARDA ALBA”, de Frederico Garcia Lorca

1973 – “A PRINCESA E O PAPAGAIO”, de Raul Carrat.

1973 – “STRIP-TEASE”, de Mrozek

1973 – “CARLOS”, de Mrozek

1973 – “A MENINA ALICE E O INSPECTOR”, de Robert Thomas.

1973 – “MUSICALIM NA PRAÇA DOS BRINQUEDOS”, de Stella Leonardos.

1974 – “ A SEIVA CONTA CATARINA NA LUTA DO POVO”, de Luís Humberto.

1975 – “AQUI É QUE A PORCA TORCE O RABO”, texto colectivo

1975 – “OS TRÊS PATRÕES BONS”, de Virgílio Martinho

1975 – “AS DUAS FACES DO PATRÃO”, de Luís Valdez

1975 – “TERRA E TRABALHO”, de Luís Humberto

1975 – “A FORÇA DO POVO”, de Manuel Girio

1975 – “LUX IN TENEBRIS”, de Bertolt Brecth

1976 – “SANTO INQUÉRITO”, de  Dias Gomes

1977 – “D. BELTRÃO DE REBORDÃO”, de Jaime Gralheiro

1977 – “OS CORNOS DE D. GAITAS”, de Valle Inclan.

1977 – “CONTOS CRUÉIS”, de Jorge de Sena

1978 – “QUEDA D´UM ANJO”, de Camilo Castelo Branco

1978 – “PERDIDOS NUMA NOITE SUJA”, de Plínio Marcos

1979 – “CONFISSÃO”, de Bernardo Santareno

1980 – “QUANTO VALE UM POETA”, de Luís de Camões.

1982 – “UM CÁLICE DE PORTO”, de Benjamim Veludo, Manuel Dias e Norberto Barroca. Este espectáculo obteve vários prémios nacionais como “MELHOR ESPECTÁCULO DO ANO”. Esteve dois anos consecutivos em cena. Foi reposto em 1986 e fez em 1988 a animação cultural da 50.ª Volta a Portugal em Bicicleta.

1984 – “UMA FAMÍLIA DO PORTO”, de Júlio Dinis. Este espectáculo obteve vários prémios nacionais como “MELHOR ESPECTÁCULO DO ANO”.

1985 – “OS AMOROSOS DA FOZ”, de Camilo Castelo Branco

1986 – “TODA A NUDEZ SERÁ CASTIGADA”, de Nelson Rodrigues

1987 – “PORTUGAL, ONTEM E SEMPRE”, de João de Freitas.

1987 – "ECHOS DE UMA VOZ QUASI EXTINCTA" – evocação de António Cândido, de Júlio Cardoso

1987 – “O MOTIM”, de Miguel Franco

1988 – “ANTIGONA”, de Sofocles/Brecth

1988 – “HENRIQUE IV”, de Luigi Pirandello.

1989 – “GOTA D`AGUA”, de Chico Buarque de Hollanda/Paulo Pontes.

1990 – “ASSASSINO DE MACÁRIO”, de Camilo Castelo Branco

1990 – “PLAY STRINGBERG”, de Friederich Dürrenmatt

1991 – “HISTÓRIA DE UM CAVALO”, de Leon Tolstoi/Mark Rozovsky.

1991 – “MARATHONA”, de Ricardo Monti

1991 – “MONÓLOGO DO VAQUEIRO”, de Gil Vicente

1991 – “CONDE BARÃO”, de Félix Bermudes/Ernesto Rodrigues/João Bastos

1992 – “CONHECE A VIA LÁCTEA”, de Karl Witlinger

1993 – “O COMISSÁRIO DE POLÍCIA”, de Gervásio Lobato

1993 – “PARA TÃO LONGO AMOR”, de Maria Adelaide Amaral

1993 – “MACBETH”, de William Shakespeare.

1995 – “LUZES DE PALCO”, de Arnaldo Leite/Carvalho Barbosa/Heitor Campos Monteiro.

1995 – “PORTO D`HONRA”, de Benjamim Veludo/Manuel Dias/Norberto Barroca

1996 – “ÓPERA DO MALANDRO”, de Chico Buarque de Hollanda

1996 – “CHAMAM AO TELEFONE O SR.PIRANDELLO”, de António Tabucchi .

1997 – “A SECRETA OBSCENIDADE DE CADA DIA”, de Marco António de La Parra

1997 – “VIAGEM AO CENTRO DO PORTO”, de Eugéne Labiche

1998 – “O ESTRANHO CASO DO TRAPEZISTA AZUL”, de Mário Cláudio.

1998 – “UM CÁLICE DE PORTO” (nova versão), de Benjamim Veludo/Manuel Dias/Norberto Barroca

1998 – “Á ESPERA DE GODOT”, de Samuel Becket.

1999 – “O ARCO DE SANTANA”, de Almeida Garrett.

1999 – “UMA VISITAINOPORTUNA”, de Copi.

2000 – “PÉRICLES – PRINCIPE DE TIRO”, de William Shakespeare.

2001 – “AMADEUS”, de PeterSchaffer. Este espectáculo recebeu o prémio de “MELHOR ESPECTÁCULO DO ANO”/Globos d`Ouro (SIC).

2003 – “SEPARAÇÕES”, de Domingos Oliveira

2003 – “QUARTETO/RELAÇÕES PERIGOSAS”, de Heiner Müller.

2003 – “COPENHAGEN”, de Michael Frayn

2004 – “E É DOR O MEU DESEJO”, de Pedro Homem de Mello

2004 – “VARIAÇÕES ENIGMÁTICAS”, de Eric Emmanuel Smicht

2005 – “PORTO ALEGRE”, de B.Veloso, Fernando Gomes e Norberto Barroco

2006 – “OXIGÉNIO”, DE Carl Djerassi e Roald Hoffmann

2007 – “YEPETO – A DOR DE UMA PAIXÃO”, de Roberto Cossa

2007 – “O CARTEIRO DE PABLO NERUDA – Ardiente Paciência”, de António Skármeta

2008 – “MIL OLHOS DE VIDRO”, de Pedro e Filipe Pinto

2008 – “UM MERLIM”, de Luís Alberto Abreu

2009 – “KVETCH”, de Steven Berkoff

2009 – “UM BARCO NA CIDADE”, de Benjamim Veludo e Norberto Barroca

2010 - "FIM DE FESTA", de Samuel Beckett

2011 - "FALÁCIA", de Carl Djerassi

2012 - "ADIVINHE QUEM VEM PARA REZAR", de Dib Carneiro Neto

2016 - "ESPECTROS", de Henrik Ibsen

Cinema e Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema

1985 – “BARÃO DE ALTAMIRA” – Realização de Artur Semedo.

1987 – “MATAR SAUDADES” – Realização de Fernando Lopes.

1991 – “UNA GLÓRIA NACIONAL” (Espanha) – Realização de Jaime Armiñan.

1992 – “SAUDADES” (Soares do Reis) – Realização de Francisco Manso.

1992 – “VALE ABRAÃO” – Realização de Manoel de Oliveira.

1997 – “INQUIETUDES” – Realização de Manoel de Oliveira.

1999 – “PALAVRA E UTOPIA” – Realização de Manoel de Oliveira.

2003 – “TIM WATCHER” – Realização de Ricardo Pinho (Curta Metragem)

2004 – “QUINTO IMPÉRIO” – Realização de Manoel de Oliveira.

2007 – “CRISTÓVÃO COLOMBO – O ENIGMA” – Realização de Manoel de Oliveira

2008 – “SINGULARIEDADES DE UMA RAPARIGA LOIRA” – Realização de Manoel de Oliveira

2010 – “O ESTRANHO CASO DE ANGÉLICA” – Realização de Manoel de Oliveira

 

Televisão

1971 – “ASSEMBLEIA OUPARTIDA”, de Correia Garção – realização de Correia Alves.

1972 – “AS PROFECIAS DO BANDARRA”, de Almeida Garrett – realização de Correia Alves.

1972 – “O GANSO D`OURO”, texto e realização de Correia Alves.

1972 – “HISTÓRIA DE UMA LUZINHA”, texto e realização de Correia Alves.

1972 – “O ALFAIATE E OS ESPELHOS MÁGICOS”, texto e realização de Correia Alves.

1972 – “D.CAIO”, realização de Correia Alves;

1972 – “FANTOCHES”,texto e realização de Correia Alves.

1972 – “O CAVALO ENCANTADO”, texto e realização de Correia Alves.

1972 – “JOÃO QUER SER ACTOR”, texto e realização de Correia Alves.

1973 – “A GATA BORRALHEIRA”, realização de Correia Alves.

1974 – “O MOTIM”, de Miguel Franco, realização de Correia Alves.

1975 – “O DIA SEGUINTE”, de Luís Francisco Rebelo – realização de Correia Alves.

1977 – “MUROS DE VERONA”, de António Cabral – realização de Adriano Nazareth.

1978 – “D.FRANCISCO MANUEL DE MELO” – realização de António Faria.

1979 – “BOCAGE”, realização de António Faria.

1979 – “O HOMEM QUE MATOU O DIABO”, de Aquilino Ribeiro – realização de António Faria.

1980 – “D. AFONSO HENRIQUES”, realização de António Faria.

1980 – “AO LONGO DA ESTRADA”, realização de Rui Ramos.

1982 – “UM TÁXI NA CIDADE”, de Sérgio de Andrade/José Saraiva (série) – realização de Rui Ramos.

1984 – “A FESTA CONTINUA” – Programa de Júlio Isidro

1985 – “A IDIOTA”, de Michael Achard – realização de Rui Ramos.

1985 – “CAFÉ – AUTARQUIAS”, realização de José Cruz.

1986- “ABZ” de Júlio Montenegro (série).

1986 – “UM, DOIS, TRÊS”, de Carlos Cruz (série).

1987 – “O MOTIM”, de Miguel Franco – espectáculo da SEIVA TRUPE.

1988- “O VINHO DO PORTO” – Realização de Adriano Nazareth

1988 – “HISTÓRIAS QUASI CLINICAS”, de Armando Moreno (série) – realização de Adriano Nazareth Júnior.

1992 – “A VIÚVA DO ENFORCADO” (série) – realização de Walter Avancini.

1993 – “CLUBE PARAÍSO”, de Carlos Tê (série) – realização de Paulo Grizoli.

1993 – “MAJOR ALVEGA” (série) – realização de Henrique Oliveira.

1993 – “IDEIAS COM HISTÓRIA”, de Hélder Costa (série). Programa de Carlos Cruz.

1995 – “OS ANDRADES”, de António Manuel Pina (série) – realização de António Moura Ramos.

1999 – “GARRETT” (série) – realização de Francisco Manso.

2004 – “FERREIRINHA”, de Moita Flores (série) – realização de Jorge Paixão Costa

2004 – “COMO UMA ONDA” (telenovela) da TV GLOBO – BRASIL. SIC - Realização de Deniz Carvalho;

2005 – “ DEI-TE QUASE TUDO” (telenovela) da TVI


Um dos principais impulsionadores da construção do Teatro do Campo Alegre - inaugurado em Dezembro de 1997.

Prémios e Distinções[editar | editar código-fonte]

- Prémio de Interpretação Nacional, com o espectáculo "O Vagabundo das Maões de Oiro", de Romeu Correia, concurso do SNI em 1966;

- Medalha de Ouro de Mérito Cultural na cidade do Porto, em 1988;

- Prémio Prestígio, atribuído pela Casa da Imprensa, em 1991;

- Grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, grau conferido pela Presidência da República, em 9 de junho de 1995[2];

- Prémio Lorca, atribuído pelo Patronato Garcia Lorca e Universidade de Granada, em 1995;

- Presidente Honorário do FITEI, em 2005;

- Prémio "Nos 30 Anos de Abril", atribuído pela Cooperativa Árvore e Fundação Luís Araújo, em 2005;

- Personagem Homenageada na abertura da 10.ª Edição do MIT - Mostra Internacional de Teatro, Valongo, 2007;

- Incluído no Dicionário de Personalidade do Séc. XX da cidade do Porto;


Espectáculo "Mil Olhos de Vidro", em Matosinhos

Espectáculos Seiva Trupe

História da Seiva Trupe

Homenagem ao actor António Reis

Árvore homenageia Actor António Reis

Festival de Teatro de S. João da Madeira - Conversa com António Reis e Tiago Castro - 2007

Filmografia do Actor Reis

Referências

  1. «Seiva Trupe». Infopédia. Consultado em 4 de Janeiro de 2013 
  2. «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Reis". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 15 de outubro de 2020