António Serzedelo

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António Serzedelo
Nascimento 15 de maio de 1945 (75 anos)
Socorro, Lisboa
Ocupação Ativista, Radialista, Jornalista
Educação História e Jornalismo
Nacionalidade Portuguesa
Religião Catolicismo
Trabalhos notáveis "Liberdade para as Minorias Sexuais"

António José Serzedelo Silva Marques (Lisboa, 15 de Maio de 1945) é um ativista, radialista, jornalista, político, ator e académico português. É o mais antigo ativista da causa LGBT em Portugal (desde Maio de 1974). Foi autor do 1° manifesto da causa LGBT em Portugal, "Liberdade para as Minorias Sexuais". Foi fundador da Opus Gay, do qual é atualmente presidente. Fundou e dirige o programa de rádio Vidas Alternativas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Fez o liceu em Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique. Formou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.[1]

Ensino[editar | editar código-fonte]

Lecionou como professor na Escola Secundária Dom José I em Lisboa e coordenador de estágios de alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na Universidade Lusíada de Lisboa[carece de fontes?].

Ativismo[editar | editar código-fonte]

Apenas 8 dias após o Revolução de 25 de Abril Foi coautor do zanifesto "Liberdade para as Minorias Sexuais" redigido pelo recém-criado "Movimento Homossexual de Acção Revolucionária que foi publicado no dia 13 de Maio 1974 no Diário de Lisboa e Diário de Notícias.[1][2] Este é o documento seminal da causa LGBT em Portugal e na época teve grande repercussão.[1][2] A partir deste ponto António Serzedelo envolveu-se com diversas causas, embora seja mais conhecido pelo o seu papel na causa LGBT. Entre 1982 e 1992 foi Presidente do Comité Português de Direitos Humanos do Povo Palestiniano.[1] Fez parte do Conselho da Paz e Cooperação do Movimento Anti-Apartheid em Portugal, até ao final do Apartheid na República da África do Sul e Rodésia.[1] Em 1995 fez parte do movimento "As Gravuras Não Sabem Nadar", com a arqueóloga Mila Simões de Abreu e a Isabel do Carmo, pela salvação das gravuras do Côa,[1] que foram declaradas Património Mundial pela UNESCO. Foi cofundador da Associação Abril, fundada por ex-pintassilguistas.[1] Em 28 de Junho 1997 fundou a Associação Opus Gay criada para defender os direitos humanos das minorias sexuais.[1] Com o apoio da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional criou uma extensão da Opus Gay contra a violência doméstica e homofobia em Évora.[1] É membro da Associação República e Laicidade.[1] Fez parte do Fórum Social Português.[1] Fundou e foi membro da direção da Associação Portas Abertas - Servas Portugal,[1] representante nacional da federação en:Servas International, uma rede de viajantes hospitalidade solidária que tem como objetivo promove a paz mundial. É cofundador da associação "Homens contra a Violência". Continua actualmente a ser membro desta organização. Assinou uma petição de 200 personalidades públicas contra os maus tratos de animais e a favor da esterilização dos cães e gatos que foi submetida ao Governo e envolveu-se em negociações ministeriais para implementar esta iniciativa.[1] Fez parte do movimento na luta contra a pedofilia em Lisboa.[1] Foi ativista da campanha a favor Interrupção Voluntária da Gravidez para o referendo à despenalização do aborto de 2007 junto com diversas associações cívicas.[1]

Jornalismo[editar | editar código-fonte]

Fez estágio no fr:Centre de formation des journalistes do Le Monde, Paris em 1974.[1] Em 1975 estagiou no Diário de Notícias. Foi administrador e jornalista do semanário "O Ponto" e estagiou no Diário de Notícias". Foi correspondente em Lisboa para a rádio comunitária de Paris, "Rádio Clube Português de Paris", até esta ser extinta.[1] Em 1999 fundou o programa "Vidas Alternativas", o primeiro programa em Portugal a abordar a temática LGBT.[1] Este era inicialmente emitido na rádio Voxx e reemitido em diversas rádios universitárias e locais programa em todo os pais. Hoje em dia é emitido via o site MegaWeb. Recentemente foi criado o programa Vidas Alternativas Brasil para atingir uma audiência Brasileira.[3] Co-fundou os blogues independente,"Fórum Social Português",[4] "Sociofonia".[5] Regularmente participa em intervenções em jornais, revistas, rádios, televisões a nível local e nacional sobre as temáticas da luta contra a homofobia e discriminação, igualdade, uniões de facto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, adopção, Interrupção Voluntária da Gravidez e sobre movimentos cívicos [carece de fontes?].

Artes[editar | editar código-fonte]

Membro ativo da cooperativa de cinema "Cinequipa".[1]

Política[editar | editar código-fonte]

Atualmente é vereador na Junta de Freguesia de Arroios, com as funções de Cultura e Bibliotecas, Interculturalidade, Envelhecimento Ativo e Desenvolvimento Sustentável[6].

Fez parte do gabinete do General Franco Charais, enquanto membro Conselho da Revolução, no qual continuou até a extinção do órgão.[1]

Foi vereador suplente pelo PS na Câmara Municipal de Lisboa, eleito nas últimas eleições autárquicas.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u Sobre Nós, Opus Gay. [1]
  2. a b 1º manifesto homossexual português publicado logo após a Revolução dos Cravos. Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica [2]
  3. Vidas Alternativas Brasil. [3]
  4. Blogo Social Português[4]
  5. Sociofonia. Arquivado em 19 de Abril de 2012 no Wayback Machine.
  6. «Junta de Freguesia | Arroios». Consultado em 6 de abril de 2019