António Teles de Meneses

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António Teles de Meneses
Morte julho de 1657
António Teles de Meneses, Conde de Vila Pouca de Aguiar.

António Teles de Meneses, 1.º Conde de Vila Pouca de Aguiar (cerca de 1600 — julho de 1657) foi um nobre e administrador colonial português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Inicialmente serviu como capitão de Diu, como general das armadas de remo e de alto bordo[1], depois foi nomeado como 46.º Governador da Índia em 1639, onde ficou até 1640.

Devia ter regressado no final desse ano ao Reino de Portugal pois a História o descreve como sendo um dos Quarenta Conjurados que, na revolução do 1 de Dezembro de 1640, restabeleceram a Independência de Portugal em relação ao jugo de Castela.

Tomou posse na Bahia como 18º governador do Brasil em 26 de dezembro de 1647.

Era o primeiro conde de Vila Pouca de Aguiar e levava a incumbência de socorrer a capitania na ameaça do coronel Sigismund van Schkoppe, para p desalojar da cidade de Salvador. Este mais os restantes sitiados holandeses que acabaram por abandonar a capitania para ir socorrer Pernambuco. A conjugação dos esforços diplomáticos e militares resultou na batalha dos Guararapes, a 19 de Abril de 1648, na qual os Holandeses saíram derrotados. O acontecimento marcou o governo do conde de Vila Pouca[2].

Foi também durante o seu governo que foi criada, em Lisboa, a Companhia Geral do Comércio do Brasil em moldes semelhantes aos da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais[3].

Depois de governar o Brasil, prestou socorro a Angola, onde esteve como governador até 1652[4].

De regresso ao Reino, foi nomeado alferes-mor do D. João IV de Portugal e, novamente, vice-rei da Índia, funções que não chegou a exercer pois foi surpreendido pela morte quando viajava para a Índia para tomar posse do novo cargo.

Com a morte do rei, no ano de 1656, foi um dos fidalgos que carregou o caixão do soberano[5].

Em várias terras de Portugal, diz Veríssimo Serrão em «História de Portugal», volume V, página 115, "fizeram-se levas de homens para a sua armada. Em Coimbra e Esgueira houve soldados que fugiram e outros que se escusaram, invocando terem a seu cargo os pais e as mães viúvas. (…) Ordenou-se, ao mesmo tempo, o embarque para o Maranhão dos presos degredados do Limoeiro, devido à falta de gente que havia naquela capitania (decreto de 30 de julho de 1648)".

Vice-rei (1657)[editar | editar código-fonte]

"Para fazer frente à ofensiva holandesa contra o Estado Português da Índia, em 1657, decidiram a Regente e os seus ministros tomar a medida que se impunha: a reconstituição da nossa armada de alto bordo da Índia. Para o cargo de Vice-Rei foi nomeado António Teles de Meneses (que já tinha sido governador), um dos raros chefes de mar que havia em Portugal". Partiu a armada em 4 de Abril, mas "durante a viagem faleceu. A armada ia toda junta, o que era caso raro, chegou a salvamento a Mormugão a 5 de Setembro e à barra do Mandovi dois dias mais tarde[6]."

Dados genealógicos[editar | editar código-fonte]

D. António Teles de Meneses foi o quinto filho de Rui Teles de Meneses (c. 1560¬1616), 8º senhor de Unhão, e de D. Mariana da Silveira.

Casou duas vezes, mas não teve qualquer descendência legítima.

  • 1º com D. Maria de Castelo Branco, filha herdeira de D. Jorge de Castelo Branco, que fora capitão de Ormuz, e de D. Maria de Mendonça.
  • 2ª com sua prima D. Helena de Castro, filha de Álvaro da Silveira, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Ana de Castro.

Apenas teve um filho, ilegítimo, de D. Maria Landrove, D. Aires Teles de Meneses. Este viria a unir-se a D. Joana Maria de Castro que foi a 2º condessa de Vila Pouca de Aguiar[7].

Fontes[editar | editar código-fonte]


Referências

Precedido por
Pero da Silva
Governador da Índia Portuguesa
16391640
Sucedido por
João da Silva Telo e Meneses
Precedido por
Antônio Teles da Silva
Governador-geral do Brasil
16471650
Sucedido por
João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa