António Telmo

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António Telmo
Antonio Telmo.jpg
Nome completo António Telmo Carvalho Vitorino
Nascimento 2 de maio de 1927
Almeida, Portugal.
Morte 21 de agosto de 2010 (83 anos)
Évora, Portugal.
Nacionalidade Portugal Português.
Parentesco Irmão de Orlando Vitorino.
Ocupação Escritor, professor e filósofo.
Influências
Principais trabalhos Filosofia e tradição portuguesa
Cargo Professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Brasília.
Magnum opus História Secreta de Portugal (1977)
Escola/tradição Filosofia Portuguesa
Principais interesses Filosofia da História; Filosofia Portuguesa, Filologia, Esoterismo.

António Telmo, (Almeida, 2 de Maio de 1927Évora, 21 de Agosto de 2010), foi um filósofo, escritor e professor português. Filho do jurista, poeta e jornalista António Dinis Vitorino e irmão de Orlando Vitorino, também escritor e filósofo. Licenciado em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras de Lisboa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

António Telmo Carvalho Vitorino nasceu em Almeida, Beira Alta, a 2 de Maio de 1927. Foi, a convite de Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, durante três anos, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Brasília. Mais tarde, dirigiu a Biblioteca de Sesimbra e leccionou a disciplina de Português em Estremoz. Publicou, entre outras obras, Arte Poética (1963), História Secreta de Portugal (1977), Gramática secreta da língua portuguesa (1981) e Filosofia e Kabbalah (1989) e colaborou no jornal 57 [1] (1957-1962).

António Telmo passou uma importante parte da sua juventude e idade adulta em Sesimbra, onde foi professor no Colégio Costa Marques, durante vários anos. Conjugou tradições como a filosofia aristotélica e a filosofia hebraica, o sentido sagrado da língua portuguesa e o dom da palavra poética, a noção de firmamento e o culto dos heróis. Filólogo aberto à intuitio intellectualis do poder criador do verbo, a ele se devem, entretanto, a noção de uma gramática secreta da língua portuguesa e o conceito criacionista de razão poética. Pensador quinto-imperial, não deixa de considerar, no seguimento de Álvaro Ribeiro, que a soberania reside sobretudo na inteligência e na imaginação. Tem colaboração dispersa em múltiplas publicações periódicas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arte Poética, Lisboa, Guimarães, 1963.
  • Gramática secreta da língua portuguesa, Lisboa, Guimarães, 1981.
  • Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões, Lisboa, Guimarães, 1982.
  • O Bateleur, Lisboa, Átrio, 1992.
  • Filosofia e Kabbalah, Lisboa, Guimarães., 1989.
  • História Secreta de Portugal, Lisboa, Vega, 1977.
  • Horóscopo de Portugal, Lisboa, Guimarães, 1997.
  • Contos, Lisboa, Aríon, 1999.
  • O Mistério de Portugal na História e n’ Os Lusíadas, Lisboa, Ésquilo, 2004.
  • Viagem a Granada, Lisboa, Fundação Lusíada, 2005.
  • Contos Secretos, Chaves, Tartaruga, 2007.
  • Congeminações de um neopitagórico, Vale de Lázaro, Al-Barzakh, 2006/ Lisboa, Zéfiro, 2009.
  • A Verdade do Amor, seguido de Adoração: cânticos de amor, de Leonardo Coimbra, Lisboa, Zéfiro, 2008.
  • Luís de Camões, Estremoz, Al-Barzakh, 2010.
  • A Aventura Maçónica, Lisboa, Zéfiro, 2010.
  • O Portugal de António Telmo, Lisboa, Guimarães, 2010. (Antologia)

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • O Portugal de António Telmo, Lisboa, Guimarães, 2010.

Referências

  1. Álvaro de Matos (24 de Junho de 2008). «Ficha histórica: 57 : folha independente de cultura» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 30 de Janeiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]