António Xavier Correia Barreto

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António Xavier Correia Barreto.

António Xavier Correia Barreto GCTEOAComAGOAGCAMPBSMPCEMOCE (Lisboa, 25 de Fevereiro de 1853 - Sintra, 15 de Agosto de 1939) foi um militar e político português. Foi ministro da guerra no Governo Provisório constituído após a Implantação da República Portuguesa.[1][2][3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira militar e académica[editar | editar código-fonte]

A carreira militar de Correia Barreto tem início quando este se alista voluntariamente no Regimento de Infantaria n.º 16, em 2 de Abril de 1870, com 17 anos. Em 1874, é promovido a alferes-aluno da Arma de Artilharia. Entra para a Escola Politécnica, onde foi aluno de António Augusto de Aguiar. Especializa-se em Química e Física, terminando o curso em 1874, e edita uma obra sobre a Química e as pólvoras (1885), que veio a ser oficialmente adoptada. Este seu trabalho permitiu-lhe evoluir na sua carreira, ficando encarregado de gerir a produção de munições com pólvora e sem fumo, que ele inventou. Esta pólvora ficaria conhecida por "pólvora Barreto".

É designado para director da Fábrica da Pólvora (1909), sendo, mais tarde, membro do Conselho de Administração Militar e para o Depósito Central de Fardamentos. Dos diversos cargos de topo que ocupou, destaca-se o de director do Arsenal do Exército, Comandante da 1ª Divisão do Exército e Comandante da Guarda Nacional Republicana.

Em 20 de Junho de 1914 é promovido a General.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Correia Barreto era conhecido pelos seus ideais republicanos, foi convidado para a comissão organizadora da revolução de 1910, pelo almirante Carlos Cândido dos Reis.

Após a Implantação da República Portuguesa, faz parte Governo Provisório, onde é ministro da guerra entre 5 de Outubro de 1910 e 2 de Setembro de 1911. Mais tarde, entre 16 de Junho de 1912 e 8 de Novembro de 1913 volta a ser o responsável pela mesma pasta. Das suas medidas políticas, destaca-se a reforma do Exército, e criação do Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar, em 1911.

Foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em 1913.

Jazigo de António Xavier Correia Barreto, no Cemitério dos Prazeres

Em 1915 e 1919, candidata-se à Presidência da República, nunca conseguindo ser eleito. A 15 de Fevereiro de 1919 é elevado a Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis e a 25 de Junho de 1919 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. A 16 de Fevereiro de 1920 é eleito Senador e Presidente do Senado, cargo que ocupou até à Revolução de 28 de Maio de 1926. A 31 de Dezembro de 1920 é elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis.[4]

Correia Barreto fez parte da Maçonaria, sendo iniciado na Loja Portugal em 1893.

Condecorações[4][5][editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Primeira República». Primeirarepublica.org 
  2. «Centenário da República». Centenariorepublica.pt 
  3. «Fundação Mário Soares». Fmsoares.pt 
  4. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Xavier Correia Barreto". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 3 de setembro de 2015 
  5. «Biografia na página da Academia Militar». Academiamilitar.pt 
  6. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome ordens.presidencia.pt
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