Antônio Bivar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Antônio Bivar
Antonio Bivar e Agnaldo Timóteo, década de 1970.
Nascimento 1939
Ribeirão Preto
Morte 5 de julho de 2020 (81 anos)
São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Jenny Thompson (1993-2008)
Ocupação Escritor e dramaturgo
Principais trabalhos Alzira Power, Cordélia Brasil e Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã
Prémios Prêmio Molière (1970)
Movimento literário Geração beat

Antônio Bivar Battistetti Lima (Ribeirão Preto, 1939São Paulo, 5 de julho de 2020)[1][2] foi um escritor e dramaturgo brasileiro. Foi autor de diversas peças de sucesso, como a premiada Cordélia Brasil, que lhe valeu o prêmio Molière de 1970.[3][4]

Participou intensamente da agitação inovadora dos movimentos de contracultura dos anos 60, 70 e começo dos 80. Foi organizador de O Começo do Fim do Mundo, o mais importante festival de música punk realizado no Brasil nos dias 27 e 28 de novembro de 1982 no SESC Pompeia (SP), que contou com a participação de bandas punks que fizeram história no cenário nacional e internacional, destaque especial para Inocentes, Olho Seco, Cólera e Ratos de Porão.[5] Na obra Verdes vales do fim do mundo, escreveu um relato biográfico da sua estada de um ano e uma semana na Europa.[6] Residiu em Londres, onde conviveu com outros nomes da cena cultural brasileira então exilados pela ditadura militar, como Jorge Mautner, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Leilah Assumpção.[1] No campo da dramaturgia escreveu outras obras premiadas como Alzira Power e Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã.[7]

Morreu em 5 de julho de 2020, em São Paulo, após contrair COVID-19.[1][2]

Livros[editar | editar código-fonte]

  1. O que é punk (1982, ed. Brasiliense)
  2. James Dean (1984, ed. Brasiliense)
  3. Verdes vales do fim do mundo (1985, ed. L&PM)
  4. Longe daqui, aqui mesmo (1995, ed. Best Seller/Círculo do Livro)
  5. Chic-a-Boom (1991, ed. Siciliano)(2005, ed. A Girafa)
  6. Yolanda (2004, ed. A Girafa)
  7. Jack Kerouac: o rei dos beatniks (2005, Brasiliense)
  8. Bivar na corte de Bloomsbury (2005, ed. A Girafa)
  9. Histórias do Brasil Para Teatro (2007, ed.novo século)
  10. Contos Atrevidos (2009, ed. Prumo)
  11. O Teatro de Antônio Bivar/As Três Primeiras peças (2010, ed.Imprensaoficial)
  12. Mundo adentro vida afora (2014, ed. L&PM)
  13. Aos quatro ventos (2016, Ed. Reformatório)
  14. Perseverança (2019, Ed. Humana Letra)

Biografia[editar | editar código-fonte]

  1. Bivar, O Explorador de Sensações peregrinas, por. Maria Lucia Dahl (2010,impresaoficicial)

Teatro[editar | editar código-fonte]

  1. Simone de Beauvoir, pare de fumar, siga o exemplo de Gildinha Saraiva e comece a trabalhar (1967, em co-autoria com Carlos Aquino)
  2. Cordélia Brasil (1967)
  3. Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã (1968)
  4. O cão siamês ou Alzira Power (1969)
  5. A passagem da rainha (1969)
  6. Longe daqui, aqui mesmo (1971)
  7. Gente fina é outra coisa (1976 em co-autoria com Alcyr Costa)
  8. Quarteto (1976)
  9. Alice, que delícia! (1987)
  10. Histórias do Brasil
  11. Enfim o paraíso
  12. Uma coroa nos trópicos
  13. As raposas do café (os quatro últimos de 1983/90, em coautoria com Celso Luiz Paulini

Referências

  1. a b c «Morre o dramaturgo e escritor Antonio Bivar, aos 81, em São Paulo, com Covid». Folha de S. Paulo. Consultado em 5 de julho de 2020 
  2. a b «Antonio Bivar, que partiu nesse domingo, foi hippie, punk, pop… um dos grandes representantes da contracultura no Brasil». Glamurama. Consultado em 5 de julho de 2020 
  3. Machado, Alvaro (12 de maio de 2015). «Esqueça os Beatles e leia sobre Antonio Bivar». Carta Capital. Consultado em 28 de Julho de 2016 
  4. «Título ainda não informado (favor adicionar)». Programa do Jô. Globo. 15 de novembro de 2013. Consultado em 28 de Julho de 2016 
  5. «Enciclopédia Itaú Cultural». Consultado em 28 de Julho de 2016 
  6. «Verdes vales do fim do mundo». L&PM. Consultado em 28 de Julho de 2016 
  7. Machado, Alvaro. «Histórias e confidências de Antonio Bivar». Consultado em 28 de Julho de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

ALZIRA Power ou O Cão Siamês de Alzira Pô...Lôca. São Paulo, 1970. Programa do espetáculo.
CORDÉLIA Brasil. Programa do espetáculo. São Paulo, 1968.
Entrevista com Etty Fraser. Planilha enviada pela pesquisadora Rosy Farias Não Catalogado
GENTE Fina é Outra Coisa. São Paulo, 1976. Programa do espetáculo.
MAGALDI, Sábato. Moderna Dramaturgia Brasileira. São Paulo,. Ed. Perspectiva, 1998.
MICHALSKI, Yan. Antônio Bivar. ______. Enciclopédia do teatro brasileiro contemporâneo. Rio de Janeiro, 1989. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq.
O Teatro Através da História, vol. II, O Teatro Brasileiro, Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil e Entourage Prods. Artísticas, 1994.