Antônio Dias Coelho Neto dos Reis

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Antônio Dias Coelho Neto dos Reis
Nascimento 4 de setembro de 1829
Campos dos Goytacazes
Morte 9 de novembro de 1896 (67 anos)
Cidadania Brasil

Antônio Dias Coelho Neto dos Reis,[nb 1] segundo barão com grandeza, único visconde e conde de Carapebus GCNSC (Campos dos Goytacazes, 4 de setembro de 1829Paris, 9 de novembro de 1896), foi um proprietário de terras e advogado brasileiro.

Exerceu funções públicas como deputado legislativo pelo Rio de Janeiro. Era Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial e teve cargos na corte como veador e guarda-roupas. Foi amigo pessoal do Imperador Dom Pedro II e acompanhou a família imperial ao exílio em 1889.

Filho de Joaquim Pinto Neto dos Reis, primeiro Barão de Carapebus, proprietário da histórica Fazenda do Beco, em Campos, hoje Asilo do Carmo. Sua mãe, Antônia Joaquina Alves da Cruz, era membro de uma tradicional família do norte fluminense, grande proprietária de terras em Carapebus, antigo distrito de Macaé (RJ).

Armas do conde de Carapebus, as mesmas das famílias Pinto e Neto.

Casou-se, em 1854, com Francisca Jacinta Nogueira da Gama, filha de Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama, 2.º Conde de Baependi, neta paterna do Marquês de Baependi; materna da Baronesa de São Mateus; e bisneta da Baronesa de São Salvador de Campos, membro de uma das mais importantes famílias do período imperial. Os condes foram pais de Antônio, José Inácio (Conde romano de Carapebus) e Francisca (Viscondessa de Tourinho in memoriam).

A Condessa de Carapebus era amiga íntima e dama da imperatriz D. Teresa Cristina, além de ser membro de diversas ordens honoríficas no Brasil e na Europa. Apreciadora de artes e antiguidades protegeu artistas, financiando-os inclusive no exterior, como no caso do pintor franco-carioca François-Marie-Daniel Bérard (1846-1910), autor de um retrato da Condessa de Carapebus, datado de 1880, preservado na "Collecção D. Rosa Joaquina", em Macaé (RJ).

Recebeu o título de barão com grandeza por decreto de 6 de abril de 1867, o de visconde com grandeza por decreto de 30 de novembro de 1886 e o de conde por decreto de 8 de agosto de 1888. O título faz referência a um antigo distrito do município de Macaé, hoje emancipado, local de origem de sua família materna, onde o conde de Carapebus herdou terras.

Era comendador da Imperial Ordem de Cristo, Oficial da Imperial Ordem da Rosa e Grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. A grafia original do nome do biografado, Antonio Dias Coelho Netto dos Reis, deve ser atualizada conforme a onomástica estabelecida a partir do Formulário Ortográfico de 1943, por seguir as mesmas regras dos substantivos comuns (Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943). Tal norma foi reafirmada pelos subsequentes Acordos Ortográficos da língua portuguesa (Acordo Ortográfico de 1945 e Acordo Ortográfico de 1990). A norma é optativa para nomes de pessoas em vida, a fim de evitar constrangimentos, mas após seu falecimento torna-se obrigatória para publicações, ainda que se possa utilizar a grafia arcaica no foro privado (Formulário Ortográfico de 1943, IX).

http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1250&cd_idioma=28555

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LAMEGO, Alberto. A Terra Goytacá: Á luz de documentos inéditos. Niterói, RJ: Diário Oficial, Tomo Sexto, 1943.
  • PARADA, Antonio Alvarez. Histórias Curtas e Antigas de Macaé. Rio de Janeiro: Artes Gráficas, 1995, volumes I e II.
  • TOSTES, Vera Lucia Bottrel. Títulos e brasões, sinais de nobreza: titulares brasonados do Império Rio de Janeiro e São Paulo. Rio de Janeiro; JC Editora, 1996.
  • RIBEIRO LAMEGO, Alberto. O Homem e o Brejo. Rio de Janeiro: Lidador, 1974.
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