Antônio Guilherme Ribeiro Ribas

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Antônio Guilherme Ribeiro Ribas
Nome completo Antônio Guilherme Ribeiro Ribas
Nascimento 20 de setembro de 1946
São Paulo, Brasil
Morte 28 ou 29 de novembro de 1973 (27 anos)
Região do Araguaia, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação Estudante,militante e guerrilheiro

Antônio Guilherme Ribeiro Ribas (São Paulo, 20 de setembro de 1946São Paulo, 28 ou 29 de novembro de 1973) foi um estudante, guerrilheiro e militante do PCdoB desaparecido na ditadura militar brasileira. É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira. Foi conhecido na luta contra a ditadura como Ferreira.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Antônio Guilherme Ribeiro Ribas nasceu no dia 20 de setembro de 1946, na cidade de São Paulo, em São Paulo. Tinha quatro irmãos e era filho de Walter Sheiba, que participou da Revolução Constitucionalista de 1932, e de sua mulher Benedita de Araújo.[1] Estudou até o 3º colegial no Colégio Estadual Basílio Machado. Em 1967, foi presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES). [2]

Ditadura[editar | editar código-fonte]

O militante foi detido em 7 de setembro de 1968 pelo DOPS, enquanto ele e outros estudantes distribuíam panfletos contrários à ditadura militar, durante a parada militar comemorativa da Independência do Brasil[1]. Passou 34 dias no antigo presídio Tiradentes e no mês seguinte conseguiu ser liberado a partir de um habeas corpus. Em 1968, no dia 8 de outubro, quando participava do 30º congresso da UNE em Ibiúna, Antonio foi preso novamente e condenado a 1 ano e 6 meses de detenção. Nesse período, o militante passou por várias cadeias do País, como Presídio Tiradentes, Forte de Itaipu na Praia Grande, Delegacia de Polícia da Vila Mariana, Quartel do Batalhão de Caçadores do Município de São Vicente, Casa de Detenção de São Paulo e Quartel de Quitaúna.[3]

Em abril de 1970, já em liberdade, passou a morar em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde continuou a lutar contra a ditadura. Em seguida, mudou-se para o Vale do Gameleira, no sudeste do Pará, para se integrar a guerrilha do Araguaia, em que fez parte do Destacamento B.

Desaparecimento[editar | editar código-fonte]

Depois de integrar-se à guerrilha de Araguaia, Antonio não se comunicou mais diretamente com a família. Ali foi justiçado pelos próprios companheiros ou morto em tiroteio pelas forças de segurança. Por usar documentos e nome falsos, teria sido enterrado como indigente. Sobre as informações que os familiares de Antônio obtiveram depois disso, seu irmão, José Dalmo Ribas, declarou:

Tivemos ainda um encontro de despedida. E só voltamos a ter notícias dele em 1973, por intermédio de Francisco Romanini, que esteve preso na Operação Bandeirantes, quando então ficou sabendo sobre Guilherme e suas atividades políticas na região do Araguaia. Mais tarde, em 1975, nossa família recebeu uma intimação da Auditoria Militar para Guilherme. Nesse julgamento, Guilherme, na qualidade de revel, foi absolvido. Ficou absolutamente claro para mim que meu irmão tinha sido morto pelos agentes da repressão política. [4]

Até hoje é desconhecido o paradeiro do corpo de Antônio, ainda que sua família tenha tentado buscar informações depois de seu desparecimento. A Comissão Nacional da Verdade, no dia 12 de abril de 2013, fez uma audiência pública sobre os casos dos guerrilheiros desaparecidos no Araguaia nascidos em São Paulo ou que tiveram atuação política nesse estado. Dentre os casos abordados na audiência estava o de Antônio Guilherme Ribas.[5]

Homenagem[editar | editar código-fonte]

Na cidade de São Paulo, no bairro Jardim Guanhembu, há uma rua batizada de Antonio Guilherme Ribas em homenagem ao guerrilheiro.[6]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências