Antônio Martins

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Município de Antônio Martins
Vista parcial da cidade a partir do Mirante e Santuário São José

Vista parcial da cidade a partir do Mirante e Santuário São José
Bandeira de Antônio Martins
Brasão de Antônio Martins
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 26 de março
Fundação 1963
Gentílico antoniomartinense
Prefeito(a) Jorge Vinicius de Oliveira Fernandes (PSD)
(2017–2020)
Localização
Localização de Antônio Martins
Localização de Antônio Martins no Rio Grande do Norte
Antônio Martins está localizado em: Brasil
Antônio Martins
Localização de Antônio Martins no Brasil
06° 12' 46" S 37° 54' 21" O06° 12' 46" S 37° 54' 21" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Umarizal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Martins, Frutuoso Gomes e Serrinha dos Pintos;
Sul: Pilões, Alexandria e João Dias;
Leste: Almino Afonso e Catolé do Rocha (Paraíba);
Oeste: Marcelino Vieira e Pau dos Ferros.
Distância até a capital 353 km
Características geográficas
Área 244,897 km² [2]
População 7 221 hab. IBGE/2016[3]
Densidade 29,49 hab./km²
Altitude 312 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,578 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 44 302 mil IBGE/2014[5]
PIB per capita R$ 6 133,33 IBGE/2014[5]
Página oficial

Antônio Martins é um município do estado do Rio Grande do Norte, no Brasil. Está localizado na microrregião de Umarizal, dentro da mesorregião do Oeste Potiguar. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2010 sua população era de 6 907 habitantes. Área territorial é de 245 km².

O município foi desmembrado de Martins em 8 de maio de 1962, por meio da lei estadual nº 2.754. Esta lei foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, sendo porém, a criação e emancipação do município ratificada em 26 de março de 1963, por meio da lei estadual de nº 2.851, e a nova entidade instalada solenemente a 4 de abril do mesmo ano.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Antônio Martins começou a ser escrita pelos índios Icozinhos e Janduís, que deixaram por todo território municipal, marcas de suas passagem em diversos sítios arqueológicos da região, sendo os mais conhecidos o da Ramada, Junco, Timabúba e o da Vila Pintada.

No ano de 1870, quando era conhecida como Sítio Boa Esperança e contava apenas com uma pequena casinha na penúltima década do século XIX. Em 1898, já tinha aproximadamente 26 casas de taipa e choupanas de palha espalhadas pelos cimos das elevações no terreno acidentado, aclives serranos do Martins. Justino Ferreira de Souza chegou em maio de 1898, que seria depois Justino de Boa Esperança, agricultor, arquiteto, homeopata, hoteleiro, sacristão, autoridade policial, animador. A primeira confiança nos destinos do futuro povoado que seria município, esquecido da existência humilde do povoado.A primeira morada construída por Justino era rebocada, caiada, no mesmo local onde nasceria a cidade. Antes nada existia. O cemitério foi feito em 1899.

Em 1900, seu pensamento era construir a capela, porém a grande seca o impediu, só acontecendo em 1901, quando foi iniciada, ajudada pela esmola dos pobres que trabalhavam ao redor. Numa ocasião Francisco de Paulo, um pobre da região, vendeu o único alqueire de milho para reverter em auxílio da capelinha. Durante quatro anos todo o esforço possível foi compensado, a capela construída custou quatro contos de réis. Em 21 de fevereiro de 1902,foi celebrada a primeira missa, dita pelos padres Abidon Milanês e Tertuliano Fernandes, os serviços internos vieram de agosto de 1901 a fevereiro de 1902. Exteriormente findaram em agosto de 1905. Na festa de inauguração veio a banda de Catolé do Rocha, muito elogiada pelo mestre Justino. Seu Padroeiro é Santo Antônio. Em 1903, foram iniciadas as feiras, sendo interrompidas em 1904 e reiniciadas em 1905, desaparecendo e só voltando em 1929. Durante esse período a população foi crescendo, adensando-se, ampliando o número de residências, plantações e interesses diversos. Em 1920, 81 casas com 327 moradores já estavam permanentes em Antônio Martins. Rotas de comboios, pista de subida para Martins e estrada tradicional para Mossoró. Em 1938, passou a distrito de Vila de Martins. O nome Demétrio Lemos surgiu no ano de 1943, denominação e homenagem ao coronel do exército Demétrio do Rego Lemos (1867-1843), natural de Martins e falecido no Rio de Janeiro.

Em 1943, Vila Boa Esperança era vila próspera e atraente, vitoriosa, anunciando o acesso municipal. Em 29 de outubro de 1948, inaugurou-se a estação da estrada de ferro de Mossoró ligando ao litoral norte-rio-grandense e a Souza, aos sertões paraibanos da Ribeira do Rio Peixe e para o Ceará.

Antônio Martins Fernandes de Carvalho (1905-1957) nasceu na cidade de Martins e faleceu no Moquém, distrito de Demétrio Lemos. Médico pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1932, clínico em Martins e radiologista em Natal, prefeito de Portalegre em 1953, realizou útil e operosa administração, incompleta por haver como deputado federal Suplente, tomado parte nos trabalhos parlamentares, defendendo com entusiasmo e competência vários projetos proveitosos a zona oeste do Rio Grande do Norte. Era um homem fino no trato, acolhedor e amável, de grande comunicação e simpatia pessoal. Seu nome foi dado a Demétrio Lemos ou Boa Esperança, numa homenagem justa e sincera do amigo Jocelim Vilar, na época deputado.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Antônio Martins está localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e microrregião de Umarizal, no Alto Oeste do estado do Rio Grande do Norte,[1] distante 353 km de Natal, capital estadual,[6] e 2 092 km de Brasília, capital federal.[7] Ocupa uma área de 244,897 quilômetros quadrados (km²),[2] e se limita a norte com Martins, Frutuoso Gomes e Serrinha dos Pintos, a sul Pilões, Alexandria e João Dias, a leste Almino Afonso e Catolé do Rocha (Paraíba) e a oeste Marcelino Vieira e Pau dos Ferros.[8]

O relevo do município, com altitudes entre 200 e 400 metros, é constituído pelo Planalto da Borborema, onde se localizam as áreas de maior altitude, originárias do período Pré-Cambriano, e pela Depressão Sertaneja-São Francisco, que abrange terrenos de transição entre a Chapada do Apodi e o Planalto da Borborema. Antônio Martins está situado em área de abrangência de rochas metamórficas formadas durante o Pré-Cambriano médio, com idade entre um bilhão e 2,5 bilhões de anos. Geomorfologicamente predominam formas de relevos tabulares separados por áreas de menor altitude (vales).[8]

Predomina o solo podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, com drenagem bastante acentuada, relevo de suave a ondulado, alto nível de fertilidade e textura média, que pode ser ou não formada por cascalho.[8] Há também, em porções menores, o luvissolo (solo bruno não cálcico) e os solos litólicos.[9]

Antônio Martins está situado na bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró.[10][11] Cortam o município os riachos Bom Água, Corredor, Mata Seca, da Picada e dos Porcos.[8] O principal reservatório é o açude Corredor, localizado a sete quilômetros da zona urbana, construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) em 1914 e ampliado em 1984, com uma capacidade total para 4,643 milhões de metros cúbicos de água (m³), sendo que sua bacia hidrográfica cobre uma área de 60 km².[12] Outros reservatórios importantes, com capacidade igual ou superior a 100 000 m³, são os açudes Tamanduá (2 500 000 m³), Latão (2 000 000 m³) e Timbaubinha (800 000 m³).[8]

A vegetação é formada pela caatinga hiperxerófila, típica do sertão, sem folhas na estação seca, com espécies de pequeno porte e cactáceas. Entre as espécies mais encontradas estão o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis benth), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).[8]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas registrados em Antônio
Martins (EMATER e sítio Areias) por meses (EMPARN, 1962–presente)[13]
Mês Acumulado Data Ref Mês Acumulado Data Ref
Janeiro 91 mm 02/01/1998 [14] Julho 79,2 mm 05/07/1989 [15]
Fevereiro 90,4 mm 07/02/2000 [16] Agosto 49 mm 25/08/2009 [17]
Março 128,2 mm 23/03/1981 [18] Setembro 16,2 mm 23/09/1978 [19]
Abril 121 mm 10/04/1963 [20] Outubro 48 mm 24/10/2010 [21]
Maio 80 mm 04/05/1996 [22] Novembro 69 mm 30/11/1978 [23]
Junho 92 mm 10/06/1985 [24] Dezembro 76,5 mm 30/12/1963 [25]

O clima de Antônio Martins é como semiárido quente (do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger),[26] com temperatura média anual em torno dos 26 °C.[27] Levando-se em consideração apenas o índice pluviométrico, de quase 900 milímetros (mm) anuais, o clima é tropical chuvoso com estação seca, com chuvas concentradas entre os meses de fevereiro e maio.[8] A umidade relativa do ar média é de 66% e o tempo de insolação de aproximadamente 2 700 horas/ano.[8]

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), registrados no sítio Areias (ex-Corredor) e escritório local da EMATER (zona urbana, a partir de 2005), desde 1962 o maior acumulado de precipitação registrado em Antônio Martins foi de 128,2 mm em 23 de março de 1981.[18] Outros grandes acumulados foram 121 mm em 10 de abril de 1963,[20] 119,6 mm em 29 de março de 2005,[28] 115,2 mm em 18 de março de 1985[29] e 14 de abril de 1982,[30] 102,5 mm em 28 de março de 2010[21] e 100 mm em 8 de abril de 1963.[20] Em um mês o maior acumulado registrado foi de 603,2 mm em abril de 1974.[31]

Dados climatológicos para Antônio Martins
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 31,9 31 30,2 29,7 29,3 29,2 29,5 30,5 31,6 32,3 32,3 32,4 30,8
Temperatura média (°C) 26,7 26,2 25,9 25,5 25 24,4 24,3 24,8 25,7 26,4 26,6 26,9 25,7
Temperatura mínima média (°C) 21,6 21,5 21,6 21,3 20,7 19,6 19,1 19,2 19,9 20,5 21 21,5 20,6
Precipitação (mm) 71 128 234 226 103 52 29 5 4 6 9 29 896
Fonte: Climate-Data.org[27]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 8 038
1980 8 751 8,9%
1991 7 564 -13,6%
2000 6 757 -10,7%
2010 6 907 2,2%
Est. 2016 7 221 [3] 6,9%
Fonte: CNM/IBGE[32]

A população de Antônio Martins no censo demográfico de 2010 era de 6 907 habitantes, com uma taxa média de crescimento de 0,22% ao ano em relação ao censo de 2000,[4] sendo o 92° município em população do Rio Grande do Norte, apresentando uma densidade demográfica de 28,24 hab./km².[3] De acordo com este mesmo censo, 54,79% dos habitantes viviam na zona urbana e 45,21% na zona rural. Ao mesmo tempo, 50,59% da população eram do sexo masculino e 49,41% do sexo feminino, tendo uma razão de sexo de aproximadamente 102 homens para cada cem mulheres.[33] Quanto à faixa etária, 65,69% da população tinham entre 15 e 64 anos, 24,64% menos de quinze anos e 9,67% 65 anos ou mais.[4]

Igreja Matriz de Santo Antônio, sede da área pastoral homônima

Ainda segundo o mesmo censo, a população de Antônio Martins era formada por católicos apostólicos romanos (84,01%) e protestantes (10,69%). Outros 5,1% não tinham religião, incluindo-se aí os ateus (0,05%), 0,15% tinham religiosidade indeterminada.[34] O padroeiro do município é Santo Antônio, cuja área pastoral, subordinada à Diocese de Mossoró, foi criada em 13 de junho de 2017, desmembrada da paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Martins, abrangendo geograficamente os municípios de Antônio Martins, Frutuoso Gomes e João Dias.[35] Antônio Martins também possui alguns credos protestantes ou reformados, sendo eles a Assembleia de Deus, Deus é Amor e as igrejas adventista, batista e presbiteriana.[34]

Conforme pesquisa de autodeclaração do mesmo censo, 49,04% dos habitantes eram brancos, 47,04% pardos, 3,82% pretos e 0,14% amarelos.[36] Todos os habitantes eram brasileiros natos[37] (79,45% naturais do município)[38] dos quais 98,88% naturais do Nordeste, 0,99% do Sudeste (1,33%) e 0,09% do Norte além de 0,04% sem especificação. Dentre os naturais de outras unidades da federação, a Paraíba tinha o maior percentual de residentes (2,61%), seguido por São Paulo (0,9%) e pelo Ceará (0,82%).[39]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado baixo, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era 0,578, estando na 139ª posição a nível estadual (em 167 municípios) e na 4 670ª a nível federal (de 5 565 municípios). Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é 0,760, o valor do índice de renda é 0,554 e o de educação 0,458.[4] No período de 2000 a 2010, o índice de Gini reduziu de 0,57 para 0,51 e a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 caiu 39,2%. Em 2010, 57% da população vivia acima da linha de pobreza, 25,9% abaixo da linha de indigência e 17,1% entre as linhas de indigência e de pobreza. No mesmo ano, os 20% mais ricos eram responsáveis por 53,1% no rendimento total municipal, valor quase 26 vezes superior ao dos 20% mais pobres, de apenas 2,1%.[4][40]

Política[editar | editar código-fonte]

Palácios Joaquim Carvalho Neto (esquerda) e Francisco Pedro Neto (direita), que abrigam, respectivamente, a prefeitura (poder executivo) e a câmara de vereadores (legislativo).

A administração municipal se dá através dos poderes executivo e legislativo. O primeiro é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários.[41] O primeiro prefeito constitucional de Antônio Martins foi Joaquim Inácio de Carvalho Neto, empossado em 1964, ano da instalação do município, e ainda exercendo o cargo por outros dois mandatos (1973 a 1977 e 1983 a 1989),[42] e o atual é Jorge Vinicius de Oliveira Fernandes, do Partido Social Democrático (PSD), eleito nas eleições municipais de 2016 com 56,96% dos votos válidos.

O poder legislativo é constituído pela câmara municipal, formada por nove vereadores.[43] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[41]

Antônio Martins se rege pela sua lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990,[8] e é um dos termos da comarca de Martins (poder judiciário estadual), de segunda entrância (o outro termo é Serrinha dos Pintos).[44] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Antônio Martins pertence à 38ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte e possuía, em dezembro de 2016, 5 948 eleitores, o que representa 0,248% do eleitorado estadual.[45]

Economia[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do município de Antônio Martins em 2014 era de R$ 44 302 mil, dos quais R$ 29 161 mil da administração pública, R$ 8 761 mil do setor de serviços, R$ 2 501 mil do setor primário, R$ 2 278 mil da arrecadação de impostos e R$ 1 601 mil da indústria. O PIB per capita era de R$ 6 133,33.[5]

Na lavoura temporária de 2015 foram produzidos cana de açúcar (330 t), milho (16 t), mandioca (14 t), batata-doce (14 t), feijão (7 t) e arroz (6 t),[46] e na lavoura permanente coco-da-baía (dezesseis mil frutos), banana (80 t), manga (35 t) e goiaba (10 t).[47] Na pecuária, o município possuía um rebanho de 10,5 mil galináceos (frangos, galinhas, galos e pintinhos), 4 200 bovinos, 1 500 ovinos, 1 500 caprinos, 1 100 suínos e duzentos equinos. Ainda na pecuária também foram produzidos 600 mil litros de leite de 1 100 vacas ordenhadas, 21 mil dúzias de ovos de galinha e 1 500 quilos de mel de abelha.[48]

Em 2010, considerando-se a população municipal com idade igual ou superior a dezoito anos, 47,3% eram economicamente ativos ocupados, 45,8% inativos e 6,9% ativos desocupados. Ainda no mesmo ano, levando-se em conta a população ativa ocupada na mesma faixa etária, 38,7% trabalhavam na agropecuária, 35,93% no setor de serviços, 10,07% no comércio, 7,94% na construção civil, 3,57% em indústrias de transformação, 0,51% na utilidade pública e 0,3% em indústrias de extração.[4]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Vista parcial de Antônio Martins, com a rodovia estadual RN-077 ao meio, na saída para a cidade de João Dias.

O serviço de abastecimento de água do município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).[49][50] A empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN).[51] A voltagem da rede é de 220 volts.[52] O código de área (DDD) é 084[53] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) varia na faixa de 59870-000 a 59879-999.[54] Em 2010, o município possuía 88,78% de seus domicílios com água canalizada[55] e 99,19% com eletricidade,[56] além de 51,97% com coleta de lixo.[57] Ao mesmo tempo, 66,25% tinham somente telefone celular, 3,91% celular e fixo, 0,66% apenas telefone fixo e 29,18% não possuíam nenhum.[58]

A frota municipal em 2016 era de 840 motocicletas, 387 automóveis, 107 motonetas, 88 caminhonetes, 35 caminhões, dez camionetas, oito micro-ônibus, seis utilitários e três ônibus, além de dez em outras categorias, totalizando 1 494 veículos.[59] O município é cortado por uma rodovia federal, a BR-226, que liga Antônio Martins a Pau dos Ferros, Frutuoso Gomes e outros municípios,[60] e pelas rodovias estaduais RN-077 (acesso à cidade de João Dias) e RN-117 (liga Antônio Martins a Alexandria).[61][62] Antônio Martins possui ainda uma estação ferroviária, inaugurada em 1949, de uma antiga estrada de ferro que ligava Mossoró, no Rio Grande do Norte, a Sousa, na Paraíba, hoje desativada.[63]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A rede de saúde de Antônio Martins dispunha, em 2009, de oito estabelecimentos, todos públicos e municipais.[64] Em abril de 2010, a rede profissional de saúde era constituída por 22 médicos, dezesseis auxiliares de enfermagem, seis enfermeiros, quatro cirurgiões-dentistas, dois farmacêuticos e dois técnicos de enfermagem, totalizando 52 profissionais.[65] Segundo dados do Ministério da Saúde, seis casos de AIDS foram registrados em Antônio Martins entre 1990 e 2015 e, entre 2001 e 2012, foram notificados 178 casos de dengue.[66]

Em 2010, a expectativa de vida era de 70,6 anos, sendo a taxa de fecundidade de 2,3 filhos por mulher e a taxa de mortalidade infantil em até um ano de idade de 24,9 por mil nascidos vivos (26,8 até cinco anos).[4] No mesmo ano, 99,6% das crianças menores de um ano de idade estavam em dia com a carteira de vacinação[67] e 97,6% das crianças do município com idade inferior a dois anos foram pesadas pelo Programa Saúde da Família, 0,9% delas desnutridas.[40] O município pertence à VI Regional de Saúde Pública (VI URSAP) do Rio Grande do Norte, sediada em Pau dos Ferros.[68]

Educação[editar | editar código-fonte]

IDEB de Antônio Martins[69]
Ano Anos
iniciais
Anos
finais
2005 2,1 2,2
2007 2,8 2,6
2009 3,1 2,4
2011 3,5 2,7
2013 3,8 2,7
2015 4,4 3,7

Antônio Martins possuía uma expectativa média de 8,73 anos de estudos em 2010, valor abaixo da média estadual (9,54 anos),[4] ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 71,2% (78,3% para as mulheres e 64,2% para os homens).[70] A taxa de conclusão do ensino fundamental, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 36,3% e o percentual de conclusão do ensino médio (18 a 24 anos) de 28%.[69]

O percentual de crianças de cinco a seis anos na escola era de 93,05% e de onze a treze anos cursando o fundamental de 77,42%. Entre os jovens, a proporção na faixa de quinze a dezessete anos com fundamental completo era de 36,43% e dezoito a vinte anos com ensino médio completo de apenas 28,4%. Considerando-se apenas a escolaridade da população com idade igual ou superior a 25 anos, 30,96% não sabiam ler ou escrever, 23,52% haviam concluído o fundamental, 13,81% tinham ensino médio completo e apenas 3,12% concluído o ensino superior.[4]

Em 2015, a distorção idade-série ou defasagem entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 29,6% para os anos iniciais e 48,2% nos anos finais, chegando a 53% no ensino médio.[69] No mesmo ano o município possuía uma rede de 22 escolas de ensino fundamental (com 67 docentes), quatorze do pré-escolar (dezenove docentes) e uma de ensino médio (dez docentes), com um total de 1 447 matrículas.[71]

Referências

  1. a b c «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. a b «Consulta por Município». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de junho de 2017 
  3. a b c «Antônio Martins». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 27 de maio de 2017 
  4. a b c d e f g h i «Antônio Martins, RN». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Consultado em 27 de maio de 2017 
  5. a b c «Rio Grande do Norte » Antônio Martins » produto interno bruto dos municípios - 2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 18 de junho de 2017 
  6. «Distância entre Natal e Antônio Martins». Consultado em 25 de maio de 2017 
  7. «Distância entre Antônio Martins e Brasília». Consultado em 25 de maio de 2017 
  8. a b c d e f g h i «ANTÔNIO MARTINS» (PDF). Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 25 de maio de 2017 
  9. «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Antônio Martins, RN» (PDF). Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 25 de maio de 2017 
  10. «Bacia Apodi/Mossoró». Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2014 
  11. «Semarh realiza eleição dos membros do Comitê da Bacia do rio Apodi-Mossoró». Jornal de Hoje. 15 de janeiro de 2013. Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2015 
  12. «Ficha Técnica do Reservatório Corredor». Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte. Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada em 25 de maio de 2017 
  13. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). «Monitoramento Hidrometeorológico - Municípios - Antônio Martins (Estação Areias (ex-Açude Corredor))». Agência Nacional de Águas (ANA). Consultado em 25 de maio de 2017 
  14. «Ocorrência de Chuvas (mm) - 1998 - Posto: ANTÔNIO MARTINS (ST. AREIAS (ex-Corredor))». Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte. Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada em 26 de maio de 2017 
  15. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte. «Chuvas - médias diárias - 7/1989 - Estação Areias (ex-Açude Corredor)». Agência Nacional de Águas. Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada em 26 de maio de 2017 
  16. «Ocorrência de Chuvas (mm) - 2000 - Posto: ANTÔNIO MARTINS (ST. AREIAS (ex-Corredor))». Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte. Consultado em 25 de maio de 2017. Cópia arquivada em 26 de maio de 2017 
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