Antônio, Conde de Lecce

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Antônio
Conde de Lecce
O conde, em litografia de Forino, em 1828.
Casa Bourbon-Duas Sicílias
Nome completo
Antonio Pasquale
Nascimento 23 de setembro de 1816
  Palácio Real de Palermo, Palermo, Reino das Duas Sicílias
Morte 12 de janeiro de 1843 (26 anos)
  Giugliano, Nápoles, Reino das Duas Sicílias
Enterro Basílica de Santa Clara, Nápoles
Pai Francisco I das Duas Sicílias
Mãe Maria Isabel de Espanha

Antônio Pascoal (em italiano: Antonio Pasquale) (Palermo, 23 de setembro de 1816 - Giugliano, 12 de janeiro de 1843), Conde de Lecce, foi um príncipe das Duas Sicílias, filho do rei Francisco I e de Maria Isabel de Espanha.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no Palácio Real de Palermo, em 23 de setembro de 1816, Antônio era o quarto filho do rei Francisco I das Duas Sicílias e de sua segunda esposa, a infanta Maria Isabel de Espanha. À época, ocupava o trono seu avô, o rei Fernando I, que lhe concedeu o título de conde de Lecce. Em 1830, por ocasião do casamento de sua irmã, a princesa Maria Cristina, com o rei Fernando VII de Espanha, o príncipe acompanhou seus pais em uma longa viagem pela Itália, França e Espanha.[1] Seu pai morreu poucos meses após seu retorno a Nápoles.

Durante o reinado de seu irmão, o rei Fernando II, Antônio tornou-se rapidamente conhecido por seu comportamento inquieto. Aos dezesseis anos de idade, ele já era um mulherengo convicto.[2] Em 1837, Fernando II iniciou negociações para casá-lo com sua sobrinha, a princesa Luísa de Bourbon, filha de sua meia-irmã Carolina, duquesa de Berry.[3] A iniciativa fracassou porque a duquesa de Angoulême opôs-se à união.

Em 12 de janeiro de 1843, o príncipe morreu repentinamente. O embaixador britânico, William Temple, reproduziu na correspondência diplomática as informações oficiais de que Antônio, então com apenas vinte e seis anos de idade, encontrava-se com a saúde frágil, convalescendo após superar repetidos episódios de paralisia, quando contraiu febre tifoide.[4] Entretanto, a verdade é que Antônio foi assassinado na pequena casa que mantinha para encontros amorosos, na comuna de Giugliano, espancado até a morte pelo marido de uma jovem que ele havia tentado seduzir.[4] Para evitar um escândalo, o crime não foi tornado público.[4] Antônio foi sepultado na cripta real da Basílica de Santa Clara, em Nápoles.

Referências

  1. Acton 1997, p. 52-54.
  2. Acton 1997, p. 86-87.
  3. Acton 1997, p. 158.
  4. a b c Acton 1997, p. 164.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]