Antanas Mockus
Antanas Mockus | |
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Antanas Mockus | |
| Senador da República da Colômbia | |
| Período | 20 de julho de 2018 até 8 de fevereiro de 2020 |
| Prefeito de Bogotá | |
| Período | 1º de janeiro de 1995 até 10 de abril de 1997 |
| Período | 1º de janeiro de 2001 até 31 de dezembro de 2003 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 25 de março de 1952 (74 anos) Bogotá, Colômbia |
| Nacionalidade | colombiano e lituano |
| Progenitores | Mãe: Nijolė Šivickas Pai: Alfonsas Mockus |
| Alma mater |
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| Cônjuge | Adriana Córdoba |
| Partido | Aliança Verde |
| Religião | católico |
| Ocupação | matemático, filósofo, professor universitário, jornalista e político |
Aurelijus Rutenis Antanas Mockus Šivickas (Bogotá, 25 de março de 1952) é um matemático, filósofo, político e educador colombiano. Filho de imigrantes lituanos, é mestre em Filosofia pela Universidade Nacional da Colômbia (UN), da qual foi reitor, e é também licenciado em Matemática e Filosofia pela Universidade de Dijon. Foi agraciado com um doutorado Honoris Causa pela Universidade de Paris XIII.
Ele também foi presidente da extinta dos visionários da Colômbia (Corpo-visionários), um centro de estudos e ação sem fins lucrativos que pesquisava, assessorava, planejava e implementava ações.
Carreira política
[editar | editar código]Antanas Mockus foi prefeito de Bogotá por dois mandatos, de 1995 a 1997 e de 2001 a 2003.
Em setembro de 2009, ele aderiu ao Partido Verde ao lado de Luis Eduardo Garzón e Enrique Peñalosa. Mockus foi escolhido pelo partido para concorrer às eleições presidenciais colombianas, tendo sido segundo colocado, atrás de Juan Manuel Santos, candidato governista e ex-ministro da Defesa do país, que obteve 68,9% dos votos. [1]
Nas eleições legislativas de março de 2018, Antanas Mockus elegeu-se senador pela Aliança Verde com 540 783 votos, tornando-se o segundo candidato mais votado do país, atrás apenas de Álvaro Uribe. Sua campanha foi focada na ética pública e na defesa dos acordos de paz. Ele tomou posse formalmente em 20 de julho de 2018, tornando-se uma das vozes principais da oposição ao governo de Iván Duque. No entanto, sua permanência no cargo foi contestada judicialmente devido a uma inabilitação jurídica, a lei colombiana proíbe que candidatos tenham firmado contratos com o Estado nos seis meses anteriores ao pleito. Como Mockus figurava como representante legal da Corpovisionarios, que mantinha contratos vigentes com o governo na época, o Conselho de Estado iniciou um processo de anulação de sua credencial. O mandato foi marcado por instabilidade jurídica. Em abril de 2019, a eleição foi anulada, mas Mockus permaneceu no cargo amparado por recursos constitucionais (tutelas) concedidos entre julho e dezembro daquele ano. A decisão definitiva ocorreu em 21 de janeiro de 2020, quando a Sala Plena do Conselho de Estado confirmou a perda do mandato. A saída oficializada e a desvinculação administrativa do Senado foram concluídas em fevereiro de 2020, quando sua vaga foi assumida por Jorge Eduardo Londoño.[2]
Biografia
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Filho de imigrantes originários da Lituânia, foi considerado como criança-prodígio. Aprendeu a ler aos dois anos de idade e se formou com mérito e distinção no Liceo Francés de Bogotá em 1969. Estudou matemática e filosofia em Dijon (França) em 1972.
Fez mestrado em Filosofia na Universidade Nacional da Colômbia escrevendo uma tese com o título "Representar e dispor: um estudo da noção de representação orientado à avaliação do seu papel na compreensão prévia do ser como disponibilidade" no ano de 1988. Foi designado Reitor Geral da Universidad Nacional em 1990. Primeiro como Vice-reitor Académico e depois disso foi reconhecido por impulsionar uma reforma acadêmica e de política do bem-estar na Universidade, e por uma serie de ações públicas polêmicas como, por exemplo, ir ao seu escritório de bicicleta, pegar os próprios genitais em frente de uma multidão na cidade de Manizales e, ainda mais, por baixar as calças num auditório da Universidad Nacional para mostrar os glúteos em frente de um grupo de estudantes que o impediam de fazer uma alocução.
Depois daquela inesperada intervenção, o seu nome ganhou transcendência nacional, mas no ano 1993, foi forçado a renunciar ao cargo de Reitor[3] e, depois de uma postulação falida para exercer o mesmo cargo no período seguinte, apresentar-se como candidato à prefeitura de Bogotá. Com uma campanha sem precedentes no mundo, na qual não houve publicidade, mas promessas eleitorais de uma nova cidade fundada em uma doutrina que ele chamou de 'cultura cidadã', derrotou o seu principal opositor Enrique Peñalosa. Renunciou ao cargo no início de 1997, para poder lançar-se como candidato nas eleições presidenciais de 1998.
Em 2000 regressou ao cenário político como candidato a uma segunda eleição para alcaide de Bogotá. O mandato de Mockus terminou em 2003, para ser substituído por Luis Eduardo Garzón. Mockus decide então tomar um ano sabático, viajando e dialogando ao redor do mundo. Pensava regressar ao CNU no ano seguinte, apesar de contemplar a ideia de lançar uma campanha presidencial.
Depois de passar duas semanas na Kennedy School of Government nos Estados Unidos em 2004, "para partilhar experiências sobre o compromisso cidadão que tinham os estudantes e a faculdade", Mockus regressou a Harvard como professor visitante de línguas românicas para dar aulas de castelhano no segundo semestre de 2004. Em novembro, Mockus fez uma viagem à Universidade da Virgínia para falar sobre o uso de mecanismos sociais positivos em relação ao seu cargo de prefeito de Bogotá.
Em 2004, o diário Draugas escolheu Mockus como o "Lituano do Ano". Em outubro de 2004, visitou pela primeira vez a comunidade lituana de Chicago (Illinois), que é a maior comunidade de lituanos fora da Lituânia.
Em maio de 2010, passou ao segundo turno das eleições presidenciais colombianas mas perdeu para Juan Manuel Santos.[1]
Referências
- 1 2 Juan Manuel Santos vence as eleições na Colômbia. G1, 21 de junho de 2010.
- ↑ «O senador Antanas Mockus, o segundo mais votado nas eleições legislativas de março na Colômbia, mostrou a bunda nesta sexta-feira (20) em um suposto ato de protesto durante a instalação do Congresso que legislará nos próximos quatro anos....». UOL. 20 de julho de 2018
Ligações externas
[editar | editar código]- (em castelhano) "¡Por una insurrección educativa !" Entrevista con Antanas Mockus, por Gérard Wormser . Sens Public, 1º de outubro de 2010.

