Antifa (Estados Unidos)

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Logotipo da Antifa

O movimento Antifa (em inglês: /ænˈtiːfə/ or /ˈæntiˌfɑː/)[1] é uma conglomeração de grupos anti-fascistas autônomos nos Estados Unidos.[2][3][4] A principal característica dos grupos antifa é a sua oposição ao Fascismo através do uso da ação direta.[5] Eles atuam com táticas de militância em protestos, que incluem destruição de propriedades e violência física.[2][6][5][7] Eles possuem tendência a serem anti-capitalistas[8] e eles são predominantemente militantes de extrema-esquerda,[9][5] o que incluem anarquistas, comunistas e socialistas.[10][11][12][13] O seu foco declarado é lutar contra a extrema-direita e com os movimentos supremacistas brancos diretamente, ao invés de politicamente.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Logotipo da Antifaschistische Aktion, o movimento militante anti-fascista da Alemanha dos anos 1930 que inspirou o Movimento Antifa.

O movimento se estrutura em parte de uma tradição anti-fascista nos Estados Unidos que remonta a um século atrás, traçando suas raízes nos anos 1920 e 1930, quando militantes esquerdistas estavam envolvidos em conflitos contra organizações pró-nazistas estado-unidenses, entre elas a Friends of New Germany.[14] A linhagem Antifa na América pode ser traçada da Alemanha de Weimar,[15] onde o primeiro grupo conhecido como "antifa" foi o grupo Antifaschistische Aktion, formado em 1932 com o envolvimento do Partido Comunista Alemão.[16]

Após a Segunda Guerra Mundial, mas anterior ao surgimento do movimento Antifa moderno, os confrontos violentos com elementos fascistas continuaram esporadicamente.[17]

As políticas da Antifa moderna podem ser definidas como a resistência a ondas de xenofobia, à emergência da cultura do poder branco e à infiltração de skinheads neo-nazistas no cenário punk britânico nas décadas de 1970 e 1980. Em resposta à emergência do Neonazismo na Alemanha, um grupo de jovens esquerdistas, que incluía anarquistas, fãs de punk, revolucionários e imigrantes vuneráveis, organizaram grupos de auto-defesa e reviveram a tradição de combater grupos fascistas nas ruas.[9] O colunista Peter Beinart escreveu que "no final dos anos 80, grupos punk com tendencia esquerdista começavam a seguir o exemplo nos Estados Unidos, mesmo chamando o seu movimento de Ação Anti-Racista (ARA na sigla em inglês) tendo em mente a teoria de que os americanos estariam mais familiarizados em lutar contra o racismo do que estariam em lutar contra o Fascismo."

Mark Bray, o autor de Antifa: The Anti-Fascist Handbook, credita a ARA como a precursora dos grupos antifa modernos nos EUA e no Canadá.[18] Esses ativistas fizeram viagens com bandas punk rock e skinhead populares no final dos anos 1980 e nos anos 1990,[19][9][20] perseguindo neonazistas e outras variações de supremacistas brancos e tentando garantir que esses grupos não recrutassem os seus fãs. O lema deles era: "Nos vamos aonde eles vão".[21] Em 2002, eles perturbaram um discurso de Matthew F. Hale, o líder da World Church of the Creator, um grupo supremacista branco da Pensilvânia; 25 pessoas foram presas por causa da confusão resultante".[9]

Outros grupos antifa dos Estados Unidos possuem outras genealogias, por exemplo em Minneapolis, Minnesota, um grupo conhecido como Baldies foi formado em 1987 com o objetivo de lutar diretamente com movimentos neonazistas.[8]

Ideologia e atividades[editar | editar código-fonte]

O movimento Antifa é composto por grupos autônomos não possuindo organização formal.[9][22] Os grupos Antifa ainda organizam redes de apoio soltas, tais como a NYC Antifa, ou operam de forma independente.[23] Os ativistas geralmente preparam protestos através das mídias sociais e de websites e listas de emails.[9][22] Alguns ativistas têm construído redes pessoa para pessoa, ou usado serviços de mensagens criptografadas como o Signal.[24] De acordo com o Salon, eles são uma estratégia organizacional, não simplesmente um grupo de pessoas.[25] Enquanto seus números não podem ser estimados com precisão, o movimento tem crescido desde a Eleição presidencial de 2016 e aproximadamente 200 grupos existem atualmente nos EUA, sendo de tamanhos e níveis de engajamento variados.[15] Os ativistas possuem uma diversidade de ideologias, tipicamente nas esquerda e incluem anarquistas, socialistas e comunistas tendo também alguns liberais e social-democratas.[26][27][28]

De acordo com Brian Levin, diretor de Centro de Estudos do Ódio e Extremismo na Universidade Estadual da Califórnia em San Bernardino, os ativistas Antifa participam de ações violentas porque "eles acreditam que elites estão controlando o governo e a mídia. Então eles têm a necessidade de tomar uma atitude contra as pessoas que eles consideram como racistas".[2] de acordo com Mark Bray, um historiador da Dartmouth College que é simpático aos objetivos da Antifa, os seus adeptos "rejeitam depender da polícia e do Estado para deter o avanço da supremacia branca. Ao invés disso, eles advogam pela oposição popular ao Fascismo, como nós vimos em Charlottesville".[27]

A ideia de ação direta é central para o movimento antifa. O organizador da Antifa, Scott Crow, disse a um entrevistador: "A ideia na Antifa é que nós vamos onde eles [os direitistas] vão. Aquele discurso de ódio não é liberdade de expressão. E se você está deixando as pessoas em perigo com o que você diz e as ações que estão por trás disso, então você não tem o direito de dizer o que diz. E se for o caso causaremos conflitos, para calá-los onde eles estão, porque não acreditamos que os nazistas ou fascistas de qualquer faixa deveriam ter um porta-voz. "[2] O manual postado no site It´s Going Down, um site anarquista, adverte contra aceitar "pessoas que querem apenas lutar". Além disso, observa que "confrontar e defender fisicamente contra os fascistas é uma parte necessária do trabalho antifascista, mas não é a única ou nem mesmo necessariamente a parte mais importante".[29]

Segundo Beinart, os ativistas da antifa "tentam identificar publicamente os supremacistas brancos e fazê-los demitidos de seus empregos e despejados de seus apartamentos", além de "interromper os comícios de supremacia branca, inclusive pela força".[30] De acordo com uma resenha de um livro do Washington Post, as táticas antifa incluem a "sem divulgação", ou seja, negar as plataformas que seus alvos possuem para falar; obstruindo seus eventos e desfigurando sua propaganda; e quando os ativistas da antifa considerarem necessário, empregar a violência para detê-los.[28] De acordo com a National Public Radio, "as pessoas que falam pelo movimento Antifa reconhecem que às vezes carregam paus e bastões" e sua "abordagem é de confronto".[31] A CNN descreve o antifa como "conhecida por causar danos à propriedade durante os protestos".[2] Scott Crow, descrito pela CNN como "um organizador de longa data da Antifa", argumenta que a destruição da propriedade não é uma forma de violência.[2] Os grupos têm sido associados à violência física em público contra a polícia[32] e contra pessoas cujas opiniões políticas seus ativistas consideram repugnantes.[33] Ativistas da Antifa usaram porretes e líquidos tingidos contra os supremacistas brancos em Charlottesville[34] e causaram danos materiais.[2] Em um incidente, um aparente defensor da antifa deu um soco no rosto do suprematista branco Richard Spencer enquanto ele dava uma entrevista improvisada de rua[35][36] e em outra ocasião, em Berkeley, foi relatado que alguns deles jogavam coquetéis Molotov.[2]

Além das outras atividades, os ativistas da antifa se envolvem em atividades de apoio mútuo, como resposta a desastres no caso do Furacão Harvey.[37][38] De acordo com Natasha Lennard em The Nation, os "coletivos antifa" estão trabalhando com grupos e igrejas de cidades em todo o país para criar um Novo Movimento do Santuário, continuando e expandindo uma prática de 40 anos de prover espaços para refugiados e imigrantes, o que implica a recusa absoluta de cooperar com a ICE".[23]

Em junho de 2017, o movimento antifa estava ligado ao "extremismo anarquista", de acordo com o New Jersey Office of Homeland Security and Preparedness.[39] Em setembro de 2017, um artigo no Politico declarou que o site havia obtido documentos confidenciais e entrevistas indicando que em abril de 2016, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e o FBI acreditavam que "extremistas anarquistas" eram os principais instigadores de violência em público em comícios contra uma gama de alvos. O Departamento de Segurança Interna teria classificado suas atividades como terrorismo doméstico. Politico entrevistou policiais que notaram um aumento na atividade desde o início da administração Trump, particularmente um aumento no recrutamento (e da parte da extrema direita também) desde o comício Unite the Right de Charlottesville. Politico afirmou que uma avaliação interna reconhecia a incapacidade de penetrar na estrutura organizacional "difusa e descentralizada" dos grupos. A Politico também informou que as agências estavam (a partir de abril de 2016) monitorando "conduta considerada potencialmente suspeita e indicativa de atividade terrorista".[40]

Protestos notáveis e violência[editar | editar código-fonte]

Os grupos Antifa, juntamente com ativistas black blocs, estavam entre os que protestaram contra a eleição de Donald Trump em 2016.[9][23] Eles também participaram dos protestos de Berkeley em fevereiro de 2017 contra o porta-voz da alt-right[41][42][43][44] Milo Yiannopoulos, onde eles ganharam atenção,[22] com a mídia relatando que eles "jogavam coquetéis Molotov e quebravam janelas", causando danos que custaram 100 mil dólares.[2][45] Antes do evento, havia rumores de que ele planejava defender a expulsão de estudantes não documentados em seu discurso. Yiannopoulos negou os rumores, dizendo que ele não estava planejando atingir os alunos individualmente, e sim que planejava fazer campanha contra os "campus santuário".[46][47]

Em abril de 2017, dois grupos descritos como "antifascistas/anarquistas" ameaçaram atrapalhar o 82° desfile da Avenida de Rosas depois de ouvirem que o Partido Republicano do Condado de Multnomah iria participar. Os organizadores do desfile também receberam um e-mail anônimo, dizendo: "Você viu quanto poder temos no centro da cidade e que a polícia não pode nos impedir de fechar as estradas, então, por favor, decidam com sabedoria". Os dois grupos negaram ter algo a ver com o email. O desfile foi finalmente cancelado pelos organizadores devido a preocupações de segurança.[48][49]

Em 15 de junho de 2017, alguns grupos antifa se juntaram aos manifestantes da Evergreen State College para se opor ao evento do grupo Patriot Prayer. O grupo estava apoiando o professor de biologia da faculdade Bret Weinstein, que se tornou a figura central em uma controvérsia depois que ele criticou as mudanças em um dos eventos da faculdade. Além dos ativistas da antifa pacíficos que seguravam um cartaz de "amor à comunidade", o USA Today reportou que um deles cortou os pneus do ativista de direita Joey Gibson e outro foi atacado por ativistas do Patriot Prayer depois de ser visto com uma faca.[50]

Os contra-manifestantes da Antifa na manifestação Unite the Right, em Charlottesville, Virgínia, em agosto de 2017, "certamente usavam paus e líquidos tingidos contra os supremacistas brancos".[34] A jornalista Adele Stan entrevistou um manifestante antifa no comício, que disse que os bastões carregados pelos manifestantes são justificáveis pelo fato de que "a direita tem um esquadrão de tontos".[51] Alguns participantes da antifa no protesto de Charlottesville cantaram que os contra-manifestantes deveriam "dar um soco na boca de um nazista".[31] Os participantes da Antifa também protegeram Cornel West e vários clérigos de ataques da supremacia branca, com West afirmando que achava que a antifa havia "salvado sua vida".[52][53] Outro líder religioso afirmou que os ativistas antifa defenderam a Primeira Igreja Metodista Unida, onde o Colectivo de Clérigos de Charlottesville providenciava refrescos, música e formação aos contra-manifestantes e "perseguia [os supremacistas brancos] com paus".[52][54]

Grupos que estavam se preparando para protestar contra o Boston Free Speech Rally viram seus planos se tornarem virais após a violência em Charlottesville. O evento atraiu uma multidão pacífica de 40.000 contra-manifestantes. Na The Atlantic, McKay Coppins afirmou que as 33 pessoas presas por incidentes violentos foram "instigadas principalmente pela minoria de agitadores 'Antifa' na multidão".[55] O presidente Trump descreveu os manifestantes do lado de fora da manifestação de agosto de 2017 em Phoenix, Arizona, como "Antifa".[56]

Durante um protesto em Berkeley em 27 de agosto de 2017, cerca de cem manifestantes antifa se juntaram a uma multidão de 2.000 a 4.000 contra-manifestantes para atacar um "punhado" de manifestantes da alt-right e partidários de Trump que compareceram a uma manifestação chamada de "Diga Não ao Marxismo" que havia sido cancelada pelos organizadores devido a preocupações de segurança. Alguns ativistas da antifa bateram e chutaram os manifestantes desarmados[45][57] e ameaçaram quebrar as câmeras de qualquer um que filmasse.[58] Jesse Arreguin, o prefeito de Berkeley, sugeriu classificar a antifa da cidade como uma gangue.[59] O grupo Patriot Prayer cancelou um evento em San Francisco no mesmo dia devido a protestos contrários. Joey Gibson, o fundador do Patriot Prayer, culpou o antifa, junto com By Any Means Necessary (BAMN), pelo cancelamento do evento.[60]

Reações contrárias[editar | editar código-fonte]

Imprensa tradicional[editar | editar código-fonte]

As ações da Antifa foram alvo de críticas de republicanos, democratas e comentaristas políticos na mídia dos EUA.[61][62][63] A líder da minoria na Câmara, Nancy Pelosi, condenou a violência dos ativistas da "Antifa" em Berkeley em 29 de agosto de 2017.[64] A apresentadora do programa de entrevistas Conservative e contribuidora da Fox News, Laura Ingraham, sugeriu rotular a antifa como uma organização terrorista.[65] Trevor Noah, apresentador do programa de televisão popular The Daily Show, se referiu jocosamente ao grupo antifa como "Um ISIS vegano".[66] Vários manifestantes antifa foram presos por danos materiais, ataque com armas mortais, entre outras acusações.[67][68]

Petição no site da Casa Branca[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2017, uma petição solicitando que a "AntiFa" fosse classificada pelo Pentágono como uma organização terrorista foi lançada no sistema de petições da Casa Branca. Essa petição reuniu mais de 100.000 assinaturas em três dias e, portanto, sob a política definida pelo governo Obama teria recebido uma revisão oficial e resposta da Casa Branca (em mais de 300.000 assinaturas, no final de agosto foi o terceiro envio mais assinado).[69] No entanto, o precedente estabelecido pela administração Obama de dar respostas formais a petições que excedem o limite de 100.000 assinaturas não foi continuado pela administração Trump, que não respondeu a qualquer petição no site.[70] O criador da petição "AntiFa", que usou o pseudônimo "Microchip", disse ao Politico que fazer que os conservadores compartilhem e discutam a petição é o ponto principal, em vez de levar a qualquer ação concreta do governo. A partir de outubro de 2017, a petição passou a ter mais de 350.000 assinaturas.[71]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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