Antilhas Neerlandesas

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Nederlandse Antillen
Antia Neerlandes

Antilhas Neerlandesas / Holandesas

País constituinte do
Reino dos Países Baixos

Flag of the Netherlands.svg
1954 – 2010 Flag of Aruba.svg
 
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Flag Brasão
Bandeira Brasão
Lema nacional
Libertate unanimus (em neerlandês: «Unidos pela liberdade»)
Hino nacional
Hino nacional das Antilhas Neerlandesas
Localização de Antilhas Neerlandesas / Holandesas
Localização das Antilhas Neerlandesas / Holandesas
Continente América
País Países Baixos
Capital Willemstad
Língua oficial Neerlandês, papiamento e inglês
Governo Monarquia Constitucional parlamentar
Governador
 • 1951-1956 Teun Struycken
 • 1962-1970 Cola Debrot
 • 1983-1990 René Römer
 • 2002-2010 Frits Goedgedrag
Rainha
 • 1954-1980 Juliana dos Países Baixos
 • 1980-2010 Beatriz dos Países Baixos
História
 • 15 de dezembro de 1954 Fundação
 • 10 de outubro de 2010 Dissolução
Área
 • 2001 800 km2
População
 • 2001 est. 175 653 
     Dens. pop. 219,6/km²
Moeda Florim das Antilhas Neerlandesas

As Antilhas Neerlandesas ou Antilhas Holandesas[1] (em papiamento: Antia Neerlandes; em neerlandês: Nederlandse Antillen) foram um território autónomo neerlandês das Caraíbas (Caribe) formado por dois grupos de ilhas. Um dos grupos encontrava-se no norte das Pequenas Antilhas e o outro ao largo da costa da Venezuela, próximo de outra dependência autônoma dos Países Baixos, Aruba. A capital era a cidade de Willemstad, localizada na ilha da Curaçao.

História[editar | editar código-fonte]

As ilhas foram descobertas por exploradores a serviço da Coroa Espanhola no século XV, a quem pertenceram até serem conquistadas pelos Países Baixos, durante o século XVII. Em 1954 deixaram de ter o status de colônia para se transformarem em um país constituinte dentro do Reino dos Países Baixos.

A 1 de Janeiro de 1986, Aruba separou-se das Antilhas Neerlandesas e tornou-se um país constituinte do Reino dos Países Baixos.

Em 2004 uma comissão dos governos das Antilhas Neerlandesas e dos Países Baixos aconselhou a revisão do estatuto do Reino dos Países Baixos, no sentido de dissolver aquela dependência, formando dois territórios separados, mas associados aos Países Baixos: Curaçao e São Martinho. Bonaire, Saba e Santo Eustáquio ficariam como "ilhas da coroa". A 10 de outubro de 2010 a dissolução ocorreu, com Curaçao e São Martinho se tornando (assim como Aruba) países constituintes dos Países Baixos e as outras 3 ilhas se tornando municípios especiais (neerlandês: bijzondere gemeenten).[2]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Eram as seguintes as ilhas do grupo do norte:

  • Saba
  • Santo Eustáquio
  • São Martinho – apenas a parte sul desta ilha pertencia às Antilhas Neerlandesas; o restante era primeiro dependente de Guadalupe (e depois uma coletividade ultramarina francesa à parte), por sua vez dependente de França, e era a única fronteira terrestre das Antilhas Neerlandesas.

As ilhas do sul (que não pertenciam às Antilhas, apesar de se encontrarem no Mar das Caraíbas) eram:

  • Aruba
  • Bonaire
  • Curaçao

As ilhas do sul em conjunto formam as chamadas Ilhas ABC.

Geografia[editar | editar código-fonte]

As Antilhas Neerlandesas eram formadas por dois grupos de ilhas caribenhas. O principal era formado pelas ilhas da Curaçao (444 km²) e de Bonaire (288 km²), situadas na costa da Venezuela. O grupo menor era constituído por três pequenas ilhas de origem vulcânica: Santo Eustáquio (21 km²), Saba (13 km²) e São Martinho (34 km², na metade sul da ilha cuja parte setentrional se constitui como uma coletividade francesa.)

Em geral, o clima era tropical, moderado pela influência marinha.

As áreas costeiras das ilhas sofreram as consequências do desenvolvimento econômico. Existia contaminação de solos e produção de resíduos. Curaçao tem grandes problemas de poluição.

Economia[editar | editar código-fonte]

Porto em Willemstad, capital das Antilhas Neerlandesas

No grupo sul das Antilhas Neerlandesas encontravam-se vários portos naturais que dispunham de refinarias de petróleo que eram abastecidas pelos petroleiros vindos da Venezuela. A refinação de petróleo constituía, por isso, a principal base da economia, especialmente, de Curaçao.

Os incentivos fiscais por parte do governo encorajaram o desenvolvimento do turismo, que era o maior negócio de todas as cinco ilhas. A estabilidade política criou um território muito atrativo ao investimento estrangeiro. Willemstad, a capital, tornou-se no maior centro financeiro das Caraíbas.

A agricultura era limitada pela falta de chuva. A maior parte dos produtos alimentares eram importados e a água potável era conseguida por destilação. Os únicos recursos naturais do território eram o sal e fosfato.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população era de 212 226 habitantes, o que correspondia a uma densidade de 221,2 hab./km². A taxa de natalidade era de 15,76% e a taxa de mortalidade de 6,4%. A esperança média de vida atingia 75,38 anos. Estimava-se que em 2025 a população fosse de 250 000 habitantes.

Os mestiços negros, com 85% do total da população, constituíam o grupo étnico maioritário, seguidos pelos ameríndios do Caribe, os brancos e os asiáticos.

A língua oficial era o neerlandês. No entanto, o papiamento era a língua materna da quase totalidade da população. Esta língua é um crioulo com influências do espanhol, português, neerlandês e inglês. Também se fala o inglês e o espanhol. A religião majoritária era o cristianismo, tanto católico como protestante.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura das Antilhas Neerlandesas

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]